Agrupamento de Escolas Professor Reynaldo dos Santos Ano letivo 2023/2024
História de amor de Baltasar e Blimunda
Disciplina de PortuguêsTrabalho realizado por Maria Mateus e Matilde Cavalinhos
Tópicos a abordar
- Caracterização dos personagens
- Comparação entre as relações amorosas presentes na obra
Blimunda Sete-Luas
- Mulher do povo
- Tem a capacidade de ver o interior das pessoas e das coisas, em jejum
- Conhece Baltasar com 19 anos
- Recolhe as «vontades» que fazem elevar a Passarola
Baltasar Sete-Sóis
- Natural de Mafra
- Combate na guerra da Sucessão espanhola, onde perde a mão esquerda
- Conhece Blimunda com 26 anos
- Trabalha nas obras de construção do convento
Capítulo V
- É dia de auto-de-fé e Sebastiana Maria de Jesus é uma das condenadas
- Blimunda e Baltasar conhecem-se
- Baltasar vai para casa de Blimunda e acontece o casamento simbólico
- Blimunda era virgem e entrega-se completamente a Baltasar
- Com o sangue escorrido ela desenha-lhe uma cruz no peito
- Promessa «Nunca te olharei por dentro»
Capítulo VIII
- Blimunda procura o seu pão, mas não o encontra
- Há um conflito entre o casal
- Blimunda revela o seu segredo «Eu posso olhar por dentro das pessoas.»
- Baltasar não acredita, então no dia seguinte ambos saem de casa e Blimunda mostra-lhe o seu poder
Capítulo IX
- Os dois mudam-se para a quinta do Duque de Aveiro, em S. Sebastião da Pedreira, para trabalhar na construção da passarola
- Blimunda é batizada “Sete-Luas”: «o padre virou-se para ela, sorriu, olhou um e olhou outro, e declarou, Tu és Sete-Sóis porque vês às claras, tu serás Sete-Luas porque vês às escuras»
- O padre vai para a Holanda e deixa o casal responsável pela máquina
- Antes de partir para Mafra, o casal assiste às touradas
Capítulo X
- O casal fica em casa dos pais de Baltasar
- Blimunda conhece a família do companheiro
- Blimunda passa a fazer parte da família dos Sete-Sóis
Capítulo XI e XII
- O padre regressa e fala-lhes do éter que se encontra na vontade de cada um e que iria fazer a máquina voar. Então pede que Blimunda olhe para dentro das pessoas e encontre essa vontade
- O casal regressa a Lisboa e trabalha na passarola
Capítulo XVI
- A passarola está pronta
- Utilizam a passarola para fugir ao Santo Ofício
- Chega a noite e a máquina começa a perder altitude
- Já em terra, o padre desaparece. Blimunda e Baltasar escondem a máquina e partem para Mafra
Capítulo XVII
- Blimunda e Baltasar estão a viver em Mafra
- Baltasar visita a Passarola
- Scarlati informa o casal de que o padre morreu
Capítulo XX
- Blimunda acompanha Baltasar até Monte Junto onde vão reparar a Passarola
- Para a viagem, Baltasar aluga um burro «Não quis Baltasar sujeitar Blimunda à grande caminhada a pé, por isso foi alugar um burro»
- Regressam a Mafra no dia seguinte
Capítulo XXIII
- Baltasar volta ao Monte Junto para reparar a passarola e Blimunda diz-lhe para ter cuidado
- Quando lá chega, come a comida que Blimunda lhe preparou e começa a trabalhar
Capítulo XXIV
- Baltasar não voltou para casa
- Blimunda vai a Monte Junto procurá-lo mas não o encontra a ele nem à passarola
- Volta para Mafra com a esperança de que se tenham desencontrado
Capítulo XXV
- Durante nove anos, Blimunda procorou Baltasar
- Havia no Rossio um auto-de-fé
- Baltasar era um dos condenados
- Blimunda recolhe a vontade de Baltasar
Comparação entre as relações presentes na obra
Relação "amorosa" entre o Rei e a Rainha
- Relação física que visa a procriação
Relação amorosa entre Baltasar e Blimunda
- Relação que surge de forma espontânea
- Amor verdadeiro
- Respeito e fidelidade
- Profundidade espiritual
- Sensualidade e desejo
- Transgressão dos códigos sociais
