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Transcript

Cercospora zeae-maydis

Biologia e geologia

Planta de milho com cercosporiose

Tomás Rafael Costa Pereira Nº:24 Rui Miguel Azevedo Santos Nº:21

Fig.2

O primeiro caso identificado do fungo Cercospora zeae-maydis(GLS) foi em 1934 por Viégas e Krug.O fungo Cercospora zeae-maydis gera uma doença denominada cercosporiose que afeta unicamente plantações de milho.

Experiência realizada por Marta Blum, Erlei Reis e Jones Santos, três estudantes de universidades brasileiras.

Procedimento experimental

Conclusão

Webgrafia

Registo de resultados

Discussão de resultados

Plantação de milho afetada pela cercospora zeae-maydis

Fig.1

Cercospora zeae-maydis observada ao microscópio ótico

Fig.3

Fig.4

Efeitos da cercosporiose numa planta de milho

Fungicidas contendo piraclostrobina e estrobilurina funcionam bem para controlar o fungo. Além destes, combinações de azoxistrobina, propinazole e trifloxistrobina também podem controlar a doença. A figura 7 mostra a efetividade de alguns fungicidas.

As temperaturas de atuação preferenciais deste fungo encontram-se entre os 22 e 30ºC. Elevada humidade e folhas molhadas também o favorecem.

Fig.7

Este fungo propaga-se através de esporos e restos de cultura levados pelo vento e chuva, apresentando uma elevada taxa de transmissão e de danos, sendo por isso o principal fator na redução da produtividade do milho. O fungo afeta o milho de várias forma: bloqueio dos estomas(impedindo a entrada de dióxido de carbono, e por isso, a fotossíntese), lesões nas folhas(diminuindo a área de absorção da luz do sol), degradação do pigmento fotossintético clorofila(afetando, por isso, a capacidade fotossintética da planta) e prejuízo ao nível do metabolismo celular(necessário à obtenção de energia para o funcionamento da planta).

Desta forma, a cercosporiose influencia(negativamente) a capacidade fotossintética das plantas, prejudicando por isso o seu crescimento e produtividade.

Os danos causados pela doença podem levar até uma perda de 80% da produtividade das plantações de milho.

Lesões provocadas pela cercosporiose numa planta de milho

Fig.6

Tabela1

Tabela2

Número de lesões em cada folha por híbrido de milho

Aegro, 2023. Disponível em: https://blog.aegro.com.br/cercosporiose-no-milho/. Acesso a 11 de maio de 2024

BASF, 2024. Disponível em: https://agriculture.basf.com/br/pt/conteudos/cultivos-e-sementes/milho/cercosporiose.html. Acesso a 11 de maio de 2024

Plantix, 2023. Disponível em: https://plantix.net/pt/library/plant-diseases/100107/grey-leaf-spot-of-maize/. Acesso a 11 de maio de 2024

Cercospora zeae-maydis no milho. SciELO, 2007. Disponível em:https://www.scielo.br/j/fb/a/RWHqhRJmTVbrxDpBndGGsJC/?lang=en&format=html. Acesso a 8 de junho de 2024

Em conclusão, o fungo cercospora zeae-maydis tem um grande impacto económico ao afetar as plantações de milho, mas que pode ser controlado através do uso de fungicidas ou de híbridos da planta mais resistentes à doença causada por este. Com base na experiência analisada, o uso do híbrido "Exceller" pode trazer vantagens aos produtores de milho pois diminui o impacto causado pelo fungo. Pelo contrário, o híbrido "Avant" seria menos rentável. Deste modo se conclui que, para minimizar os danos provocados pelo cercospora zeae-maydis, os produtores deveriam usar o híbrido "Exceller" nas culturas de milho e aplicar fungicidas que contenham piraclostrobina e estrobilurina, por exemplo.

Os experimentos foram compostos por quatro linhas de 5,0 m de comprimento, espaçadas de 0,8 m entre si. Após o procedimento e o devido tempo foram realizadas análises, relativas à produtividade dos grãos e ao número de lesões em cada folha, ou seja, foram contabilizadas as lesões nas folhas de modo a poder calcular a produtividade dos grãos de milho. Deste modo, a variável dependente nesta experiência foi a produtividade das plantações de milho, enquanto a variável independente foi a intensidade do GLS(fungo cercospora zeae-maydis).

Em 2001 (um ano após o incidente com o fungo), foi realizada uma experiência que tinha como objetivo responder à seguinte pergunta:Será que determinados hibrídos de milho possuem maior resistência ao fungo cercospora zeae-maydis?Esta experiência foi feita para medir, quantitativamente, o número de lesões/danos causados nas folhas de 3 diferentes hibrídos do milho: "Avant", "Exceller" e "Fort".Desta forma, o hibrído cujas folhas possuissem o menor número de lesões seria o mais resistente ao fungo e, por isso, o mais rentável para produção em massa pelos agricultores/produtores de milho.

Inicialmente o fungo não demonstrou capacidades de atingir proporções epidémicas, mas nos anos 2000 no Brasil, no estado do Goiás o fungo conseguiu atingir essas proporções, espalhando-se para outras regiões produtoras de grãos, destruindo área foliar saudável da safra tendo afetado por volta de 35000 hectares e causou prejuízos de 8 milhões de dólares.

Fig.5

Dano causado pelo cercospora zeae-maydis a uma plantação de milho

O maior número de lesões contabilizadas foram nas folhas mais inferiores e velhas. A tabela 2 mostra o número de lesões contabilizadas por folha em cada híbrido de milho. As médias apresentam um total de 110,2, 75,2 e 72 lesões por folha nos híbridos "Avant", "Fort" e "Exceller", respetivamente.

Fig.10

Planta de milho com cercosporiose

A experiência foi realizada no município/estado de Goiás. No total decorreram 12 experimentos. Ao decorrer da experiência foi aplicado um fungicida em diferentes dosagens e números de aplicações, resultando assim em 18 tratamentos por híbrido em cada estação.

Fig.9

Planta de milho

Os resultados obtidos na atividade experimental foram colocados em tabelas sobre a forma de uma equação de uma regressão linear do tipo Y=1000-aNL, em que Y representa o rendimento dos grão de milho, a o coeficiente de dano causado pelo fungo e NL a intensidade do mesmo, ou seja, considerando um campo com 1000kg de milho, o rendimento deste vai ser igual ao total menos o que vai ser afetado (que dependerá da intensidade do fungo, sendo controlado nesta experiência através da utilização de fungicidas). Deste modo, é a constante a que permite responder à hipótese colocada no início do relatório.

Alguns sintomas da doença são as manchas castanhas que aparecem nas folhas. Com o progresso da doença, estas manchas tornam-se cinzentas além de se alongarem. Mais tarde ainda, estas manchas podem "juntar-se" e cobrir a folha toda.

Fig.8

Lesões provocadas pela cercosporiose numa planta de milho