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Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

Beatriz Parrinha

Created on April 12, 2024

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Transcript

Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

Bem-Vindo

Welcome

Trabalho realizado por: Beatriz Parrinha Nº3, Carolina Perez Nº6 e Marcelo Paulo Nº20 8ºE Displina: Ciencias Naturais Professora: Susana Jesus 2023/2024

Localização

Localizado no litoral Sudoeste de Portugal, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina estende-se cerca de 100 km, desde de São Torpes no Alentejo até Burgau no Algarve e ainda abrage territórios nos conselhos de Aljezur, Sines, Odemira e Vila do Bispo.

Mapa da Costa Vicentina

Fotografia aérea da Costa Vicentina

Mapa da Costa Vicentina

Mapa da Costa Vicentina

Flora

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é muito rico em flora, permitindo assim ao longo do parque observar uma mistura de vegetação mediterrânica, atlântica e do Norte de África, podendo distribuir a flora em três tipos de ambientes geomorfológicos, são estes:

  • Barrocal Ocidental - uma zona com um clima seco e quente, que apresenta uma vegetação típica de solos calcários, situado no planalto Vicentino a sul;
  • Planalto Litoral - apresenta uma vegetação mais diversificada nas dunas, charnecas e nas áreas alagadiças, o seu clima é fresco e húmido;
  • Serras litorais e Barrancos - apresenta uma densa vegetação arbóreia e arbustiva típica das zonas húmidas das ribeiras.
Existe uma multiplicidade de espécies de flora que ascendem as 750, dentro das quais 10 são endémicas, raras ou localizadas e 12 são inexistentes em mais nenhum lugal do mundo. Em diversas áreas do parque encontram-se espécies vulneráveis em Portugal, como também diversas espécies protegidas na Europa. Entre as 10 plantas endémicas podemos destacar a Biscutella Vicentina, a Centaurea Vicentina, o Citus palhinhae, a Diplotaxis vicentina, a Hyacinthoides vicentina e o Plantago almogravensis; das espécies raras podemos destacar o samouco Myrica faya uma planta sobrevivente da floresta Laurissilva, a sorveira Sorbus doméstica e a Silene rothmaleri. Apesar do paque ser uma área protegida, onde é proibido a desflorestação, a caça, a pesca, a construção,... Ainda muitas plantas são ameaçadas pelas práticas de agricultura intensivas na zona da rega do rio Mira, provocando,infelizmente, a extinção de algumas espécies de plantas, como a armeria arcuata. O parque abranje imensos habitats dispersos pela sua área, devido à diversificada natureza dos fundos do mar, à confluência das distintas massas de água, aos acidentes geográficos,... (já referidos na fauna), proporcionando assim uma maior diversificação da fauna e da flora marinha. Existem inúmeras espécies de algas que povoam os fundos do sudoeste marinho, destacam-se: as algas Codium spp, as Enteromorpha spp, as florestas de Laminárias, as Cystoseira spp, as Padina pavonica e as Gelidium sesquipedale.

Fauna

A Costa Vicentina é o habitat de diversos animais que constituem a fauna do parque. Entre a rica fauna desta costa destacam-se as inúmeras espécies de aves que procriam ou utilizam esta região como plataforma migratória entre o Norte de África e a Europa. A fauna da Costa Vicentina pode ser dividida em três partes, a Fauna Terrestre, a Fauna Marinha e as aves migratórias:

  • Na Fauna Terrestre podemos destacar os pequenos mamíferos como a Lontra-Europeia, o texugo-Europeu, o sacarrabos e a fuinha.
  • A diversificada natureza presente no fundo do mar, o afloramento de águas profundas e a confluência das distintas massas de água do Mediterrâneo e do Atlântico contribuem para a variedade e o elevado nível de biodiversidade, além da existência de fundos rochosos, de acidentes geográficos (pequenos ilhotes, baías e cabos), sistemas lagunares e o estuário do rio Mira que oferecem habitats apropriados para o abrigo, a alimentação,o crescimento e a reprodução das espécies marinhas. Podemos destacar os cavalos-marinhos (Hippocampus), os peixes migradores, a enguia (Anguilla anguilla), o mero (Epinephelus itajara), o robalo (Centropomus undecimalis), os cabozes (Gobiidae), a salema (Sarpa salpa),...
  • As aves, como já referidas, são os animais mais abundantes no parque, destacando-se entre elas as incontáveis aves migratórias vindas do Norte da Europa, que aqui repousam e seguem viajem pelo céu e mar a dentro até ao Norte de África. São elas: o Pisco-de-peito-azul, o Papa-moscas-preto, o papa-amoras-comum, o alcatraz, a andorinha-do-mar (Sternula albifrons), as aves de rapina como a águia-calçada (Hieraaetus pennatus), o falcão-da-rainha (Falco eleonorae),...

Texugo-Europeu (Meles meles)

Safio (Conger conger)

francelhos (Falco naumanni)

Introdução ao parque

Caracterizado por paisagens magníficas, marcadas pelas falésias escarpadas e as grandes dunas; habitat de várias espécies de fauna e flora únicas, encontra-se o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, considerado o parque natural melhor conservado da Europa Litoral, sendo, por isso, muito conhecido e visitado, frequentemente, por biólogos e botânicos de toda a parte.

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

Símbolo do Parque

Os diferentes tons de azul presentes no símbolo representam as diversas paisagens encontradas ao longo do parque; as grutas e as arribas marinhas acompanhadas pelo mar e pelo vento mostram os principais elementos característicos e duradores do parque. Simbolizando assim a força da diversidade e da beleza do parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Logótipo do parque

Arribas características do parque

Arribas características do parque

Características do Parque

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina ocupa uma área total de 89.568.77 ha ( 60.577.25 ha de área terrestre e 28.991.52 ha de área marinha). Apresenta uma imensa biodiversidade paisagística mais intensa na zona da costa sudoeste do parque, devido à ligação do mar e da terra, permitindo características muito específicas tanto na fauna como na flora. O parque também contribui para a económia das regiões, destacando-se o setor primário com as atividades agrícolas e pecuárias, maior parte da área encontra-se ocupada por terrenos agrícolas que respeitam o sistema e as culturas tradicionais, não prejudicando o meio ambiente, com exceção das áreas ocupadas pelo perímetro de regas do rio Mira, onde se realiza uma agricultura intensiva. O turismo também é um dos principais fatores que contribui para a económia, pois devido ao seu crescimento ao longo dos anos no parque, proporcionou a criação de estabelecimentos dedicados à restauração, à estadia e ao lazer, assegurando aos visitantes do parque uma melhor visita.

Restaurante na praia Grande em Porto Covo

Fauna e Flora ao longo do parque

Estabelecimentos dedicados à estadia

Conclusão

Com este trabalho adquirimos conhecimentos à cerca do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, aprendemos sobre a fauna e a flora e o quão diversificada pode ser, descobrimos características únicas acerca do parque e apercebemo-nos o quão fascinante o nosso parque pode ser!

Ilha do Pessegueiro