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Memorial do Convento
Daniel Ribeiro
Created on May 20, 2024
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Transcript
Memorial do Convento
A Missão Secreta no Memorial do Convento
Refeitório
Jardim
Olá! Foste transportado para o século XVIII, durante a construção do Convento de Mafra, e encontras-te como trabalhador sob as ordens do Rei Dom João V. Estás encarregado com uma missão secreta orientada pelo Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão: encontrar os componentes secretos necessários para concluir a Passarola, a incrível máquina voadora que ele está a desenvolver em segredo. O tempo é limitado, pois espiões estão à espreita e até o próprio Rei pode descobrir o plano a qualquer momento. Começa pela biblioteca secreta e vai avançando até à sala onde se encontra a Passarola. Boa sorte e boa jornada!
A Passarola
Laboratório
Cripta Misteriosa
Oficina
Sala do Trono
Biblioteca Secreta
Nesta biblioteca o conhecimento vais procurar. Para avançares, encontra os livros que te irão ajudar.
Vida
José Saramago foi um renomado escritor e jornalista português, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1998. Nascido em 16 de novembro de 1922, na aldeia de Azinhaga, no Ribatejo, Portugal, e falecido em 18 de junho de 2010, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha. Nasceu em uma família humilde de camponeses. Mudou-se para Lisboa com seus pais ainda criança. Apesar das suas dificuldades financeiras, conseguiu concluir os estudos secundários na Escola Industrial de Afonso Domingues, onde estudou mecânica. Começou a sua carreira literária relativamente tarde. O seu primeiro romance, "Terra do Pecado," foi publicado em 1947, mas passou quase duas décadas sem publicar novos livros. Durante este período, trabalhou como tradutor e jornalista, além de ter uma breve carreira como funcionário público. Foi na década de 1980 que Saramago alcançou a notoriedade com obras como "Levantado do Chão" (1980), que marca o início de seu estilo narrativo característico, e "Memorial do Convento" (1982), que consolidou sua reputação como um dos maiores escritores de língua portuguesa.
Obra
A obra de José Saramago é marcada por uma prosa densa e elaborada, com longos parágrafos e um uso inovador da pontuação, muitas vezes dispensando o uso convencional de travessões e aspas para diálogos. Os seus romances exploram frequentemente temas históricos e filosóficos, combinando realismo e fantasia, além de uma forte crítica social e política. Saramago é conhecido pelo seu estilo único, que inclui frases longas, ausência de pontuação convencional e diálogos inseridos dentro da narrativa. O seu estilo distintivo desafia as normas tradicionais da escrita e contribui para a criação de uma experiência de leitura envolvente e singular.
ESPAÇO
1. Lisboa: A cidade serve como cenário principal, representando o centro do poder político e cultural de Portugal no século XVIII. Saramago descreve uma Lisboa vibrante e cheia de contrastes, com seus bairros populares e a opulência da corte. 2. Mafra: O pequeno vilarejo de Mafra torna-se um lugar significativo devido à construção do convento, que é uma das personagens centrais do livro. A construção do convento é um projeto colossal que reflete o despotismo e a megalomania do rei D. João V, além de ser um símbolo de sacrifício e opressão para o povo que trabalhou na obra. 3. Outros locais: A narrativa também menciona outros lugares de Portugal e do mundo, como o Brasil, que na época era uma colônia portuguesa. Esses locais ajudam a contextualizar o poderio e a extensão do Império Português.
Tempo Histórico
1. Século XVIII: O romance está ambientado no início do século XVIII, um período de grande esplendor para a corte portuguesa graças ao ouro proveniente do Brasil. Essa riqueza permitiu a D. João V financiar projetos grandiosos como o Convento de Mafra. 2. Período do Barroco: A narrativa está impregnada com o espírito do barroco, um estilo artístico e cultural que influenciou a arquitetura, a literatura e a música da época. O barroco é caracterizado pela opulência, pelo detalhamento e pela busca de grandiosidade, refletindo o poder absoluto dos monarcas.
