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Transcript

Menino e Moço de António Nobre

IFeito por: Diana Lima Nº7 T8ºG

António Nobre

  • António Nobre foi um poeta português do sec. XIX (sec.19), considerado um dos poetas mais populares e renovadores do seu tempo, nasceu no Porto no dia 16 de agosto de 1867.
  • Estudou na universidade de Coimbra, no curso de Direito e chumbou duas vezes , foi estudar para Paris a 1890 na Universidade de Sorbonne.
  • As obras poéticas “Só” publicado em Paris 1892, o único livro que foi publicado em sua vida, já os poemas “Despedidas” e “Primeiros Versos” só foram editados, respetivamente, em 1902 e 1921.
  • Ele regressa a Portugal e descobre que sofria de tuberculose , nos dias que lhe restavam, o poeta viajou para um santuário na Suíça, para Nova York e para á Madeira. Depois regressa a Portugal e falece na Foz do Douro no dia 18 de Março de 1900.
Análise Estilistica
Análise ideológica
Análise formal
D' António Nobre

análise do poema

Resumindo

Ao longo do poema sujeito poético, recorda a sua infância, no passado ele refere que aquele tempo era luminoso, puro, seguro, que era encantado e pesava que esse tempo nunca teria fim “Juguei que fosse eterna a luz dessa alvorada, e que era sempre dia, e que nunca tinha fim” Mais tarde ele apercebe se que afinal, o presente é diferente do que imaginava, “Mas, hoje” estas duas palavras transportam nos para o presente, demonstrando a mudança. Agora o sujeito lírico sente se vazio, desprotegido das asas da sua pomba ou melhor dizendo, dos braços da sua mãe, que voa para longe, “Partiram e no céu evolam-se, a distância.” Pedindo que essa época perdida que volte (a infância) o sujeito poético grita, chora, suplica aos céus, querendo pedir ajuda a um ser divido, mas só o eco lhe pode responder, dizendo-lhe que não volta, “clamo e choro, erguendo aos Céus meus ais: voltam na asa do Vento os ais que a alma chora, elas, porém, Senhor! elas não voltam mais...”, e que só nas suas memorias poderá voltar a esse tempo encantado.

fim

Obrigada

Análise Formal

O poema contém 4 estrofes (2 quadras, 2 tercetos) um soneto, com o seguinte esquema rimático abab / abab / cdc /ede, rima cruzada em a, b, d e rima interpolada em c, e. Todos os versos são dodecassilábicos (12 sílabas métricas).

análise Ideológica

O tema é a infância, que fala sobre a saudade de um tempo irreversível, “A nostalgia da infância”. 1ª parte- Na 1ª e 2ª estrofes, ou seja, no “passado”, o sujeito poético descreve a sua infância como pura, luminosa e ingénua onde se sentia seguro e protegido, pensando que seria eterna, versos 4, 5 e 6.2ª parte- Já na 3º e 4ª estrofes o sujeito poético faz o contraste entre o passado e o presente. “Mas, hoje” Agora o sujeito poético sente se vazio e triste com saudades da sua infância verso 10.

Análise Estilística: Recursos Expressivos

No 1º e 2º versos - Metáfora “Tombou da haste a flor da minha infância alada” compara a infância que chegou ao fim com a flor que murchou.No 3º e 4º versos -Personificação “a pomba enamorada” uma pomba não apaixona se, essa característica só se adapta ao ser humano e no 13º “(...) os ais que a alma chora” a alma não chora, mas sim o ser humano, o corpo. No 6º verso - Antítese “E que era sempre dia e que nunca tinha fim” neste verso á a utilização de dois antónimos, que são advérbios de tempo, para destacar a ideia de que a infância era eterna para o sujeito lírico. No último verso - Apóstrofe “Elas, porém, Senhor!”, o sujeito poético dirige se a Deus, no seu sofrimento, suplica a alguém com poder, para que o possa ajudar com tal desejo impossível.