Escola Secundária de São João da Talha
2023/2024
A qualidade na Saude
GOSCS
Realizado por: Beatriz Laranjo, Melanie Medina e Nilvânia CardosoCurso Tecnico Auxiliar de Saúde
Orientador: Prof. Luís Silvério
Introdução à qualidade
Temas a Abordar
Objetivos e principios básicos da qualidade
Os custos da não qualidade
Manual da qualidade e documentação de apoio
Transição para uma cultura da qualidade na saúde
Praticas da qualidade na saúde
Introdução à qualidade
A Qualidade na Saúde
A Qualidade
A qualidade tem diversos significados dependendo da área e é definida por propriedade ou condição natural de uma pessoa ou coisa que a distingue das outras. O ser humano tem provado que ao longo da sua história tem procurado melhorar as condições de modo a satisfazer as suas necessidades, sendo então uma cultura que evolui com o tempo, à medida que todos se dedicam a fazer o certo e a melhorar sempre, seguindo as diretrizes estabelecidas.
A qualidade na saúde representa o grau de adequação ou de excelência alcançado na execução de ações e serviços, comparando com o que se espera de acordo com determinadas regras e avaliações. Segundo a Associação Internacional de Epidemiologia o nível que mostra se o atendimento de saúde está a ser executado de forma correta e eficaz, é tendo em conta o resultado do tratamento e a saúde do paciente.
Enquadramento Conceptual
A OMS (Europa) identificou a necessidade de um sistema de qualidade na declaração “Saúde para todos no ano 2000”, meta 31, já o Conselho da Europa na sua recomendação 17/79 do conselho de Ministros, referindo-o como um conjunto integrado de atividades planeadas, baseado em metas explícitas e na avaliação do desempenho, abrangendo todos os cuidados, com objetivo de melhoria contínua.
Para ter sucesso, todos precisam estar de acordo sobre o que desejamos para o serviço. É importante ter valores, uma liderança que motive a equipe, definir o que é mais importante e estabelecer metas claras. Promove também a criação de sistemas de trabalho que valorizam a opinião dos usuários e dos profissionais, procurando sempre melhorar a qualidade do serviço.
A importância da qualidade na saúde tem sido cada vez mais discutida. É um conceito que tem vindo a mudar com o tempo e depende de vários fatores, como o beneficiário dos cuidados (ao utente), o profissional, o estabelecimento de saúde, com a sua estrutura e a sociedade.
Enquadramento Conceptual
Exige pois uma visão partilhada por todos, norteada por valores como os de solidariedade, de competência técnica e humana, conceptuais e de integridade. Procura a criação de um projeto integrado daquilo que se quer que o serviço seja, uma liderança efetivamente mobilizadora, a definição de prioridades, a fixação de objetivos (de qualidade, claros, precisos, realistas e mensuráveis).
Objectivos e princípios básicos da qualidade
A qualidade total busca a excelência em todos os aspectos da organização, com um olhar especial para o desenvolvimento das pessoas e a satisfação dos clientes. Para que essa mudança aconteça e haja resultados, é necessário que as crenças mudem. Assim sendo, a cultura organizacional positiva é imperativa para a introdução da qualidade total num serviço.
As instituições de saúde estão cada vez mais em busca da excelência, não apenas no atendimento aos doentes, como também na gestão interna. A ideia é criar um ambiente onde os profissionais possam desenvolver as suas atividades de forma eficiente e eficaz, resultando em uma melhor qualidade nos serviços prestados.
Objectivos e princípios básicos da qualidade
A qualidade em saúde significa oferecer um tratamento eficaz, eficiente, seguro, acessível, equitativo, adequado, oportuno, centrado no paciente, contínuo e respeitoso. Ao considerar todas essas dimensões, é possível garantir que os pacientes recebam os melhores cuidados possíveis e tenham uma experiência positiva no sistema de saúde.
Objectivos e princípios
básicos da qualidade
Estas dimensões também estão implícitas nos aspetos que a Organização Mundial de Saúde considera determinantes para obter a qualidade: • Excelência profissional • Eficiência na utilização dos recursos • Garantir segurança dos doentes • Satisfação dos utilizadores com o serviço de saúde • Resultados obtidos – ganhos em saúde com a melhoria progressiva dos indicadores.