Tempo da Diegese
A diegese de "Memorial do Convento" abrange várias décadas, focando-se especialmente no período entre a decisão de construir o convento e a sua conclusão. Ao longo deste tempo, Saramago entrelaça as vidas de personagens fictícias e históricas, criando uma narrativa rica e complexa. 1. Inicio do Século XVIII: A história começa com o contexto da promessa de D. João V de construir um convento em Mafra, caso tivesse um herdeiro. Essa promessa é a força motriz da trama. 2. Anos de construção do convento: A construção do convento, que durou aproximadamente de 1717 a 1730, é detalhadamente descrita. Saramago foca-se no sofrimento dos trabalhadores e nos impactos sociais e econômicos dessa empreitada.
Pergunta 1
Em que ano José Saramago venceu o Prêmio Nobel da Literatura?
1998
1898
1988
Pergunta 2
Em que locais se passaram a obra o "Memorial do Convento"?
Porto, Mafra e Brasil
Lisboa, Mafra e Brasil
Lisboa e Mafra
Refeitório
A Passarola
Jardim
Laboratório
A Missão Secreta no Memorial do Convento
Cripta Misteriosa
Oficina
Sala do Trono
Biblioteca Secreta
Para a Passarola consertar, ferramentas terás de encontrar. Pega nas ferramentas e segue para a próxima sala.
Aqui está a Passarola. Mas apenas as ferramentas não chegam... Continua pelas salas do Convento e vê se encontras algo que te possa ajudar.
Refeitório
A Passarola
Jardim
Laboratório
A Missão Secreta no Memorial do Convento
Cripta Misteriosa
Oficina
Sala do Trono
Biblioteca Secreta
Nesta cripta misteriosa, poderás perceber melhor a dimensão simbólica da obra, o narrador e a sua visão crítica. Mas cuidado!!! Se não entenderes tudo, podes não conseguir avançar!!!
Pergunta 3
Em que pessoa José Saramago narra as suas histórias?
3º Pessoa
2º Pessoa
1º Pessoa
Refeitório
Jardim
A Passarola
Laboratório
A Missão Secreta no Memorial do Convento
Cripta Misteriosa
Oficina
Sala do Trono
Biblioteca Secreta
Que lindo jardim! Faz-me querer parar para pensar um bocadinho... Ainda por cima aproxima-se a Quaresma. Vê um pequeno vídeo e depois deixo que leves uma rosa deste lindo jardim.
Refeitório
Jardim
A Passarola
Laboratório
A Missão Secreta no Memorial do Convento
Cripta Misteriosa
Oficina
Sala do Trono
Biblioteca Secreta
Neste laboratório tem cuidado. Nunca se sabe o que os cientistas fazem com todas estas coisas nas suas experiências. Visualiza um pequeno vídeo sobre a Física imposta na construção do Convento. De seguida agarra, com delicadeza, o tubo de ensaio para te ajudar na construção da Passarola.
Refeitório
Jardim
A Passarola
Laboratório
A Missão Secreta no Memorial do Convento
Cripta Misteriosa
Oficina
Sala do Trono
Biblioteca Secreta
Encontras-te parado no refeitório. Aqui poderás aprender mais sobre a intertextualidade da obra, os recursos expressivos utilizados e a sua análise. Lê, retém a informação e, de seguida, continua para a próxima sala.
Pergunta 4
Porque razão Saramago utiliza uma vasta quantidade de recursos expressivos na obra?
Conectar-se com tradições literárias enquanto cria algo inovador e variado.
Para criar uma narrativa rica e multifacetada
Para seguir a moda literária da sua época
Pergunta 4
A intertextualidade em "Memorial do Convento" manifesta-se através de quais referências?
históricas, culturais
Literárias e mitológicas
Todas as opções
Refeitório
Jardim
A Passarola
Laboratório
A Missão Secreta no Memorial do Convento
Cripta Misteriosa
Sala do trono
Oficina
Sala do Trono
Biblioteca Secreta
A SALA DO TRONO. Cuidado!! Pode aparecer um guarda real a qualquer momento. Descobre o que está escondido em cada peça em cima das mesinhas e saí o mais rápido posível. DESPACHA-TE!
MEU DEUS. Esqueci-me de te dizer. O Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, deixou alguns manuscritos que te irão ajudar na construção da Passarola. Encontra-os e continua para a próxima sala sem seres visto por algum guarda real. Não tentes roubar a coroa...
O QUE PENSAS QUE ESTÁS A FAZER. DESAPARECE ANTES QUE O REI DESCUBRA QUE ESTÁS AQUI SEM A SUA PERMISSÃO.
