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Blog Istorew do Bem-Coluna-Braz Lourenço

Michel Dal Col Costa

Created on July 6, 2024

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BIOGRAFIAS

biografias

capixabas e brasileiras

capixabas e brasileiras

e histórias de vida que contribuíram com a formação da Serra

Esta é a página principal da trilogia, beleza!

clique em cada nome!

A potência indígena na fundação da Serra, reunindo humildade e bravura por aquilo que seu povo acreditava

maracajaguaçu

maracajaguaçu

O jovem idealista e bem-aventurado que buscou construir relações em meio aos conflitos da colonização

braz lourenço

braz lourenço

O estrategista que se valeu da devoção e da negociação para resistir e manter a cultura africana em meio a opressão escravista

crispiniano da silva

crispiniano da silva

"maracajaguaçu"

Histórias fascinantes de um indígena que marcou a história do estado do espírito santo

PROPósito DA COLUNA "Micro-Planeta Serra"

Investigar, divulgar e buscar os nexos das histórias de vida e experiências dos filhos da Serra e de personalidades importantes para a história do município. E, a partir dessas biografias, pensar a história do município, sob os pontos de vistas histórico, cultural, sociológico, antropológico, artístico, político, religioso, dentre outros. A inspiração vem dos estudos sobre biografia nas ciências humanas, sociais aplicadas e do espírito. Boa leitura!

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Quem foi Maracajaguaçu?

Seu caráter

A historiadora Maria Stella de Novaes escreveu que ele tinha uma inteireza de caráter, prudência, conduta enérgica e uma lealdade, que se impunha até diante das autoridades máximas.

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Foi um tipo de rei indígena que migrou para região a Capitania do Espírito Santo junto com seu povo como refugiados de guerra, para buscar proteção de inimigos que os queriam dizimar completamente.

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EXPRESSÃO

compreensão

VIVÊNCIAS

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Tendo em vista o contexto conflituoso e atemorizante, Maracajaguaçu buscou refúgio, asilo, proteção no Espírito Santo, e propôs como contrapartida a sua conversão à fé cristã.

Maldição, perseguição, inimizade, guerra e canibalismo ameaçavam a vivência ancestral de Maracajaguaçu e sua família/comunidade.

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A catequese tocou em aspectos profundos e polêmicos das comunidades indígenas como a poligamia, a aderência aos Sacramentos e o canibalismo.

Condições da biogrAfia

REFERÊNCIAS

Ao investigarmos a memória documental e os vestígios que informam aqueles tempos quinhentistas, encontramos informações sobre a vida de Maracajaguaçu. Porém, muito mais de forma indireta pelos cronistas e padres que trocaram correspondências comentando os acontecimentos da época.

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www.portaltemponovo.com.br/

Padre
Braz Lourenço
O jesuíta amigo de São José de Anchieta que fundou a Serra e deu nome ao Mestre Álvaro

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VIVÊNCIAS NO ESPÍRITO SANTO

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Assumiu o posto de Superior dos jesuítas no ES. Procurou unir a comunidade, estruturar a caridade, pregar o Evangeljho e foi bom administrador, concluindo o Colégio e fundando aldeias de catequese.

Braz Lourenço tinha 24 anos e, já ordenado sacerdote, entrou para a Cia de Jesus em 1549. Veio para o Brasil em 1553, junto com uma equipe encontrar os missionários que já estavam há anos no Brasil.

JESUÍTAS EM MISSÃO NO BRASIL

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Expressão própria de braz lourenço

CLIQUE NA SETA

Linha Biográfica de braz lourenço

CLIQUE NOS ANOS

Das missões no Brasil até retornar ao Espírito Santo onde veio falecer

1582 a 1605

Do nascimento ao engajamento na Compahia de Jesus

1525 a 1553

Da Chegada ao Brasil à vinda para a Capitania Espírito Santo

1553 a 1564

Vivências e obras na Capitania do Espírito Santo

1564 a 1582

CLIQUE NOS ANOS

15 vivências que marcaram a obra de Braz Lourenço no Espírito Santo.

