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Papagaio_Peito_Roxo_TOTAL
Ben Ami Scopinho
Created on April 4, 2024
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Transcript
PAPAGAIO-DE-PEITO-ROXO
Na região do atual Parque Nacional das Araucárias, em Santa Catarina, é onde o papagaio-de-peito-roxo ocorria naturalmente, mas foi extinto na década de 1980 por causa do desmatamento e retirada dos filhotes da natureza.
DISTRIBUIÇÃO
O papagaio-de-peito-roxo habita matas secas, pinheirais e orlas de capões, da Bahia ao Rio Grande do Sul, e com registros no Paraguai e Argentina.
Em Santa Catarina, são encontrados nas matas de araucárias
CARACTERÍSTICAS
Essas aves não possuem dimorfismo sexual, ou seja, não apresentam diferença física entre macho e fêmea.
30cm
Vermelho
Acima do bico, em parte das asas e na cauda
Roxo
Distribuído pelo peito e em torno do pescoço
CASAL E FILHOTES
O casal permanece junto no período de procriação, que ocorre entre setembro e janeiro.
Enquanto a fêmea está chocando, o macho a alimenta e permanece em vigia
Necessitam de buracos ocos em troncos de árvores
São 4 ovos, incubados por cerca de 30 dias
O casal usa o mesmo oco de árvores a cada reprodução. Se a árvore cair ou for ocupada por outra espécie, o casal poderá não gerar filhotes até encontrar outro local seguro.
AUMENTANDO O BANDO
Após o nascimento, a nova família se junta a outras, formando grandes bandos na época em que as araucárias estão produzindo o pinhão.
São barulhentos por natureza, mas quando se alimentam permanecem em silêncio
Podem fazer grandes deslocamentos até as áreas de alimentação. Comem em grandes grupos, mas um indivíduo geralmente permanece de vigia no alto das árvores.
DE VOLTA À CASA VERDE
O projeto Silvestres SC visa reabilitar, soltar e monitorar os papagaios-de-peito-roxo vítimas de ações humanas.
Parque Nacional das Araucárias
. adaptação . soltura . monitoramento . educação ambiental . projeto de geração de renda para comunidade
Florianópolis
. recepção das aves . exames clínicos . reabilitação comportamental
ETAPAS DO PROCESSO: FLORIANÓPOLIS
As aves são provenientes do tráfico ilegal, resgate e/ou transferidas de zoológicos, criadouros ou mantenedouros de fauna. Passam pelas seguintes fases:
Exames para garantir que as aves são saudáveis. Se não for o caso, toma-se as medidas cabíveis necessárias.
É fundamental que as aves retornem saudáveis à natureza. Assim, há maiores chances de não desenvolver alguma doença e nem contaminar os animais que já estão na área de soltura.
Reabilitação comportamental:
As aves aprendem a reconhecer e manipular os alimentos que encontrarão nas matas.
Os papagaios de cativeiro são acostumados com alimentos macios, como sementes de girassol. Então, ao longo do tempo, perdem a capacidade de romper alimentos mais duros.
A reabilitação inclui sementes como o pinhão, para que possam reconhecê-lo e aprender a segurar com o pé os alimentos que depois encontrarão na natureza.
Treinamento de voo: após anos numa gaiola, as aves não desenvolvem a musculatura ou perdem a capacidade de voar.
O estímulo parte de algo que elas não gostem, como um puçá. Assim, eles vão de um ponto a outro, desenvolvendo as condições físicas para voar.
ETAPAS DO PROCESSO: NO PARQUE
Uma vez aptos, os papagaios são levados para o Parque Nacional das Araucárias, localizado nas cidades de Passos Maia e Ponte Serrada.
Passam um período em um viveiro de ambientação para se habituarem aos sons, cheiros, ambiente e ao clima da floresta.
Os papagaios recebem microchip e um colar com uma medalha numerada para identificação à distância.
Quando os papagaios estão adaptados, o viveiro é aberto para que possam entrar e sair.
Por dias, os papagaios ainda retornam ao viveiro buscando alimentação suplementar.
Quando as aves são soltas, começa o monitoramento. Entre as diversas técnicas, a que apresenta melhor resultado é a ciência cidadã, que engaja a comunidade para relatar os avistamentos das aves.
Dos papagaios-de-peito-roxo que passaram pelo Projeto Silvestres SC...
50% foram soltos no Parque Nacional das Araucárias
500 papagaios em 14 anos
A outra metade não foi aprovada nas avalições e foi encaminhada para zoológicos, criadores e mantenedores de fauna
São poucas as aves que ficam residentes no Parque Nacional das Araucárias. Vivendo em liberdade, elas têm o padrão de se deslocar entre os municípios da região.
Infografia: Ben Ami Scopinhoben.scopinho@nsc.com.br
Fonte: Vanessa Kanan, pesquisadora do Silvestres SC, www.institutofaunabrasil.org.br