Problemas Filosóficos:
A discussão sobre a interrupção da vida humana é profundamente complexa e envolve questões éticas, morais e filosóficas.
Alguns argumentam que cada indivíduo tem o direito moral sobre o próprio corpo. Isso implica que uma pessoa pode tomar decisões sobre sua vida e saúde, incluindo a interrupção da gravidez ou a recusa de tratamentos médicos.
Essa perspectiva enfatiza a autonomia e a liberdade de escolha. No entanto, também levanta questões sobre os limites desse direito e como equilibrá-lo com outras considerações. Por outro lado, existem aqueles que defendem a preservação da vida humana como um valor fundamental. Para eles, qualquer forma de interrupção, seja por meio do aborto, eutanásia ou desligamento de máquinas, é moralmente problemática.
Essa perspectiva muitas vezes se baseia em princípios religiosos, filosóficos ou culturais que atribuem um valor intrínseco à vida humana.
INTERRUPÇÃO
DA VIDA HUMANA
Érika Uritu 11.10 N.7
Pena de morte:
A pena de morte é a designação de um processo legal pelo qual uma pessoa é morta pelo Estado como punição por um grave crime cometido. A decisão judicial que condena alguém à morte é denominada sentença de morte. Crimes que podem resultar na pena de morte são chamados crimes capitais. A pena de morte baseia se na eliminação de indivíduos considerados indesejáveis, que foi praticada ao longo dos tempos, com especial referência para o Nazismo e o Holocausto. Na realidade, a pena de morte é concretizada como a punição de um crime, enquanto que a eliminação dos indesejáveis é considerada como um ato arbitrário, ou seja, que não é obrigatório.
Aborto:
Aborto é a interrupção de uma gravidez resultante da remoção de um feto ou embrião antes de este ter a capacidade de sobreviver fora do útero. Existem vários tipos de aborto como: Aborto espontâneo ou aborto natural que é um quadro que decorre relativamente com alguma frequência. Este tipo de aborto é mais vulgar decorrer no inicio da gravidez. O aborto espontâneo acontece uma vez que o feto não corresponde com as características favoráveis à sua sobrevivência, ou não possui um desenvolvimento adequado. De seguida também tem o aborto induzido sendo assim um aborto provocado por exemplo nos casos em que o feto já é capaz de sobreviver fora do útero, este procedimento pode ser chamado de "interrupção tardia da gravidez=.
Eutanásia:
A eutanásia serve como uma intervenção compassiva para indivíduos que sofrem de doenças incuráveis, visando proporcionar-lhes um fim de vida mais digno e menos angustiante. Envolve um ato de misericórdia, onde um cuidador, movido pela empatia, acelera a morte de um paciente específico para poupá-lo de mais sofrimento. Consequentemente, pode-se argumentar que este método de tratamento acaba beneficiando o paciente. No entanto, o tema da eutanásia continua a ser uma questão controversa em vários países do mundo, incluindo o nosso, e continua a ser um tema de debate.
Opinião de Mill sobre o aborto e a eutanásia:
"O mais forte argumento contra a interferência do público na conduta puramente pessoal é o de que, quando interfere, provavelmente interfere mal e no lugar errado"
"O único propósito pelo qual o poder pode ser legitimamente exercido sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra sua vontade, é prevenir danos aos outros."
Stuart Mill
-Mill
Opinião de Kant sobre o aborto e a eutanásia:
"Cada indivíduo deve agir como se a máxima da sua ação se devesse tornar, pela sua vontade, em lei universal da natureza"
"Age de modo tal que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim, jamais simplesmente como um meio"
Kant
-Kant
Argumentos a favor da tese:
O fim da vida é algo que o ser humano tem como garantia que por vezes geram múltiplas discussões se são ou não eticamente corretas. Por tanto as questões "será o aborto legal?" "será a eutanásia um caminho para evitar a dor e o sofrimento de indivíduos em fase terminal?" "deveria a pena de morte ser legal?". Nestas questões existe uma resposta clara em certas circunstancias onde mete em causa a consciência e o livre arbítrio do individuo em causa.
