leituradolugar
Cidade de Belo Horizonte e territórios populares pesquisados, sendo lugares [auto]construídos por seus moradores, identificados por características contrastantes e rupturas significativas em comparação à mancha urbana institucional.
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Vila Mariquinhas, Belo Horizonte
A Leitura do lugar (como contraponto ao diagnóstico urbano) é proposta teórico-metodológica que pretende desencriptar a cidade por meio de linhas de análise que entendem o território a partir do olhar de quem mora e ocupa, de quem cotidianamente vivencia e experimenta o espaço, fazendo-se emergir uma possível disrupção das valorizadas narrativas institucionais, técnicas e acadêmicas vigentes.
PRAXIS-EA/UFMG, 2024
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Vila Clóris, Belo Horizonte
A Leitura do lugar (como contraponto ao diagnóstico urbano) é proposta teórico-metodológica que pretende desencriptar a cidade por meio de linhas de análise que entendem o território a partir do olhar de quem mora e ocupa, de quem cotidianamente vivencia e experimenta o espaço, fazendo-se emergir uma possível disrupção das valorizadas narrativas institucionais, técnicas e acadêmicas vigentes.
PRAXIS-EA/UFMG, 2024
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Barreiro, Belo Horizonte
A Leitura do lugar (como contraponto ao diagnóstico urbano) é proposta teórico-metodológica que pretende desencriptar a cidade por meio de linhas de análise que entendem o território a partir do olhar de quem mora e ocupa, de quem cotidianamente vivencia e experimenta o espaço, fazendo-se emergir uma possível disrupção das valorizadas narrativas institucionais, técnicas e acadêmicas vigentes.
PRAXIS-EA/UFMG, 2024
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Conjunto Zilah Spósito, Belo Horizonte
A Leitura do lugar (como contraponto ao diagnóstico urbano) é proposta teórico-metodológica que pretende desencriptar a cidade por meio de linhas de análise que entendem o território a partir do olhar de quem mora e ocupa, de quem cotidianamente vivencia e experimenta o espaço, fazendo-se emergir uma possível disrupção das valorizadas narrativas institucionais, técnicas e acadêmicas vigentes.
PRAXIS-EA/UFMG, 2024
moradora S
vulnerabilidade
Não, não, em momento nenhum [sente insegura no bairro].... As vezes abordagem de polícia né, que a gente fica meio apreensivo, porque, não todos, não vamos generalizar, mas tem muitos que eles, não sabem diferenciar, né, quando que é morador, o que é trabalhador ou não, a abordagem as vezes né, igual acontece, a gente vê isso ai, natural. As vezes tá passando uma pessoa ali que teria que ser abordada, tá passando batido e eles tão pegando morador, trabalhador, então tem certas coisas que realmente, a gente fica um pouco meio temido.
articulações
percursos
Não, não. A gente tem que subir no comércio lá em cima, no bairro, pra poder pegar ônibus, que é o Juliana
Não, estação, a gente pega, vai pra estação e é metrô ou outro ônibus, né, MOVE.
Pra centro é, sim... Mas é nós vamos mesmo, o centro nosso mesmo é Venda Nova.
- Moradora desde 1993
- Relatado em 21/08/2019
moradora E.D.
vulnerabilidade
Eles ficam ali muito para mexer com droga, ai lá vende.
Fica na esquina, da minha casa da para vê.
É tranquilo, eles não mexem com ninguém, ninguém mexe com eles não, eles mexem com os trem deles para lá.
Tranquilo! Ninguém incomoda com ninguém. A gente não pode é incomoda com a vida dos outro né. O resto é tudo tranquilo.
percursos
Mas aqui as coisas são tudo perto, quando você precisa ir pra casa de um amigo, assim.
É tudo pertinho, é tranquilo.
equipamentos-serviços
Não, não não! padarias, banco, tem aqui no Jaqueline, a casa lotérica, tudo aqui perto né. Aqui pertinho. Eu, agora eu to usando [a praça] que eu to fazendo caminhada.
É, tem os aparelhos da prefeitura então...
Faço no bairro, mas lá em baixo.
Tem, tem [muita gente]! é que eu vou na base de seis horas, tem muita gente. e academia hoje em dia ta muito caro.
morador V.
equipamentos-serviços
capacidade urbana
Ah sim. Temos tudo direitinho [água, luz e esgoto].
Bom, eu saio do bairro porque aqui é caro. Eu busco geralmente os supermercados maiores
que são mais em conta, né. O bairro Jaqueline é bem próximo e nele consigo acessar esses
comércios com peço melhor. Gasto no máximo 10 minutos de carro.
Hoje nós usamos mais o Uber né. Tá compensando mais que ônibus, principalmente se usar com mais de uma pessoa
Ah, caminhadinha é a única coisa que ta tendo né (risos). Não temos muitas coisas aqui
não. Tá em falta.
Bom, a não ser pelo posto de saúde que é de ruim atendimento. Inclusive, é ruim porque os médicos ficam frequentemente com medo das ameaças (ou por estresse) que recebem das
pessoas e abandonam o posto. Então isso é bem ruim. Mas fora isso, ta tudo certo.
capacidade natural
Eu acho boa a estrutura. Só uma vez, anos atrás uma casa caiu que estava na encosta, mas tem muito tempo isso. Hoje não vejo problema nenhum.
vulnerabilidade
Aqui onde estamos localizados, dentro do Mariquinha, é bem tranquilo. Muito difícil ouvir de alguém que sofreu com problemas como esse. A não ser nas ruas à cima, que já não é mais a Vila, nós achamos mais perigoso. Mas aqui é bem tranquilo, nos respeitam.
Não, eu acho aqui tranquilo. Bem tranquilo na verdade em comparação ao bairro onde eu morava.
morador A. G.
capacidade natural
atributos
morador V. B.
vulnerabilidade
Aqui onde estamos localizados, dentro do Mariquinha, é bem tranquilo. Muito difícil ouvir de
alguém que sofreu com problemas como esse. A não ser nas ruas à cima, que já não é
mais a Vila, nós achamos mais perigoso. Mas aqui é bem tranquilo, nos respeitam.
equipamentos-serviços
Bom, eu saio do bairro porque aqui é caro. Eu busco geralmente os supermercados maiores
que são mais em conta, né. O bairro Jaqueline é bem próximo e nele consigo acessar esses
comércios com peço melhor. Gasto no máximo 10 minutos de carro.
- Morador desde 2009
- Relatado em 15/10/2019
moradora R.
vulnerabilidade
equipamentos-serviços
Nada [lazer]. Nem para as crianças, porque o parquinho que tem aqui é no meio da boca.
Às vezes você quer levar seu filho em um parque, em uma pracinha cheio de?, ir no shopping para você ser assaltado!
Em qualquer lugar que você estiver eles te roubam, até no sinal os caras roubam.
Com certeza [sofre com violência], de pessoas de fora.
Sim, eles sai de outros lugares para fazer coisas erradas aqui.
Todo mundo quer sair minha filha! Não precisa nem perguntar. O pessoal tudo quer sair! Ninguém gosta desse bairro não. Porque não tem um supermercado, não tem um banco 24 horas, não tem nada. Muito ladrão nos pontos de ônibus, tem só uma opção de ônibus e a linha não é boa aqui.
Nós sente falta de uns banco 24 horas, supermercado você tem que ir lá no Jaqueline comprar, porque um pacote de macarrão aqui é cinco reais.
propriedade
capacidade urbana
Ah eu nunca tive o que reclamar não [água e luz].
A minha casa a minha mãe trocou mesmo.
moradora R.
vulnerabilidade
pressão socioeconômica
Olha, eu acho aqui tranquilo pra quem é morador
Ah, eu diria que falta um parquinho para as crianças. Além disso, o que tem não se encontra numa boa localização, já que fica perto das bocas de fumo.
Escolhi morar na Vila Mariquinha devido à proposta de emprego na padaria do bairro.
propriedade
Alugada [propriedade do imóvel]
equipamentos-serviços
Mais ou menos. Geralmente, quando saio, uso moto ou pego uber. Não uso muito a linha de ônibus.
Quando eu saio, são para questões de lazer mesmo, enquanto que os recursos básicos eu consumo os da região, dos bairros em volta, como o Jaqueline. É perto, da para ir a pé.
Ah, eu diria que falta um parquinho para as crianças. Além disso, o que tem não se encontra numa boa localização, já que fica perto das bocas de fumo.
moradora S
capacidade urbana
vulnerabilidade
capacidade natural
Córrego? Aqui não, só tem lá em baixo
É na Via sim! Só que porém lá em baixo, do fundo da escolinha que eu to te falando, ali passa o córrego ali. Que é esgoto a céu aberto né
Não temos nada! Isso que aborreceu a gente. Não ficou árvore nenhuma. Em época de calor... Igual pra você ver essa praça pelo menos uma árvore deveria de ter.
Pelo menos uma árvore, por que, chega época de calor gente essas pedra elas esquentam, então o ar nosso até para, aquilo ali esquenta de uma tal maneira, você vê que nós estamos em volta só de concreto.
Não. Começamos e a prefeitura terminou....
