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VISITA DE ESTUDO
Isaura
Created on March 27, 2024
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Transcript
VISITA DE ESTUDO
Porto - Gaia - Arouca
À Descoberta da Geodiversidade de Portugal
GUIÃO DE CAMPO
go
11ºA
BIOLOGIA E GEOLOGIA
ESCOLA sECUNDÁRIA DE mIRANDA DO dOURO
12 e 13 Abril, 2024
Index
Introdução
- Objetivos
- Material
- Procedimento
- Comportamento
- Avaliação
- Responsáveis / acompanhantes
- Contactos
PROGRAMA
PERCURSO CENTRO HISTÓRICO DO PORTO
PERCURSO GEOLÓGICO: PRAIA LAVADORES E PEDRAS AMARELAS
pERCURSO GEOLÓGICO: SERRA DA FREITA- GEOPARK AROUCA
rEFERÊNCIAS
c. hISTÓRICO PORTO
SERRA FREITA
Programa
introdução
PRAIA LAVADORESP. Amarela
introdução
A visita de estudo, na modalidade de saída de campo, realiza-se nos dias 12 e 13 de Abril de 2024. Esta é de elevada relevância para a consolidação das aprendizagens essenciais da disciplina de Biologia e Geologia. As principais atividades constam de percursos geológicos na Praia de Lavadores e Praia das Pedras Amarelas, em Gaia, e um Itinerário na Serra da Freita, Geopark de Arouca. Estes percursos permitem tomar conhecimento direto com uma amostra representativa da geologia de Portugal. A atividade desenvolve-se no âmbito do PRA+ 23/24 e é financiada através de candidatura em parceria com a DGEstE ao programa PESSOAS 2023.
Objetivos
MATERIAL
PROCEDIMENTO
COMPORTAMENTO
avaliaçãorubrica de aVALIAÇÃO
+ info
RÚBRICA DE AVALIAÇÃO
Objetivos
- Promover o desenvolvimento de aprendizagens essenciais e competências do PASEO.
- Promover a observação direta de estruturas e fenómenos geológicos, biológicos, geográficos, patrimoniais, no seu contexto real , in locus, contribuindo para consolidar o conhecimento teórico adquirido em sala de aula.
- Aplicar conceitos teóricos em situações reais.
- Desenvolver competências de observação e interpretação.
- Desenvolver competências de trabalho em grupo, comunicação e resolução de problemas.
MATERIAL
- Telemóvel e carregador.
- Guião digital
- Bloco de notas e lápis (físico ou digital)
- Roupa e calçado confortável e adequado às condições climáticas previstas.
- Pequena mochila com refeição ligeira, água, kit 1º socorros, etc.
- Toalha de banho.
PROCEDIMENTO
- Analisar cartas geológicas e topográficas;
- Observar, identificar e interpretar as características geológicas e biológicas dos afloramentos e locais visitados;
- Registar os dados recolhidos ( descrições , desenhos, fotografias, amostras devidamente referenciadas);
- Seguir o guião da visita;
- Estar atento e cumprir as indicações das professoras;
- Responder às questões de avaliação.
COMPORTAMENTO
- Seguir, escrupulosamente, as orientações da professora.
- Ouvir com atenção todas as informações/explicações das professoras.
- Colaborar com os colegas de grupo ;
- Permanecer junto do grupo;
- Cumprir os horários.;
- Respeitar os geossítios, a fauna e aflora;
- Não recolher amostras sem autorização.
- Não deixar lixo no local visitado.
+ info
aVALIAÇÃO
- Participação oral durante as discussões.
- Empenho demonstrado durante a realização das diferentes atividades propostas no Livro de Campo.
- Autonomia.
- Espírito de grupo e de cooperação.
- Pertinência das questões colocadas.
- Cumprimento das normas de segurança e outras indicações.