Considerar as várias definições e dimensões da qualidade na prestação de serviços e as constantes mudanças das organizações tem conduzido ao longo do tempo ao aparecimento de várias propostas e novas formas de gestão da qualidade. Esta preocupação tem uma longa evolução na indústria com conceitos e diretrizes que estão a ser aplicados nas instituições de saúde.
Os custos da não qualidade
A falta de “qualidade” em sentido interno à organização reflete-se em dois grupos de efeitos:
2. Os recursos usados não permitem atingir o resultado final desejado, embora tal suceda noutras organizações.
1. Utilização excessiva de recursos, no sentido em que menos recursos podem ser usados para atingir o mesmo resultado final; e
Embora ambos configurem situações de desperdício de recursos, as implicações em termos de custos são diferentes.
Os custos da não qualidade
Quando o volume de recursos não permite o resultado final desejado, sendo esse resultado alcançado por outras organizações que usam recursos equivalentes, o aumento de qualidade significa que com os mesmos recursos se faz mais. Em termos de custos totais, o sistema de saúde gasta exatamente o mesmo, em termos unitários, por produção realizada, gasta menos (divide o mesmo custo total por uma produção maior).
Quanto à primeira situação, utilização excessiva de recursos para o resultado final desejado, uma maior qualidade significa a poupança de recursos, que podem ser canalizados para outros fins. Consequentemente, o aumento de qualidade é aqui sinónimo de menores custos do sistema de saúde.
Têm sido identificadas três grandes tipos de medidas de promoção da qualidade, entendida no sentido de organização interna das entidades prestadoras:
3º
1º
2º
Concorrência e sistemas de incentivos
Autorregulação
Regulamentação das condições de qualidade
Transição para uma cultura da qualidade na saúde
A transição para uma cultura de qualidade na saúde envolve mudanças organizacionais com o compromisso dos líderes e a participação de toda a equipe. Implementar um sistema de gestão da qualidade, seguindo normas e monitorando continuamente os processos. O foco na segurança do paciente é essencial, com práticas baseadas em evidências para reduzir erros. A educação contínua da equipe garante atualização e capacitação. Indicadores são usados para medir o desempenho e orientar melhorias.
Transição para uma cultura da qualidade na saúde
motivação para a qualidade
Motivação para a qualidade
A motivação para a qualidade vem da necessidade de atender às expectativas dos clientes, garantir a segurança e melhorar os serviços. Isso envolve o compromisso de liderança, práticas padronizadas para eficiência e redução de erros, e o uso de indicadores para monitorar o progresso. O reconhecimento por boas práticas também incentiva o envolvimento da equipe e fortalece a cultura de qualidade.
A melhoria continua
A melhoria continua
A melhoria continua é a prática adotada por diversas empresas visando tornar seus resultados cada vez melhores, mais eficiente, sejam eles em produto, processos ou serviços. É um processo ciclico e sem fim, a final sempre há novas oportunidades de melhoria para serem identificadas e colocadas em prática. .
Methodology
Formação e informação
Formação e informação
Toda informação depende, portanto de uma formação. Uma formação tem dois sentidos diferentes: Produção de fatos, dados e acontecimentos, mas também educação de sujeitos, usuários, leitores, cidadãos ou consumidores, para os quais o conhecimento será útil. válido ou relevante. Portanto, a critica incide duas vezes neste processo, examinando as desformações causadas no curso da construção dos fatos e também desfazendo as desformações inerentes dos processos educativos do sujeito: Seus preconceitos históricos, crenças particulares e interesse individuais.
A implimentação da qualidade- SISTEMAS DE QUALIDADE
Documentação de apoio
Manual da qualidade
A documentação de apoio é composta por documentos que auxiliam na implimentação e detalhamento do Sistema de Gestão da Qualidade, incluindo:
Um manual da qualidade é um documento que descreve o sistema de gestão da qualidade de uma organização.
Ele estabelece as políticas, processos, responsabilidades e procedimentos que garantem a qualidade dos produtos ou serviços. O objetivo é garantir a conformidade com os requisitos dos clientes e com as normas, como a ISO 9001 (É um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral.O manual inclui a declaração da política de qualidade, o escopo do sistema de gestão, descrição dos processos principais e atribuições das funções, além de detalhar os procedimentos para melhorar continuamente o desempenho organizacional.