BÔNUS 1

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A influência da força divina na ação dos jesuítas e na história da Serra.

BÔNUS 2

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A proposta e a vivência evangelizadora dos jesuítas sofreram oposição.

BÔNUS 3

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REFERÊNCIAS

Crispiniano da Silva

O africano que ajudou a edificar a História da Serra

Este próximo passo no conhecimento da História da Serra é imperdível!Nele, você lerá sobre pontos importantes da biografia do migrante forçado africano Crispiniano da Silva. Este homem é considerado o herói mítico que liderou a fundação da festa de São Benedito ainda no contexto da escravidão na área rural de Putiri, entre Serra e Nova Almeida. Mesmo sob a opressão da condição escrava, ele foi competente para mobilizar a comunicação e os espaços de liberdade disponíveis para unir sua comunidade preta, além de negociar e angariar o apoio dos senhores e instituições para dar a largada na primeira fincada do Mastro de São Benedito da Serra.

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condições para a escrita biográfica

O nome de Crispiniano da Silva ainda não surgiu em documentos e registros oficiais. Sabemos sobre essa figura histórica somente por meio da memória popular que foi transmitida ao longo dos tempos. Ele era um membro da população que estava na condição subalterna e escravizada. Não possuia uma raíz familiar entre os colonizadores e também não detinha os recursos educacionais e de formação valorizados pela socidade na época. Essa invisibilidade histórica foi contrastada por sua importância conservada no plano da oralidade e da memória popular. E, ao debruçarmos sobre sua trajetória, descobrimos coisas incríveis como a sua prória genelogia familiar.

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Árvore DA FAMÍLIA DE CrispINIANO

REFERÊNCIAS

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Trajetória da Banda de Congo de Putiri

clique nos anos

1862 Primeira banda de congo e primeiro mastro

1856 Naufrágio em Nova Almeida

1960 Banda de Putiri é transferida para a Serra-Sede

2022 Banda de Congo Folclórico São Benedito

CRISPINIANO DA SILVA E A FORMAÇÃO DA FESTA DE SÃO BENEDITO DA SERRA

A história da Festa de São Benedito da Serra e Crispiniano da Silva, este indivíduo de origem africana que contribuiu na construção da história da Serra, entre em cena na história local em meados do século XIX, como podemos ver pela memória tradicional que existe na região do município, cujo reconhecimento abrange uma área cultural que se estende por grande parte da região central do Espírito Santo. Pela memória contada e registrada pela Associação de Bandas de Congo da Serra, sob os auspícios, organização e, possivelmente, redação de Mestre Antônio Rosa, Crispiniano surgiu era uma pessoa escravizada. E aparece na história como um dos africanos aprisionados em um navio negreiro tinha como rota a região do Espírito Santo, passando pela costa do então município de Reis Magos de Nova Almeida por volta do ano 1856. Foi nessa viagem que ocorreu um sinistro marítimo que levou aos pedaços a Nau que os trazia. Mas, Crispiniano e um grupo de outros africanos se seguraram nos destroços do navio e também se agarraram na devoção ao Santo Negro São Benedito que pela fé os salvou sobrenaturalmente do naufrágio, trazendo-os para terra firme sãos e salvos. O fato milagroso vivenciado por Crispiniano e seus companheiros fez com que esse grupo se motivasse de forma destemida a realizar uma festa em homenagem a esse santo católico a partir de uma banda de congo, que era a manifestação musical e celebrativa com dança e canto que essas pessoas tinham como recurso cultural para se alegrar e louvar por causa daquela benção grandiosa que haviam recebido. Pois, embora estivessem ainda na condição da opressão escrava, eles estavam vivos e tinham sonhos para o futuro. Esta festa, segundo a memória guardada pelos festeiros e mestre locais, teve suas primeiras edições em Putiri, mas depois foi editada também na Serra-Sede, a partir da estrutura do Centro da cidade e da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, que era o centro religioso mais importante da região. Era nessa Matriz que se faziam os batizados registrando as novas almas nascidas nas povoações locais, na qual eram realizados os casamentos e também a comunhão da comunidade cristã local.