+ info
RUBRICA DE AVALIAÇÃO
c. hISTÓRICO PORTO
SERRA FREITA
Programa
introdução
PRAIA LAVADORESP. Amarela
Programa
Programa
DIA 12 ABRIL
07h00 - Saída ESMD
07h15- Escola Básica Sendim
11h00- Percurso Centro Histórico do Porto
Almoço- Shoping Via Catarina
14h30- Percurso Geológico Praia de Lavadores e das Pedras Amarelas (Gaia)
Jantar- Restauração em Espinho
Dormida- Poudada da Juventude de Espinho
DIA 13 ABRIL
08h00 - 08h30- Pequeno-almoço
09h30- Percurso Geológico: Serra da Freita - Geopark de Arouca
Almoço- Parque de Merendas
14h00- Continuação do percurso.
18h00- Início da viagem de regresso. Jantar pelo caminho. 23h00- Hora de chegada.
c. hISTÓRICO PORTO
SERRA FREITA
Programa
introdução
PRAIA LAVADORESP. Amarela
CENTRO HISTÓRICO DO PORTO
A história e a geologia na cidade No ambiente que nos rodeia há rochas utilizadas em monumentos antigos ou nas construções modernas, em paredes e pavimentos de passeios e ruas, em esculturas. Ao longo do percurso fica atento aos materiais naturais mais utilizados nessas construções.
Palácio de Cristal
Percurso no Google Maps
H.Sto António / ICBAS
Reitoria da UP-Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto
Torre dos Clérigos
Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto / Camilo Castelo Branco
Sé do Porto
Estação de São Bento
Avenida dos Aliados
Mercado do Bolhão
Avenida de Santa Catarina
c. hISTÓRICO PORTO
SERRA FREITA
Programa
introdução
PRAIA LAVADORESP. Amarela
PERCURSO DA PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
c. hISTÓRICO PORTO
SERRA FREITA
Programa
introdução
PRAIA LAVADORESP. Amarela
PERCURSO DA PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
ENQUADRAMENTO GEOLÓGICO
Carta Geológica
c. hISTÓRICO PORTO
SERRA FREITA
Programa
introdução
PRAIA LAVADORESP. Amarela
PERCURSO DA PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
ENQUADRAMENTO GEOLÓGICO
Nas praias de Lavadores e das Pedras Amarelas, localizadas no litoral do concelho de Vila Nova de Gaia, coexistem os três tipos de rochas: magmáticas, sedimentares e metamórficas.
- ROCHAS MAGMÁTICAS
Como o granito de lavadores que predominam na zona litoral (Praia de Lavadores).
- rochas metamórficas
Gnaisses, anfibolítos e xistos, rochas intruidas pelos granitos, bem representadas no afloramento da praia da Pedra Amarela
- rochas sedimentares
Depósitos sedimentares de praias antigas, como os depósitos do terraço da Rua da Pedra Torta, e os de pósitos da Restringa ou Cabedelo do rio Douro
Carta Geológica
c. hISTÓRICO PORTO
SERRA FREITA
Programa
introdução
PRAIA LAVADORESP. Amarela
PERCURSO DA PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
rESTRINGA DO cabedelo
Domínio Sedimentar
- Acumulação de sedimentos. Foz do Rio Douro
Praia de lavadores
Domínio Magmático
- Textura e composição do granito.
- Fracturação e orientação.
- Meteorização e erosão
- Encraves, xenólitos, estruturas de fluxo
- Filões
praia pedras amarelas
Domínio Metamórfico
- Gnaisses, anfibolítos...
terraço fluvial
Domínio sedimentar
- Depósito sedimentar da rua Pedra Torta
RESTINGA DO RIO DOURO
01
Domínio Sedimentar
Percurso
Aspeto genérico da restinga (Cabedelo) na foz do rio Douro
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
RESTRINGA DO RIO DOURO
Uma restinga (ou cabedelo) é uma morfologia possível na terminação de um rio. Resulta do cruzamento da energia do rio (de Este para Oeste), que transporta sedimentos, com a energia das correntes litorais (que nesta costa são de Noroeste para Sudeste). Nesta confluência, os sedimentos que a corrente fluvial transporta são “empurrados” para a margem Sul (de Gaia) do rio Douro, dando origem à grande acumulação de sedimentos que aqui podemos observar.
