Vasco
Graça
Moura
Biografia:
Nascimento:
Foz do Douro (Porto), 3 de janeiro de 1942.
Falecimento:
Lisboa, 27 de abril 2014.
Formação:
Faculdade de direito, 1966.
Carreira:
Escritor, tradutor e político.
Casamento e filhos:
4 filhos, frutos de 3 casamentos.
Obras importantes:
Quatro Últimas Canções (1987)
366 Poemas que Falam de Amor (2004)
Testamento de VGM (2001)
Naufrágio de Sepúlveda (1988)
Os Lusíadas para gente nova (2012)
Prémios:
Prémio Pessoa (1995)
Prémio de Poesia do PEN Clube (1997)
Prémio de Poesia da APE (1997)
Prémio internacional «La cultura del mar» (2002)
Características:
Representações do contemporâneo
Tradição literária
Poesia Humanista, melancólica e satírica. Dimensão autobiográfica.
Diálogo intertextual com poetas nacionais (Camões, Pessoa). Também tem como inspiração Dante, Petrarca e Shakespeare.
Figurações
Arte poética
Perseção subjetiva da realidade.Desprezo pelo sentimentalismo barroco.
Uso de metáforas e jogos de palavras desafiantes.Modela a palavra, a rima e a métrica.
Poemas:
As meninas
Vita Brevis
Crónica Feminina
Nova Meditação Sobre a Palavra
Borges e as Rosas
Crónica Feminina
Tema
Estava nua, só um colar lhe dava
horizontes de incêndio sobre o peito,
a transmutar, num halo insatisfeito,
a rosa de rubis em quente lava.
Estava nua e branca num estreito
lençol que o fim do sono desdobrava
e a noite era mais livre e a lua escrava
e o mais breve pretérito imperfeito
Só o tempo verbal lhe fugiria,
no alongar dos gestos e requebros,
junto do espelho quando as aves vão.
Toda a nudez, toda a melancolia
a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os
olhos rasos de água e solidão.
+ O amor sensual. + Uma manifestação direta de um impulso erótico, que se exprime na afirmação do desejo explicito do corpo.
Simbolos
+ O retrato feminino, configura a serenidade. + O colar sobre a nudez, revela um deliberado deleito do "eu" liríco.
Recursos expressivos
+ Assíndeto/polissíndeto
+ Anáfora
+ Personificação
+ Adjetivação
+ Paralelismo
Crónica Feminina
Rima
Estava nua, só um colar lhe dava
horizontes de incêndio sobre o peito,
a transmutar, num halo insatisfeito,
a rosa de rubis em quente lava.
Estava nua e branca num estreito
lençol que o fim do sono desdobrava
e a noite era mais livre e a lua escrava
e o mais breve pretérito imperfeito
Só o tempo verbal lhe fugiria,
no alongar dos gestos e requebros,
junto do espelho quando as aves vão.
Toda a nudez, toda a nudez, toda a melancolia
a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os
olhos rasos de água e solidão
+ Interpolada.
Métrica
+ Irregular.
Composição
+ Duas quadras e dois tercetos.
Curiosidades:
Vida política
Divina comédia
Recebeu o Prémio Pessoa em 1995 e a medalha de ouro da Comuna de Florença em 1998, ambos atribuídos à sua tradução da Divina Comédia de Dante.
Após o 25 de Abril de 1974, aderiu ao PSD. Entre 1975 e 1976, foi deputado à Assembleia Constituinte, eleito pelo PPD.
Prémio em seu nome
Após a sua morte, foi criado o Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura, que pretende distinguir anualmente uma obra e, eventualmente, atribuir uma ou mais menções honrosas.
As minhas filhas nadam. a mais nova leva nos braços bóias pequeninas, a outra dá um salto e põe à prova o corpo esguio, as longas pernas finas: Entre risadas como serpentinas, vai como a formosinha numa trova, salta a pés juntos, dedos nas narinas, e emerge ao sol que o seu cabelo escova. A água tem a pele azul-turquesa e brilhos e salpicos, e mergulham feitas pura alegria incandescente. E ficam, de ternura e de surpresa, nas toalhas de cor em que se embrulham,
ninfinhas sobre a relva, de repente.