Conclusão
«Tens a barba cheia de brancas, Baltasar, tens a testa carregada de rugas, Baltasar, tens encorreado o pescoço, Baltasar, já te descaem os ombros, Baltasar, nem pareces o mesmo homem, Baltasar, mas isto é certamente defeito dos olhos que usamos, porque aí vem justamente uma mulher, e onde nós víamos um homem velho, vê ela um homem novo, o soldado a quem perguntou um dia, Que nome é o seu,[...] mas é um constante sol para esta mulher» Cap. XXIII Blimunda procurou Baltasar por nove anos mesmo sem saber se este estava vivo: «[...] os homens não reconheciam as suas mulheres, que subitamente se punham a olhar para eles, com pena que não tivessem desaparecido, para enfim poderem procurá-los.» Cap. XXV
- Conhecem-se no auto-de-fé, porque a mãe de Blimunda, telepaticamento, lho indica (Cap. V)
- Ele segue-a até casa sem saber porquê: «Veio a esta casa não porque lhe disessem que viesse, mas Blimunda perguntara-lhe que nome tinha e ele respondera, não era necessário melhor razão.»; «[...] faze como fizeste, vieste e não perguntaste porquê[...]» Cap. V
«Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda.»
«Juro que nunca te olharei por dentro, Juras que não o farás e já o fizeste, Não sabes de que estás a falar, não te olhei por dentro» Cap. V «Quando, de manhã, Baltasar acordou, viu Blimunda deitada ao seu lado, a comer pão, de olhos fechados. Só os abriu, cinzentos àquela hora, depois de ter acabado de comer, e disse, Nunca te olharei por dentro.» Cap. V
- Apaixonam-se e vão viver juntos, recusando o casamento convencional: «este casal, não sacramentado pela igreja, cuida pouco de regras e respeitos» Cap. XVII
- Ambos trabalham: «Tenho de procurar trabalho, e Blimunda também irá trabalhar» Cap. XII
- Vivem um amor sem regras, instintivo e natural: «Blimunda foge da água rindo, ele agarra-a pela cintura, ambos caem, qual de baixo, qual de cima, nem parecem pessoas deste século» Cap. XX; «[...]são o escândalo da vila de Mafra, agarrarem-se assim um ou outro na praça pública» Cap. XXIII
- «Se eu ficar, onde durmo, Comigo. Deitaram-se. Blimunda era virgem. Que idade tens, perguntou Baltasar, e Blimunda respondeu, Dezanove anos, mas já então se tornara muito mais velha. Correu algum sangue sobre a esteira. Com as pontas dos dedos médio e indicador humedecidos nele, Blimunda persignou-se e fez uma cruz no peito de Baltasar sobre o coração.» Cap. V
- «Em profunda escuridão se procuraram, nus, sôfrego entrou ele nela, ela o recebeu ansiosa, depois a sofreguidão dela, a ânsia dele, enfim os corpos encontrados, os movimentos, a voz que vem do ser profundo, aquele que não tem voz, o grito nascido, prolongado, interrompido, o soluço seco, a lágrima inesperada, e a máquina a tremer, a vibrar» Cap. XX
«Ia distraído, não reparou onde punha os pés, de repente duas tábuas cederam, rebentaram, afundaram-se. Esbracejou violentamente para se amparar, evitar a queda, o gancho do braço foi enfiar-se na argola que servia para afastar as velas, [...] o sol inundou a máquina, brilharam as bolas de âmbar e as esferas. A máquina rodopiou duas vezes, despedaçou, rasgou os arbustos que a envolviam, e subiu.»
« [...] apesar de o padre ter acabado primeiro de comer, esperou que Baltasar terminasse para se servir da colher dele, era como se calada estivesse respondendo a outra pergunta, Aceitas para a tua boca a colher de que se serviu a boca deste homem, fazendo seu o que era teu, agora tornando a ser teu o que foi dele [...] Então declaro-vos casados. O padre Bartolomeu Lourenço [...] deitou-lhe a bênção, com ela cobrindo a pessoa, a comida e a colher, o regaço, o lume na lareira, a esteira no chão, o punho cortado de Baltasar.»