No caso da eutanásia, "Será permissível que as pessoas, especialmente aquelas que se encontram numa fase terminal da vida e em sofrimento agudo, determinem o fim das suas vidas?" Seguindo a logica do livre arbítrio e dos direitos do individuo, estando o mesmo em fase terminal onde os médicos não encontram nenhuma solução, sim pois acaba por ser um caminho que para toda a dor e sofrimento que os mesmos sentem e passam todos os dias.
No aborto, afirmasse que a mulher possui direitos sobre seu corpo e, portanto, pode decidir sobre a sua gravidez declarando assim, o aborto, um exercício inviolável dos direitos da mulher e não do feto, pois acredita se que o feto ou embrião, ainda não é um indivíduo com as capacidades desenvolvidas, logo, não havendo assim qualquer discórdia entre os direitos da mulher e do feto.
Na pena de morte "Será a pena de morte uma forma de punição admissível em sociedades civilizadas?" , não há argumento para mim que defenda a pena de morte, mas isso eu irei explicar nas objeções.
Objeções contra a tese:
O argumento contra o aborto é quem usa o mesmo como método contracetivo.
Os argumentos que são contra a eutanásia são então que acabamos por matar o individuo e isso não é moralmente correto, pois cabe ao médico assistir o paciente, fornecendo-lhe todo e qualquer meio necessário ao tratamento. Outro argumento é que acaba por ir contra o código penal pois pode ser considerado crime ou até homicídio mesmo com o consentimento da vitima em sofrimento.
Os argumentos que estão contra a pena de morte são que a nosso ver é que muitos veem a pena de morte como uma resposta moral adequada as ações horríveis dos assassinos, o que eu não concordo porque a morte acaba por não ser o maior castigo para o individuo, pois com a morte do mesmo acaba por não ter qualquer punição e o único sofrimento que o mesmo sente é o fim da vida enquanto que a família das vítimas estão em terra a sofrer pela perda e falta da mesma durante muito tempo. Outro argumento é que por vezes existem erros cometidos judicialmente onde muitos inocentes são condenados por um crime que não cometeram e lhes é retirada a vida injustamente.
Daqui se infere que a meu ver, as interrupções da vida humana na nossa sociedade deveriam sim existir e ser legalizadas mas não ser levadas em exagero no que consta ao aborto, não devemos usar como um contracetivo mas sim em casos mesmo graves e justificavéis, na eutanásia apenas em casos terminais e na pena de morte não estou de acordo que a mesma seja legalizada, pois o individuo acaba por não sofrer, diferente de uma prisão perpetua, onde o mesmo poderia se consciencializar do crime que cometeu.
referências bibliográficas.
https://estudoemcasa.dge.mec.pt/2020-2021/10o-e-11o/filosofia-area-de-integracao/45
https://www.studocu.com/pt/document/ensino-medio-portugal/filosofia/haverao-problemas-eticos-na-interrupcao-da-vida-humana-na-nossa-sociedade/29678069
Com este excerto, podemos observar que Kant é contra o aborto, o mesmo revela que antes de satisfazer um desejo ou preferência pessoal, o individuo deve colocar-se acima dos seus próprios interesses pessoais e agir pelo que é racionalmente correto pensando assim no feto e no que o mesmo poderia vir se a tornar.
Este trabalho tem como principal objetivo a discussão da pratica de interrupções da vida humana serem moralmente corretas ou não, pois a questão gira em torno de um conflito entre direitos do Homem e também direitos do feto, sendo portanto um problema com opiniões divergentes e é importante analisá-lo de forma racional.
Com este excerto, Mill fala que as pessoas devem ter liberdade de pensamento e de expressão, liberdade de gostos e ação, e liberdade de associação contando que não prejudiquem os outros demonstrando assim que é a favor da eutanásia.
Com este excerto, Mill fala que trazer à existência outro ser humano é uma das ações que no curso da vida, exige mais responsabilidade demonstrando assim que o mesmo é contra o aborto pois se o "ser" não tiver pelo menos as oportunidades comuns de uma existência desejável, tomar a cargo esta responsabilidade de conceber uma vida é um crime contra o mesmo.
Com este excerto, podemos observar também que Kant não é a favor da eutanásia pois o mesmo pensa que, independentemente da situação do corpo ou mente do individuo, se formos capazes de atuar de acordo com essas representações a vida existe e deve ser conservada pois não sabemos o futuro
interrupção da vida humana
Erika Uritu
Created on April 7, 2024
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Problemas Filosóficos:
A discussão sobre a interrupção da vida humana é profundamente complexa e envolve questões éticas, morais e filosóficas.
