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Transcript

A implantação da Repúlica

  • O ultimato britânico e o 31 de Janeiro
  • O partido repúblicano
  • O Regicídio de 1908
  • A agonia da Monarquia

Antecedentes

O Ultimato Britânico e o 31 de Janeiro

  • Em 11 de janeiro de 1890, o governo britânico de Lord Salisbury exigiu que Portugal retirasse suas tropas do território entre Angola e Moçambique, reivindicado no Mapa Cor-de-Rosa.
  • A aceitação das exigências britânicas foi vista como uma humilhação nacional, gerando descontentamento contra o rei D. Carlos e a monarquia.
  • A crise financeira de 1890-1891, agravada pela queda de 80% nas remessas dos emigrantes no Brasil devido à crise do encilhamento, intensificou o descontentamento em Portugal.
  • Os republicanos aproveitaram a situação, ampliando sua base de apoio.
  • Em 31 de janeiro de 1891, militares, principalmente sargentos e praças, tentaram proclamar a república no Porto.
  • A revolta foi rapidamente sufocada pela guarda municipal, resultando em 12 mortos, 40 feridos e 250 condenações a penas de degredo na África.
  • A canção "A Portuguesa", usada como hino pelos revoltosos, foi proibida.
  • Apesar do fracasso, a revolta foi a primeira grande ameaça à monarquia e prenunciou os eventos que ocorreriam quase duas décadas depois.

O Partido Republicano

  • O movimento revolucionário de 5 de outubro de 1910 foi liderado pelo Partido Republicano Português (PRP), que, desde 1876, buscava derrubar a monarquia.
  • Destacando-se do Partido Socialista, o PRP atraiu os descontentes com promessas de um renascimento nacional.
  • Usou propaganda eficaz e eventos históricos como o centenário de Camões e o Ultimato britânico de 1890 para promover seus ideais.
  • Após repressão, voltou a eleger deputados em 1900, fortalecendo sua base e culminando na revolução que instaurou a república em Portugal.

O regicídio de 1908

  • Durante o retorno da família real a Lisboa, a carruagem foi atacada, resultando na morte imediata do rei e do príncipe herdeiro.
  • Em 1 de fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe foram assassinados na Praça do Comércio em Lisboa, devido ao desgaste político em Portugal.
  • O primeiro-ministro João Franco, que havia encerrado o parlamento para implementar reformas, enfrentava forte oposição.
  • Após o atentado, Franco foi demitido e uma investigação apontou a Carbonária como responsável.
  • O regicídio chocou a Europa, acelerou o fim da monarquia e levou D. Manuel II ao trono.

A Agonia da Monarquia

  • D. Manuel II, aos 18 anos, inicialmente ganhou simpatia após chegar ao trono de forma trágica, mas a estabilidade foi breve, com sete governos em dois anos e divisões entre os partidos monárquicos.
  • Nas eleições de 1908, o Partido Republicano elegeu sete deputados, e em 1910, dobrou sua bancada para 14.
  • Apesar dos sucessos eleitorais, a ala revolucionária, favorável à luta armada, prevaleceu no congresso de 1909 e recebeu o mandato de fazer a revolução.
  • A preparação foi liderada por radicais como Afonso Costa e Cândido dos Reis, com apoio de sociedades secretas.
  • Entre 1909 e a revolução, houve grande instabilidade e ameaças de sublevação.
  • Os movimentos dos revolucionários
  • As forças do governo
  • Os combates
  • A saída do rei de Lisboa
  • O triunfo da revolução
  • O embarque da familia real para o êxilio

A Revolta

Os primeiros movimentos dos revolucionários

Os movimentos que levaram à implantação da República em Portugal em 5 de outubro de 1910 foram impulsionados por:

  • Propaganda Republicana: Desde a década de 1870, o Partido Republicano Português (PRP) cresceu e difundiu ideias republicanas através de jornais e discursos.
  • Descontentamento Popular: A corrupção, ineficiência do governo monárquico, e crises económicas e sociais aumentaram o descontentamento e minaram a confiança na monarquia.

  • Influência Externa: A queda de outras monarquias na Europa, como na França, inspirou os republicanos portugueses.

As forças do governo

O governo monárquico de D. Manuel II enfrentava vários desafios:

  • Apoio Limitado: O apoio à monarquia vinha principalmente de setores conservadores e da elite, mas estava em declínio.
  • Forças Armadas: O Exército e a Marinha estavam divididos, com facções que apoiavam tanto o rei quanto os republicanos.
  • Polícia e Guarda Real: Responsáveis pela ordem, mas incapazes de conter os movimentos revolucionários eficazmente.