«Que nome é o seu, e o homem disse,[...] Baltasar Mateus, também me chamam de Sete-Sóis.»
- A cruz de sangue que Blimunda faz em Baltasar na primeira noite em que estão juntos (Cap. V)
- A relação parece transcendente: «[...] e a máquina a tremer, a vibrar, porventura não está já na terra, rasgou a cortina de silvas e enleios, pairou na alta noite, entre as nuvens, Blimunda, Baltasar, pesa o corpo dele sobre o dela, e ambos pesam sobre a terra, afinal estão aqui, foram e voltaram.» Cap. XX
- Blimunda recolhe a vontade de Baltasar: «Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda.» Cap. XXV
final - História de amor de Baltasar e Blimunda
maria matilde
Created on May 13, 2024
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Agrupamento de Escolas Professor Reynaldo dos Santos Ano letivo 2023/2024
História de amor de Baltasar e Blimunda
Disciplina de PortuguêsTrabalho realizado por Maria Mateus e Matilde Cavalinhos
Tópicos a abordar
Blimunda Sete-Luas
Baltasar Sete-Sóis
Capítulo V
Capítulo VIII
Capítulo IX
Capítulo X
Capítulo XI e XII
Capítulo XVI
Capítulo XVII
Capítulo XX
Capítulo XXIII
Capítulo XXIV
Capítulo XXV
Comparação entre as relações presentes na obra
Relação "amorosa" entre o Rei e a Rainha
Relação amorosa entre Baltasar e Blimunda
Conclusão
«Tens a barba cheia de brancas, Baltasar, tens a testa carregada de rugas, Baltasar, tens encorreado o pescoço, Baltasar, já te descaem os ombros, Baltasar, nem pareces o mesmo homem, Baltasar, mas isto é certamente defeito dos olhos que usamos, porque aí vem justamente uma mulher, e onde nós víamos um homem velho, vê ela um homem novo, o soldado a quem perguntou um dia, Que nome é o seu,[...] mas é um constante sol para esta mulher» Cap. XXIII Blimunda procurou Baltasar por nove anos mesmo sem saber se este estava vivo: «[...] os homens não reconheciam as suas mulheres, que subitamente se punham a olhar para eles, com pena que não tivessem desaparecido, para enfim poderem procurá-los.» Cap. XXV
«Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda.»
«Juro que nunca te olharei por dentro, Juras que não o farás e já o fizeste, Não sabes de que estás a falar, não te olhei por dentro» Cap. V «Quando, de manhã, Baltasar acordou, viu Blimunda deitada ao seu lado, a comer pão, de olhos fechados. Só os abriu, cinzentos àquela hora, depois de ter acabado de comer, e disse, Nunca te olharei por dentro.» Cap. V
«Ia distraído, não reparou onde punha os pés, de repente duas tábuas cederam, rebentaram, afundaram-se. Esbracejou violentamente para se amparar, evitar a queda, o gancho do braço foi enfiar-se na argola que servia para afastar as velas, [...] o sol inundou a máquina, brilharam as bolas de âmbar e as esferas. A máquina rodopiou duas vezes, despedaçou, rasgou os arbustos que a envolviam, e subiu.»
« [...] apesar de o padre ter acabado primeiro de comer, esperou que Baltasar terminasse para se servir da colher dele, era como se calada estivesse respondendo a outra pergunta, Aceitas para a tua boca a colher de que se serviu a boca deste homem, fazendo seu o que era teu, agora tornando a ser teu o que foi dele [...] Então declaro-vos casados. O padre Bartolomeu Lourenço [...] deitou-lhe a bênção, com ela cobrindo a pessoa, a comida e a colher, o regaço, o lume na lareira, a esteira no chão, o punho cortado de Baltasar.»
«Que nome é o seu, e o homem disse,[...] Baltasar Mateus, também me chamam de Sete-Sóis.»