Não, não, em momento nenhum [sente insegura no bairro].... As vezes abordagem de polícia né, que a gente fica meio apreensivo, porque, não todos, não vamos generalizar, mas tem muitos que eles, não sabem diferenciar, né, quando que é morador, o que é trabalhador ou não, a abordagem as vezes né, igual acontece, a gente vê isso ai, natural. As vezes tá passando uma pessoa ali que teria que ser abordada, tá passando batido e eles tão pegando morador, trabalhador, então tem certas coisas que realmente, a gente fica um pouco meio temido.
Tudo [tem água e luz]. Tem. Copasa. Tudo, tudo. Normal.
equipamentos-serviços
É, o comércio é logo aqui em cima né, o nome tá Juliana, porque aqui é Vila Mariquinha, Juliana, mas nós temos sim, tem a padaria, tem a mercearia, tem
os bares, temos sim, nós temos.
A gente tem posto de saúde, nós temos, estamos precisando de outro, né
O posto de saúde é lá no Etelvino, lá em baixo. Ai segunda eu fiquei sabendo que tão construindo outro próximo lá, mas até hoje eu não fui visitar
E a UMEI nós temos aqui, na Goiatuba aqui, logo na esquina ali
É, a UMEI subindo aqui direto, aqui na esquina. Dentro da Vila, logo ali na esquina.
Jaqueline [onde tem escolas com ensino médio e fundamental], e nós temos o Inês Geraldo ali, que é no Juliana. Perto, pertinho.
percursos
lógica de ocupação
Não, não. A gente tem que subir no comércio lá em cima, no bairro, pra poder pegar ônibus, que é o Juliana
Não, estação, a gente pega, vai pra estação e é metrô ou outro ônibus, né, MOVE.
Pra centro é, sim... Mas é nós vamos mesmo, o centro nosso mesmo é Venda Nova.
É a pé.
Sai, sai sim. Tem o ônibus né, a gente pega um ônibus, agora Uber né que agora vem na porta, ai dá uma ligadinha e o Uber já vem aqui na porta, leva a gente [...] Então assim, se precisa um táxi, se há um acidente ou alguma coisa vem e chama o SAMU né, no caso de doença, essas coisas assim, então locomoção que nós temos é essa.
Mais nova [ocupação da vila] é aqui em cima.
Começou de baixo, então aqui é mais recente. Assim, em questão de pavimentação. Mas ao todo, foi tudo igual, a invasão foi tudo igual, pessoas foram indo embora, foram indo, foram vindo outras, outras e outras. Mas em questão de pavimentação, aqui é recente. Mas ao todo, o conjunto ao todo, a idade é a mesma.
ações
propriedade
Ah eu gosto. Assim, pra mim morar em outro lugar, assim, como eu trabalhava de gari, então eu rodei Belo Horizonte, e aluguel você não mora num só lugar, né, você roda Belo Horizonte, lugares todos. Então assim, o melhor até hoje tá sendo aqui. É meu, não é aluguel, né, não tem aquela luta tanto, aquela coisa que a gente passou. Na conquista que nós tivemos no meio da invasão, desmatamento, esse negócio todo, e morar em barraco. Hoje eu to no céu! Minha casa ainda tá em fase de acabamento, porque na realidade a minha casa ia até lá na frente, ai a prefeitura entrou, há 4 anos atrás, pra fazer os calçamento, essa pavimentação né, de rua, então tirou a frente toda da minha casa, e eu fiquei só com daqui pra baixo, porque na realidade era pra tirar a casa toda, igual esse espaço do lado aqui, tirou duas casas daqui do lado, então eu dei preferência em continuar aqui, né, só com esse pedaço aqui.
É sim, na praça mesmo, aqui olha, tem dias que de vez em quando né reunimos todo mundo aqui, principalmente finais de semana. É um tal de banho de mangueira, piscininha, aí vem um vizinho "Ô Shirley e aí vamos tomar uma?", "vamos", "vamos falar do vizinho?", "vamos né!", então o ponto de encontro que nós temos é aqui e lá em baixo no Carlinhos, na escolinha lá em baixo, que é era a escolinha dona Ivone. Hoje que tá tendo uma praça, eles estão construindo uma praça.
Ah, as crianças que brincam aí
Exatamente [é tipo uma pracinha], eu cuido, ai minha neta, as crianças no final de semana, tem uma piscininha aí que a gente joga ali, as crianças ficam brincando ali, só um espacinho pra as crianças brincarem mesmo.
Construímos a casa. Eu e minhas filhas. Na luta, ali
fissuras
Sim, tem reuniões lá, pra casas, né, coisa, é, me parece que vão montar agora uma escolinha de futebol, que essa praça que tá sendo feita ali, que é tipo uma coisa pra esporte, pra tirar as crianças do convívio, né, que eles falam, de alto risco, né, então eles tão fazendo essa praça lá pra isso.
É. Essa praça tá sendo construída lá pra isso.
Nossa e como! E põe positivo nisso! Nossas crianças estão precisando de lugar! Porque, assim, o integrado hoje em dia eles cortaram a maioria, né?
Então quer dizer, a gente precisa de um espaço, de um lugar pros nossos meninos estar ali, que a gente pode ficar tranquilo. Todo mundo já se conhece.
moradora E.
capacidade urbana
vulnerabilidade
ações
Eles ficam ali muito para mexer com droga, ai lá vende.
Fica na esquina, da minha casa da para vê.
É tranquilo, eles não mexem com ninguém, ninguém mexe com eles não, eles mexem com os trem deles para lá.
Tranquilo! Ninguém incomoda com ninguém. A gente não pode é incomoda com a vida dos outro né. O resto é tudo tranquilo.
"Ah, as crianças que brincam aí. Exatamente [é tipo uma pracinha], eu cuido, ai minha neta, as crianças no final de semana, tem uma piscininha aí que a gente joga ali, as crianças ficam brincando ali, só um espacinho pra as crianças brincarem mesmo. "
Tem sim [água e luz]. Tudo "arrumadim". É da Copasa e da Cemig. Aqui tem lugar que não vem conta não, tem o negocio do gato.
Ah, "es" pega aqui nesse poste aqui e joga lá no fundo. Mas é porque a Cemig não põe o poste lá.
Mas quem paga é "nois" né, que é iluminação publica.
As "vez" tira os gato, "es" vai e coloca os gato de novo! Vão vivendo né.
Tem gato de água minha fia, tem gato de luz, gato de internet, tem de tudo que "ce" quiser.
Porque os caminhão não chega la pra instala os poste, é beco.
Ai não tem como, ai "es" tem que fazer na base do gato.
fissuras
percursos
"Sim, tem reuniões lá, pra casas, né, coisa, é, me parece que vão montar agora uma escolinha de futebol, que essa praça que tá sendo feita ali, que é tipo uma coisa pra esporte, pra tirar as crianças do convívio, né, que eles falam, de alto risco, né, então eles tão fazendo essa praça lá pra isso. É. Essa praça tá sendo construída lá pra isso.
Nossa e como! E põe positivo nisso! Nossas crianças estão precisando de lugar! Porque, assim, o integrado hoje em dia eles cortaram a maioria, né? Então quer dizer, a gente precisa de um espaço, de um lugar pros nossos meninos estar ali, que a gente pode ficar tranquilo. Todo mundo já se conhece."
Mas aqui as coisas são tudo perto, quando você precisa ir pra casa de um amigo, assim.
É tudo pertinho, é tranquilo.
Ônibus, carro! O que tive na reta! Eu ando mais a pé, que eu adoro anda a pé.
Ah ce pega o ônibus aqui e vai na estação, pega outro
Uhum. mas eu não vou muito, eu quase não saio. mas tem Uber ai também, Uber leva a gente pra qualquer lugar. O ônibus perto assim de casa.
capacidade natural
Aqui tem rio não minha "fia", só tem brejo, que é córrego, a mesma coisa. Lá embaixo tem um brejim lá... lá embaixo.
Não, porque eu vim aqui poucas vezes antes de ta pronto. eu morava do lado de lá, e eu vinha poucas vezes aqui.
propriedade
equipamentos-serviços
Meu pai. Meu pai e meus irmãos [construíram a casa]. Lá tem dentista, pedreiro, e arquiteto.
Meu pai tem casa de aluguel. Dono de uma.
atributos
Não, não não! padarias, banco, tem aqui no Jaqueline, a casa lotérica, tudo aqui perto né. Aqui pertinho. Eu, agora eu to usando [a praça] que eu to fazendo caminhada.
É, tem os aparelhos da prefeitura então...
Faço no bairro, mas lá em baixo.
Tem, tem [muita gente]! é que eu vou na base de seis horas, tem muita gente. e academia hoje em dia ta muito caro.
Ah, lote vago, tem não.
Aqui tem as grande e tem as pequena. tem umas que tem dois cômodo, tem umas que tem mais.
"Aham", vários tamanhos.
lógica de ocupação
Ah, não sei te explicar não. A mais nova [ocupação do bairro] é o aglomerado que fica ali embaixo na favela. Favela mesmo.
Lá embaixo. perto da pracinha la embaixo.