Pergunta 6
Saramago utilizava vírgulas em vez de utilizar pontos finais?
Verdadeiro
Falso
Pergunta 7
Que tipo de estilo Saramago utilizou para escrever a obra ?
Barroco
Surrealismo
Modernismo
Pergunta 8
Em que reinado e em que ano foi iniciada a construção do Convento de Mafra?
1717 - D.João V
1717 - D.João VI
1771 - D.João V
Pergunta 9
Em que ano o Convento/Palácio de Mafra foi inscrito na lista do Patrimônio Cultural Material da Humanidade pela UNESCO?
2019
2018
2020
Refeitório
Jardim
A Passarola
Laboratório
A Missão Secreta no Memorial do Convento
Cripta Misteriosa
Sala do trono
Oficina
Sala do Trono
Biblioteca Secreta
Já tens tudo para construir a Passarola. Mete mãos à obra e voa daqui para fora. LIBERDADE!!
Refeitório
Jardim
A Passarola
Laboratório
A Missão Secreta no Memorial do Convento
Cripta Misteriosa
Sala do trono
Oficina
Sala do Trono
Biblioteca Secreta
Ufa, que grande aventura!!! Conseguiste encontrar todos os componentes necessários para construir a Passarola. Parabéns pela missão bem sucedida!!!
PARABÉNS!!!
Trabalho realizado por:
Daniel David Inês
Disciplina de Português 2023/2024 Professora Laurinda Fernandes
Percebo a tua forma de pensar, mas vamos tentar outras possibilidades.
Percebo a tua forma de pensar, mas vamos tentar outras possibilidades.
Percebo a tua forma de pensar, mas vamos tentar outras possibilidades.
Percebo a tua forma de pensar, mas vamos tentar outras possibilidades.
Intertextualidade
A intertextualidade em "Memorial do Convento" manifesta-se através de referências históricas, culturais, literárias e mitológicas. Saramago entrelaça fatos históricos reais, como a construção do Convento de Mafra, com ficção, criando uma narrativa que dialoga com várias fontes: Referências Históricas: A construção do Convento de Mafra é um evento histórico real. A figura do rei D. João V e seu desejo de construir o convento em agradecimento pelo nascimento de um filho é um fato histórico que Saramago explora e amplia. Citações e Paródias: A obra faz alusões a textos bíblicos, mitos gregos, e obras literárias, muitas vezes reinterpretando ou parodiando essas fontes para fazer críticas sociais e políticas. Mitologia e Cultura Popular: Personagens como Blimunda e Baltasar possuem características que lembram figuras mitológicas ou folclóricas, adicionando camadas de significado à narrativa.
Avance para a próxima sala
O Narrador e a sua visão crítica
O narrador adota uma perspetiva crítica e irônica, frequentemente interrompendo a narrativa com reflexões e comentários que evidenciam a sua consciência social e histórica. Essa voz narrativa não se limita a contar a história dos personagens, mas também denuncia as injustiças e os abusos de poder. Saramago utiliza um narrador em terceira pessoa que se imiscui na mente dos personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos mais íntimos. Este narrador não é imparcial; ele possui uma clara consciência social e uma crítica acentuada às estruturas de poder e à opressão das classes subalternas. Por exemplo, ao descrever a vida dos trabalhadores do convento, o narrador enfatiza suas condições precárias e a exploração de que são vítimas, ao mesmo tempo em que expõe a indiferença e a crueldade dos poderosos.
Temas de Cidadania e Desenvolvimento:
Mundo do Trabalho: O "Memorial do Convento" de Saramago é uma obra que não apenas conta a história da construção do Convento de Mafra, mas também aborda temas sociais e políticos. A obra reflete sobre as condições de trabalho e a exploração dos trabalhadores, levantando questões sobre justiça social e direitos humanos. Educação e Reflexão: A leitura de "Memorial do Convento" é um convite à reflexão sobre o mundo do trabalho, especialmente em contextos históricos onde os direitos laborais eram praticamente inexistentes. Saramago incentiva os leitores a considerar as implicações sociais e humanas das grandes obras arquitetónicas e os sacrifícios impostos à classe trabalhadora.