Procedimentos Operacionais Padrão: - Descrevem de forma detalhada, como realizar tarefas específicas. Instruções de Trabalho: - Diretrizes detalhadas para a execução de atividades críticas. Formulários e Registos: - Documentos para coletar e armazenar dados, demonstrando o cumprimento dos processos e atingimento dos resultados.
Essa documentação assegura a consistência, monitoramento e melhoria contínua dos processos de qualidade.
Práticas da qualidade na saúde
Práticas da qualidade na saúde
1º
3º
2º
Organização e gestão dos serviços de saúde;
Direitos dos cidadãos;
Promoção na saúde.
1º - Organização e gestão dos serviços de saúde
Organização e gestão dos serviços de saúde
A organização e gestão dos serviços de saúde visam estruturar sistemas que assegurem eficiência, segurança e qualidade no atendimento. Isto envolve:
- Gestão de recursos humanos e materiais, garantindo que os profissionais estejam capacitados e os recursos necessários (medicamentos, equipamentos) disponíveis;
- Processos padronizados, com a implementação de procedimentos que garantem consistência e reduzem a variabilidade;
- Indicadores de qualidade para medir a eficiência do serviço, como tempos de espera e taxas de mortalidade;
- Segurança do paciente, com foco em práticas que previnam erros médicos e promovam um ambiente seguro.
2º - Direitos dos cidadãos
Direitos dos cidadãos
Os direitos dos cidadãos são cruciais para garantir o acesso justo aos serviços de saúde. Entre eles, destacam-se:
- Direito à informação, garantindo que os pacientes sejam informados sobre o seu estado de saúde e tratamentos;
- Consentimento informado, exigindo que os pacientes compreendam o tratamento antes de o aceitarem;
- Privacidade e confidencialidade, protegendo os dados pessoais dos pacientes;
- Acesso universal, assegurando que todos os cidadãos tenham direito a cuidados de saúde de qualidade, sem discriminação.
3º - promoção na saúde
Promoção na saúde
A promoção da saúde visa melhorar a qualidade de vida da população, indo além do tratamento de doenças. Isto inclui:
- Educação em saúde, com campanhas que incentivam hábitos saudáveis.
- Prevenção de doenças, com vacinas e exames regulares para detectar doenças precocemente.
- Programas comunitários, que promovem a saúde em diferentes contextos.
- Parcerias intersetoriais entre governos e organizações para melhorar as condições de vida e os determinantes da saúde.
Súmula
A qualidade na saúde refere-se à capacidade dos serviços de saúde de atender às necessidades dos pacientes de maneira eficaz, segura e centrada no usuário. Isso envolve a prestação de cuidados que são baseados em evidências, acessíveis e que promovem resultados positivos para a saúde. A qualidade na saúde abrange aspectos como a segurança do paciente, a experiência do usuário, a eficácia dos tratamentos e a eficiência dos serviços. Melhoria contínua e avaliação são fundamentais para garantir que os padrões de qualidade sejam mantidos e aprimorados ao longo do tempo.
Appendix
Concorrencia e sistemas de incentivos
Quando financiadores e usuários têm a capacidade e informações para escolher entre prestadores de serviços de saúde, a sobrevivência e remuneração desses prestadores dependem da qualidade dos serviços oferecidos, que se torna um critério de seleção importante. No entanto, a grande questão é se realmente existe informação suficiente para que essa pressão por parte dos financiadores e usuários seja efetiva.
Objectivos e princípios básicos da qualidade:
As atividades no âmbito da qualidade podem dividir-se em ciclos de melhoria, desenho da qualidade e monitorização da qualidade. Os ciclos de melhoria são a base para uma organização que busca a excelência e a melhoria contínua. A monitorização da qualidade é como um termômetro que mede a saúde de um serviço. Através dela, é possível tomar decisões para melhorar continuamente a qualidade e atender melhor às necessidades dos clientes. O desenho da qualidade garante que um serviço seja entregue de forma que atenda às expectativas dos clientes e seja eficiente.
A qualidade na saúde é um objetivo fundamental para garantir que todos tenham acesso a serviços de saúde seguros, eficientes e centrados nas necessidades dos pacientes.
Efetividade: O tratamento faz o que se espera dele? Resolve o problema do paciente?
Eficiência: O tratamento é realizado da forma mais econômica e com o menor desperdício de recursos?