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Vista panorâmica da Praia de Lavadores. Granitos de Lavadores
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
GRANITO DE LAVADORES
- Domínio magmático .
- O granito que aflora na praia de Lavadores corresponde a um maciço granítico com características bem definidas e que se estende pelas regiões de Canidelo, Madalena e Valadares.
- É um afloramento alongado, com orientação NW-SE, com cerca de 25 km de comprimento e 4 km de largura máxima.
- O afloramento do granito de Lavadores tem início no Cabedelo da foz do rio Douro, estendendo-se para sul onde contacta bruscamente com os gnaisses da praia das “Pedras Amarelas”.
GRANITO DE LAVADORES
Observação geral da paisagem granítica e do granito
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
GRANITO DE LAVADORES
Observação geral da paisagem granítica e do granito
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
Textura e composição do granito. Fraturação e sua orientação. Meteorização e erosão do granito Relação do granito com outras rochas magmáticas: Encraves, xenólitos, estruturas de fluxo, filões.
+ info
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Textura e composição do granito
GRANITO DE LAVADORES
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
O granito de Lavadores é um granito porfiroide de grão médio a grosseiro, biotítico com megacristais róseos e/ou brancos de feldspato potássico.
Megacristal de feldspato típico do granito de Lavadores
Enxame de Megacristais
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Fracturação e orientação
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
DIACLASES NO GRANITO DE LAVADORES
Neste local, é possível observar a fraturação do granito. Por mecanismos relacionados com o arrefecimento do magma, forças tectónicas e descompressão, pode ocorrer a formação de fraturas, ou diáclases, que resultam da rutura das rochas.
O granito apresenta numerosas diaclases bastante regulares orientadas segundo a direção N-30 E, 70W
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Meteorização erosão
O ambiente litoral é caracterizado pela interação entre diversos agentes de geodinâmica externa (corrosão, atrito, acção hidráulica das vagas, amplitudes térmicas) que condicionam evolução do modelado, nomeadamente numa costa rochosa.
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
Geomorfologia da Praia de Lavadores
- Escarpas
- Plataforma de abrasão
- Arriba
- Sapa
- Blocos pedunculados
- marmitas
- Tafoni
- Torre granítica
- Blocos graníticos
- Caos de blocos
- Disjunção esferoidal
- Arco de abrasão
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Meteorização erosão
ESCARPAS
Parede rochosa vertical ou muito próximo da vertical. No caso da praia de lavadores as escarpas não ultrapassam os 4 metros de altura e podem resultar da ação erosiva da água do mar
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
As escarpas na praia de Lavadores encontram-se próximo das zonas de interacção entre as rochas e a água do mar. Estas formas podem ser controladas pela ocorrência de diaclases concordantes que ocorrem no afloramento granítico.
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Meteorização erosão
PLATAFORMA DE ABRASÃO / ARRIBA / SAPA
Plataformas de abrasão são superfícies aplanadas e irregulares próximas do nível. Possuem blocos graníticos de variadas formas e dimensões, dispersos. A arriba rochosa que resulta da ação erosiva da água do mar não ultrapassa os seis metros e resulta da ação erosiva da ondulação, principalmente em períodos de maré cheia, em conjunto com o efeito abrasivo dos materiais arrastados pelas vagas, tais como as areias, os seixos e até alguns blocos.
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
Esquema representativo de alguns elementos geomorfológicos da praia de Lavadores.
A ação do mar na base de uma arriba pode combinar uma série de processos erosivos e de alteração que podem traduzir-se por um subescavamento, em que a linha da vertical é ultrapassada. Deste modo, forma-se na base da arriba um escavamento de forma côncava que se denomina sapa.
