alece educação | joão davi de morais
Eu sou João Davi de Morais, tenho 18 anos. Moro no bairro Pirambu, lugar conhecido um pouco pelas coisas ruins, mas eu acho legal que eu consegui transformar esse fato, que infelizmente é uma realidade, por meio da educação. Hoje em dia eu estudo no Colégio Farias Brito como bolsista integral, já tem 3 anos. Porém, no meu ensino fundamental 1 e 2, eu estudei no Colégio dos Bombeiros, ali na Jacarecanga.
As Olimpíadas Científicas, infelizmente, na escola pública, ainda são uma coisa pouco divulgada. E a minha primeira participação foi na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) que minha escola me inscreveu na época, entre o sétimo e oitavo ano.
Acabei conquistando medalha de bronze, não tinha preparação, não sabia nem o que era que eu estava fazendo. E eu acho que foi isso que me incentivou. A partir daí, veio a pandemia, e foi quando eu descobri o mundo por trás das Olimpíadas Científicas. Não interessa se você gosta só de matemática, de física, vai ter uma olimpíada para o seu tipo.
No meio da pandemia, eu comecei a estudar por videoaula. E no último semestre de 2021 um professor da escola começou voluntariamente a oferecer aulas para um grupo seleto de alunos para se prepararem para essas Olimpíadas. E com a ajuda dele, professor Romário Fernandes, nós fomos nos desafiando e ele foi ensinando vários pequenos pupilos às novas olimpíadas.
alece educação | joão davi de morais
Então, eu transformei esse período caótico em algo de aprendizado. Porque eu acho que nada você começa do dia para a noite, não existem gênios. Você tem que ter a curiosidade de procurar saber, procurar aprender. Não decorar, mas realmente aprender.
João Davi fala da relação de parceria com o Inesp…
Eu acho muito bacana o reconhecimento independente da medalha, bronze, prata, ouro. Cara, dá um incentivo. E em relação ao Inesp, no início do ano (2023), eu contatei o João Milton Cunha por meio dos coordenadores do meu colégio, para lançar um e-book (livro digital) para as escolas públicas sobre Olimpíadas Científicas.
A gente está construindo esse material justamente para passar aquela informação que é tão elitizada e que eu tive problemas para encontrar. Então por meio dessa parceria a gente está querendo oferecer, justamente ao estudante de escola pública, mais possibilidades de poder participar como qualquer outro estudante do Brasil, orientando as escolas e os alunos a se prepararem por conta própria, assim como eu me preparei.
Eu já dei palestras em escolas públicas e privadas e eu vejo muitos estudantes com potencial e, cara, a informação hoje em dia é o que eles precisam. A gente vê no estudante da escola pública um grande talento escondido ali, que muitas vezes só falta investimento. No e-book vai ter informações sobre as diversas olimpíadas, o que ela garante, quais são as medalhas, se pode usar em vagas olímpicas, além de questões, resumo dos assuntos, um sumário, dizendo o que é que cai na primeira fase, na segunda fase, por exemplo, modelos de provas, etc.
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alece educação | joão davi de morais
João Davi fala sobre os planos para o futuro…
Eu quero estudar Ciências da Computação e Engenharia em uma universidade estrangeira, preferencialmente. Isso porque, por mais que (a educação superior brasileira) seja uma coisa muito boa e isso eu garanto, o nosso sistema federal dá muita oportunidade para a gente de baixa renda, eu estou tendo o apoio do Governo Americano. Eu sou bolsista do programa Education USA, que é considerada a fonte do ensino superior dos Estados Unidos. Foi um apoio que eu consegui por conta das Olimpíadas e das atividades extracurriculares, principalmente do ponto de vista financeiro, para realizar tudo.
Eu pretendo voltar ao Brasil (após a formação nos EUA) para justamente disseminar tudo aquilo que eu fiz ao longo do ensino médio. Eu participo muito de projetos educacionais, então, eu penso em voltar para justamente incentivar, tentar apoiar, fazer projetos que ajudem, principalmente aqui em Fortaleza, no meu bairro, porque é muito difícil ver algum estudante ali na região indo para esse lado da educação, e eu quero muito apoiar isso para não ser uma coisa, exclusiva, uma exceção, mas sim uma normalidade.