É! ali é mais velho [ocupação do bairro] mas tem uma parte la que é também.
pressão socioeconômica
linhas de separação
Ah mas aqui é o que mais tem. eu conheço ninguém não, o pessoal muda as vezes por causa do aluguel.
Não! Aqui é um bairro, ali é outro bairro, la embaixo é outro bairro, tudo assim.
morador I. C.
percursos
pressão socioeconômica
propriedade
Comprada [o lote].
É. meus pais construiu a casa deles, eu construí a minha? Eu saí do aluguel tem 3 anos. 3 anos.
Sim [era perto]. É no lote aqui da minha mãe mesmo.
É o lote já era dos meus pais. Ai cederam um espaço pra eu construir.
Bastante [modificou o terreno]. Porque eu construí na frente, você vê só a frente da minha casa, só que tem mais atras ainda. A do meu irmão e a da minha mãe no fundo, no mesmo terreno.
Do zero.
Esse "comodozinho" aqui [outra propriedade].
Antes eu trabalhava, eu era recepcionista de hotel
É um bairro que, pra locomoção é muito difícil, pegar ônibus é muito ruim. aqui não tem muita opção também se quiser fazer uma compra, quiser pagar uma conta, são poucas opções, a gente vai mais ali pra aquela da região de Venda Nova para fazer essas coisas. E pra transporte público também é assim.
Ó tem ponto no bairro inteiro, só que parece que tem pouca escala as linhas de onibus, então o intervalo é muito grande de um carro para o outro entendeu, o horário de pico então é infernal? tem que esperar muito, não é bom não.
Eu vou de carro.
Não, tem que sair do bairro.
Pro Shopping! shopping Estação, que é também da região de Venda Nova, ou então ir bem pra mais longe ne! pros parques lá, ai já é região central.
Por ameaça ou insegurança não [motivos para sair do bairro]. não conheço ninguém que passou por isso não... Agora questão de um lugar melhor pra se viver sim.
Por questão financeira. tem bairros próximos aqui que tem um aluguel mais em conta.
Quando começou o loteamento os lotes eram muito grandes. O lote do meu pai aqui é isso tudo aqui, hoje não vende mais lote assim. Era chácara mesmo, não era terreno. No Etelvina Carneiro é assim, são casas grandes com lotes grandes. São as melhores. Pra cá, aqui pra cima, são casas menores e lotes menores. Aqui era um loteamento grande né, até era vendido como chácara. Meu pai ficou sabendo que tinha uma chácara aqui com um preço acessível e veio com a primeira esposa dele. Eu sou filho do segundo casamento. Comprou esse lote grande ai e nós estamos aqui até hoje. Isso a mais de trinta anos atrás
fissuras
Tem [associação de bairro]. Eu não tenho muito conhecimento não, mas eu sei que tem.
Não [sabe o que eles fazem], eu fico vendo mais pelas redes sociais mesmo, eles posta muitas coisas, correndo atras das coisas pro bairro ai, agora que tem vereador aqui no bairro também eles tão sempre cobrando, correndo atras, de obra, essas coisa, mas eu não sei nem o nome direito de quem ta, mas eu sei que tem.
A eu vejo eles correndo atrás mesmo, algumas coisas eles conseguem! Questão assim de pavimentação de rua, rede de esgoto, tinha um beco aqui no Mariquinha que quando chovia era terra, hoje você vai lá tá tudo arrumadinho, o povo corre atrás mesmo.
equipamentos-serviços
A não! tem, tem sim. Futebol tem. Tem tanto no campo da Etelvina quanto no daqui do Mariquinhas. Futebol sempre tem.
Essa é assim, uma parte mais forte...
Futebol tem, nunca faltou não.
Perto tem coisa básica do dia a dia. Agora se você quer comprar um roupa, não tem no bairro, tem que fazer uma transação bancaria, o banco é la longe.
Em Venda Nova.
Não tem nada nas pracinha, fica tudo vazio, não tem nada.
é, não tem infraestrutura, tem uns aparelhos la de musculação essas coisas, mas é fraco mesmo, você não vê ninguém sentado na praça.
Não, tem que sair do bairro.
É no Jaqueline né [tem lotérica].
Fica muito cheio, compensa mais ir ali em Venda Nova, serviço ali é muito ruim.
é mais rápido [ir para Venda Nova]... Eu sou prova disso, eu já fiz as duas coisas.
capacidade urbana
Tem, todas [água, luz e esgoto].
Não [todas de concessionárias], tem gato também. Muito gato.
Eu não sei viu? Porque o gato tá lá nas cargas.
Não, problema de acesso não. Só chegar, se você olhar assim você vê.
Mas tem [acesso], só que a pessoa não quer pagar a conta. Luz aqui chega em todo lugar aqui, não tem problema com isso não. Luz e água.
ações
Meio de semana é trabalho! Quem estuda, estuda, Quem trabalha, trabalha e final de semana vão pra outros lugares... Aqui no bairro não tem nada. Nada,nada, nada.
Uma pequena parte do bairro, não é todo mundo que gosta muito né, é nos barzinho, tem muito bar! Ai quem gosta, muito lugar é pago, quem gosta de beber vai pro bar.
moradora R. C.
vulnerabilidade
Nada [lazer]. Nem para as crianças, porque o parquinho que tem aqui é no meio da boca.
Às vezes você quer levar seu filho em um parque, em uma pracinha cheio de?, ir no shopping para você ser assaltado!
Em qualquer lugar que você estiver eles te roubam, até no sinal os caras roubam.
Com certeza [sofre com violência], de pessoas de fora.
Sim, eles sai de outros lugares para fazer coisas erradas aqui.
equipamentos-serviços
Todo mundo quer sair minha filha! Não precisa nem perguntar. O pessoal tudo quer sair! Ninguém gosta desse bairro não. Porque não tem um supermercado, não tem um banco 24 horas, não tem nada. Muito ladrão nos pontos de ônibus, tem só uma opção de ônibus e a linha não é boa aqui.
- Moradora desde 2006
- Relatado em 15/10/2019
morador V. B.
vulnerabilidade
Aqui onde estamos localizados, dentro do Mariquinha, é bem tranquilo. Muito difícil ouvir de
alguém que sofreu com problemas como esse. A não ser nas ruas à cima, que já não é
mais a Vila, nós achamos mais perigoso. Mas aqui é bem tranquilo, nos respeitam.
equipamentos-serviços
Bom, eu saio do bairro porque aqui é caro. Eu busco geralmente os supermercados maiores
que são mais em conta, né. O bairro Jaqueline é bem próximo e nele consigo acessar esses
comércios com peço melhor. Gasto no máximo 10 minutos de carro.
- Morador desde 2009
- Relatado em 15/10/2019
morador L. G.
articulações
moradora E.D.
vulnerabilidade
Eles ficam ali muito para mexer com droga, ai lá vende.
Fica na esquina, da minha casa da para vê.
É tranquilo, eles não mexem com ninguém, ninguém mexe com eles não, eles mexem com os trem deles para lá.
Tranquilo! Ninguém incomoda com ninguém. A gente não pode é incomoda com a vida dos outro né. O resto é tudo tranquilo.
percursos
Mas aqui as coisas são tudo perto, quando você precisa ir pra casa de um amigo, assim.
É tudo pertinho, é tranquilo.
equipamentos-serviços
Não, não não! padarias, banco, tem aqui no Jaqueline, a casa lotérica, tudo aqui perto né. Aqui pertinho. Eu, agora eu to usando [a praça] que eu to fazendo caminhada.
É, tem os aparelhos da prefeitura então...
Faço no bairro, mas lá em baixo.
Tem, tem [muita gente]! é que eu vou na base de seis horas, tem muita gente. e academia hoje em dia ta muito caro.
moradora S.R.
pressão socioeconômica
Uai, está crescendo com a nossa chegada aqui. A nossa chegada fez melhoria no bairro, porque o povo lá do outro lado não tinha nem rede de esgoto, usava fossa. Então a nossa chegada trouxe melhoria. Apesar de que eles acharam ruim que nós chegamos aqui...
percursos
Ônibus, vou a pé, igual, vou a Venda Nova a pé, bom que faço caminhada né. Funciona [o transporte público], não tenho nada a reclamar não, tem tudo direitinho. Costumo ir mais a pé ou o ônibus. Em caso de emergência, chamamos o Uber, táxi né.
equipamentos-serviços
Esporte já tem, mas eu acho que é mais para os adultos, não tem para o jovem ainda. Eu não sei [o que tem para jovens]. Falaram muito do baile que tem aqui às vezes, baile funk... Sobre esse baile não tenho nada a comentar... eu só gosto do meu forró. Forró eu vou lá para o lado de Venda Nova.
moradora S.R.
pressão socioeconômica
Uai, está crescendo com a nossa chegada aqui. A nossa chegada fez melhoria no bairro, porque o povo lá do outro lado não tinha nem rede de esgoto, usava fossa. Então a nossa chegada trouxe melhoria. Apesar de que eles acharam ruim que nós chegamos aqui...
percursos
Ônibus, vou a pé, igual, vou a Venda Nova a pé, bom que faço caminhada né. Funciona [o transporte público], não tenho nada a reclamar não, tem tudo direitinho. Costumo ir mais a pé ou o ônibus. Em caso de emergência, chamamos o Uber, táxi né.
equipamentos-serviços
Esporte já tem, mas eu acho que é mais para os adultos, não tem para o jovem ainda. Eu não sei [o que tem para jovens]. Falaram muito do baile que tem aqui às vezes, baile funk... Sobre esse baile não tenho nada a comentar... eu só gosto do meu forró. Forró eu vou lá para o lado de Venda Nova.
moradora V. R
capacidade natural
articulações
morador M. R.
vulnerabilidade
Tem lugares que estão em risco. Essa casa em frente mesmo está construída bem pertinho
da fiação elétrica. A prefeitura, inclusive , barrou a pintura nela. Está bem em risco, como
pode ver. A janela se encontra nos fios do poste.
percursos
Como eu faço basquete fora do bairro, eu uso bastante as linhas de ônibus daqui.
equipamentos-serviços
Ah sim, todos os meus amigos moram perto. Estamos sempre nos encontrando aqui, além
disso,estudamos juntos.