"As meninas"
Exercícios:
1. Explica a temática do poema.
2. Faz a análise formal do poema.
3. Identifica o papel que (o)s recurs(o)s expressiv(o)s têm na atmosera do poema.
Soluções:
1. Explica a temática do poema.
O poema "As Minhas Filhas Nadam" de Vasco Graça Moura narra a história de duas filhas do poeta a nadar, em que uma delas usa boias pequeninas e a outra salta para testar suas habilidades.
2. Faz a análise formal do poema.
A métrica do poema é constituída por versos decassílabos, que seguem um padrão rítmico regular. O ritmo do poema é acentuado pelo uso de rimas consonantes, que criam um efeito sonoro agradável ao ouvido. Por exemplo, as rimas "finas" e "narinas", ou "mergulham" e "incandescente". A rima é alternada em parte do poema e em outra interpolada. Quanto à sua composição, estão presentes duas quadras e dois tercetos.
3. Identifica o papel que (o)s recurs(o)s expressiv(o)s têm na atmosera do poema.
O poema apresenta uma linguagem figurada, em que as meninas são comparadas a serpentinas, a água é personificada com "pele azul-turquesa" e a alegria das meninas é descrita como "incandescente". Esses recursos expressivos ajudam a criar uma atmosfera de felicidade e de harmonia entre a natureza e as pessoas.
Webgrafia
Wikipedia
Quetzal editores
Portal da Literatura
https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=85
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_Gra%C3%A7a_Moura
https://www.quetzaleditores.pt/autor/vasco-graca-moura/17524
Escritas.org
Imprensa Nacional
Comunidade de C.A.
https://www.escritas.org/pt/vasco-graca-moura
https://imprensanacional.pt/premio-in-vgm-calendario-faq/
https://comunidadeculturaearte.com/vasco-graca-moura-o-poeta-do-presente/
Obrigada!
Catarina Rosa Nº7 Joana Gomes Nº13
Vita Brevis
A vida breve, revele-a
a pulsação que lateja
no efémero da camélia,
ou no lustro da cereja,
É a do coração que dita
a dor que lhe sobejou
a tentar deixá-la escrita
mas não conta o que escapou
Pelo espelho, quando a máscara
vai perdendo o frenesim,
e agora tanto lhe faz: para
o caso é mesmo assim,
Nem há lixa ou aguarrás
que apague as marcas que traz.
Anáfora
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito
Assíndeto e polissíndeto
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito
Crónica Feminina
Estava nua, só um colar lhe dava
horizontes de incêndio sobre o peito,
a transmutar, num halo insatisfeito,
a rosa de rubis em quente lava.
Estava nua e branca num estreito
lençol que o fim do sono desdobrava
e a noite era mais livre e a lua escrava
e o mais breve pretérito imperfeito
Só o tempo verbal lhe fugiria,
no alongar dos gestos e requebros,
junto do espelho quando as aves vão.
Toda a nudez, toda a nudez, toda a melancolia
a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os
olhos rasos de água e solidão
Quatro Últimas Canções
Em Quatro Últimas Canções há histórias de amor e de música que se entrelaçam e desenvolvem em contraponto. Nesse contraponto, o jogo de espelhos entre um espaço real e um espaço virtual, as casas de Mateus e de Constantim, respectivamente, abre um quadro cénico que torna possível reenvios, perspectiva e efeitos romanescos de vária ordem. Neste seu romance, cuja primeira edição é de 1987, Vasco Graça Moura mostra a importância da lição dos nossos grandes romancistas do século xix para a ficção de finais do século xx.