Alguns argumentam que cada indivíduo tem o direito moral sobre o próprio corpo. Isso implica que uma pessoa pode tomar decisões sobre sua vida e saúde, incluindo a interrupção da gravidez ou a recusa de tratamentos médicos. Essa perspectiva enfatiza a autonomia e a liberdade de escolha. No entanto, também levanta questões sobre os limites desse direito e como equilibrá-lo com outras considerações. Por outro lado, existem aqueles que defendem a preservação da vida humana como um valor fundamental. Para eles, qualquer forma de interrupção, seja por meio do aborto, eutanásia ou desligamento de máquinas, é moralmente problemática. Essa perspectiva muitas vezes se baseia em princípios religiosos, filosóficos ou culturais que atribuem um valor intrínseco à vida humana.
INTERRUPÇÃO
DA VIDA HUMANA
Érika Uritu 11.10 N.7
Pena de morte:
A pena de morte é a designação de um processo legal pelo qual uma pessoa é morta pelo Estado como punição por um grave crime cometido. A decisão judicial que condena alguém à morte é denominada sentença de morte. Crimes que podem resultar na pena de morte são chamados crimes capitais. A pena de morte baseia se na eliminação de indivíduos considerados indesejáveis, que foi praticada ao longo dos tempos, com especial referência para o Nazismo e o Holocausto. Na realidade, a pena de morte é concretizada como a punição de um crime, enquanto que a eliminação dos indesejáveis é considerada como um ato arbitrário, ou seja, que não é obrigatório.
Aborto:
Aborto é a interrupção de uma gravidez resultante da remoção de um feto ou embrião antes de este ter a capacidade de sobreviver fora do útero. Existem vários tipos de aborto como: Aborto espontâneo ou aborto natural que é um quadro que decorre relativamente com alguma frequência. Este tipo de aborto é mais vulgar decorrer no inicio da gravidez. O aborto espontâneo acontece uma vez que o feto não corresponde com as características favoráveis à sua sobrevivência, ou não possui um desenvolvimento adequado. De seguida também tem o aborto induzido sendo assim um aborto provocado por exemplo nos casos em que o feto já é capaz de sobreviver fora do útero, este procedimento pode ser chamado de "interrupção tardia da gravidez=.
Eutanásia:
A eutanásia serve como uma intervenção compassiva para indivíduos que sofrem de doenças incuráveis, visando proporcionar-lhes um fim de vida mais digno e menos angustiante. Envolve um ato de misericórdia, onde um cuidador, movido pela empatia, acelera a morte de um paciente específico para poupá-lo de mais sofrimento. Consequentemente, pode-se argumentar que este método de tratamento acaba beneficiando o paciente. No entanto, o tema da eutanásia continua a ser uma questão controversa em vários países do mundo, incluindo o nosso, e continua a ser um tema de debate.
Opinião de Mill sobre o aborto e a eutanásia:
"O mais forte argumento contra a interferência do público na conduta puramente pessoal é o de que, quando interfere, provavelmente interfere mal e no lugar errado"
"O único propósito pelo qual o poder pode ser legitimamente exercido sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra sua vontade, é prevenir danos aos outros."
Stuart Mill
-Mill
Opinião de Kant sobre o aborto e a eutanásia:
"Cada indivíduo deve agir como se a máxima da sua ação se devesse tornar, pela sua vontade, em lei universal da natureza"
"Age de modo tal que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim, jamais simplesmente como um meio"
Kant
-Kant
Argumentos a favor da tese:
O fim da vida é algo que o ser humano tem como garantia que por vezes geram múltiplas discussões se são ou não eticamente corretas. Por tanto as questões "será o aborto legal?" "será a eutanásia um caminho para evitar a dor e o sofrimento de indivíduos em fase terminal?" "deveria a pena de morte ser legal?". Nestas questões existe uma resposta clara em certas circunstancias onde mete em causa a consciência e o livre arbítrio do individuo em causa.