Plataforma de abrasão e arriba no granito de Lavadores com uma acumulação de blocos graníticos.
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Meteorização erosão
MARMITAS
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
As marmitas resultam de movimentos turbilhonares e da ação erosiva das águas a que se associam seixos que vão gradualmente desgastando a rocha.
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Meteorização erosão
TAFONI
Em zonas mais ou menos verticais ou próximo da vertical podem ocorrer cavidades arredondadas e irregulares, de diversa dimensões a que se dá o nome de Tafone (no plural Tafoní). As formas mais pequenas designamse por alvéolos ou favos de abelha e as maiores podem chamar-se de cavernas Na praia de Lavadores os favos de abelha ocorrem em diversos locais dispersos pelo afloramento granítico. O crescimento de minerais (principalmente a halite) com uma consequente desagregação granular e a acção do vento parecem ser os agentes de alteração e erosão responsáveis pela génese deste modelado. A acção abrasiva da água do mar pode formar cavernas. No interior destas estruturas é possível observar uma sapa no lado oposto à entrada.
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
Diversos tipos de Tafoní. a – favos de abelha; b – caverna.
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Meteorização erosão
TORRE GRANÍTICA(TOR) / BLOCOS GRANÍTICOS / CAOS DE
Torre granítica (ou Tor) resulta da acumulação de blocos graníticos in situ, que não sofreram transporte e que se encontram dispostos geometricamente, respeitando o sistema de fracturas ou diaclases que lhes deu origem. Na praia de Lavadores, as torres graníticas ocorrem em numero reduzido, não ultrapassam os seis metros e possuem as arestas arredondadas A destruição de algumas destas torres contribui para a formação das bolas graníticas. Estas bolas podem adquirir variadas dimensões e pesar algumas toneladas. Muitas delas ficam sujeitas ao transporte efectuados pela água do mar e por essa razão vão progressivamente ficando mais arredondadas. A existência de uma densa rede de fracturas no granito com consequente partição em blocos rochosos soltos e a frequente ocorrência de fenómenos de disjunção esferoidal parecem contribuir ainda mais para a existência de uma enorme quantidade destas formas. Quando os blocos são transportados e dispostos de uma forma casual e desordenada, por vezes empilhados uns por cima dos outros, designa-se esta paisagem por caos de blocos.
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
a - Torre granítica; b – caos de blocos; c – bloco granítico.
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Meteorização erosão
BLOCOS PEDUNCULADOS
A acção erosiva da água do mar pode ser mais intensa e violenta na base de um bloco granítico, ocorrendo deste modo uma erosão diferencial que vai desgastando a zona onde as ondas do mar se fazem sentir de modo mais intenso. Forma-se assim um bloco pedunculado
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
Bloco pedunculado com um filão aplito-pegmatítico na base
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Meteorização erosão
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
DISJUNÇÃO ESFEROIDAL
A disjunção esferoidal é um processo de meteorização por alívio de pressão, que ocorre em rochas magmáticas, resultando na divisão dessas rochas em corpos geométricos mais ou menos esferoidais.
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Meteorização erosão
Erosão diferencial
Uma mesma porção de uma rocha pode comportar-se de um modo diferente à acção dos agentes de alteração. Em algumas áreas do granito de Lavadores a alteração e erosão não ocorre da mesma forma e com a mesma intensidade em consequência da diferente constituição mineralógica. Tendo por base de referência a matriz do granito, alguns encraves e filões parecem resistir de um modo diferenciado à acção da água e do vento. Por vezes, estas estruturas demonstram ser mais resistentes que a rocha onde estão implementados (relevo positivo), noutras a sua resistência é notoriamente menor (relevo negativo)
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Meteorização erosão
Arco de abrasão
Fenómeno pouco frequente no modelado granítico, na praia de Lavadores a energia da água do mar em conjunto com sedimentos parece ter aproveitado a existência de uma fragilidade estrutural e/ou mineralógica de uma determinada área do granito, próxima da zona de rebentação, para formar um pequeno arco em forma de túnel que permite a passagem da água de uma lado para o outro
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Relação do granito com outras rochas magmáticas
ENCRAVES
Provenientes de massas melanocráticas geralmente microgranulares)
Encrave de natureza biotítica no granito de Lavadores. A forma é geralmente arredondada ou elipsoidal e as dimensões oscilam entre o decímetro e os dois metros.