Os combates

Os combates que levaram à implantação da República centraram-se principalmente em Lisboa:

  • Revolta de 3-5 de Outubro: Começou em 3 de outubro de 1910, com unidades da Marinha, do Exército e civis armados tomando posições estratégicas em Lisboa.
  • Confrontos em Lisboa: Os combates mais intensos ocorreram na Rotunda. Após dois dias de lutas, as forças monárquicas começaram a recuar.

  • Fuga do Rei: D. Manuel II fugiu para o exílio na Inglaterra em 5 de outubro, marcando o fim da monarquia.
  • Proclamação da República: Na tarde de 5 de outubro de 1910, José Relvas proclamou a República na varanda da Câmara Municipal de Lisboa.

A Saída do Rei de Lisboa

  • A 5 de outubro de 1910, a revolução republicana ganhou força em Lisboa.
  • Os republicanos tomaram posições estratégicas, e as forças monárquicas não conseguiram conter os revolucionários.
  • O rei D. Manuel II, percebendo a gravidade da situação, refugiou-se no Palácio das Necessidades e depois foi aconselhado a ir para Mafra.
  • Com a situação insustentável, o rei fugiu de Mafra para o porto da Ericeira, partindo para o exílio.

O Triunfo da Revolução

  • O movimento revolucionário liderado pelo Partido Republicano Português ganhou apoio das classes média e baixa.
  • Na noite de 4 para 5 de outubro de 1910, guarnições republicanas e civis armados iniciaram combates em Lisboa, especialmente na Rotunda.
  • A resistência monárquica foi superada, e pela manhã do dia 5, os republicanos controlavam a cidade.
  • A República foi proclamada na Câmara Municipal de Lisboa, substituindo a bandeira monárquica pela verde e vermelha.

O Embarque da Família Real para o Exílio

  • Após a retirada de D. Manuel II de Lisboa e Mafra, ele e sua mãe, a Rainha D. Amélia, foram escoltados até o porto da Ericeira.
  • Lá, embarcaram no iate "Amélia IV" para Gibraltar e, em seguida, foram para o exílio na Inglaterra.
  • Essa saída apressada marcou o fim da monarquia em Portugal e o início da Primeira República. D. Manuel II viveu na Inglaterra até sua morte em 1932.
  • Atuação do governo provisório
  • Alteração dos simbolos nacionais
  • Separação entre o estado e a igreja

Os primeiros passos da república

A atuação do governo provisóro

  • O Governo Provisório da República Portuguesa foi o diretório que dirigiu a Nação após a proclamação da República em 5 de outubro de 1910, até à aprovação da nova Constituição em 24 de agosto de 1911.
  • Manteve-se em funções até 4 de setembro de 1911, quando se auto-dissolveu, dando lugar ao primeiro governo constitucional chefiado por João Chagas.

Alteração dos simbolos nacionais

São adotados os novos símbolos nacionais:

  • A Portuguesa, marcha composta em 1890 por Alfredo Keil (música) e Henrique Lopes de Mendonça (letra), é escolhida como hino nacional;
  • a versão atual da bandeira, em padrão «verde e rubro», é oficialmente aprovada em novembro de 1910, pelo Governo Provisório.

  • O busto, oficial da República foi escolhido num concurso nacional promovido pela Câmara Municipal de Lisboa em 1911, do qual participaram nove escultores.

Separação entre o estado e a igreja

  • A legislação visava limitar o poder da Igreja Católica na sociedade, refletindo um objetivo claro do Estado.
  • Isso refletia uma postura frequentemente associada ao Republicanismo, que há muito tempo condenava a influência da Igreja na política e sua presença dominante em áreas como educação e administração pública.
  • A promulgação dessa legislação gerou intensos protestos tanto dos meios católicos nacionais quanto do próprio Papa.

Reconhecimento internacional

  • Após a proclamação da República, uma das principais preocupações do novo governo foi obter o reconhecimento internacional.
  • Em 1910, a maioria dos países europeus ainda eram monarquias, com apenas França, Suíça e San Marino sendo repúblicas.
  • Portanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Bernardino Machado, adotou uma abordagem cautelosa, garantindo que o novo governo respeitaria todos os compromissos internacionais assumidos pelo regime anterior.
  • Essa medida foi comunicada aos representantes diplomáticos em Portugal já em 9 de outubro de 1910.
Trabalho feito por: Joana Boino, Tatiana Teixeira, João Rocha e Deivison Santos

Fim!

https://www.museu.presidencia.pt/pt/conhecer/simbolos-nacionais/implantacao-da-republica/

https://ensina.rtp.pt/explicador/a-implantacao-da-republica/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Implanta%C3%A7%C3%A3o_da_Rep%C3%BAblica_Portuguesa#A_revolta

Fontes