O campo tem mais futebol, sabe. Mas são direcionados para os adultos. Não tem nada para
nós jovens lá. Para eu fazer esporte, como o basquete, preciso sair daqui.
Já para as crianças costumam haver eventos com brinquedos e tudo mais.
Sobre os bailes e eventos que acontecem na área do campo eu não costumo ir.
moradora M.
fissuras
vulnerabilidade
Aqui tinha associação, mas eu não sei se tem ela mais não.
quando eu tenho que resolver alguma coisa, eu vou em Venda Nova.
propriedade
percursos
A pé. É porque é perto.
Casa própria. É grande porque são quatro casas que tem no lote.
equipamentos-serviços
capacidade urbana
Eu vou no bairro mesmo. Tem supermercado, sacolão. Tem uma pracinha. Duas pracinhas. Uma que fica na rua Corrida dos Touros, que é lá perto do posto, e tem uma lá na Cheflera. Tem, tem muita criança. Muita mãe leva, né, pra brincar. Tem um posto de saúde, mas é lá no Etelvina, que é da comunidade, daqui do bairro todo. Tem um bar aqui, o Bar do Peixe. A gente encontra muito os amigos lá.
Tem luz, rede de esgoto. Desde que eu comprei lá, já tinha.
morador M.
equipamentos-serviços
vulnerabilidade
Ah sim, todos os meus amigos moram perto. Estamos sempre nos encontrando aqui, além disso,estudamos juntos. O campo tem mais futebol, sabe. Mas são direcionados para os adultos. Não tem nada para nós jovens lá. Para eu fazer esporte, como o basquete, preciso sair daqui. Já para as crianças costumam haver eventos com brinquedos e tudo mais. Sobre os bailes e eventos que acontecem na área do campo eu não costumo ir
Não, aqui nós temos muitos comércios, como supermercados. A horta, padaria e até mesmo o Shopping Estação que é bem perto e tem tudo nele.
Acho que não [precisa de melhoria no comércio]. Os comércios nos abastecem de maneira satisfatória. Tudo que precisamos
encontramos aqui na Vila.
Tem lugares que estão em risco. Essa casa em frente mesmo está construída bem pertinho da fiação elétrica. A prefeitura, inclusive , barrou a pintura nela. Está bem em risco, como pode ver. A janela se encontra nos fios do poste.
Coisas para os jovens. Aqui não tem muito. A não ser quando chegam movimentos religiosos. Mas falta sim atividades para nós aqui.
percursos
Como eu faço basquete fora do bairro, eu uso bastante as linhas de ônibus daqui.
ações
Eu fico bastante os recursos do bairro. Geralmente fico por aqui mesmo, estudo aqui perto e fico sempre por aqui mesmo.
morador M. R.
vulnerabilidade
Tem lugares que estão em risco. Essa casa em frente mesmo está construída bem pertinho
da fiação elétrica. A prefeitura, inclusive , barrou a pintura nela. Está bem em risco, como
pode ver. A janela se encontra nos fios do poste.
percursos
Como eu faço basquete fora do bairro, eu uso bastante as linhas de ônibus daqui.
equipamentos-serviços
Ah sim, todos os meus amigos moram perto. Estamos sempre nos encontrando aqui, além
disso,estudamos juntos.
O campo tem mais futebol, sabe. Mas são direcionados para os adultos. Não tem nada para
nós jovens lá. Para eu fazer esporte, como o basquete, preciso sair daqui.
Já para as crianças costumam haver eventos com brinquedos e tudo mais.
Sobre os bailes e eventos que acontecem na área do campo eu não costumo ir.
moradora S
vulnerabilidade
Não, não, em momento nenhum [sente insegura no bairro].... As vezes abordagem de polícia né, que a gente fica meio apreensivo, porque, não todos, não vamos generalizar, mas tem muitos que eles, não sabem diferenciar, né, quando que é morador, o que é trabalhador ou não, a abordagem as vezes né, igual acontece, a gente vê isso ai, natural. As vezes tá passando uma pessoa ali que teria que ser abordada, tá passando batido e eles tão pegando morador, trabalhador, então tem certas coisas que realmente, a gente fica um pouco meio temido.
articulações
percursos
Não, não. A gente tem que subir no comércio lá em cima, no bairro, pra poder pegar ônibus, que é o Juliana
Não, estação, a gente pega, vai pra estação e é metrô ou outro ônibus, né, MOVE.
Pra centro é, sim... Mas é nós vamos mesmo, o centro nosso mesmo é Venda Nova.
- Moradora desde 1993
- Relatado em 21/08/2019
moradora R. C.
vulnerabilidade
Nada [lazer]. Nem para as crianças, porque o parquinho que tem aqui é no meio da boca.
Às vezes você quer levar seu filho em um parque, em uma pracinha cheio de?, ir no shopping para você ser assaltado!
Em qualquer lugar que você estiver eles te roubam, até no sinal os caras roubam.
Com certeza [sofre com violência], de pessoas de fora.
Sim, eles sai de outros lugares para fazer coisas erradas aqui.
equipamentos-serviços
Todo mundo quer sair minha filha! Não precisa nem perguntar. O pessoal tudo quer sair! Ninguém gosta desse bairro não. Porque não tem um supermercado, não tem um banco 24 horas, não tem nada. Muito ladrão nos pontos de ônibus, tem só uma opção de ônibus e a linha não é boa aqui.
- Moradora desde 2006
- Relatado em 15/10/2019
moradora S.
equipamentos-serviços
capacidade natural
pressão socioeconômica
Esporte já tem, mas eu acho que é mais para os adultos, não tem para o jovem ainda. Eu nã o sei [o que tem para jovens]. Falaram muito do baile que tem aqui às vezes, baile funk... Sobre esse baile não tenho nada a comentar... eu só gosto do meu forró. Forró eu vou lá para o lado de Venda Nova.
Não, até que aqui tem [comércio]. Tem essa padaria, tem o supermercado Diamantina, está tudo pertinho, para quem mora mais lá para baixo, às vezes tem que sumir para cá, para fazer compras. É mais difícil para quem mora mais para baixo, mas para nós não, tudo é pertinho.
Nós tivemos acompanhamento com engenheiro na época, sabe. Igual, meu lote mesmo era muito descaído. Na época eles ofereceram material para tirar a gente da lona, então a Urbel forneceu material para nós sair da lona né, cada um escolheu o projeto das casas, aí eles deram o material e nós tínhamos até que pagar esse material e começamos a pagar e depois acabamos não pagando. Pagamos a metade. Então eles acompanharam.
Uai, está crescendo com a nossa chegada aqui. A nossa chegada fez melhoria no bairro, porque o povo lá do outro lado não tinha nem rede de esgoto, usava fossa. Então a nossa chegada trouxe melhoria. Apesar de que eles acharam ruim que nós chegamos aqui...
percursos
lógica de ocupação
Ônibus, vou a pé, igual, vou a Venda Nova a pé, bom que faço caminhada né. Funciona [o transporte público], não tenho nada a reclamar não, tem tudo direitinho. Costumo ir mais a pé ou o ônibus. Em caso de emergência, chamamos o Uber, táxi né.
Na época foi feito sorteio [para demarcação dos lotes] e eu corria tanto para pegar meu lote. Antes de fazer o sorteio, foi no bairro Ipiranga eu lembro na época, ai eu sempre pedia um lote de esquina, "Sônia, v10ocê é doida! Vai pagar dois impostos!". Aí no dia do sorteio o Paulo disse:
"- Sônia, seu lote é o 16, quadra 90, é aquele lote de esquina."
E realm1ente era esse local, o lote de esquina.
capacidade urbana
propriedade
Tem, tudo direitinho [água e luz]. Nós pagamos direitinho, temos nossas contas, nosso nome, tudo direitinho.
atributos
Na época foi feito sorteio [para demarcação dos lotes] e eu corria tanto para pegar meu lote. Antes de fazer o sorteio, foi no bairro Ipiranga eu lembro na época, ai eu sempre pedia um lote de esquina, "Sônia, você é doida! Vai pagar dois impostos!". Aí no dia do sorteio o Paulo disse:
"- Sônia, seu lote é o 16, quadra 90, é aquele lote de esquina."
