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Transcript

Fábula para todas as idades, Pepetela

A Montanha da Água Lilás

APRESENTAÇÃO DO LIVRO

  • Batizado por Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos;
  • Nascido em Benguela em 1941;
  • Formou-se em Socielogia, em Argel;
  • Carreira da vertente política e como professor universitário;
  • Lhe foi atribuído, em 1997, o prémio Camões.

  • Edição lança a Janeiro de 2009;
  • Coleção da BIS.

SINOPSE

Numa montanha de África uns estranhos seres cor de laranja, Lupis (personagens-tipo do homem). Estes estavam distinguidos por qualidade: os Cambutas, os Lupões e os Jacalupis. O desenrolar da ação desencadeia-se pela supresa do lupi-poeta, que descobre uma fonte de onde brota água lilás. Mas o mais impressionante era, para além do seu aroma agradável, milagrosa. Começam então as disputas, desenvolve-se uma economia de mercado e, com ela, uma estratificação social e uma desigual distribuição da riqueza. Mas, a exploração da água lilás não vai apenas transformar a vida de todos os habitantes da montanha, vai também degradar o seu meio ambiente.

COMENTÁRIO CRÍTICO

"-Nós temos direito a um tempinho e vocês ficam o dia inteiro aí? - disse o lupi-pensador, muito zangado.- Não há direito, somos todos iguais.". E assim se desenvolve toda a crítica social alegórica, estratificação e distribuição desigual da riqueza. A montanha não era a descoberta, todos os lupis viviam lá alegremente e se juntavam para combater qualquer outro animal que lhes viesse tirar a paz, como quando se conseguiram livram dos rinocerontes; a coisa nova mesmo era a água, motivo para grande alegria e tumulto. Inicialmente desconfiados, os Lupis segregam-se ao descobrir as propriedades milagrosas que ela tem. A narrativa decorre de maneira leve, mas com o pesar do português angolanos, destaco algumas expressões que me fizeram sentir nostalgia: "xé", "bué", "mambo", "maka" e outras construções frásicas que só os angolanos sabem fazer (no início já há uma do tipo "Dizia a estória se passou aqui mesmo".

CONCLUSÃO

A Montanha da Água Lilás é uma obra que critica a sociedade de forma alegórica, destacando aspetos que até nos dias de hoje podem ser observados, são eles: Ambiente, Distribruição de Riqueza e Segregacionismo. São referidos ainda, embora que como pouco desenvolvimento, outros temas que envolvem a costumes da cultura africana.