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
XENÓLITOS
Encraves provenientes das rochas encaixantes xistentas,aprisionados pelo magma durante a sua ascenção.
Estruturas de fluxo magmático
Alinhamentos de mineris caracterizados pela alternância de bandas escuras de biotite com bandas mais claras ou por corredores de encraves.
As estruturas de fluxo permitem imaginar o movimento do magma no interior da bolsa magmática que originou este granito.
02
Domínio Magmático
MACIÇO GRANÍTICO DA PRAIA DE LAVADORES
Percurso
Relação do granito com outras rochas magmáticas
FILÕES
Filão sub-horizontal, aplito-pegmatítico, no granito de Lavadores
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
A presença de filões, cortando abruptamente o granito de Lavadores, é frequente. Em vários locais da praia de Lavadores é possível observar longos filões de grão fino e cor rosada que intersetam o granito. Estas estruturas são em geral de pequena espessura, apresentando uma atitude horizontal ou ligeiramente inclinada.
Natureza dos Filões: aplítica (granítica, de grão fino) aplito-pegmatítica ( granítica com cristais de grandes dimensões) Os minerais que os constituem são basicamente o feldspato e quartzo, que resultou da consolidação das últimas frações do magma entre as fraturas do granito recém-formado
Percurso
PRAIA DAS PEDRAS AMARELAS
03
Domínio Metamórfico
Contacto do granito com a rocha metamórfica
Em Lavadores, pode observar-se a passagem brusca de uma zona caracterizada dominantemente por granito a outa onde esta rocha está ausente e caracterizada por rochas mais antigas deformadas, gnaisses, com composição e textura diferentes o que implica também diferente forma e côr para os afloramentos, “Pedras Amarelas”.
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
Percurso
PRAIA DAS PEDRAS AMARELAS
03
Domínio Metamórfico
PRAIA DAS PEDRAS AMARELAS
Rochas metamórficas
Na praia das Pedras Amarelas, afloram rochas metamórficas, nomeadamente gnaisses. Para além de gnaisses, é possível encontrar ainda outras litologias, tais como migmatitos, micaxistos e anfibolitos. Contudo, é o gnaisse da praia das Pedras Amarelas que domina este pequeno setor. Os metassedimentos apresentam uma foliação com orientação NNW-SSE a NW-SE com dobramento de eixo subvertical. Os gnaisses são leucocratas e intrusivos nos metassedimentos e nos anfibolitos.
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
Gnaisse da praia das Pedras Amarela
Anfibolitos
afloramento DA RUA PEDRA TORTA
04
Domínio sedimentar
Percurso
Terraço fluvial
Na zona da Praia das Pedras Amarelas observa-se uma formação sedimentar de origem marinha, embora possa estar presente material de origem fluvial (terraço), de idade quaternária (180 ± 25 Ka) que se caracteriza pela ocorrência de camadas de clastos mais ou menos grosseiros com areias de diferentes granulometrias.