E realmente era esse local, o lote de esquina.
Na época eles ofereceram material para tirar a gente da lona, então a Urbel forneceu material para nós sair da lona né, cada um escolheu o projeto das casas, aí eles deram o material e nós tínhamos até que pagar esse material e começamos a pagar e depois acabamos não pagando. Pagamos a metade. Então eles acompanharam.
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Cidade de Belo Horizonte e territórios populares pesquisados, sendo lugares [auto]construídos por seus moradores, identificados por características contrastantes e rupturas significativas em comparação à mancha urbana institucional.
leituradolugar
Vila Mariquinhas, Belo Horizonte
A Leitura do lugar (como contraponto ao diagnóstico urbano) é proposta teórico-metodológica que pretende desencriptar a cidade por meio de linhas de análise que entendem o território a partir do olhar de quem mora e ocupa, de quem cotidianamente vivencia e experimenta o espaço, fazendo-se emergir uma possível disrupção das valorizadas narrativas institucionais, técnicas e acadêmicas vigentes.
PRAXIS-EA/UFMG, 2024
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Vila Clóris, Belo Horizonte
A Leitura do lugar (como contraponto ao diagnóstico urbano) é proposta teórico-metodológica que pretende desencriptar a cidade por meio de linhas de análise que entendem o território a partir do olhar de quem mora e ocupa, de quem cotidianamente vivencia e experimenta o espaço, fazendo-se emergir uma possível disrupção das valorizadas narrativas institucionais, técnicas e acadêmicas vigentes.
PRAXIS-EA/UFMG, 2024
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Barreiro, Belo Horizonte
A Leitura do lugar (como contraponto ao diagnóstico urbano) é proposta teórico-metodológica que pretende desencriptar a cidade por meio de linhas de análise que entendem o território a partir do olhar de quem mora e ocupa, de quem cotidianamente vivencia e experimenta o espaço, fazendo-se emergir uma possível disrupção das valorizadas narrativas institucionais, técnicas e acadêmicas vigentes.
PRAXIS-EA/UFMG, 2024
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Conjunto Zilah Spósito, Belo Horizonte
A Leitura do lugar (como contraponto ao diagnóstico urbano) é proposta teórico-metodológica que pretende desencriptar a cidade por meio de linhas de análise que entendem o território a partir do olhar de quem mora e ocupa, de quem cotidianamente vivencia e experimenta o espaço, fazendo-se emergir uma possível disrupção das valorizadas narrativas institucionais, técnicas e acadêmicas vigentes.
PRAXIS-EA/UFMG, 2024
moradora S
vulnerabilidade
Não, não, em momento nenhum [sente insegura no bairro].... As vezes abordagem de polícia né, que a gente fica meio apreensivo, porque, não todos, não vamos generalizar, mas tem muitos que eles, não sabem diferenciar, né, quando que é morador, o que é trabalhador ou não, a abordagem as vezes né, igual acontece, a gente vê isso ai, natural. As vezes tá passando uma pessoa ali que teria que ser abordada, tá passando batido e eles tão pegando morador, trabalhador, então tem certas coisas que realmente, a gente fica um pouco meio temido.
articulações
percursos
Não, não. A gente tem que subir no comércio lá em cima, no bairro, pra poder pegar ônibus, que é o Juliana Não, estação, a gente pega, vai pra estação e é metrô ou outro ônibus, né, MOVE. Pra centro é, sim... Mas é nós vamos mesmo, o centro nosso mesmo é Venda Nova.
moradora E.D.
vulnerabilidade
Eles ficam ali muito para mexer com droga, ai lá vende. Fica na esquina, da minha casa da para vê. É tranquilo, eles não mexem com ninguém, ninguém mexe com eles não, eles mexem com os trem deles para lá. Tranquilo! Ninguém incomoda com ninguém. A gente não pode é incomoda com a vida dos outro né. O resto é tudo tranquilo.
percursos
Mas aqui as coisas são tudo perto, quando você precisa ir pra casa de um amigo, assim. É tudo pertinho, é tranquilo.
equipamentos-serviços
Não, não não! padarias, banco, tem aqui no Jaqueline, a casa lotérica, tudo aqui perto né. Aqui pertinho. Eu, agora eu to usando [a praça] que eu to fazendo caminhada. É, tem os aparelhos da prefeitura então... Faço no bairro, mas lá em baixo. Tem, tem [muita gente]! é que eu vou na base de seis horas, tem muita gente. e academia hoje em dia ta muito caro.
morador V.
equipamentos-serviços
capacidade urbana
Ah sim. Temos tudo direitinho [água, luz e esgoto].
Bom, eu saio do bairro porque aqui é caro. Eu busco geralmente os supermercados maiores que são mais em conta, né. O bairro Jaqueline é bem próximo e nele consigo acessar esses comércios com peço melhor. Gasto no máximo 10 minutos de carro.
Hoje nós usamos mais o Uber né. Tá compensando mais que ônibus, principalmente se usar com mais de uma pessoa
Ah, caminhadinha é a única coisa que ta tendo né (risos). Não temos muitas coisas aqui não. Tá em falta.
Bom, a não ser pelo posto de saúde que é de ruim atendimento. Inclusive, é ruim porque os médicos ficam frequentemente com medo das ameaças (ou por estresse) que recebem das pessoas e abandonam o posto. Então isso é bem ruim. Mas fora isso, ta tudo certo.
capacidade natural
Eu acho boa a estrutura. Só uma vez, anos atrás uma casa caiu que estava na encosta, mas tem muito tempo isso. Hoje não vejo problema nenhum.
vulnerabilidade
Aqui onde estamos localizados, dentro do Mariquinha, é bem tranquilo. Muito difícil ouvir de alguém que sofreu com problemas como esse. A não ser nas ruas à cima, que já não é mais a Vila, nós achamos mais perigoso. Mas aqui é bem tranquilo, nos respeitam.
Não, eu acho aqui tranquilo. Bem tranquilo na verdade em comparação ao bairro onde eu morava.
morador A. G.
capacidade natural
atributos
morador V. B.
vulnerabilidade
Aqui onde estamos localizados, dentro do Mariquinha, é bem tranquilo. Muito difícil ouvir de alguém que sofreu com problemas como esse. A não ser nas ruas à cima, que já não é mais a Vila, nós achamos mais perigoso. Mas aqui é bem tranquilo, nos respeitam.
equipamentos-serviços
Bom, eu saio do bairro porque aqui é caro. Eu busco geralmente os supermercados maiores que são mais em conta, né. O bairro Jaqueline é bem próximo e nele consigo acessar esses comércios com peço melhor. Gasto no máximo 10 minutos de carro.
moradora R.
vulnerabilidade
equipamentos-serviços
Nada [lazer]. Nem para as crianças, porque o parquinho que tem aqui é no meio da boca. Às vezes você quer levar seu filho em um parque, em uma pracinha cheio de?, ir no shopping para você ser assaltado! Em qualquer lugar que você estiver eles te roubam, até no sinal os caras roubam. Com certeza [sofre com violência], de pessoas de fora. Sim, eles sai de outros lugares para fazer coisas erradas aqui.
Todo mundo quer sair minha filha! Não precisa nem perguntar. O pessoal tudo quer sair! Ninguém gosta desse bairro não. Porque não tem um supermercado, não tem um banco 24 horas, não tem nada. Muito ladrão nos pontos de ônibus, tem só uma opção de ônibus e a linha não é boa aqui.
Nós sente falta de uns banco 24 horas, supermercado você tem que ir lá no Jaqueline comprar, porque um pacote de macarrão aqui é cinco reais.
propriedade
capacidade urbana
Ah eu nunca tive o que reclamar não [água e luz].
A minha casa a minha mãe trocou mesmo.
moradora R.
vulnerabilidade
pressão socioeconômica
Olha, eu acho aqui tranquilo pra quem é morador
Ah, eu diria que falta um parquinho para as crianças. Além disso, o que tem não se encontra numa boa localização, já que fica perto das bocas de fumo.
Escolhi morar na Vila Mariquinha devido à proposta de emprego na padaria do bairro.
propriedade
Alugada [propriedade do imóvel]
equipamentos-serviços
Mais ou menos. Geralmente, quando saio, uso moto ou pego uber. Não uso muito a linha de ônibus.
Quando eu saio, são para questões de lazer mesmo, enquanto que os recursos básicos eu consumo os da região, dos bairros em volta, como o Jaqueline. É perto, da para ir a pé.
Ah, eu diria que falta um parquinho para as crianças. Além disso, o que tem não se encontra numa boa localização, já que fica perto das bocas de fumo.
moradora S
capacidade urbana
vulnerabilidade
capacidade natural
Córrego? Aqui não, só tem lá em baixo É na Via sim! Só que porém lá em baixo, do fundo da escolinha que eu to te falando, ali passa o córrego ali. Que é esgoto a céu aberto né
Não temos nada! Isso que aborreceu a gente. Não ficou árvore nenhuma. Em época de calor... Igual pra você ver essa praça pelo menos uma árvore deveria de ter. Pelo menos uma árvore, por que, chega época de calor gente essas pedra elas esquentam, então o ar nosso até para, aquilo ali esquenta de uma tal maneira, você vê que nós estamos em volta só de concreto. Não. Começamos e a prefeitura terminou....
