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O RAPAZ AO FUNDO DA SALA

Autor: Onjali Q. Raúf Ilustrador: Pippa Curnick Tradução: Maria Leilão Título da obra: O Rapaz ao Fundo da SalaTítulo original: The boy at the Back of the Class Editora: Booksmile

Informaçõe sobre o livro:
Eu escolhi este livro porque fala sobre um tema que me diz muito e nos mostra a realidade de muitas pessoas que, felizmente, não é a nossa.Este livro aborda sentimentos e valores que nos ajudam a combater a desigualdade e a intolerância.
Este livro foi inspirado em histórias verdadeiras de pessoas que Onjali conheceu em campos de refugiados.
The Boy at the Back of the Class é um livro muito premiado.
Prémios

Blue Peter Book Award, Melhor História - em 2019.Waterstones Children's Book Prize, Melhor Livro Infantil - em 2019.Foi nomeada Membro da Ordem do Império Britânico nas Honras do Aniversário da Rainha de 2022.

Esta obra fala sobre um menino refugiado chamado Ahmet que saiu da Síria para fugir à guerra e que foi para uma escola na Inglaterra onde conheceu 4 amigos: o narrador da história (que em alguns sites da internet é apresentado como uma rapariga chamada Alexa), a Josie, o Tom e o Michael.