"Histórias de amor e de música que se entrelaçam e desenvolvem em contraponto"
Link
As meninas
As minhas filhas nadam. A mais nova
leva nos braços bóias pequeninas,
a outra dá um salto e põe à prova
o corpo esguio, as longas pernas finas:
entre risadas como serpentinas,
vai como a formosinha numa trova,
salta a pés juntos, dedos nas narinas,
e emerge ao sol que o seu cabelo escova.
A água tem a pele azul-turquesa
e brilhos e salpicos, e mergulham
feitas pura alegria incandescente.
E ficam, de ternura e de surpresa,
nas toalhas de cor em que se embrulham,
ninfinhas sobre a relva, de repente.
Naufrágio de sepúlveda
Vasco Graça Moura conta-nos o naufrágio financeiro de um empresário, nas vésperas da Revolução do 25 de Abril (naufrágio de/um Portugal). Os nomes das personagens da família do protagonista, Manuel de Sousa Sepúlveda, coincidem com os nomes da família do infeliz navegador do século XVI, narrado na História Trágico-Marítima. Neste romance, onde se conta a história de um homem que tenta "salvar o barco" da sua empresa, no contexto da "batalha naval nas águas da banca portuguesa" (num momento crucial da história nacional, o fim do fascismo e o período mais turbulento da Revolução de Abril), há sempre elementos simbólicos do próprio naufrágio nacional. Um livro polémico na altura em que foi publicado pela primeira vez, Naufrágio de Sepúlveda é uma obra fundamental e inesquecível.
Link
Os Lusíadas para gente nova
Um livro admirável em que Vasco Graça Moura, um dos mais destacados poetas portugueses, dialoga, em verso, com o texto camoniano, iluminando, esclarecendo e exaltando o canto originário. Através de um perfeito equilíbrio entre a reescrita modernizadora e a fidelidade à estrutura e aos significados da epopeia de Camões, Vasco Graça Moura assina uma obra indispensável a professores, educadores e jovens, para a compreensão fluída, correcta e abrangente de Os Lusíadas pelas novas gerações.
Link
Borges e as rosas
Sonhou as rosas, rosas de ninguém
de substâncias de sombras evanescentes,
e na roda das pétalas ausentes
ficou o olhar perdido, no vaivém
Das brisas no jardim do esquecimento.
tinham carne de noite e de perfume
e tacteou-as devagar, o gume
afiou-se num macio desalento
De lhes ter dado o nome: rosas, rosas
factícias alastrando o seu vermelho
de golfadas de sangue ao vão do espelho
das águas e das luas ardilosas.
E soube que o real era essa imagem
devolvida no espelho, de passagem.
Adjetivação e dupla adjetivação
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito.
Testamento de VGM
Neste poema autobiográfico (e de balanço de vida) escrito por altura do seu sexagésimo aniversário à maneira de um testamento, Vasco Graça Moura vai buscar inspiração à matriz de François Villon, poeta maldito da Idade Média francesa, mais concretamente ao seu poema «Le testament». Inicia-se este (de 1461) com a referência de Villon ao seu trigésimo aniversário («en l’an de mon trentième âge»). Graça Moura replica-o (dobrando o número de anos) no primeiro verso deste livro, em que se lê «no ano em que sou duplo trintão».
Link
Personificação
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito Só o tempo verbal lhe fugiria, no alongar dos gestos e requebros, junto do espelho quando as aves vão. Toda a nudez, toda a melancolia a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os olhos rasos de água e solidão.
Paralelismo
Toda a nudez, toda a melancolia a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os olhos rasos de água e solidão.
366 Poemas que Falam de Amor
Nada há de tão natural no mundo da poesia como o tema do amor. Vasco Graça Moura reúne neste livro 366 poemas que falam de amor - que sofrem e exultam, desencorajam e comovem, entristecem e rejubilam, que falam da alegria e da surpresa do amor. E também da sua melancolia, dos seus nomes raros, da evidência, da sua inevitabilidade. Com esta escolha percorre-se também uma vasta tradição da poesia de todos os tempos, uma arte que nunca poderemos esquecer - e o deslumbramento diante do amor, justamente.