No caso da eutanásia, "Será permissível que as pessoas, especialmente aquelas que se encontram numa fase terminal da vida e em sofrimento agudo, determinem o fim das suas vidas?" Seguindo a logica do livre arbítrio e dos direitos do individuo, estando o mesmo em fase terminal onde os médicos não encontram nenhuma solução, sim pois acaba por ser um caminho que para toda a dor e sofrimento que os mesmos sentem e passam todos os dias.
No aborto, afirmasse que a mulher possui direitos sobre seu corpo e, portanto, pode decidir sobre a sua gravidez declarando assim, o aborto, um exercício inviolável dos direitos da mulher e não do feto, pois acredita se que o feto ou embrião, ainda não é um indivíduo com as capacidades desenvolvidas, logo, não havendo assim qualquer discórdia entre os direitos da mulher e do feto.
Na pena de morte "Será a pena de morte uma forma de punição admissível em sociedades civilizadas?" , não há argumento para mim que defenda a pena de morte, mas isso eu irei explicar nas objeções.
Objeções contra a tese:
O argumento contra o aborto é quem usa o mesmo como método contracetivo.
Os argumentos que são contra a eutanásia são então que acabamos por matar o individuo e isso não é moralmente correto, pois cabe ao médico assistir o paciente, fornecendo-lhe todo e qualquer meio necessário ao tratamento. Outro argumento é que acaba por ir contra o código penal pois pode ser considerado crime ou até homicídio mesmo com o consentimento da vitima em sofrimento.
Os argumentos que estão contra a pena de morte são que a nosso ver é que muitos veem a pena de morte como uma resposta moral adequada as ações horríveis dos assassinos, o que eu não concordo porque a morte acaba por não ser o maior castigo para o individuo, pois com a morte do mesmo acaba por não ter qualquer punição e o único sofrimento que o mesmo sente é o fim da vida enquanto que a família das vítimas estão em terra a sofrer pela perda e falta da mesma durante muito tempo. Outro argumento é que por vezes existem erros cometidos judicialmente onde muitos inocentes são condenados por um crime que não cometeram e lhes é retirada a vida injustamente.
Daqui se infere que a meu ver, as interrupções da vida humana na nossa sociedade deveriam sim existir e ser legalizadas mas não ser levadas em exagero no que consta ao aborto, não devemos usar como um contracetivo mas sim em casos mesmo graves e justificavéis, na eutanásia apenas em casos terminais e na pena de morte não estou de acordo que a mesma seja legalizada, pois o individuo acaba por não sofrer, diferente de uma prisão perpetua, onde o mesmo poderia se consciencializar do crime que cometeu.
referências bibliográficas.
https://estudoemcasa.dge.mec.pt/2020-2021/10o-e-11o/filosofia-area-de-integracao/45
https://www.studocu.com/pt/document/ensino-medio-portugal/filosofia/haverao-problemas-eticos-na-interrupcao-da-vida-humana-na-nossa-sociedade/29678069
Com este excerto, podemos observar que Kant é contra o aborto, o mesmo revela que antes de satisfazer um desejo ou preferência pessoal, o individuo deve colocar-se acima dos seus próprios interesses pessoais e agir pelo que é racionalmente correto pensando assim no feto e no que o mesmo poderia vir se a tornar.
Este trabalho tem como principal objetivo a discussão da pratica de interrupções da vida humana serem moralmente corretas ou não, pois a questão gira em torno de um conflito entre direitos do Homem e também direitos do feto, sendo portanto um problema com opiniões divergentes e é importante analisá-lo de forma racional.
Com este excerto, Mill fala que as pessoas devem ter liberdade de pensamento e de expressão, liberdade de gostos e ação, e liberdade de associação contando que não prejudiquem os outros demonstrando assim que é a favor da eutanásia.
Com este excerto, Mill fala que trazer à existência outro ser humano é uma das ações que no curso da vida, exige mais responsabilidade demonstrando assim que o mesmo é contra o aborto pois se o "ser" não tiver pelo menos as oportunidades comuns de uma existência desejável, tomar a cargo esta responsabilidade de conceber uma vida é um crime contra o mesmo.
Com este excerto, podemos observar também que Kant não é a favor da eutanásia pois o mesmo pensa que, independentemente da situação do corpo ou mente do individuo, se formos capazes de atuar de acordo com essas representações a vida existe e deve ser conservada pois não sabemos o futuro