Acesso: Todos os pacientes têm acesso ao tratamento, independentemente de suas condições sociais ou geográficas?
Segurança: O tratamento é seguro e não causa danos ao paciente?
Equidade: O tratamento é oferecido de forma justa a todos os pacientes, sem discriminação?
Adequação: O tratamento é adequado às necessidades específicas de cada paciente?
Oportunidade: O tratamento é oferecido no momento certo, evitando atrasos que possam prejudicar a saúde do paciente?
Centrado no paciente: As decisões sobre o tratamento são tomadas considerando as preferências e valores de cada paciente?
Continuidade: O tratamento é oferecido de forma contínua, sem interrupções?
Respeito: Os profissionais de saúde tratam os pacientes com respeito e dignidade?
Regulamentação das condições
A simples emissão de normas para os profissionais de saúde ignora o contexto em que atuam, dificultando a garantia de qualidade e a eficiência interna dos prestadores. Essa abordagem não promove um interesse dinâmico na melhoria da qualidade e apresenta desafios significativos na sua verificação.
A estratégia ótima envolve tipicamente recurso a aspetos destes três tipos de medidas:
• Normas, licenciamento, etc... como forma de assegurar qualidade mínima na prestação;
• Promoção do interesse dos prestadores na procura de qualidade, uma vez que sem este autointeresse nada se conseguirá;
• Estabelecimento de condições de enquadramento que incentivem, explicitamente ou implicitamente, a procura de qualidade.
Autorregulação
A promoção de iniciativas em que os profissionais de saúde reconhecem e aderem a medidas de eficiência tem a desvantagem de ser influenciada por interesses corporativos. Nesse contexto, a avaliação entre pares pode levar a uma proteção da classe profissional, dificultando a identificação de situações de menor qualidade.
Objectivos e princípios básicos da qualidade:
As atividades no âmbito da qualidade podem dividir-se em ciclos de melhoria, desenho da qualidade e monitorização da qualidade. Os ciclos de melhoria são a base para uma organização que busca a excelência e a melhoria contínua. A monitorização da qualidade é como um termômetro que mede a saúde de um serviço. Através dela, é possível tomar decisões para melhorar continuamente a qualidade e atender melhor às necessidades dos clientes. O desenho da qualidade garante que um serviço seja entregue de forma que atenda às expectativas dos clientes e seja eficiente.
“Qualidade na saúde: é satisfazer e diminuir as necessidades e não responder à procura, oferecendo mais; é ser proativo para prevenir e dar resposta e não para a procura de novas oportunidades de mercado; é reunir integradamente como atributo a efetividade, eficiência, aceitabilidade e a equidade e não a exigência única de aceitabilidade.”
Ministério da Saúde, Sistema Português da Qualidade na Saúde, 1998
Projeto Final Educação Superior Saúde
Beatriz Laranjo
Created on June 7, 2024
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Escola Secundária de São João da Talha
2023/2024
A qualidade na Saude
GOSCS
Realizado por: Beatriz Laranjo, Melanie Medina e Nilvânia CardosoCurso Tecnico Auxiliar de Saúde
Orientador: Prof. Luís Silvério
Introdução à qualidade
Temas a Abordar
Objetivos e principios básicos da qualidade
Os custos da não qualidade
Manual da qualidade e documentação de apoio
Transição para uma cultura da qualidade na saúde
Praticas da qualidade na saúde
Introdução à qualidade
A Qualidade na Saúde
A Qualidade
A qualidade tem diversos significados dependendo da área e é definida por propriedade ou condição natural de uma pessoa ou coisa que a distingue das outras. O ser humano tem provado que ao longo da sua história tem procurado melhorar as condições de modo a satisfazer as suas necessidades, sendo então uma cultura que evolui com o tempo, à medida que todos se dedicam a fazer o certo e a melhorar sempre, seguindo as diretrizes estabelecidas.
A qualidade na saúde representa o grau de adequação ou de excelência alcançado na execução de ações e serviços, comparando com o que se espera de acordo com determinadas regras e avaliações. Segundo a Associação Internacional de Epidemiologia o nível que mostra se o atendimento de saúde está a ser executado de forma correta e eficaz, é tendo em conta o resultado do tratamento e a saúde do paciente.