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CONDIÇÕES PARA ESTUDO DA BIOGRAFIA DE CRISPINIANO

Nada se sabe, por exemplo, sobre sua vida na África e ainda não apareceram dados sobre ele nos livros de registros da Igreja, nem mesmo nas notas cartoriais ou em processos judiciais. Por enquanto, sabemos sobre essa figura somente por meio da memória popular que foi transmitida ao longo dos tempos. Chama-se atenção aqui sobre tais fontes históricas dos registros escritos oficiais pelo fato da historiografia acadêmica ter realizados altos e profundos estudos sobre a região usando esses documentos em boa quantidade, constituindo listas de nomes e outros dados de pessoas escravizados, bem como informações sobre suas famílias e sobre processos nos quais estavam envolvidos. Em cartórios, por exemplo, há inúmeras cartas de alforria, documentos de compra e venda e outros tipos de notas relacionadas às pessoas escravas e seus familiares, tanto livres quanto aqueles que ainda estão sob o jugo do cativeiro. Estes documentos e estudos nos trazem muitas informações com análises seriais, quantitativas e também reconstroem qualitativamente as trajetórias de vida por meio do acompanhamento de nomes de pessoas, de famílias e outras sociabilidades. Porém, sobre Crispiniano da Silva ainda não se tem em mãos tais registros oficiais da época. De qualquer forma, tais fontes são investigadas continuamente, e a arqueologia feita pelos historiadores e pesquisadores pode ainda revelar mais sobre esse personagem histórico. Podemos usar o universo das informações desses documentos que trazem informações da época para a compreensão da realidade de pessoas como Crispiniano, cujos dados pessoais são raríssimos. Por exemplo, certa vez, o jornalista e pesquisador Hélio Henrique Marchioni, ao fazer uma das últimas entrevistas com Mestre Antônio Rosa, anotou a partir da fala do grandioso festeiro serrano o nome deste personagem histórico serrano grafado de forma diferente. Pela anotação do pesquisador, Antônio Rosa o chamou de “Cipriano”. Ora, ao olharmos as listas de nomes da população do Oitocentos, especialmente as listas de escravizados e até de libertos, observamos que ambas as formas dos nomes apareciam naquele contexto com frequência. Ou seja, tanto Cipriano como Crispiniano eram nomes comuns, porém, raramente uma pessoa na condição da escravidão, era anotado com um sobrenome. Isso só ocorria quando havia um processo legal de trânsito da escravidão para a liberdade por meio de carta de alforria ou libertação judicial. A ausência de informações sobre homens como Crispiniano, que era africano, negro, escravizado, ou seja, era um membro da população que estava condição subalterna. Para aquela sociedade, era alguém sem importância política ou cidadã. Além de não ter uma origem nas famílias coloniais, ele não possui riquezas materiais e posses. Por isso, sua presença histórica se manifesta mais no campo da memória e da oralidade, não aparecendo nos registros oficiais, nos quais somente apareciam as elites políticas, sociais, culturais e econômicas. E, naquela época, esse grupo minoritário era formado por pessoas brancas, que tinham uma raiz familiar entre os colonizadores e também detinha os recursos educacionais e de formação valorizados pela sociedade na época. Se essa invisibilidade já era forte em relação aos homens negros e membros da classe subalterna. Isso era ainda mais marcante no caso das mulheres, especialmente quando eram negras. Pois, a cultura patriarcal e paternalista tinha também impacto e influía na comunidade negra e foi marcante também na cultura das festas tradicionais de congo e de mastro dos santos da região. É inegável a importância da mulher na atualidade em todas as dimensões da festa e da cultura. E essa característica pode sugerir a hipótese de que elas foram importantes e decisivas também em outros contextos, mas não apareceram nem nos registros oficiais, jornalísticos e nem na seleção que as narrativas da memória e tradicional coletiva preservou para a posteridade. A oralidade e a memória popular tradicional são riquíssimas e maravilhosas, pois trazem beleza e também uma força imensa como a preservação das próprias festas tradicionais com vigor durante séculos. Todavia, as características ocidentais da sociedade brasileira trazem alguns pontos de atenção para esse tipo de cultura. Por exemplo, a oralidade, o analfabetismo e a subalternidade bloqueiam e sabotam o conhecimento das genealogias familiares populares, pelo menos nos termos que essa ciência trabalha já que ela precisa dos registros oficiais e do vínculo entre cada membro da árvore genealógica. Porém, uma coisa incrível pode ser feita a partir da importância que seu filho Zé Maria teve na consolidação das tradições da festa na Matriz Nossa Senhora da Conceição. Sua popularidade nos possibilita linkar o percursor da cultura com suas gerações posteriores, identificando e conhecendo mais sobre como sua família se formou ao longo dos tempos, acompanhando os membros de sua família até a atualidade. Deste modo, a manutenção da festa trouxe para a o destaque da cena histórica da cidade os excluídos, invisíveis e subalternos, os que geralmente não aparecem como protagonistas das genealogias da região. Essa história fez com que essa população alcançasse uma condição de protagonistas e de explícita manifestação de sua inteligência, esforço e riqueza cultural. E hoje sabemos que essa cultura musical, devocional e de linguagem influiu e marcou a cultura e a sociedade serrana, capixaba e brasileira.

