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Transcript

Excesso de Mortalidade, em Portugal, em Tempos de COVID-19

Geografia Maria Marques nº17 e Ana Bravo nº2
  1. Mortalidade por COVID-19
  2. Mortalidade global em Portugal no primeiro trimestre de Abril 2020
  3. Excesso de mortalidade por idade
  4. Mortalidade em Portugal e na Europa
  5. Excesso de mortalidade per capita por distrito e arquipelago
  6. conclusão

Indíce

Mortalidade por COVID-19

Este estudo destacou um aumento significativo nas mortes não apenas diretamente causadas pela COVID-19, mas também em mortes colaterais devido à sobrecarga do sistema de saúde e à interrupção de tratamentos para outras doenças.Os autores utilizaram dados de mortalidade e métodos de análise estatística para estimar o excesso de mortalidade, concluindo que o impacto foi substancial, especialmente entre as populações mais idosas. A capacidade de resposta do sistema de saúde desempenhou um papel crucial na mitigação dos efeitos colaterais da pandemia, demonstrando a importância de um sistema de saúde resiliente em tempos de crise.As medidas de confinamento e a pressão sobre o sistema de saúde levaram à interrupção de tratamentos de doenças crónicas, diagnósticos tardios de doenças graves, como o cancro, acrescidos pela dificuldade de acesso a cuidados de emergência. Essas condições contribuíram para um excesso de mortalidade além das mortes causadas diretamente pela COVID-19 mês após a primeira morte por COVID-19 em Portugal, foram registados 18.051 casos e 599 mortes, com uma taxa de mortalidade de 3,3%. Entre 16 de março e 14 de abril de 2020, houve 1.255 óbitos a mais do que o esperado. Este excesso de mortalidade foi maior entre pessoas com mais de 75 anos, sendo que 49% das mortes excessivas foram atribuídas à COVID-19 e 51% a outras causas. Em contrapartida, houve uma diminuição de mortes por causas externas devido às restrições de mobilidade. Na segunda semana de abril, os óbitos por COVID-19 e o excesso de mortalidade diminuíram significativamente.

Mortalidade global em Portugal no primeiro trimestre e abril de 2020

Um mês após a primeira morte por COVID-19 em Portugal, houve 18.051 casos confirmados e 599 mortes, com uma incidência de 176 casos por 100.000 habitantes e uma letalidade de 3,3%. Usando dados de mortalidade dos últimos 10 anos, estimou-se o número médio de óbitos esperados para o início de 2020. Entre 1 de janeiro e 14 de abril de 2020, houve 36.518 óbitos, um aumento de 157 em relação à média. Março e abril de 2020 mostraram um aumento de óbitos acima da média histórica, especialmente a partir de 11 de março, devido à pandemia, mas em abril, a mortalidade começou a diminuir, refletindo o impacto das medidas de distanciamento social.

O número de óbitos de pessoas com mais de 75 anos superou, em 11 dias, o limite da média dos últimos 6 anos acrescido de 2 desvios padrão

Excesso de mortalidade por idade

O aumento no número de mortes afetou maioritariamente pessoas com mais de 75 anos. Em março e abril de 2020, houve um excesso de 1.030 óbitos nesta faixa etária, em comparação com as médias diárias de óbitos dos últimos seis anos.No mesmo período, os métodos utilizados registraram apenas um excesso de 67 óbitos entre pessoas de 65 a 74 anos..

Mortalidade em Portugal e na Europa

O Reino Unido, Suíça, Países Baixos, Espanha, Itália e França apresentaram níveis muito elevados de mortalidade na semana de 14 de março. Portugal, por outro lado, apresentou um número de mortes acima da expectativa só nessa semana e voltou à categoria "Sem Excesso" na semana seguinte. Isso é consistente com os nossos achados e pode indicar a eficácia das medidas de contenção e mitigação adotadas.

EXCESSO DE MORTALIDADE PER CAPITA POR DISTRITO E ARQUIPÉLAGO

As figuras abaixo consistem na visualização gráfica dos cinco distritos e arquipélagos com mais EM per capita no ano respetivo. Foram utilizados os resultados dos Censos7 realizados em 2021 para verificar o número de habitantes por distrito e região autónoma.

Conclusão

Um mês após a primeira morte por COVID-19 em Portugal, foram registadas 599 mortes devido à doença, o que corresponde a 3,3% dos 18.051 casos confirmados, resultando numa incidência cumulativa de cerca de 176 casos por 100.000 habitantes e uma taxa de letalidade de 3,3%. Habitualmente, os meses de março e abril apresentam uma mortalidade mais baixa comparativamente aos meses anteriores, mas, em 2020, verificou-se uma inversão dessa tendência a partir de 11 de março, registando-se um aumento de óbitos acima da média dos 10 anos anteriores. Entre 16 de março e 14 de abril, ocorreram 1.255 mortes a mais do que o esperado com base na mortalidade média diária dos últimos 10 anos, ultrapassando o limiar da média acrescida de 2DP a partir de 24 de março de 2020. O excesso de mortalidade afetou desproporcionalmente as pessoas com mais de 75 anos. Durante o mês em estudo, registou-se um excesso de mortalidade de 1.030 óbitos em pessoas com mais de 75 anos e apenas 67 óbitos acima do esperado em pessoas entre 65 e 74 anos. Mesmo excluindo os óbitos por causas naturais causados por COVID-19, continuou a observar-se um excesso de mortalidade acima do limiar da média dos últimos 6 anos acrescida de 2DP. Entre 16 de março e 14 de abril de 2020, registou-se um excesso de 1.214 óbitos em relação ao esperado numa situação sem epidemia, dos quais 599 foram atribuídos à COVID-19. Os restantes 615 (51%) foram devidos a outras patologias. Durante este período, o número de óbitos por causas externas foi inferior ao esperado com base nas médias dos últimos 10 anos. Esta redução parece dever-se às restrições severas à mobilidade impostas pelas autoridades no contexto da pandemia. Este facto sugere que o excesso de mortalidade durante o mês de COVID-19 teria sido ainda maior se não houvesse uma redução significativa dos óbitos por causas externas relacionadas com a mobilidade das pessoas. Na segunda semana de abril, já se nota uma descida na mortalidade observada, compatível com o efeito das medidas de distanciamento social implementadas pelas autoridades desde meados de março, e da alta adesão da população portuguesa a essas medidas, conforme indicado pelo Inquérito de Opinião Social do Barómetro ENSP e pelos dados de mobilidade da Google, justificando futuras análises mais detalhadas deste fenómeno.

Detalhes

WEBGRAFIA :(Materiais de referência)excesso_de_mortalidade_em_portugal_em_tempos_de_covid-19_21_abril_final.pdfO IMPACTO DO COVID-19 NA MORTALIDADE.pdf