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Transcript

Diogo Miguel Francisco Páscoa

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Indíce

  • Poema
  • Assunto e tema
  • Divisão da cantiga
  • Estado de espírito do sujeito poético
  • Recursos expressivos
  • Análise formal do poema
  • Comparação

Luis Vaz de Camões

  • Nascimento: 1524, Lisboa ou Coimbra.
  • Educação: Universidade de Coimbra
  • 1549: Perdeu um olho em batalha em Ceuta.
  • Obra-prima: "Os Lusíadas" (1572)
  • Falecimento: 10 de junho de 1580, Lisboa.

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança:Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança:Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E enfim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto,Que não se muda já como soía.

Assunto e tema

Divisão da cantiga

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança:Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança:Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E enfim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto,Que não se muda já como soía.

  • Introdução do Tema da Mudança
  • Exemplificação da Mudança
  • Reflexão sobre a Instabilidade da Condição Humana

Estado de espírito do poeta

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,Muda-se o ser, muda-se a confiança;Todo o mundo é composto de mudança,Tomando sempre novas qualidades.Continuamente vemos novidades,Diferentes em tudo da esperança;Do mal ficam as mágoas na lembrança,E do bem, se algum houve, as saudades.O tempo cobre o chão de verde manto,Que já coberto foi de neve fria,E enfim converte em choro o doce canto.E, afora este mudar-se cada dia,Outra mudança faz de mor espanto:Que não se muda já como soía.

Há uma aceitação serena, embora triste, de que as mudanças são inevitáveis. O sujeito poético não luta contra essa verdade.

O sujeito poético está em um estado de contemplação filosófica sobre a natureza da mudança, reconhece que a mudança é uma parte intrínseca da vida e do mundo.

A consciência da transitoriedade da vida traz um tom de tristeza ao sujeito poético. Ele percebe que tanto as coisas boas como as coisas más vão sempre acontecer, o que gera um sentimento de perda constante.

O sujeito poético mostra-se nostálgico em relaçao ao passado e ao mesmo tempo triste pois são tempos passados que nunca mais voltam.

Recursos expressivos

  • Hiperbole: " Todo o mundo é composto de mudança"
  • Anáfora: "mudam-se os tempos mudam-se as vontades"

  • Antítese :"Do mal " / "Do bem"
  • Metonímia : "Magoas" / "Saudades"

  • Metafora : "O tempo cobre o chão de verde manto, Que ja coberto foi de neve fria"
  • Antítese : "Verde manto" / "Neve fria"

  • Antítese : " mudar-se cada dia " / "Que não se muda já como soía"

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança:Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança:Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E enfim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto,Que não se muda já como soía.

Análise formal do poema

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,(A)Muda-se o ser, muda-se a confiança;(B)Todo o mundo é composto de mudança,(B)Tomando sempre novas qualidades.(A) Continuamente vemos novidades,(B)Diferentes em tudo da esperança;(A)Do mal ficam as mágoas na lembrança,(A)E do bem, se algum houve, as saudades.(B)O tempo cobre o chão de verde manto,(C)Que já coberto foi de neve fria,(D)E enfim converte em choro o doce canto.(C)E, afora este mudar-se cada dia,(D)Outra mudança faz de mor espanto,(C)Que não se muda já como soía.(D)

  • Rimas
  • Métrica

Comparação