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Transcript

José Saramago

Provavelmente alegria

5- Conclusáo

4- Análise dos poemas

3- poemas Escolhidos

2- Breve biografia

1- Ficha Técnica

Índice

Ficha técnica

Nome do livro: Provavelmente AlegriaEditor: Poto EditoraData lançamento: Julho 2014Páginas: 96Classificacão: Poesia

José Saramago foi um renomado escritor português, nascido em 1922 e falecido em 2010. Ele ganhou reconhecimento internacional ao receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1998. Saramago era conhecido por seu estilo literário único, que frequentemente incluía longas frases e ausência de pontuação convencional.

Biografia de Saramago

«Poema para Luís de Camões« «Ainda agora é manhã« «Onde«

Poemas Selecionados

Por cima da fronteira e da diferença. E a ardência das pedras, a dura combustão Dos corpos percutidos como sílex , E as grutas do pavor, onde as sombras De peixes irreais entram as portas Da última razão, que se esconde Sob a névoa confusa do discurso. E depois o silêncio, e a gravidade Das estátuas jazentes, repousando, Não mortas, não geladas, devolvidas À vida inesperada, descoberta. E depois, verticais, as labaredas Ateadas nas frontes como espadas, E os corpos levantados, as mãos presas, E o instante dos olhos que se fundem Na lágrima comum. Assim o caos Devagar se ordenou entre as estrelas. Eram estas as grandezas que dizia Ou diria o meu espanto, se dizê-las Já não fosse este canto.

Meu amigo, meu espanto, meu convívio, Quem pudera dizer-te estas grandezas,Que eu não falo do mar, e o céu é nada Se nos olhos me cabe. A terra basta onde o caminho pára, Na figura do corpo está a escala do mundo.Olho cansado as mãos, o meu trabalho, E sei, se tanto um homem sabe, As veredas mais fundas da palavra E do espaço maior que, por trás dela,São as terras da alma. E também sei da luz e da memória, Das correntes do sangue o desafio Por cima da fronteira e da diferença.

Poema para Luís de Camões

Por cima da fronteira e da diferença. E a ardência das pedras, a dura combustão Dos corpos percutidos como sílex , E as grutas do pavor, onde as sombras De peixes irreais entram as portas Da última razão, que se esconde Sob a névoa confusa do discurso. E depois o silêncio, e a gravidade Das estátuas jazentes, repousando, Não mortas, não geladas, devolvidas À vida inesperada, descoberta. E depois, verticais, as labaredas Ateadas nas frontes como espadas, E os corpos levantados, as mãos presas, E o instante dos olhos que se fundem Na lágrima comum. Assim o caos Devagar se ordenou entre as estrelas. Eram estas as grandezas que dizia Ou diria o meu espanto, se dizê-las Já não fosse este canto.

Meu amigo, meu espanto, meu convívio, Quem pudera dizer-te estas grandezas,Que eu não falo do mar, e o céu é nada Se nos olhos me cabe. A terra basta onde o caminho pára, Na figura do corpo está a escala do mundo.Olho cansado as mãos, o meu trabalho, E sei, se tanto um homem sabe, As veredas mais fundas da palavra E do espaço maior que, por trás dela,São as terras da alma. E também sei da luz e da memória, Das correntes do sangue o desafio Por cima da fronteira e da diferença.

Poema para Luís de Camões

A linguagem é rica em metáforas e simbolismos, o que contribui para a profundidade e complexidade do poema.

Aborda temáticas tais como:Reflexão existencial A natureza e o humano Trabalho e conhecimento Memória e luz Elementos naturais e existenciais Silêncio e Renascimento Caos e ordem

O poema é composto por 34 versos livres, sem rimas fixas ou uma métrica rígida.

estrutura e temática

Ainda agora é manhã, e já os ventos Adormecem no céu. Pouco a pouco, A névoa antiga e baça se levanta. Ruivamente, o sol abre uma estrada Na prata nublada destas águas.É manhã, meu amor, a noite foge, E no mel dos teus olhos escurece O amargo das sombras e das mágoas.

Ainda Agora é manha

Aborda temas tais como:Trasição do dia Elementos naturais Relação amorosa

O poema é composto por 9 versos, organizados em forma livre, sem um esquema de rima fixa ou métrica rígida.

Estrutura e temática

Onde os olhos se fecham; onde o tempo Faz ressoar o búzio do silêncio; Onde o claro desmaio se dissolve No aroma dos nardos e do sexo; Onde os membros são laços, e as bocas Não respiram, arquejam violentas; Onde os dedos retraçam novas órbitas Pelo espaço dos corpos e dos astros; Onde a breve agonia; onde na pele Se confunde o suor; onde o amor.

Onde

Aborda temas tais como:Introspecção e Sensação Silêncio e Tempo

Composto por dez versos livres, sem rima fixa ou métrica regular.A repetição da palavra "onde" no início de vários versos cria um ritmo anafórico, conferindo ao poema uma sensação de continuidade e intensidade acumulativa.

Estrutura e temática

Conclusão e opinião pessoal

Obrigada pela atenção!