Não, não, em momento nenhum [sente insegura no bairro].... As vezes abordagem de polícia né, que a gente fica meio apreensivo, porque, não todos, não vamos generalizar, mas tem muitos que eles, não sabem diferenciar, né, quando que é morador, o que é trabalhador ou não, a abordagem as vezes né, igual acontece, a gente vê isso ai, natural. As vezes tá passando uma pessoa ali que teria que ser abordada, tá passando batido e eles tão pegando morador, trabalhador, então tem certas coisas que realmente, a gente fica um pouco meio temido.
Tudo [tem água e luz]. Tem. Copasa. Tudo, tudo. Normal.
equipamentos-serviços
É, o comércio é logo aqui em cima né, o nome tá Juliana, porque aqui é Vila Mariquinha, Juliana, mas nós temos sim, tem a padaria, tem a mercearia, tem os bares, temos sim, nós temos.
A gente tem posto de saúde, nós temos, estamos precisando de outro, né O posto de saúde é lá no Etelvino, lá em baixo. Ai segunda eu fiquei sabendo que tão construindo outro próximo lá, mas até hoje eu não fui visitar
E a UMEI nós temos aqui, na Goiatuba aqui, logo na esquina ali É, a UMEI subindo aqui direto, aqui na esquina. Dentro da Vila, logo ali na esquina. Jaqueline [onde tem escolas com ensino médio e fundamental], e nós temos o Inês Geraldo ali, que é no Juliana. Perto, pertinho.
percursos
lógica de ocupação
Não, não. A gente tem que subir no comércio lá em cima, no bairro, pra poder pegar ônibus, que é o Juliana Não, estação, a gente pega, vai pra estação e é metrô ou outro ônibus, né, MOVE. Pra centro é, sim... Mas é nós vamos mesmo, o centro nosso mesmo é Venda Nova.
É a pé. Sai, sai sim. Tem o ônibus né, a gente pega um ônibus, agora Uber né que agora vem na porta, ai dá uma ligadinha e o Uber já vem aqui na porta, leva a gente [...] Então assim, se precisa um táxi, se há um acidente ou alguma coisa vem e chama o SAMU né, no caso de doença, essas coisas assim, então locomoção que nós temos é essa.
Mais nova [ocupação da vila] é aqui em cima. Começou de baixo, então aqui é mais recente. Assim, em questão de pavimentação. Mas ao todo, foi tudo igual, a invasão foi tudo igual, pessoas foram indo embora, foram indo, foram vindo outras, outras e outras. Mas em questão de pavimentação, aqui é recente. Mas ao todo, o conjunto ao todo, a idade é a mesma.
ações
propriedade
Ah eu gosto. Assim, pra mim morar em outro lugar, assim, como eu trabalhava de gari, então eu rodei Belo Horizonte, e aluguel você não mora num só lugar, né, você roda Belo Horizonte, lugares todos. Então assim, o melhor até hoje tá sendo aqui. É meu, não é aluguel, né, não tem aquela luta tanto, aquela coisa que a gente passou. Na conquista que nós tivemos no meio da invasão, desmatamento, esse negócio todo, e morar em barraco. Hoje eu to no céu! Minha casa ainda tá em fase de acabamento, porque na realidade a minha casa ia até lá na frente, ai a prefeitura entrou, há 4 anos atrás, pra fazer os calçamento, essa pavimentação né, de rua, então tirou a frente toda da minha casa, e eu fiquei só com daqui pra baixo, porque na realidade era pra tirar a casa toda, igual esse espaço do lado aqui, tirou duas casas daqui do lado, então eu dei preferência em continuar aqui, né, só com esse pedaço aqui.
É sim, na praça mesmo, aqui olha, tem dias que de vez em quando né reunimos todo mundo aqui, principalmente finais de semana. É um tal de banho de mangueira, piscininha, aí vem um vizinho "Ô Shirley e aí vamos tomar uma?", "vamos", "vamos falar do vizinho?", "vamos né!", então o ponto de encontro que nós temos é aqui e lá em baixo no Carlinhos, na escolinha lá em baixo, que é era a escolinha dona Ivone. Hoje que tá tendo uma praça, eles estão construindo uma praça.
Ah, as crianças que brincam aí Exatamente [é tipo uma pracinha], eu cuido, ai minha neta, as crianças no final de semana, tem uma piscininha aí que a gente joga ali, as crianças ficam brincando ali, só um espacinho pra as crianças brincarem mesmo.
Construímos a casa. Eu e minhas filhas. Na luta, ali
fissuras
Sim, tem reuniões lá, pra casas, né, coisa, é, me parece que vão montar agora uma escolinha de futebol, que essa praça que tá sendo feita ali, que é tipo uma coisa pra esporte, pra tirar as crianças do convívio, né, que eles falam, de alto risco, né, então eles tão fazendo essa praça lá pra isso. É. Essa praça tá sendo construída lá pra isso. Nossa e como! E põe positivo nisso! Nossas crianças estão precisando de lugar! Porque, assim, o integrado hoje em dia eles cortaram a maioria, né? Então quer dizer, a gente precisa de um espaço, de um lugar pros nossos meninos estar ali, que a gente pode ficar tranquilo. Todo mundo já se conhece.
moradora E.
capacidade urbana
vulnerabilidade
ações
Eles ficam ali muito para mexer com droga, ai lá vende. Fica na esquina, da minha casa da para vê. É tranquilo, eles não mexem com ninguém, ninguém mexe com eles não, eles mexem com os trem deles para lá. Tranquilo! Ninguém incomoda com ninguém. A gente não pode é incomoda com a vida dos outro né. O resto é tudo tranquilo.
"Ah, as crianças que brincam aí. Exatamente [é tipo uma pracinha], eu cuido, ai minha neta, as crianças no final de semana, tem uma piscininha aí que a gente joga ali, as crianças ficam brincando ali, só um espacinho pra as crianças brincarem mesmo. "
Tem sim [água e luz]. Tudo "arrumadim". É da Copasa e da Cemig. Aqui tem lugar que não vem conta não, tem o negocio do gato.
Ah, "es" pega aqui nesse poste aqui e joga lá no fundo. Mas é porque a Cemig não põe o poste lá. Mas quem paga é "nois" né, que é iluminação publica. As "vez" tira os gato, "es" vai e coloca os gato de novo! Vão vivendo né. Tem gato de água minha fia, tem gato de luz, gato de internet, tem de tudo que "ce" quiser. Porque os caminhão não chega la pra instala os poste, é beco. Ai não tem como, ai "es" tem que fazer na base do gato.
fissuras
percursos
"Sim, tem reuniões lá, pra casas, né, coisa, é, me parece que vão montar agora uma escolinha de futebol, que essa praça que tá sendo feita ali, que é tipo uma coisa pra esporte, pra tirar as crianças do convívio, né, que eles falam, de alto risco, né, então eles tão fazendo essa praça lá pra isso. É. Essa praça tá sendo construída lá pra isso. Nossa e como! E põe positivo nisso! Nossas crianças estão precisando de lugar! Porque, assim, o integrado hoje em dia eles cortaram a maioria, né? Então quer dizer, a gente precisa de um espaço, de um lugar pros nossos meninos estar ali, que a gente pode ficar tranquilo. Todo mundo já se conhece."
Mas aqui as coisas são tudo perto, quando você precisa ir pra casa de um amigo, assim. É tudo pertinho, é tranquilo.
Ônibus, carro! O que tive na reta! Eu ando mais a pé, que eu adoro anda a pé.
Ah ce pega o ônibus aqui e vai na estação, pega outro Uhum. mas eu não vou muito, eu quase não saio. mas tem Uber ai também, Uber leva a gente pra qualquer lugar. O ônibus perto assim de casa.
capacidade natural
Aqui tem rio não minha "fia", só tem brejo, que é córrego, a mesma coisa. Lá embaixo tem um brejim lá... lá embaixo.
Não, porque eu vim aqui poucas vezes antes de ta pronto. eu morava do lado de lá, e eu vinha poucas vezes aqui.
propriedade
equipamentos-serviços
Meu pai. Meu pai e meus irmãos [construíram a casa]. Lá tem dentista, pedreiro, e arquiteto.
Meu pai tem casa de aluguel. Dono de uma.
atributos
Não, não não! padarias, banco, tem aqui no Jaqueline, a casa lotérica, tudo aqui perto né. Aqui pertinho. Eu, agora eu to usando [a praça] que eu to fazendo caminhada. É, tem os aparelhos da prefeitura então... Faço no bairro, mas lá em baixo. Tem, tem [muita gente]! é que eu vou na base de seis horas, tem muita gente. e academia hoje em dia ta muito caro.
Ah, lote vago, tem não.
Aqui tem as grande e tem as pequena. tem umas que tem dois cômodo, tem umas que tem mais. "Aham", vários tamanhos.
lógica de ocupação
Ah, não sei te explicar não. A mais nova [ocupação do bairro] é o aglomerado que fica ali embaixo na favela. Favela mesmo. Lá embaixo. perto da pracinha la embaixo.