PRAIA DE LAVADORES E DAS PREDRAS AMARELAS
Aspeto genérico do Terraço--depósito sedimentar da rua Pedra Torta
Estes depósitos registam uma paleolinha de costa, querendo isto dizer que, num passado com alguns milhares de anos, o nível médio do mar já esteve mais alto e a linha de costa mais deslocada para o interior do continente (antiga transgressão)
A mudança nas litologias de uma região permite inferir acerca do regime transgressivo / regressivo:
- a mudança das litologias (de argilitos para conglomerados) apresenta um aumento da granulometria;
- a presença de conglomerados permite inferir que ocorreu uma diminuição da coluna de água;
- pode inferir-se que ocorreu um episódio regressivo.
c. hISTÓRICO PORTO
SERRA FREITA
Programa
introdução
PRAIA LAVADORESP. Amarela
05
PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de Arouca
Frecha da Mizarela
05
PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
ITINERÁRIO :
FREITA: A SERRA ENCANTADA
GUIÃO DA SAÍDA DE CAMPO
Enquadramento
Arouca Geopark
- Localizado no distrito de Aveiro. Os limites correspondem aos limites do concelho de Arouca. Área= 328Km2
- 41 geossítios de elevado interesse didático.
- Classificado como Geoparque Mundial da Unesco
SERRA DA FREITA A saída de campo decorre na Serra da Freita, localizada na zona sul go Geopark de Arouca. Decorre ao longode um percurso de cerca de 20km, em autocarro, visitando 9 geossítios de interesse científico e pedagógico. Um guia do Geopark faz o acompanhamento da visita.
05
PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
Localização
FREGUESIA DE aLBERGARIA DA sERRA
05
PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
ITINERÁRIO :
FREITA: A SERRA ENCANTADA
Enquadramento Geológico
Mapa geológico simplificado do Arouca Geopark
VER PERCURSO NO MAPA
O percurso atravessa mais de 500Ma de história geológico desde rochas metassedimentares (do Câmbrico Inferir), constituídas por alternâncias de xistos e metagrauvaques, e formações graníticas pertencentes aos plutonitos da Freita e da Castanheira, que intruíram as rochas metassedimentares encaixantes, no Paleozóico Superior, durante a orogenia Hercínica.
05
PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
eNQUADRAMENTO gEOLÓGICO
Carta Geológica simplificada do Geoparque Arouca (Guião do programa Educativo do Arouca Geopark)
- Estação da Biodiversidade do Merujal
- Contacto litológico da Mizarela
- Frecha da Mizarela
- Marmitas de Gigante do Caima
- Abergaria da Serra
- Panorâmica da Serra da Castanheira
- Pedras Parideiras
- Campo das dobras da Castanheira
- Panorâmica do Detrelo da Malhada
Paragens
Vídeo Roteiro Geológico Arou 8EV)
O percurso geológico atravessa rochas metassedimentares (do Câmbrico Inferir), constituídas por alternâncias de xistos e metagrauvaques, e em formações graníticas pertencentes aos plutonitos da Freita e da Castanheira,que intruíram as rochas metassedimentares encaixantes no Paleozóico Superior, durante a orogenia Hercínica.
05
PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
09h45
Estação de Biodiversidade do Merujal
ITINERÁRIO :
- Percurso pedestre de 1200 m ao longo da Estação de Biodiversidade do Merujal ;
- A paisagem granítica;
- A biodiversidade emblemática da Serra da Freita – sítio de interesse comunitário Rede Natura 2000.
A Estação da Biodiversidade (EBIO) do Merujal localiza-se em plena Serra da Freita e é composta por nove painéis informativos sobre a riqueza biológica existente. Com início junto ao Parque de Campismo do Merujal, a EBIO atravessa, ao longo de 1,7 km de extensão, diversos tipos de habitats terrestres (pinhal, matos, bosquetes de carvalhal) e dulçaquícolas (ribeiras e turfeiras), terminando próximo do geossítio Frecha da Mizarela. Nestes habitats encontrará diversas espécies endémicas, raras ou comuns de fauna (como Rana iberica, Calopteryx virgo, Podarcis hispanica), de flora (como Crocus carpetanus, Narcissus bulbocodium, Gentiana pneumonanthe) e de fungos (como Lobaria pulmonaria, Lobaria amplissima, Amanita muscaria).