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“1856 - Naufrágio em Nova Almeida”

Pelos relatos transcritos no contexto de fundação da Associação de Bandas de Congo, a partir de sua fundação como entidade jurídica em 1986, e que se basearam na oralidade que vinha sendo transmitida ao longo das gerações e das décadas, o naufrágio ocorreu em 1856 nos altos mares de Nova Almeida. Chegando na costa serrana, Crispiniano e seus companheiros se distribuíram pelas fazendas da região, indo alguns até as fazendas dos distritos de Queimado, Calogi, Serra-Sede e também a região de Putiri, entre Serra-Sede e Nova Almeida incluindo as áreas rurais dos arredores.

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“1862 - Primeira banda de congo e primeiro mastro”

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Só em 1862, portanto, 6 anos depois eles “se lembraram” de que tinham feito a promessa de fazer a festa em homenagem à São Benedito, para a qual montaram uma banda de congo em Putiri e se reuriram todos naquela povoação para cumprir a promessa que consistia em erguer um mastro com a bandeira do santo diante de toda comunidade local. Inicialmente, essa promessa foi cumprida nos arredores das fazendas de Putiri, depois passou para a praça da capela que naquela localiedade foi erguida e em seguida, já em um outro contexto, começou a ser realizada também praça da Igreja Matriz da Serra-Sede, na qual havia uma Irmandade de São Benedito que apoiou a migração da festa e deu estrutura para que a mesma se cumprisse nesse novo espaço, mais arrojado e cheio de possibilidades de ganhar força ao longo dos tempos. Como ocorreu de fato, pela devoção e perseveraça do povo e, principalmente, de seus líderes festeiros. Esta memória popular conta que em 1875, cerca de 19 anos após o naufrágio, portanto, Crispiniano faleceu. Não sabemos com qual idade. Mas, ele deixou esposa (o documento não registra o nome dela) e um filho que recebu o nome de seus pais de José Maria da Silva. Este menino tinha apenas 8 anos de idade, mas a liderança de seu pai fez com que os demais companheiros quisessem que ele desse continuidade à liderança de seu pai, Crispiniano. Possivelmente, no início Zé Maria, como ficou conhecido, deve ter sido tutorado pelos demais líderes, companheiros de seu pai, até que alcançasse uma estatura maior e pudesse ele próprio cuidar com mais desenvoltura das tarefas do congo e da festa devotada à São Benedito. O pequeno Zé Maria iniciou sua liderança na festa, aprendendo tudo e imitando seu pai, mas com o tempo foi constituindo sua identidade própria e estilo próprio. Segundo consta, ele deu prosseguimento ao cumprimento da promessa com a mesma vontade e entusiamo do seu saudoso pai Crispiniano. E foi além, já que expandiu seus domínios fazendo a festa e a devoção crescerem. Estratégicamente e, naturalmente, de forma devocional, filiou-se à Irmandade de São Benedito que existia na Serra, na qual ficou por muitos anos e passou a ser respeitado e carinhosamente conhecido sob a aucunha de “Tio Zé”. A Irmandade sediada no centro do município da Serra na Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Serra, deu condições e estrutura para que a festa iniciada em Putiri pudesse ser implantada no principal centro paroquial e religioso da região. Surgiu então a Festa de São Benedito da Serra, uma primeira difusão importante do que fora iniciado em Putiri. Uma difusão semelhante pode ter ocorrido na mesma época em Nova Almeida, certamente por lideranças populares e festeiros com vínculos naquelas paragens mais ao norte. Consta que Tio Zé Maria buscou seguir os rituais de forma tradicional, considerando os dias de festa, o santo da devoção e os ritos principais da celebração. Inicialmente ele e sua comunidade mais companheiros vinham a pé para a Serra, ainda de madrugada para dar início aos festejos, participando das alvoradas matinais e ficando até as fincadas do mastro com a bandeira de São Benedito. Recebiam donativos e alimentação da comunidade, já que naquele contexto não havia ainda o apoio da administração municipal que só viria de forma mais consistente a partir da gestão de Rômulo Castelo e, principalmente, na administração de Naly da Encarnação Miranda que ao que tudo indica foi o primeiro prefeito que finaciou a festa de forma institucional, mas já era o final da vida de Zé Maria, nas décadas de 1950 e 1960.

