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Transcript

Ana Cunha, 2V ​ Disciplina: Português ​ Ano Letivo: 2023-2024

"Tormento do Ideal"

1- Análise e assunto do poema2-Temáticas presentes e o seu enquadramento no poema;3-Recursos expressivos encontrados na obra;4-Conclusão.

Tópicos a apresentar

Conheci a Beleza que não morre​E fiquei triste. Como quem da serra​Mais alta que haja, olhando aos pés a terra​E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre,​ ​Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre;​ Assim eu vi o mundo e o que ele encerra​Perder a cor, bem como a nuvem que erra​Ao pôr-do-sol e sobre o mar discorre.​ ​ Pedindo à forma, em vão, a ideia pura,​Tropeço, em sombras, na matéria dura,​E encontro a imperfeição de quanto existe.​ ​ Recebi o batismo dos poetas,​E assentado entre as formas incompletas​Para sempre fiquei pálido e triste.​

O meu poema: ​ “Tormento do Ideal”​

  • Na primeira quadra o sujeito poético diz que apesar de ter conhecido a beleza ideal, ficou triste. O porquê é explicado na segunda quadra quando ele conta que o seu ideal de beleza não corresponde ao do mundo real, que está doente de imperfeições.
  • No 1º terceto o eu poético fala sobre o contraste entre o real e o ideal e quanto mais procura a beleza perfeita mais encontra imperfeição enquanto "tropeço, em sombras, na matéria dura".
  • No último terceto ele conclui que por ser poeta pode, intelectualmente, possuir os ideias da perfeição, porém fica para sempre triste por não ser capaz de a encontrar no mundo real, revelando um desejo de superação das limitações humanas.

Análise do poema

“Tormento do Ideal”​
​Pedindo à forma, em vão, a ideia pura,​Tropeço, em sombras, na matéria dura,​E encontro a imperfeição de quanto existe.

Conheci a Beleza que não morre​E fiquei triste. Como quem da serra​Mais alta que haja, olhando aos pés a terra​E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre,​ ​

Tristeza- O eu poético conhece o ideal, que o leva à tristeza, que esta é descrita como uma comparação, já que ele compara a beleza eterna à "serra mais alta que haja", Angústia- Podemos ver pelo título que o poema já sugere algo angustiante, o eu lírico confirma isso enquanto procura pela beleza perfeita, que é inalcansável. Idealismo- Esta temática é usada ao longo de todo o poema enquanto o sujeito poético reflete sobre o contraste entre os seu ideais e a realidade imperfeita do mundo.

Temáticas-Tristeza, Angústia e Idealismo

Hipérbole- Antero utiliza este recurso expressivo para ampliar o seu senso de sofrimento.(V. 5 ao 8)Personificação- O autor atribuí características humanas a conceitos abstratos, tal como a dor, tornando-a mais tangível.(V. 2 ao 4)Comparação- Quando compara a beleza ideal à "serra mais alta que haja".(V. 1 ao 3)Metáfora- O poeta usa as metáforas para transmitir emoções, um exemplo é o tormento, que é uma metáfora para a sua angústia ao procurar pela beleza perfeita que é inalcansável.(V. 9 ao 11)Antítese- O eu lírico usa este recurso para mostrar o seu conflito interno, devido ao seu contraste de ideias.(V. 1 ao 14)

Recursos expressivos

  • O eu poético procura a beleza perfeita sem parar. O facto de ela ser inalcansável, deixa-o frustrado e angustiado.

Assunto do poema

  • Nesta conclusão, posso afirmar que este poema não é apenas uma exploração pessoal dos dilemas do autor, mas também uma reflexão sobre a condição humana, levando-nos a considerar a natureza das nossas ações.
  • Em suma, ao ler este poema percebi que não devemos ter ideais irreais, pois eles podem nos levar a ter graves problemas devido à desilusão, assim como aconteceu a Antero que ficou "para sempre triste e pálido".

Conclusão