É! ali é mais velho [ocupação do bairro] mas tem uma parte la que é também.
pressão socioeconômica
linhas de separação
Ah mas aqui é o que mais tem. eu conheço ninguém não, o pessoal muda as vezes por causa do aluguel.
Não! Aqui é um bairro, ali é outro bairro, la embaixo é outro bairro, tudo assim.
morador I. C.
percursos
pressão socioeconômica
propriedade
Comprada [o lote]. É. meus pais construiu a casa deles, eu construí a minha? Eu saí do aluguel tem 3 anos. 3 anos. Sim [era perto]. É no lote aqui da minha mãe mesmo. É o lote já era dos meus pais. Ai cederam um espaço pra eu construir. Bastante [modificou o terreno]. Porque eu construí na frente, você vê só a frente da minha casa, só que tem mais atras ainda. A do meu irmão e a da minha mãe no fundo, no mesmo terreno. Do zero. Esse "comodozinho" aqui [outra propriedade]. Antes eu trabalhava, eu era recepcionista de hotel
É um bairro que, pra locomoção é muito difícil, pegar ônibus é muito ruim. aqui não tem muita opção também se quiser fazer uma compra, quiser pagar uma conta, são poucas opções, a gente vai mais ali pra aquela da região de Venda Nova para fazer essas coisas. E pra transporte público também é assim.
Ó tem ponto no bairro inteiro, só que parece que tem pouca escala as linhas de onibus, então o intervalo é muito grande de um carro para o outro entendeu, o horário de pico então é infernal? tem que esperar muito, não é bom não. Eu vou de carro.
Não, tem que sair do bairro. Pro Shopping! shopping Estação, que é também da região de Venda Nova, ou então ir bem pra mais longe ne! pros parques lá, ai já é região central.
Por ameaça ou insegurança não [motivos para sair do bairro]. não conheço ninguém que passou por isso não... Agora questão de um lugar melhor pra se viver sim. Por questão financeira. tem bairros próximos aqui que tem um aluguel mais em conta.
Quando começou o loteamento os lotes eram muito grandes. O lote do meu pai aqui é isso tudo aqui, hoje não vende mais lote assim. Era chácara mesmo, não era terreno. No Etelvina Carneiro é assim, são casas grandes com lotes grandes. São as melhores. Pra cá, aqui pra cima, são casas menores e lotes menores. Aqui era um loteamento grande né, até era vendido como chácara. Meu pai ficou sabendo que tinha uma chácara aqui com um preço acessível e veio com a primeira esposa dele. Eu sou filho do segundo casamento. Comprou esse lote grande ai e nós estamos aqui até hoje. Isso a mais de trinta anos atrás
fissuras
Tem [associação de bairro]. Eu não tenho muito conhecimento não, mas eu sei que tem. Não [sabe o que eles fazem], eu fico vendo mais pelas redes sociais mesmo, eles posta muitas coisas, correndo atras das coisas pro bairro ai, agora que tem vereador aqui no bairro também eles tão sempre cobrando, correndo atras, de obra, essas coisa, mas eu não sei nem o nome direito de quem ta, mas eu sei que tem. A eu vejo eles correndo atrás mesmo, algumas coisas eles conseguem! Questão assim de pavimentação de rua, rede de esgoto, tinha um beco aqui no Mariquinha que quando chovia era terra, hoje você vai lá tá tudo arrumadinho, o povo corre atrás mesmo.
equipamentos-serviços
A não! tem, tem sim. Futebol tem. Tem tanto no campo da Etelvina quanto no daqui do Mariquinhas. Futebol sempre tem. Essa é assim, uma parte mais forte... Futebol tem, nunca faltou não.
Perto tem coisa básica do dia a dia. Agora se você quer comprar um roupa, não tem no bairro, tem que fazer uma transação bancaria, o banco é la longe. Em Venda Nova.
Não tem nada nas pracinha, fica tudo vazio, não tem nada. é, não tem infraestrutura, tem uns aparelhos la de musculação essas coisas, mas é fraco mesmo, você não vê ninguém sentado na praça. Não, tem que sair do bairro.
É no Jaqueline né [tem lotérica]. Fica muito cheio, compensa mais ir ali em Venda Nova, serviço ali é muito ruim. é mais rápido [ir para Venda Nova]... Eu sou prova disso, eu já fiz as duas coisas.
capacidade urbana
Tem, todas [água, luz e esgoto]. Não [todas de concessionárias], tem gato também. Muito gato. Eu não sei viu? Porque o gato tá lá nas cargas. Não, problema de acesso não. Só chegar, se você olhar assim você vê. Mas tem [acesso], só que a pessoa não quer pagar a conta. Luz aqui chega em todo lugar aqui, não tem problema com isso não. Luz e água.
ações
Meio de semana é trabalho! Quem estuda, estuda, Quem trabalha, trabalha e final de semana vão pra outros lugares... Aqui no bairro não tem nada. Nada,nada, nada. Uma pequena parte do bairro, não é todo mundo que gosta muito né, é nos barzinho, tem muito bar! Ai quem gosta, muito lugar é pago, quem gosta de beber vai pro bar.
moradora R. C.
vulnerabilidade
Nada [lazer]. Nem para as crianças, porque o parquinho que tem aqui é no meio da boca. Às vezes você quer levar seu filho em um parque, em uma pracinha cheio de?, ir no shopping para você ser assaltado! Em qualquer lugar que você estiver eles te roubam, até no sinal os caras roubam. Com certeza [sofre com violência], de pessoas de fora. Sim, eles sai de outros lugares para fazer coisas erradas aqui.
equipamentos-serviços
Todo mundo quer sair minha filha! Não precisa nem perguntar. O pessoal tudo quer sair! Ninguém gosta desse bairro não. Porque não tem um supermercado, não tem um banco 24 horas, não tem nada. Muito ladrão nos pontos de ônibus, tem só uma opção de ônibus e a linha não é boa aqui.
morador V. B.
vulnerabilidade
Aqui onde estamos localizados, dentro do Mariquinha, é bem tranquilo. Muito difícil ouvir de alguém que sofreu com problemas como esse. A não ser nas ruas à cima, que já não é mais a Vila, nós achamos mais perigoso. Mas aqui é bem tranquilo, nos respeitam.
equipamentos-serviços
Bom, eu saio do bairro porque aqui é caro. Eu busco geralmente os supermercados maiores que são mais em conta, né. O bairro Jaqueline é bem próximo e nele consigo acessar esses comércios com peço melhor. Gasto no máximo 10 minutos de carro.
morador L. G.
articulações
moradora E.D.
vulnerabilidade
Eles ficam ali muito para mexer com droga, ai lá vende. Fica na esquina, da minha casa da para vê. É tranquilo, eles não mexem com ninguém, ninguém mexe com eles não, eles mexem com os trem deles para lá. Tranquilo! Ninguém incomoda com ninguém. A gente não pode é incomoda com a vida dos outro né. O resto é tudo tranquilo.
percursos
Mas aqui as coisas são tudo perto, quando você precisa ir pra casa de um amigo, assim. É tudo pertinho, é tranquilo.
equipamentos-serviços
Não, não não! padarias, banco, tem aqui no Jaqueline, a casa lotérica, tudo aqui perto né. Aqui pertinho. Eu, agora eu to usando [a praça] que eu to fazendo caminhada. É, tem os aparelhos da prefeitura então... Faço no bairro, mas lá em baixo. Tem, tem [muita gente]! é que eu vou na base de seis horas, tem muita gente. e academia hoje em dia ta muito caro.
moradora S.R.
pressão socioeconômica
Uai, está crescendo com a nossa chegada aqui. A nossa chegada fez melhoria no bairro, porque o povo lá do outro lado não tinha nem rede de esgoto, usava fossa. Então a nossa chegada trouxe melhoria. Apesar de que eles acharam ruim que nós chegamos aqui...
percursos
Ônibus, vou a pé, igual, vou a Venda Nova a pé, bom que faço caminhada né. Funciona [o transporte público], não tenho nada a reclamar não, tem tudo direitinho. Costumo ir mais a pé ou o ônibus. Em caso de emergência, chamamos o Uber, táxi né.
equipamentos-serviços
Esporte já tem, mas eu acho que é mais para os adultos, não tem para o jovem ainda. Eu não sei [o que tem para jovens]. Falaram muito do baile que tem aqui às vezes, baile funk... Sobre esse baile não tenho nada a comentar... eu só gosto do meu forró. Forró eu vou lá para o lado de Venda Nova.
moradora S.R.
pressão socioeconômica
Uai, está crescendo com a nossa chegada aqui. A nossa chegada fez melhoria no bairro, porque o povo lá do outro lado não tinha nem rede de esgoto, usava fossa. Então a nossa chegada trouxe melhoria. Apesar de que eles acharam ruim que nós chegamos aqui...
percursos
Ônibus, vou a pé, igual, vou a Venda Nova a pé, bom que faço caminhada né. Funciona [o transporte público], não tenho nada a reclamar não, tem tudo direitinho. Costumo ir mais a pé ou o ônibus. Em caso de emergência, chamamos o Uber, táxi né.