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Alece Educação | João Davi de Morais
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Created on June 28, 2024
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alece educação | joão davi de morais
Eu sou João Davi de Morais, tenho 18 anos. Moro no bairro Pirambu, lugar conhecido um pouco pelas coisas ruins, mas eu acho legal que eu consegui transformar esse fato, que infelizmente é uma realidade, por meio da educação. Hoje em dia eu estudo no Colégio Farias Brito como bolsista integral, já tem 3 anos. Porém, no meu ensino fundamental 1 e 2, eu estudei no Colégio dos Bombeiros, ali na Jacarecanga. As Olimpíadas Científicas, infelizmente, na escola pública, ainda são uma coisa pouco divulgada. E a minha primeira participação foi na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) que minha escola me inscreveu na época, entre o sétimo e oitavo ano.
Acabei conquistando medalha de bronze, não tinha preparação, não sabia nem o que era que eu estava fazendo. E eu acho que foi isso que me incentivou. A partir daí, veio a pandemia, e foi quando eu descobri o mundo por trás das Olimpíadas Científicas. Não interessa se você gosta só de matemática, de física, vai ter uma olimpíada para o seu tipo.
No meio da pandemia, eu comecei a estudar por videoaula. E no último semestre de 2021 um professor da escola começou voluntariamente a oferecer aulas para um grupo seleto de alunos para se prepararem para essas Olimpíadas. E com a ajuda dele, professor Romário Fernandes, nós fomos nos desafiando e ele foi ensinando vários pequenos pupilos às novas olimpíadas.
alece educação | joão davi de morais
Então, eu transformei esse período caótico em algo de aprendizado. Porque eu acho que nada você começa do dia para a noite, não existem gênios. Você tem que ter a curiosidade de procurar saber, procurar aprender. Não decorar, mas realmente aprender.
João Davi fala da relação de parceria com o Inesp…
Eu acho muito bacana o reconhecimento independente da medalha, bronze, prata, ouro. Cara, dá um incentivo. E em relação ao Inesp, no início do ano (2023), eu contatei o João Milton Cunha por meio dos coordenadores do meu colégio, para lançar um e-book (livro digital) para as escolas públicas sobre Olimpíadas Científicas. A gente está construindo esse material justamente para passar aquela informação que é tão elitizada e que eu tive problemas para encontrar. Então por meio dessa parceria a gente está querendo oferecer, justamente ao estudante de escola pública, mais possibilidades de poder participar como qualquer outro estudante do Brasil, orientando as escolas e os alunos a se prepararem por conta própria, assim como eu me preparei.
Eu já dei palestras em escolas públicas e privadas e eu vejo muitos estudantes com potencial e, cara, a informação hoje em dia é o que eles precisam. A gente vê no estudante da escola pública um grande talento escondido ali, que muitas vezes só falta investimento. No e-book vai ter informações sobre as diversas olimpíadas, o que ela garante, quais são as medalhas, se pode usar em vagas olímpicas, além de questões, resumo dos assuntos, um sumário, dizendo o que é que cai na primeira fase, na segunda fase, por exemplo, modelos de provas, etc.
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João Davi fala sobre os planos para o futuro…
Eu quero estudar Ciências da Computação e Engenharia em uma universidade estrangeira, preferencialmente. Isso porque, por mais que (a educação superior brasileira) seja uma coisa muito boa e isso eu garanto, o nosso sistema federal dá muita oportunidade para a gente de baixa renda, eu estou tendo o apoio do Governo Americano. Eu sou bolsista do programa Education USA, que é considerada a fonte do ensino superior dos Estados Unidos. Foi um apoio que eu consegui por conta das Olimpíadas e das atividades extracurriculares, principalmente do ponto de vista financeiro, para realizar tudo.
Eu pretendo voltar ao Brasil (após a formação nos EUA) para justamente disseminar tudo aquilo que eu fiz ao longo do ensino médio. Eu participo muito de projetos educacionais, então, eu penso em voltar para justamente incentivar, tentar apoiar, fazer projetos que ajudem, principalmente aqui em Fortaleza, no meu bairro, porque é muito difícil ver algum estudante ali na região indo para esse lado da educação, e eu quero muito apoiar isso para não ser uma coisa, exclusiva, uma exceção, mas sim uma normalidade.
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