Link
Nova meditação sobre a palavra
Assim a palavra se prestasse
ao jade ao jogo ao jugo de uma toda
arte poética e nunca ripostasse
em golpes repentinos de judoka
Assim nunca o poema se traísse
na trama aleatória de uma aposta
perdida no seu hábil mecanismo
traria o juro ao artesão que o monta
Vasco Graça Moura
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Created on April 15, 2024
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Vasco
Graça
Moura
Biografia:
Nascimento:
Foz do Douro (Porto), 3 de janeiro de 1942.
Falecimento:
Lisboa, 27 de abril 2014.
Formação:
Faculdade de direito, 1966.
Carreira:
Escritor, tradutor e político.
Casamento e filhos:
4 filhos, frutos de 3 casamentos.
Obras importantes:
Quatro Últimas Canções (1987)
366 Poemas que Falam de Amor (2004)
Testamento de VGM (2001)
Naufrágio de Sepúlveda (1988)
Os Lusíadas para gente nova (2012)
Prémios:
Prémio Pessoa (1995)
Prémio de Poesia do PEN Clube (1997)
Prémio de Poesia da APE (1997)
Prémio internacional «La cultura del mar» (2002)
Características:
Representações do contemporâneo
Tradição literária
Poesia Humanista, melancólica e satírica. Dimensão autobiográfica.
Diálogo intertextual com poetas nacionais (Camões, Pessoa). Também tem como inspiração Dante, Petrarca e Shakespeare.
Figurações
Arte poética
Perseção subjetiva da realidade.Desprezo pelo sentimentalismo barroco.
Uso de metáforas e jogos de palavras desafiantes.Modela a palavra, a rima e a métrica.
Poemas:
As meninas
Vita Brevis
Crónica Feminina
Nova Meditação Sobre a Palavra
Borges e as Rosas
Crónica Feminina
Tema
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito Só o tempo verbal lhe fugiria, no alongar dos gestos e requebros, junto do espelho quando as aves vão. Toda a nudez, toda a melancolia a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os olhos rasos de água e solidão.
+ O amor sensual. + Uma manifestação direta de um impulso erótico, que se exprime na afirmação do desejo explicito do corpo.
Simbolos
+ O retrato feminino, configura a serenidade. + O colar sobre a nudez, revela um deliberado deleito do "eu" liríco.
Recursos expressivos
+ Assíndeto/polissíndeto
+ Anáfora
+ Personificação
+ Adjetivação
+ Paralelismo
Crónica Feminina
Rima
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito Só o tempo verbal lhe fugiria, no alongar dos gestos e requebros, junto do espelho quando as aves vão. Toda a nudez, toda a nudez, toda a melancolia a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os olhos rasos de água e solidão
+ Interpolada.
Métrica
+ Irregular.
Composição
+ Duas quadras e dois tercetos.
Curiosidades:
Vida política
Divina comédia
Recebeu o Prémio Pessoa em 1995 e a medalha de ouro da Comuna de Florença em 1998, ambos atribuídos à sua tradução da Divina Comédia de Dante.
Após o 25 de Abril de 1974, aderiu ao PSD. Entre 1975 e 1976, foi deputado à Assembleia Constituinte, eleito pelo PPD.
Prémio em seu nome
Após a sua morte, foi criado o Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura, que pretende distinguir anualmente uma obra e, eventualmente, atribuir uma ou mais menções honrosas.
As minhas filhas nadam. a mais nova leva nos braços bóias pequeninas, a outra dá um salto e põe à prova o corpo esguio, as longas pernas finas: Entre risadas como serpentinas, vai como a formosinha numa trova, salta a pés juntos, dedos nas narinas, e emerge ao sol que o seu cabelo escova. A água tem a pele azul-turquesa e brilhos e salpicos, e mergulham feitas pura alegria incandescente. E ficam, de ternura e de surpresa, nas toalhas de cor em que se embrulham, ninfinhas sobre a relva, de repente.