questionário
05
PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
10h45
Geossítio Contacto Litológico da Mizarela
ITINERÁRIO :
XISTOS E GRANITOS LADO A LADO
ROCHAS XISTENTAS
ROCHAS GRANÍTICAS
VS
Metamorfismo regional
Neste geossítios podemos observam características macroscópicas que permitem distinguir rochas de carácter «xistento» de rochas granitoides, que se apresentam lado a lado, fruto do brusco contacto litológico de direção aproximada NW-SE e com inclinação próxima dos 90 graus. O granito apresenta-se sob a forma de um relevo residual, saliente da paisagem, tal como por todo o planalto da serra da Freita. Esta rocha , é uma rocha magmática sin-tectónica, leuco a mesocrata, de textura fanerítica e de grão médio. É um granito de duas micas, mas neste local, existe um claro domínio da moscovite em relação à biotite. As rochas «xistentas» correspondem maioritariamente a micaxistos, afetados por metamorfismo regional de grau médio, onde é possível observar uma xistosidade de direção NW-SE a WSW-ESE, subvertical. Nos micaxistos biotíticos, destacam-se porfiroblastos de polimorfos de Al2SiO5, estaurolite e andaluzite, e pequenos cristais de silimanite, minerais indicadores do grau de metamorfismo. Os cristais de estaurolite chegam a atingir dimensões de vários centímetros e apresentam-se, por vezes, maclados.
Estaurolite
Uma rocha com estaurolite, é Metamórfica!
05
PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
11h00
Geossítio Frecha da Mizarela
ITINERÁRIO :
- Rochas graníticas vs rochas xistentas
- Erosão diferencial
- Desportos de montanha (escalada, canyoning, trail, pedestrianismo)
Aqui, o rio Caima projeta-se a mais de 60 metros de altura. Do miradouro observa-se, a três dimensões, o granito da serra da Freita, uma rocha mais dura e resistente à erosão fluvial do que a generalidade dos micaxistos localizados a jusante. Estas rochas metamórficas ante-ordovícicas, por serem mais brandas e macias, tornam a erosão fluvial mais eficaz, algo que é bem visível na paisagem, devido ao rebaixamento topográfico que apresentam. Mas não é só esta erosão diferencial que explica a origem da Frecha da Mizarela. Acredita-se que o sistema de falhas que condiciona toda a serra da Freita terá, igualmente, desempenhado um papel importante para a ocorrência deste fenómeno. Neste sentido, a movimentação dos blocos associada à Orogenia Alpina terá contribuído significativamente para o encaixe do rio e para a formação deste grande desnível. As encostas íngremes que circundam esta queda de água apresentam um verde luxuriante, com relíquias da vegetação primitiva da serra da Freita. Da Laurissilva persiste, na base da Frecha, o rododendro (Rhododendron ponticum) e nas escarpas observam-se as árvores representativas da Fagossilva, com enfase para o carvalho-alvarinho (Quercus robur) e o carvalho-negral (Quercus pyrenaica), entre outras espécies raras e protegidas.
questionário
05
PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
11h30
Geossítio Marmitas de Gigante do Caima
ONDE A ÁGUA MOLDA A PEDRA
- Formação das marmitas de gigante
- Os vales dos rios
- Formação e transporte de sedimentos
O leito do rio Caima, surge estreito e com paredes abruptas, entalhando um vale em “V” fechado no substrato rochoso. A erosão e o transporte de sedimentos acontece, nos períodos de invernia, de forma muito intensa. As marmitas têm origem nas irregularidades dos leitos rochosos dos rios. Estas irregularidades retêm, nas suas proximidades, alguns sedimentos. A acumulação de sedimentos vai provocar um movimento turbilhonar da água, cuja energia cinética propicia um movimento circular. Pouco a pouco, devido ao atrito, os sedimentos vão escavando depressões mais ou menos circulares no leito do rio Caima, dentro dos quais ficam aprisionados. Com o tempo, as depressões vão-se aprofundado e alargando cada vez mais, podendo, muitas vezes, coalescerem umas com as outras, formando canais progressivamente mais profundos - canais de escoamento de água. Os seixos que estão no seu interior tendem a tornar-se mais pequenos e esféricos. Essas depressões estão sempre voltadas para cima e podem aparecer sozinhas ou em grupos. As marmitas de gigante do rio Caima tornam-se cada vez maiores à medida que nos aproximamos da Frecha da Mizarela. Isto é devido a um ligeiro aumento de declive do rio, causando o aumento da velocidade da água e uma maior capacidade erosiva, e como consequência, existem maiores marmitas.