Enquadramento Conceptual
A OMS (Europa) identificou a necessidade de um sistema de qualidade na declaração “Saúde para todos no ano 2000”, meta 31, já o Conselho da Europa na sua recomendação 17/79 do conselho de Ministros, referindo-o como um conjunto integrado de atividades planeadas, baseado em metas explícitas e na avaliação do desempenho, abrangendo todos os cuidados, com objetivo de melhoria contínua.
Para ter sucesso, todos precisam estar de acordo sobre o que desejamos para o serviço. É importante ter valores, uma liderança que motive a equipe, definir o que é mais importante e estabelecer metas claras. Promove também a criação de sistemas de trabalho que valorizam a opinião dos usuários e dos profissionais, procurando sempre melhorar a qualidade do serviço.
A importância da qualidade na saúde tem sido cada vez mais discutida. É um conceito que tem vindo a mudar com o tempo e depende de vários fatores, como o beneficiário dos cuidados (ao utente), o profissional, o estabelecimento de saúde, com a sua estrutura e a sociedade.
Enquadramento Conceptual
Exige pois uma visão partilhada por todos, norteada por valores como os de solidariedade, de competência técnica e humana, conceptuais e de integridade. Procura a criação de um projeto integrado daquilo que se quer que o serviço seja, uma liderança efetivamente mobilizadora, a definição de prioridades, a fixação de objetivos (de qualidade, claros, precisos, realistas e mensuráveis).
Objectivos e princípios básicos da qualidade
A qualidade total busca a excelência em todos os aspectos da organização, com um olhar especial para o desenvolvimento das pessoas e a satisfação dos clientes. Para que essa mudança aconteça e haja resultados, é necessário que as crenças mudem. Assim sendo, a cultura organizacional positiva é imperativa para a introdução da qualidade total num serviço.
As instituições de saúde estão cada vez mais em busca da excelência, não apenas no atendimento aos doentes, como também na gestão interna. A ideia é criar um ambiente onde os profissionais possam desenvolver as suas atividades de forma eficiente e eficaz, resultando em uma melhor qualidade nos serviços prestados.
Objectivos e princípios básicos da qualidade
A qualidade em saúde significa oferecer um tratamento eficaz, eficiente, seguro, acessível, equitativo, adequado, oportuno, centrado no paciente, contínuo e respeitoso. Ao considerar todas essas dimensões, é possível garantir que os pacientes recebam os melhores cuidados possíveis e tenham uma experiência positiva no sistema de saúde.
Objectivos e princípios
básicos da qualidade
Estas dimensões também estão implícitas nos aspetos que a Organização Mundial de Saúde considera determinantes para obter a qualidade: • Excelência profissional • Eficiência na utilização dos recursos • Garantir segurança dos doentes • Satisfação dos utilizadores com o serviço de saúde • Resultados obtidos – ganhos em saúde com a melhoria progressiva dos indicadores.
Considerar as várias definições e dimensões da qualidade na prestação de serviços e as constantes mudanças das organizações tem conduzido ao longo do tempo ao aparecimento de várias propostas e novas formas de gestão da qualidade. Esta preocupação tem uma longa evolução na indústria com conceitos e diretrizes que estão a ser aplicados nas instituições de saúde.
Os custos da não qualidade
A falta de “qualidade” em sentido interno à organização reflete-se em dois grupos de efeitos:
2. Os recursos usados não permitem atingir o resultado final desejado, embora tal suceda noutras organizações.
1. Utilização excessiva de recursos, no sentido em que menos recursos podem ser usados para atingir o mesmo resultado final; e
Embora ambos configurem situações de desperdício de recursos, as implicações em termos de custos são diferentes.
Os custos da não qualidade
Quando o volume de recursos não permite o resultado final desejado, sendo esse resultado alcançado por outras organizações que usam recursos equivalentes, o aumento de qualidade significa que com os mesmos recursos se faz mais. Em termos de custos totais, o sistema de saúde gasta exatamente o mesmo, em termos unitários, por produção realizada, gasta menos (divide o mesmo custo total por uma produção maior).
Quanto à primeira situação, utilização excessiva de recursos para o resultado final desejado, uma maior qualidade significa a poupança de recursos, que podem ser canalizados para outros fins. Consequentemente, o aumento de qualidade é aqui sinónimo de menores custos do sistema de saúde.