Dimensão Simbólica da Obra
A dimensão simbólica de "Memorial do Convento" está profundamente ligada à exploração das grandes ambições humanas e ao sacrifício das massas anônimas. A construção do convento representa a manifestação do poder absoluto do rei e da igreja, simbolizando tanto a opressão quanto a fé. Além disso, o convento é um símbolo de resistência e perseverança, refletindo o sofrimento e a luta dos trabalhadores que participaram da sua construção. Outro símbolo central é a passarola, a máquina voadora construída por Bartolomeu de Gusmão. Esta representa o sonho, a liberdade e a busca pelo impossível. A passarola é um contraste à pesada monumentalidade do convento, sugerindo a dicotomia entre a imaginação e a realidade, entre o voo da liberdade e o peso da opressão.
Tom oralizante e pontuação:
Saramago é conhecido por um estilo de escrita que imita a oralidade. Ele frequentemente utiliza frases longas, com pouca pontuação convencional, o que dá uma fluidez quase conversacional ao texto. O uso de vírgulas em vez de pontos finais, e a falta de aspas para demarcar falas diretas, são marcas registadas de seu estilo. Essa técnica cria uma sensação de continuidade e de uma narrativa que se desenrola de maneira natural, quase como se estivesse sendo contada oralmente.
Provérbios e ditados populares:
Saramago é conhecido por um estilo de escrita que imita a oralidade. Ele frequentemente utiliza frases longas, com pouca pontuação convencional, o que dá uma fluidez quase conversacional ao texto. O uso de vírgulas em vez de pontos finais, e a falta de aspas para demarcar falas diretas, são marcas registadas de seu estilo. Essa técnica cria uma sensação de continuidade e de uma narrativa que se desenrola de maneira natural
Discurso indireto livre:
O discurso indireto livre é uma fusão entre o discurso direto e indireto, permitindo que a voz do narrador e dos personagens se misturem. Saramago usa essa técnica para dar profundidade aos personagens e à narrativa: "Blimunda pensou que aquela quarta-feira deveria ser guardada na memória, será um dia inesquecível, Baltasar sabia."
Análise do uso dos recursos expressivos
Saramago utiliza esses recursos expressivos para criar uma narrativa rica e multifacetada. A hipálage e a metáfora ajudam a enriquecer a linguagem poética da obra, enquanto a anáfora e a enumeração contribuem para o ritmo e a musicalidade do texto. A ironia é uma ferramenta poderosa para a crítica social e política que permeia a obra. O anacronismo e a intertextualidade servem para conectar diferentes tempos e contextos, mostrando a continuidade e a relevância dos temas abordados.
Património Cultural da Humanidade
Reconhecimento pela UNESCO:
Em 2019, o Convento/Palácio de Mafra foi inscrito na lista do Património Cultural Material da Humanidade pela UNESCO. Este reconhecimento destacou o valor universal do edifício, a sua monumentalidade e o papel histórico que desempenhou na história de Portugal.
Discurso direto:
Saramago emprega frequentemente o discurso direto, mas de uma maneira não convencional. Em vez de utilizar travessões ou aspas, ele integra as falas dos personagens na própria narrativa, separando-as por vírgulas e iniciando-as com letras maiúsculas. Por exemplo: “Diz Blimunda, Vamos guardar esta quarta-feira na memória.”
Discurso indireto:
O discurso indireto é usado para relatar falas dos personagens de forma mais integrada ao texto narrativo. Saramago o utiliza para incorporar pensamentos e falas sem quebrar a fluidez narrativa: "Blimunda disse que deveriam guardar a quarta-feira na memória, e Baltasar concordou que seria um dia inesquecível."
Extrutura externa
A obra é composta por 25 capítulos em que se destacam três planos: Plano da história: Portugal no século XVIII, autos de fé, o reinado de D. João V, a construção do convento, a Inquisição e casamento dos infantes. Planos da ficção da História: O narrador molda as personagens históricas, transformando-as (D. João e D. Ana são caricaturados). Plano do Fantástico: Construção da Passarola e o Dom de Blimunda.
Extrutura interna
Estilo Barroco:
O estilo barroco de Saramago manifesta-se na riqueza de detalhes, nas descrições exuberantes e no uso de metáforas e figuras de linguagem complexas. "Memorial do Convento" exibe uma prosa densa, cheia de ornamentos e com uma sintaxe elaborada. O autor utiliza elementos do barroco para criar uma obra que é ao mesmo tempo complexa e acessível, desafiando o leitor a se envolver profundamente com o texto.