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O Romantismo é, antes de tudo, um movimento de oposição violenta ao Classicismo e à época da Ilustração, ou seja, àquele período do século XVIII que é tido, em geral, como o da preponderância de um forte racionalismo. Embora o mesmo contexto temporal apresente outros aspectos não menos marcantes, está mais ou menos estabelecido o consenso de que se trata de um século cuja característica maior é a da “Iluminação”, do “Iluminismo”, como dizem alguns, ou ainda das “Luzes”, por causa do vulto que nele tornam as idéias racionalistas.

Romantismo/Classicismo

De acordo com Croce, em sua Iniciação à Estética, o Classicismo se distingue fundamentalmente por elementos como o equilíbrio, a ordem, a harmonia, a objetividade, a ponderação, a proporção, a serenidade, a disciplina, o desenho sapiente, o caráter Apolíneo, secular, lúcido e luminoso. E o domínio do diurno. Avesso ao elemento noturno, o Classicismo quer ser transparente e claro, racional E com tudo isso se exprime, evidentemente, uma fé profunda na harmonia universal. A natureza é concebida essencialmente em termos de razão, regida por leis, e a obra de arte reflete tal harmonia. A obra de arte é imitação h natureza e, imitandoa, imita seu concerto harmônico, sua racionalidade profunda, as leis do universo.

Uma característica que distingue o escritor romântico dos escritores de outras épocas é o gosto pela confissão plena dos sentimentos e emoções que agitam seu íntimo, numa atitude individualista e profundamente pessoal, que recusa o controle da razão. É o triunfo da paixão e da sensibilidade..

O marco inicial do Romantismo português é a publicação, em Paris, do poema “Camões”, em 1825, em que o autor Almeida Garrett, faz uma espécie de biografia sentimental do famoso poeta-soldado. Mas o Romantismo como movimento literário firma-se só a partir de 1836, com a criação da revista Panorama, na qual se publicam textos já claramente românticos de importantes escritores portugueses. Os principais autores do Romantismo em Portugal são Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Camilo castelo Branco e Júlio Dinis.

O Classicismo em Portugal permaneceu até 1580. 1580 foi o ano da morte de Camões e também da União das Coroas Ibéricas, aliança estabelecida até 1640 entre Espanha e Portugal.Sua grande obra, "Os Lusíadas”, é uma epopeia classicista onde ele narra a viagem de Vasco da Gama às Índias. Ela foi escrita em 10 cantos e está composta de 8816 versos decassílabos em oitava rima distribuídos em 1120 estrofes.

O Romantismo surgiu no contexto revolucionário europeu em que as ideias de liberdade e de igualdade foram abraçadas por muitos artistas e intelectuais, nos finais do século XVIII e princípio do século XIX. Este movimento condenava toda a limitação à liberdade, opondo-se claramente ao absolutismo e à sociedade tradicional. Valorizou a emoção, o indivíduo e a liberdade criativa nas artes, na literatura e em todos os campos da vida cultural.

Na idade Média, período que durou dez séculos (V a XV), o principal atributo da sociedade era a religião. Esse momento esteve marcado pelo teocentrismo, cujo lema eram os dogmas e preceitos da Igreja Católica, que cada vez mais adquiria fiéis. Assim, pessoas que estivessem contra ou questionassem esses dogmas, eram excomungados, além de sofrer alijamento da sociedade, ou em último caso, a morte.

De igual modo, dentro da literatura, cada gênero tem ruas leis específicas. A poesia lírica não deve valer-se do padrão épico e este não se confunde com a poesia dramática. A cada gênero correspondem preceitos especiais e a confusão entre os vários tipos de composição é tida como um grave defeito. A obra deixa de ter o valor que poderia alcançar se se conformasse exatamente às regras dos respectivos gêneros.Relevante também é a lei da tipificação: a arte clássica não quer diferenciar e individualizar, seu propósito é sempre chegar ao geral e ao típico. Na pintura e na escultura, sua busca é a do universal. Na literatura, esquiva-se de descer a distinções psicológicas, muito minuciosas. Em todas as suas formas de expressão, tenta fixar o universalmente humano.Trata-se de um princípio fundamental do Classicismo, já estabelecido nitidamente na dramaturgia por Aris-tóteles, mas com validade para todas as outras artes.