O RAPAZ AO FUNDO DA SALA

Cadeira onde o Ahmet se sentou

Quando estas quatro crianças descobrem que o Ahmet é um menino refugiado e por tudo o que ele e a sua família passaram, decidem ajudá-lo.
Uma vez que nenhum adulto consegue ajudar o Ahmet a reencontrar a família, o quarteto de amigos elabora um plano audaz: "A Melhor Ideia do Mundo", que os levará a uma aventura que envolve até a própria rainha de Inglaterra.
Durante a sua tentativa de tentar ajudar o Ahmet, os quatro amigos descobrem que têm pouco tempo para conseguir encontrar a família de Ahmet, pois os emigrantes vão ser proibidos de entrar em Inglaterra.
A Melhor Ideia do Mundo
"- Olá. O meu nome é Ahmet. Tenho 9... anos. Sou refugiado. Venho da Síria. Enquanto o disse, apontou para a Prof.ª Hemsi, que segurava um desenho com uma casa, uma árvore e um carro diante de umas montanhas. À frente do carro estavam quatro pessoas, com a legenda "Eu", "Mãe", "Pai", "Irmã" e "Gato".
A HISTÓRIA DE AHMET
A apresentação que Ahmet fez à turma:
Era este o desenho:
- Mas na Siría há grande guerra - disse o Ahmet, apontando de novo para a Prof.ª Hemsi, que segurou outro desenho. Este mostrava edifícios em chamas, um avião a largar bombas e muitas pessoas deitadas no chão e outras com armas na mão.Era assim:
(...)
(...) Ouvi sussuros atrás de mim: - Eia! Ele viu bombas a sério e armas a sério! - Por causa da guerra, a minha família...fugiu - disse Ahmet, e os seus olhos de leão ficaram grandes, redondos e cheios de água. - Passámos por... montanhas e rios... e levar malas e gato. Desta vez, a Prof.ª Hemsi segurou uma imagem que mostrava uma família a atravessar montanhas e rios e, no céu, pássaros a chorar. Nessa imagem, o Ahmet tinha-se desenhado a si mesmo a carregar uma mochila vermelha com uma risca preta, tal como aquela que tinha agora . Foi então que percebi porque gostava tanto dela e porque tinha chorado quando quando o Brendan Maldoso a encheu de feijão cozido.
And use this space to caption it.
Era esta imagem:
- Depois não estar seguro em nenhum lugar, então fomos para barco em mar alto. Desta vez, a Prof.ª Hemsi segurou o desenho de um barco. Mas não era um barco normal, com velas e pontas bicudas e bordas de madeira.Era achatado e redondo e, dos lados, era cor laranja, tal como aqueles que eu tinha visto nas notícias e que não tinham casas de banho. Dentro do barco iam muitas pessoas, todas com coletes salva-vidas que as faziam parecer papagaios-do-mar. Mas também havia pessoas dentro de água, e essas tinham bolhas a sair de boca e diziam "AJUDEM-ME!".
Todos se chegaram para a frente nas cadeiras e tentaram ler as legendas que o Ahmet tinha acrescentado por cima das cabeças das pessoas. Vi "Eu", "Mãe" e "Pai", mas não havia nenhuma para "Irmã" nem para "Gato". Eu sei que os gatos não gostam de água (...). Por isso, talvez o gato do Ahmet não tivesse querido ir no barco. E talvez a sua irmã não tivesse querido deixá-lo e tivesse ficado para trás para tomar conta dele.
Era esta a imagem do barco:
- Depois estarmos noutro país, chamado Grécia - disse o Ahmet. - Vivermos em tendas com muitas pessoas que fugirem como eu. Vêm de muitos países como Afeganistão, Paquistão e Eritreia. A próxima imagem mostrava uma bandeira às riscas azuis e brancas e, a um canto, uma cruz branca num fundo azul. Ao lado havia muitas tendas e pessoas por todo o lado, em volta das lareiras e a dormir no chão. Nesta imagem, só se via as palavras "Eu" e "Pai". A mãe do Ahmet devia estar a dormir dentro de uma das tendas.
Era esta a imagem:
- Depois andarmos muito tempo... Em muito países. Estava frio e dormirmos no chão. Depois ficarmos em França. Desta vez, o Ahmet apontou com o dedo para a próxima imagem e mostrou-nos a via-férrea que tinha desenhado. Nela, havia pessoas com malas e crianças que caminhavam em direção a um muro com arame farpado em cima. Todas pareciam tristes. A um canto, havia tanques de guerra e soldados que apontavam armas às pessoas com as malas e as crianças.
Era este o desenho:
A Prof.ª Hemsi segurou esse desenho durante mais tempo do que os outros, porque o Ahmet tinha ficado a olhar para ele e não parecia querer parar.
- Depois vir para aqui... e vir para a escola. Eu gostar daqui... Não haver bombas. Seguro e gostar de novos amigos e professora e jogar fotebol. O Ahmet ficou parado a olhar para todos, e todos retribuíram o olhar. A Prof.ª Khan assoou-se alto e a Prof.ª Hemsi pôs de parte o desenho e deu um abraço ao Ahmet. - Obrigada, Ahmet - disse a Prof.ª Khan, levantando-se e pondo uma mão no seu ombro. - Vamos todos dar um grande aplauso ao Ahmet por ser tão corajoso e por partilhar a sua história connosco."
Depois de contar a sua história à turma o Ahmet contou novamente ao seu novo amigo, o narrador, essa mesma história, mas mais detalhada, onde explica o que aconteceu com a sua família e que não sabe onde os pais estão e nem se eles estão mortos. Assim os seus novos amigos pensaram n' "A Melhor Ideia do Mundo".

Várias crianças já saíram de maneira forçada dos seus países para procurarem refúgio e uma oportunidade de restruturação das suas vidas noutros países.

Este livro foi escrito para pessoas a partir dos 9 anos, por isso, a história sofreu alterações. A vida deste rapaz é bem mais cruel de que como é retratada no livro.
Vale a pena ler este livro porque há muitas guerras no mundo e esta história conta como podem afetar a vida de várias famílias de um momento para o outro.
O meu objetivo com a minha apresentação é alertar para a situação de muitas crianças que, por causa da guerra, têm de abandonar os seus países e os seus pais.
Depois da minha leitura eu sensibilizei-me com a situação de muitas crianças.
Maria Rojão 6ªB

OBRIGADA!