equipamentos-serviços
Esporte já tem, mas eu acho que é mais para os adultos, não tem para o jovem ainda. Eu não sei [o que tem para jovens]. Falaram muito do baile que tem aqui às vezes, baile funk... Sobre esse baile não tenho nada a comentar... eu só gosto do meu forró. Forró eu vou lá para o lado de Venda Nova.
moradora V. R
capacidade natural
articulações
morador M. R.
vulnerabilidade
Tem lugares que estão em risco. Essa casa em frente mesmo está construída bem pertinho da fiação elétrica. A prefeitura, inclusive , barrou a pintura nela. Está bem em risco, como pode ver. A janela se encontra nos fios do poste.
percursos
Como eu faço basquete fora do bairro, eu uso bastante as linhas de ônibus daqui.
equipamentos-serviços
Ah sim, todos os meus amigos moram perto. Estamos sempre nos encontrando aqui, além disso,estudamos juntos. O campo tem mais futebol, sabe. Mas são direcionados para os adultos. Não tem nada para nós jovens lá. Para eu fazer esporte, como o basquete, preciso sair daqui. Já para as crianças costumam haver eventos com brinquedos e tudo mais. Sobre os bailes e eventos que acontecem na área do campo eu não costumo ir.
moradora M.
fissuras
vulnerabilidade
Aqui tinha associação, mas eu não sei se tem ela mais não.
quando eu tenho que resolver alguma coisa, eu vou em Venda Nova.
propriedade
percursos
A pé. É porque é perto.
Casa própria. É grande porque são quatro casas que tem no lote.
equipamentos-serviços
capacidade urbana
Eu vou no bairro mesmo. Tem supermercado, sacolão. Tem uma pracinha. Duas pracinhas. Uma que fica na rua Corrida dos Touros, que é lá perto do posto, e tem uma lá na Cheflera. Tem, tem muita criança. Muita mãe leva, né, pra brincar. Tem um posto de saúde, mas é lá no Etelvina, que é da comunidade, daqui do bairro todo. Tem um bar aqui, o Bar do Peixe. A gente encontra muito os amigos lá.
Tem luz, rede de esgoto. Desde que eu comprei lá, já tinha.
morador M.
equipamentos-serviços
vulnerabilidade
Ah sim, todos os meus amigos moram perto. Estamos sempre nos encontrando aqui, além disso,estudamos juntos. O campo tem mais futebol, sabe. Mas são direcionados para os adultos. Não tem nada para nós jovens lá. Para eu fazer esporte, como o basquete, preciso sair daqui. Já para as crianças costumam haver eventos com brinquedos e tudo mais. Sobre os bailes e eventos que acontecem na área do campo eu não costumo ir
Não, aqui nós temos muitos comércios, como supermercados. A horta, padaria e até mesmo o Shopping Estação que é bem perto e tem tudo nele. Acho que não [precisa de melhoria no comércio]. Os comércios nos abastecem de maneira satisfatória. Tudo que precisamos encontramos aqui na Vila.
Tem lugares que estão em risco. Essa casa em frente mesmo está construída bem pertinho da fiação elétrica. A prefeitura, inclusive , barrou a pintura nela. Está bem em risco, como pode ver. A janela se encontra nos fios do poste.
Coisas para os jovens. Aqui não tem muito. A não ser quando chegam movimentos religiosos. Mas falta sim atividades para nós aqui.
percursos
Como eu faço basquete fora do bairro, eu uso bastante as linhas de ônibus daqui.
ações
Eu fico bastante os recursos do bairro. Geralmente fico por aqui mesmo, estudo aqui perto e fico sempre por aqui mesmo.
morador M. R.
vulnerabilidade
Tem lugares que estão em risco. Essa casa em frente mesmo está construída bem pertinho da fiação elétrica. A prefeitura, inclusive , barrou a pintura nela. Está bem em risco, como pode ver. A janela se encontra nos fios do poste.
percursos
Como eu faço basquete fora do bairro, eu uso bastante as linhas de ônibus daqui.
equipamentos-serviços
Ah sim, todos os meus amigos moram perto. Estamos sempre nos encontrando aqui, além disso,estudamos juntos. O campo tem mais futebol, sabe. Mas são direcionados para os adultos. Não tem nada para nós jovens lá. Para eu fazer esporte, como o basquete, preciso sair daqui. Já para as crianças costumam haver eventos com brinquedos e tudo mais. Sobre os bailes e eventos que acontecem na área do campo eu não costumo ir.
moradora S
vulnerabilidade
Não, não, em momento nenhum [sente insegura no bairro].... As vezes abordagem de polícia né, que a gente fica meio apreensivo, porque, não todos, não vamos generalizar, mas tem muitos que eles, não sabem diferenciar, né, quando que é morador, o que é trabalhador ou não, a abordagem as vezes né, igual acontece, a gente vê isso ai, natural. As vezes tá passando uma pessoa ali que teria que ser abordada, tá passando batido e eles tão pegando morador, trabalhador, então tem certas coisas que realmente, a gente fica um pouco meio temido.
articulações
percursos
Não, não. A gente tem que subir no comércio lá em cima, no bairro, pra poder pegar ônibus, que é o Juliana Não, estação, a gente pega, vai pra estação e é metrô ou outro ônibus, né, MOVE. Pra centro é, sim... Mas é nós vamos mesmo, o centro nosso mesmo é Venda Nova.
moradora R. C.
vulnerabilidade
Nada [lazer]. Nem para as crianças, porque o parquinho que tem aqui é no meio da boca. Às vezes você quer levar seu filho em um parque, em uma pracinha cheio de?, ir no shopping para você ser assaltado! Em qualquer lugar que você estiver eles te roubam, até no sinal os caras roubam. Com certeza [sofre com violência], de pessoas de fora. Sim, eles sai de outros lugares para fazer coisas erradas aqui.
equipamentos-serviços
Todo mundo quer sair minha filha! Não precisa nem perguntar. O pessoal tudo quer sair! Ninguém gosta desse bairro não. Porque não tem um supermercado, não tem um banco 24 horas, não tem nada. Muito ladrão nos pontos de ônibus, tem só uma opção de ônibus e a linha não é boa aqui.
moradora S.
equipamentos-serviços
capacidade natural
pressão socioeconômica
Esporte já tem, mas eu acho que é mais para os adultos, não tem para o jovem ainda. Eu nã o sei [o que tem para jovens]. Falaram muito do baile que tem aqui às vezes, baile funk... Sobre esse baile não tenho nada a comentar... eu só gosto do meu forró. Forró eu vou lá para o lado de Venda Nova.
Não, até que aqui tem [comércio]. Tem essa padaria, tem o supermercado Diamantina, está tudo pertinho, para quem mora mais lá para baixo, às vezes tem que sumir para cá, para fazer compras. É mais difícil para quem mora mais para baixo, mas para nós não, tudo é pertinho.
Nós tivemos acompanhamento com engenheiro na época, sabe. Igual, meu lote mesmo era muito descaído. Na época eles ofereceram material para tirar a gente da lona, então a Urbel forneceu material para nós sair da lona né, cada um escolheu o projeto das casas, aí eles deram o material e nós tínhamos até que pagar esse material e começamos a pagar e depois acabamos não pagando. Pagamos a metade. Então eles acompanharam.
Uai, está crescendo com a nossa chegada aqui. A nossa chegada fez melhoria no bairro, porque o povo lá do outro lado não tinha nem rede de esgoto, usava fossa. Então a nossa chegada trouxe melhoria. Apesar de que eles acharam ruim que nós chegamos aqui...
percursos
lógica de ocupação
Ônibus, vou a pé, igual, vou a Venda Nova a pé, bom que faço caminhada né. Funciona [o transporte público], não tenho nada a reclamar não, tem tudo direitinho. Costumo ir mais a pé ou o ônibus. Em caso de emergência, chamamos o Uber, táxi né.
Na época foi feito sorteio [para demarcação dos lotes] e eu corria tanto para pegar meu lote. Antes de fazer o sorteio, foi no bairro Ipiranga eu lembro na época, ai eu sempre pedia um lote de esquina, "Sônia, v10ocê é doida! Vai pagar dois impostos!". Aí no dia do sorteio o Paulo disse: "- Sônia, seu lote é o 16, quadra 90, é aquele lote de esquina." E realm1ente era esse local, o lote de esquina.
capacidade urbana
propriedade
Tem, tudo direitinho [água e luz]. Nós pagamos direitinho, temos nossas contas, nosso nome, tudo direitinho.
atributos
Na época foi feito sorteio [para demarcação dos lotes] e eu corria tanto para pegar meu lote. Antes de fazer o sorteio, foi no bairro Ipiranga eu lembro na época, ai eu sempre pedia um lote de esquina, "Sônia, você é doida! Vai pagar dois impostos!". Aí no dia do sorteio o Paulo disse: "- Sônia, seu lote é o 16, quadra 90, é aquele lote de esquina." E realmente era esse local, o lote de esquina.
Na época eles ofereceram material para tirar a gente da lona, então a Urbel forneceu material para nós sair da lona né, cada um escolheu o projeto das casas, aí eles deram o material e nós tínhamos até que pagar esse material e começamos a pagar e depois acabamos não pagando. Pagamos a metade. Então eles acompanharam.