Têm sido identificadas três grandes tipos de medidas de promoção da qualidade, entendida no sentido de organização interna das entidades prestadoras:
3º
1º
2º
Concorrência e sistemas de incentivos
Autorregulação
Regulamentação das condições de qualidade
Transição para uma cultura da qualidade na saúde
A transição para uma cultura de qualidade na saúde envolve mudanças organizacionais com o compromisso dos líderes e a participação de toda a equipe. Implementar um sistema de gestão da qualidade, seguindo normas e monitorando continuamente os processos. O foco na segurança do paciente é essencial, com práticas baseadas em evidências para reduzir erros. A educação contínua da equipe garante atualização e capacitação. Indicadores são usados para medir o desempenho e orientar melhorias.
Transição para uma cultura da qualidade na saúde
motivação para a qualidade
Motivação para a qualidade
A motivação para a qualidade vem da necessidade de atender às expectativas dos clientes, garantir a segurança e melhorar os serviços. Isso envolve o compromisso de liderança, práticas padronizadas para eficiência e redução de erros, e o uso de indicadores para monitorar o progresso. O reconhecimento por boas práticas também incentiva o envolvimento da equipe e fortalece a cultura de qualidade.
A melhoria continua
A melhoria continua
A melhoria continua é a prática adotada por diversas empresas visando tornar seus resultados cada vez melhores, mais eficiente, sejam eles em produto, processos ou serviços. É um processo ciclico e sem fim, a final sempre há novas oportunidades de melhoria para serem identificadas e colocadas em prática. .
Methodology
Formação e informação
Formação e informação
Toda informação depende, portanto de uma formação. Uma formação tem dois sentidos diferentes: Produção de fatos, dados e acontecimentos, mas também educação de sujeitos, usuários, leitores, cidadãos ou consumidores, para os quais o conhecimento será útil. válido ou relevante. Portanto, a critica incide duas vezes neste processo, examinando as desformações causadas no curso da construção dos fatos e também desfazendo as desformações inerentes dos processos educativos do sujeito: Seus preconceitos históricos, crenças particulares e interesse individuais.
A implimentação da qualidade- SISTEMAS DE QUALIDADE
Documentação de apoio
Manual da qualidade
A documentação de apoio é composta por documentos que auxiliam na implimentação e detalhamento do Sistema de Gestão da Qualidade, incluindo:
Um manual da qualidade é um documento que descreve o sistema de gestão da qualidade de uma organização.
Ele estabelece as políticas, processos, responsabilidades e procedimentos que garantem a qualidade dos produtos ou serviços. O objetivo é garantir a conformidade com os requisitos dos clientes e com as normas, como a ISO 9001 (É um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral.O manual inclui a declaração da política de qualidade, o escopo do sistema de gestão, descrição dos processos principais e atribuições das funções, além de detalhar os procedimentos para melhorar continuamente o desempenho organizacional.
Procedimentos Operacionais Padrão: - Descrevem de forma detalhada, como realizar tarefas específicas. Instruções de Trabalho: - Diretrizes detalhadas para a execução de atividades críticas. Formulários e Registos: - Documentos para coletar e armazenar dados, demonstrando o cumprimento dos processos e atingimento dos resultados.
Essa documentação assegura a consistência, monitoramento e melhoria contínua dos processos de qualidade.
Práticas da qualidade na saúde
Práticas da qualidade na saúde
1º
3º
2º
Organização e gestão dos serviços de saúde;
Direitos dos cidadãos;
Promoção na saúde.
1º - Organização e gestão dos serviços de saúde
Organização e gestão dos serviços de saúde
A organização e gestão dos serviços de saúde visam estruturar sistemas que assegurem eficiência, segurança e qualidade no atendimento. Isto envolve:
2º - Direitos dos cidadãos
Direitos dos cidadãos
Os direitos dos cidadãos são cruciais para garantir o acesso justo aos serviços de saúde. Entre eles, destacam-se:
3º - promoção na saúde
Promoção na saúde
A promoção da saúde visa melhorar a qualidade de vida da população, indo além do tratamento de doenças. Isto inclui:
Súmula
A qualidade na saúde refere-se à capacidade dos serviços de saúde de atender às necessidades dos pacientes de maneira eficaz, segura e centrada no usuário. Isso envolve a prestação de cuidados que são baseados em evidências, acessíveis e que promovem resultados positivos para a saúde. A qualidade na saúde abrange aspectos como a segurança do paciente, a experiência do usuário, a eficácia dos tratamentos e a eficiência dos serviços. Melhoria contínua e avaliação são fundamentais para garantir que os padrões de qualidade sejam mantidos e aprimorados ao longo do tempo.
