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Ricardo Reis

5- Video

4- Prefiro rosas, meu amor à pátria.

3- Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira rio

2- Temáticas da poesia

1- Dados Biográficos

índice

1- Dados Biográficos

"Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo”

- Ricardo Reis

Ricardo Reis foi um dos heterónimo do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Seu criador divulgou detalhes da biografia de Reis em textos diversos. Segundo Pessoa, o heterónimo Ricardo Reis foi criado no ano de 1912, como autor de poemas pagãos, ou em 1914, as declarações de Pessoa são divergentes. o seu nascimento, segundo Fernando Pessoa, foi em 19 de setembro de 1887. Fernando Pessoa, em documentos diferentes, diverge também sobre a cidade natal de Ricardo Reis. Portanto, pode ser o Porto ou Lisboa. Quanto aos aspectos físicos do heterónimo, ele era um pouco mais baixo, mais forte e seco do que Alberto Caeiro (outro heterónimo de Pessoa).

Ricardo Reis

2 - Temáticas da poesia

  • Horacianismo
Carpe dim: "Aproveita o dia", vive os prazeres do momento;Aurea mediocritas: "Ouro mediocre", a felicidade reside na simplicidade natual.
  • Epicurismo
Porcura da felicidade relativa;Moderação nos prazeres;Fuga ás sensações extremas;Busca do estado de ataria (Tranquilidade sem pertubação).
  • Estoicismo (conformismo)
Indiferença perante as emoções (apatia);Aceitação do poder do destino (fatum);Atitude de abdicação.
  • Paganismo
Crença nos deuses clássicos;Inspiração na civilização grega.
  • Obsessão com a passagem do tempo
Preocupação constante com a efermeriadade da vida;Questionamento do fluir indiscutivel do tempo;Medo da morte.

Temáticas da poesia

3- Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira rio

Estrutura da ode;Rima branca;Regularidade estrófica e métrica.

Análise externa

Abdicação consciente face aos sentimentos e gozos da vida.

Tema/ filosofia de vida do sujeito poético

4ª parte:A ausência de pertubação face à morte

3ª parte:A busca da tranquilidade

2ª parte:A inutilidade dos compromissos

1ª parte:A enfermeridade da vida

Elementos clássicos: o ambiente bucólico, o nome "Lídia" e o papel do fatum

A necessidade de predomínio da razão sobre a emoção, como defesa contra o sofrimento

A inutilidade de qualquer compromisso

A metáfora do rio e o correr da água (símbolo de passagem inexorável)

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamosQue a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. (Enlacemos as mãos).Depois pensemos, crianças adultas, que vidaPassa e não fica, nada deixa e nunca regressa,Vai para um mar uito longe, para ao pé do Fado,Mais longe que os deuses.

Primeira parte - estrofes 1 e 2

Evitar todos os desassossegos que possam provocar dor

A recusa constante de todo e qualquer excesso (amores, ódios, paixões, invejas..)

A morte como única certeza do percuso existencial

O enlaçar e desenlaçar das mãos como recusa de qualquer compromisso

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.Mais vale saber passar silenciosamente E sem desassossegos grandes.Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,Nem invejas que dão movimento de mais aos olhos,Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,E sempre iria ter ao mar.

Segunda parte - estrofes 3 e 4

Valorização do carpe diem: captemos o "perfume" do momento, evitemos o conhecimento das coisas

O estabelecer de um "programa de vida": avida deve ser vivida deforma serena e calma;deicemo-la passar à nossa frente, controlando as nossas emoções e sentimentos

Amemo-nos tranquilamente, pensado que podíamos,Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,Mas que mais vale estarmos sentadosao pé um do outro Ouvindo correr o rio e vendo-o.Colhamos flres, pega tu nelas e deixa-asNo colo, e que o seu perfume suavize o momento -Este momento em que sossegadamente não cremos em nada, Pagões inocentes da decadêncoa.

Terceira parte - estrofes 5 e 6

Justificação para o modelo de vivência amorosa definido pelo poeta

A aceitação pacífica da morte é consequênciada demissão do eu perante a sua vida. Assim,a morte não deve ser motivo de sofrimento, pois ainda nã foi presenciada. A vida passa, por isso não devemos assumir compromissos, devemos fazer apenas pela tranquilidade

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depoisSem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos Nem fomos mais do que crianças.E se antes do que eu levraes o óbolo ao barquiero sombrio,Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira do rio, Pagã triste e com flores no regaço.

Quarta parte - estrofes 5 e 6

4- Prefiro rosas, meu amor à pátria.

Irregularidade métrica ( por vezes);Recurso frequente à assonância, à aliteração e à rima anterior.A rima é branca ou solta;Aspetos fónicos;Eufonia.

Análise externa

O sujeito poético prefere uma existência tranquila e serena, aceitando a transitoriedade da vida e mantendo-se indiferente às preocupações mundanas.

Tema/ filosofia de vida do sujeito poético

O sujeito poético marca indiferença pela vida. Ser alheio, ser estrangeiro é a forma de se proteger da dor mesmo que para isso tenha de se proteger da vida.

A necessidade de predomínio da razão sobre a emoção, como defesa contra o sofrimento

Diz que prefere uma existência muito breve, mas cheia de sentido do que a Pátria (rosas).

O "eu" poético recusa o esforço da pátria, da glória e da virtude.

Prefiro Rosas, meu amor, à pátria, E antes magnólias amo Que fama e que virtude. Logo que a vida não me canse, deixo Que a vida por mim passe Logo que que fique o mesmo.

Primeira parte - estrofes 1 e 2

Responde à sua própria pergunta, dizendo que as coisas da vida apenas lhe trazem a indiferença enquanto espera sereno, sempre igual, pela morte.

O sujeito poético usa uma interrogação retórica para perguntar ao leitor se alguma coisa que é conquistada durante a vida, se algo fica com ele quando morrer.

Que importa àquele a quem já nada importa Que um perca e outro vença Se a aurora raia sempre, Se cada ano com a primavera Aparecem as folhas E com o outono cessam?

Segunda parte - estrofes 3 e 4

Explica através da Natureza que tudo acontece mesmo sem as nossas ações porque tudo parte do Destino.

• O "eu" lírico está indiferente à vida, às tribulações, em favor de um "quietismo" assustador mas também mágico e infinito. Para ele, acima do Homem e das suas preocupações, está o Destino.

E o resto, as outras causas que os humanos Acrescentam à vida, Que me aumentam na alma? Nada, salvo o desejo de indif’rença E a confiança mole Na hora fugitiva.

Terceira parte - estrofes 5 e 6

vÍDEO SOBRE RICARDO REIS

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N-3 AGUSTIN FERNANDES

n-5 DAVID CORVO

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