“1960 - Banda de Putiri é transferida para a Serra-Sede”

Após a morte de Mestre Zé Maria, a Banda de Congo “Folclórica” de São Benedito de Putiri passou a ter sede em São Domingos da Serra pela força protetora da tradição de Mestre Antônio Rosa. Até hoje a sua banda lidera as honras ao padroeiro São Benedito, fazendo preces e agradecendo por mais um ano e por todo bem que estavam vivendo, erguendo o Mastro em 26 de dezembro após linda festa com várias etapas em vários momentos deste mês.

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“1862 - Primeira banda de congo e primeiro mastro”

Sob a liderança de Mestre Antonio Rosa e o apoio de sua esposa Yloiu Machado, mais seus filhos bem como amigos e companheiros que o fortaleceram ao longo da história, a Banda de Congo Folclórico São Benedito segue firme na condução e liderança dos festejos de São Benedito. Seu mestre e capitão Daniel hoje comanda com sua casaca extraordinária tendo ao lado os netos arrojados de Antonio Rosa, como Ramiro e Rodolfo Pelissari que clideram junto com os demais membros esta incrível banda de congo da Serra. A Banda de Congo Folclórico São Benedito e a comunidade que se agrupa em torno dela no Bairro São Domingos segue com muita devoção e protagonismo realizando a festa folclórica. É desta comunidade que a largada inicial dos festejos ocorre com a preparação do mastro cortado em matas da redondeza. É deste bairro e desta comunidade também que sai a celebração da Cortada do Mastro, o primeiro momento público do ciclo anual da Festa de São Benedito. Essa partida é feita pelo protagonismo de Mestre Daniel que conduz sua banda de congo e suas dançarinas devotas até a Matriz da Imaculada Conceição da Serra, na qual pedem, em oração, à São Benedito e à Deus a licença e a autorização para a realização de mais uma edição da festa. Após as preces e um momento espiritual diante dos Altares sagrados do templo, o grupo retorna para São Domingos em festa com o povo o acompanhando, bem como com outras bandas de congo que o acompanham, como a Konshaça que em frente da Matriz aguarda para seguir para a festa após o pedido de licença. Após esse dia, no Dia 25 e 26 de dezembro, a Banda de Congo Folclórico São Benedito, que é conhecida também pelos mais experientes, como o “Congo Velho de Putiri”, assume uma posição de liderança à frente da corda por meio da qual o povo puxa o Navio Palermo com o Mastro dramatizando a memória tradicional do naufrágio e do salvamento, que explica a origem da festa. No dia excepcional de 26 de dezembro, o mastro é retirado do navio após cumprir todo o cortejo pelas ruas do Centro da Serra e em seu cume, é alçada a bandeira ou o ex-voto de naufrágio em louvor à São Benedito. Com esse ato feito pela liderança do Congo Folclórico São Benedito, é cumprida mais uma promessa reatualizada desde a iniciativa pioneira de Mestre Crispiniano da Silva em meados do Oitocentos.