"As meninas"
Exercícios:
1. Explica a temática do poema.
2. Faz a análise formal do poema.
3. Identifica o papel que (o)s recurs(o)s expressiv(o)s têm na atmosera do poema.
Soluções:
1. Explica a temática do poema.
O poema "As Minhas Filhas Nadam" de Vasco Graça Moura narra a história de duas filhas do poeta a nadar, em que uma delas usa boias pequeninas e a outra salta para testar suas habilidades.
2. Faz a análise formal do poema.
A métrica do poema é constituída por versos decassílabos, que seguem um padrão rítmico regular. O ritmo do poema é acentuado pelo uso de rimas consonantes, que criam um efeito sonoro agradável ao ouvido. Por exemplo, as rimas "finas" e "narinas", ou "mergulham" e "incandescente". A rima é alternada em parte do poema e em outra interpolada. Quanto à sua composição, estão presentes duas quadras e dois tercetos.
3. Identifica o papel que (o)s recurs(o)s expressiv(o)s têm na atmosera do poema.
O poema apresenta uma linguagem figurada, em que as meninas são comparadas a serpentinas, a água é personificada com "pele azul-turquesa" e a alegria das meninas é descrita como "incandescente". Esses recursos expressivos ajudam a criar uma atmosfera de felicidade e de harmonia entre a natureza e as pessoas.
Webgrafia
Wikipedia
Quetzal editores
Portal da Literatura
https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=85
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_Gra%C3%A7a_Moura
https://www.quetzaleditores.pt/autor/vasco-graca-moura/17524
Escritas.org
Imprensa Nacional
Comunidade de C.A.
https://www.escritas.org/pt/vasco-graca-moura
https://imprensanacional.pt/premio-in-vgm-calendario-faq/
https://comunidadeculturaearte.com/vasco-graca-moura-o-poeta-do-presente/
Obrigada!
Catarina Rosa Nº7 Joana Gomes Nº13
Vita Brevis
A vida breve, revele-a a pulsação que lateja no efémero da camélia, ou no lustro da cereja, É a do coração que dita a dor que lhe sobejou a tentar deixá-la escrita mas não conta o que escapou Pelo espelho, quando a máscara vai perdendo o frenesim, e agora tanto lhe faz: para o caso é mesmo assim, Nem há lixa ou aguarrás que apague as marcas que traz.
Anáfora
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito
Assíndeto e polissíndeto
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito
Crónica Feminina
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito Só o tempo verbal lhe fugiria, no alongar dos gestos e requebros, junto do espelho quando as aves vão. Toda a nudez, toda a nudez, toda a melancolia a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os olhos rasos de água e solidão
Quatro Últimas Canções
Em Quatro Últimas Canções há histórias de amor e de música que se entrelaçam e desenvolvem em contraponto. Nesse contraponto, o jogo de espelhos entre um espaço real e um espaço virtual, as casas de Mateus e de Constantim, respectivamente, abre um quadro cénico que torna possível reenvios, perspectiva e efeitos romanescos de vária ordem. Neste seu romance, cuja primeira edição é de 1987, Vasco Graça Moura mostra a importância da lição dos nossos grandes romancistas do século xix para a ficção de finais do século xx.
"Histórias de amor e de música que se entrelaçam e desenvolvem em contraponto"
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As meninas
As minhas filhas nadam. A mais nova leva nos braços bóias pequeninas, a outra dá um salto e põe à prova o corpo esguio, as longas pernas finas: entre risadas como serpentinas, vai como a formosinha numa trova, salta a pés juntos, dedos nas narinas, e emerge ao sol que o seu cabelo escova. A água tem a pele azul-turquesa e brilhos e salpicos, e mergulham feitas pura alegria incandescente. E ficam, de ternura e de surpresa, nas toalhas de cor em que se embrulham, ninfinhas sobre a relva, de repente.