Appendix
Concorrencia e sistemas de incentivos
Quando financiadores e usuários têm a capacidade e informações para escolher entre prestadores de serviços de saúde, a sobrevivência e remuneração desses prestadores dependem da qualidade dos serviços oferecidos, que se torna um critério de seleção importante. No entanto, a grande questão é se realmente existe informação suficiente para que essa pressão por parte dos financiadores e usuários seja efetiva.
Objectivos e princípios básicos da qualidade:
As atividades no âmbito da qualidade podem dividir-se em ciclos de melhoria, desenho da qualidade e monitorização da qualidade. Os ciclos de melhoria são a base para uma organização que busca a excelência e a melhoria contínua. A monitorização da qualidade é como um termômetro que mede a saúde de um serviço. Através dela, é possível tomar decisões para melhorar continuamente a qualidade e atender melhor às necessidades dos clientes. O desenho da qualidade garante que um serviço seja entregue de forma que atenda às expectativas dos clientes e seja eficiente.
A qualidade na saúde é um objetivo fundamental para garantir que todos tenham acesso a serviços de saúde seguros, eficientes e centrados nas necessidades dos pacientes.
Efetividade: O tratamento faz o que se espera dele? Resolve o problema do paciente? Eficiência: O tratamento é realizado da forma mais econômica e com o menor desperdício de recursos? Acesso: Todos os pacientes têm acesso ao tratamento, independentemente de suas condições sociais ou geográficas? Segurança: O tratamento é seguro e não causa danos ao paciente? Equidade: O tratamento é oferecido de forma justa a todos os pacientes, sem discriminação? Adequação: O tratamento é adequado às necessidades específicas de cada paciente? Oportunidade: O tratamento é oferecido no momento certo, evitando atrasos que possam prejudicar a saúde do paciente? Centrado no paciente: As decisões sobre o tratamento são tomadas considerando as preferências e valores de cada paciente? Continuidade: O tratamento é oferecido de forma contínua, sem interrupções? Respeito: Os profissionais de saúde tratam os pacientes com respeito e dignidade?
Regulamentação das condições
A simples emissão de normas para os profissionais de saúde ignora o contexto em que atuam, dificultando a garantia de qualidade e a eficiência interna dos prestadores. Essa abordagem não promove um interesse dinâmico na melhoria da qualidade e apresenta desafios significativos na sua verificação.
A estratégia ótima envolve tipicamente recurso a aspetos destes três tipos de medidas: • Normas, licenciamento, etc... como forma de assegurar qualidade mínima na prestação; • Promoção do interesse dos prestadores na procura de qualidade, uma vez que sem este autointeresse nada se conseguirá; • Estabelecimento de condições de enquadramento que incentivem, explicitamente ou implicitamente, a procura de qualidade.
Autorregulação
A promoção de iniciativas em que os profissionais de saúde reconhecem e aderem a medidas de eficiência tem a desvantagem de ser influenciada por interesses corporativos. Nesse contexto, a avaliação entre pares pode levar a uma proteção da classe profissional, dificultando a identificação de situações de menor qualidade.
Objectivos e princípios básicos da qualidade:
As atividades no âmbito da qualidade podem dividir-se em ciclos de melhoria, desenho da qualidade e monitorização da qualidade. Os ciclos de melhoria são a base para uma organização que busca a excelência e a melhoria contínua. A monitorização da qualidade é como um termômetro que mede a saúde de um serviço. Através dela, é possível tomar decisões para melhorar continuamente a qualidade e atender melhor às necessidades dos clientes. O desenho da qualidade garante que um serviço seja entregue de forma que atenda às expectativas dos clientes e seja eficiente.
“Qualidade na saúde: é satisfazer e diminuir as necessidades e não responder à procura, oferecendo mais; é ser proativo para prevenir e dar resposta e não para a procura de novas oportunidades de mercado; é reunir integradamente como atributo a efetividade, eficiência, aceitabilidade e a equidade e não a exigência única de aceitabilidade.” Ministério da Saúde, Sistema Português da Qualidade na Saúde, 1998