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REFERÊNCIAS:

(OBS.: Estas referências são do artigo sobre Crispiniano da Silva, pois os materiais consultados das outras duas personalidades estão em suas páginas próprias.)

Livros e artigos consultados:
  • ATLAS do Folclore Capixaba. Usina de Imagem. Coordenação de
  • ATLAS do Folclore Capixaba. Usina de Imagem. Coordenação de Humberto Capai; Espírito Santo: Sebrae, 2009. Disponível em: https://observatoriodoturismo.es.gov.br/Media/observatorio/Publicacoes/Livros/Atlas%20do%20Folclore%20Capixaba.pdf. Acesso em: 10 jan. 2023.
  • Rei Congo foi pra Guerra, ai Meu Deus Como Será? Explorando experiências de negociação entre pessoas escravizadas e senhores na Insurreição do Queimado e na origem do ciclo folclórico das bandas de congo no Espírito Santo, publicado na Revista Ágora, v. 31 n. 2 (2020): Dossiê: Pós-abolição: sociabilidades, relações de trabalho e estratégias de mobilidade social. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/index.php/agora/article/view/30951. Acesso em: 10 jan. 2023.
  • COSTA, Michel Dal Col. História de uma Promessa na Serra. Religiosidade popular e folclore nas festas das bandas de congo capixabas. ABC-Serra/ES: Serra, 2022. (No Prelo)
  • MARCHIONI, Hélio. O Congo e a Festa de São Benedito na Serra, sob o Olhar Do Mestre Antônio Rosa. Textos da Exposição De Fotos E Textos realizada na Serra. Serra, 1999.
  • PIMENTEL, Maria Antônia Machado (Autoria atribuída). Apostila com relatos e pesquisas sobre a história do congo e outros assuntos da Serra. Casa do Congo da Serra-Prefeitura Municipal da Serra: Serra, ES, s/d.
  • ROSA, Antonio Rosa (ABC-Serra/ES). Histórico da criação dos festejos de são Benedito da Serra e o primeiro Congo criado pelos escravos. Datilografado. Autor desconhecido ainda. Sem data. Serra. Cf. versão desse texto disponível em: http://abcserra.org.br/?16/pagina/historia-do-congo. Acesso em: 15 out. 2022.
  • SIMÕES, José Manoel. (Zé Serrano). Entrevista concedida à Michel Dal Col Costa. Realizada na casa do entrevistado no Bairro Vista da Serra I, Serra-ES, em 08 de outubro de 2022.
Vídeos e áudios Importantes:
  • Filme “O Congueiro do Santo Preto” – Direção de Fábio Carvalho. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=t-5eVNX9tz8. Acesso em: 10 jan. 2023.
  • Filme "O Mastro do Bino Santo” – Direção de Ramon Alvarado. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8AfUwYgufgg&t=19s. Acesso em: 10 jan. 2023.
  • Canal no Youtube – ABC Serra - @ABCSerra. Disponível em: https://www.youtube.com/@ABCSerra/videos. Acesso em: 10 jan. 2023.
  • Discos CD das Bandas de Congo da Serra – Canto da Alma 1 e Canto da Alma 2 – Gravação organizada pela ABC-Serra. Disponível para download em: http://www.abcserra.org.br/?11/pagina/downloads. Acesso em: 10 jan. 2023.

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