Naufrágio de sepúlveda
Vasco Graça Moura conta-nos o naufrágio financeiro de um empresário, nas vésperas da Revolução do 25 de Abril (naufrágio de/um Portugal). Os nomes das personagens da família do protagonista, Manuel de Sousa Sepúlveda, coincidem com os nomes da família do infeliz navegador do século XVI, narrado na História Trágico-Marítima. Neste romance, onde se conta a história de um homem que tenta "salvar o barco" da sua empresa, no contexto da "batalha naval nas águas da banca portuguesa" (num momento crucial da história nacional, o fim do fascismo e o período mais turbulento da Revolução de Abril), há sempre elementos simbólicos do próprio naufrágio nacional. Um livro polémico na altura em que foi publicado pela primeira vez, Naufrágio de Sepúlveda é uma obra fundamental e inesquecível.
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Os Lusíadas para gente nova
Um livro admirável em que Vasco Graça Moura, um dos mais destacados poetas portugueses, dialoga, em verso, com o texto camoniano, iluminando, esclarecendo e exaltando o canto originário. Através de um perfeito equilíbrio entre a reescrita modernizadora e a fidelidade à estrutura e aos significados da epopeia de Camões, Vasco Graça Moura assina uma obra indispensável a professores, educadores e jovens, para a compreensão fluída, correcta e abrangente de Os Lusíadas pelas novas gerações.
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Borges e as rosas
Sonhou as rosas, rosas de ninguém de substâncias de sombras evanescentes, e na roda das pétalas ausentes ficou o olhar perdido, no vaivém Das brisas no jardim do esquecimento. tinham carne de noite e de perfume e tacteou-as devagar, o gume afiou-se num macio desalento De lhes ter dado o nome: rosas, rosas factícias alastrando o seu vermelho de golfadas de sangue ao vão do espelho das águas e das luas ardilosas. E soube que o real era essa imagem devolvida no espelho, de passagem.
Adjetivação e dupla adjetivação
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito.
Testamento de VGM
Neste poema autobiográfico (e de balanço de vida) escrito por altura do seu sexagésimo aniversário à maneira de um testamento, Vasco Graça Moura vai buscar inspiração à matriz de François Villon, poeta maldito da Idade Média francesa, mais concretamente ao seu poema «Le testament». Inicia-se este (de 1461) com a referência de Villon ao seu trigésimo aniversário («en l’an de mon trentième âge»). Graça Moura replica-o (dobrando o número de anos) no primeiro verso deste livro, em que se lê «no ano em que sou duplo trintão».
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Personificação
Estava nua, só um colar lhe dava horizontes de incêndio sobre o peito, a transmutar, num halo insatisfeito, a rosa de rubis em quente lava. Estava nua e branca num estreito lençol que o fim do sono desdobrava e a noite era mais livre e a lua escrava e o mais breve pretérito imperfeito Só o tempo verbal lhe fugiria, no alongar dos gestos e requebros, junto do espelho quando as aves vão. Toda a nudez, toda a melancolia a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os olhos rasos de água e solidão.
Paralelismo
Toda a nudez, toda a melancolia a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os olhos rasos de água e solidão.
366 Poemas que Falam de Amor
Nada há de tão natural no mundo da poesia como o tema do amor. Vasco Graça Moura reúne neste livro 366 poemas que falam de amor - que sofrem e exultam, desencorajam e comovem, entristecem e rejubilam, que falam da alegria e da surpresa do amor. E também da sua melancolia, dos seus nomes raros, da evidência, da sua inevitabilidade. Com esta escolha percorre-se também uma vasta tradição da poesia de todos os tempos, uma arte que nunca poderemos esquecer - e o deslumbramento diante do amor, justamente.
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Nova meditação sobre a palavra
Assim a palavra se prestasse ao jade ao jogo ao jugo de uma toda arte poética e nunca ripostasse em golpes repentinos de judoka Assim nunca o poema se traísse na trama aleatória de uma aposta perdida no seu hábil mecanismo traria o juro ao artesão que o monta