05
PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
12h00
Paisagem Granítica: Albergaria da Serra
Na Serra da Freita podemos observar um diversificado conjunto de paisagens características das áreas graníticas, tais como o “caos de blocos”, os relevos residuais ou as superfícies de aplanamento. Associadas a estas, surgem ainda as curiosas formas graníticas como domos rochosos, “castle koppie”, pias, fendas lineares, fissuras poligonais ou outras, que é possível observar quando calcorreamos a montanha, onde a areia granítica surge aos nossos pés. O murmúrio das águas identifica a proximidade ao vale do rio Caima, caracteristicamente encaixado na região granítica.
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PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
12h45
Geossítio Detrelo da Malhada
- A serra e o vale
- A divisão de bacias hidrográficas
- Formação da paisagem: meteorização, erosão e sedimentação
- Energias renováveis – parque eólico da Serra da Freita
A abrupta vertente norte da serra da Freita e o fecundo vale do Arda (onde assenta a vila de Arouca) estendem-se à sua frente. A encosta norte desta serra preserva bem diferentes níveis de erosão, que comprovam o movimento de deslocação dos blocos, que elevaram esta montanha. O vale de Arouca está entalhado sobre uma rocha magmática – quartzodiorito de Arouca, muito propensa à meteorização química, e o seu fundo tem acumulados sedimentos resultantes da erosão da área envolvente, que aqui ficaram retidos em grande parte devido à dureza e resistência à erosão da «Pedra Má» (corneana, localizada no limite das freguesias de Rossas e Várzea).
Um olhar atento sobre esta paisagem permite-nos identificar a região de contacto entre as rochas metamórficas e o quartzodiorito de Arouca permitindo, à distância, fazer alguma cartografia geológica.Olhando para Norte observa-se, as elevações do Gamarão, o vale do Paiva, a serra de Montemuro, o encaixe do vale do Douro, as serranias da região de Valongo e as minhotas até ao Gerês. À medida que for rodando o olhar, verá ainda, para ocidente, a região litoral entre Espinho e o Porto, e, a oriente, destaca-se o Côto do Boi, a serra da Arada, onde surge, proeminente, o S. Macário e, ainda a serra do Marão.
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PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
13h20 14h30
Parque de Campismo do Merujal
Almoço
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PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
15h00
Geossítio Campo de dobras da Castanheira- Casa das Pedras Parideiras
PEDRAS PARIDEIRAS
Casa das Pedras Parideiras Cento de Interpretação
A PEDRA QUE PARE PEDRA
Junto à aldeia da Castanheira encontra-se uma das mais notáveis formações geológicasde Portugal, único no mundo: as Pedras Parideiras.
Do ponto de vista geológico, esta rocha designa-se «granito nodular da Castanheira» e estende-se por uma área de cerca de 1 km2. É um granito de gão médio e cor clara , com duas micas e uma invulgar quantidade de nódulos biotíticos (mineral de cor negra), de forma discoide e biconvexa. Os nódulos achatados, biconvexos, de 1 a 12 cm de diâmetro, possuem um núcleo de quartzo e feldspato, revestido por camadas concêntricas de biotite. Por ação da erosão, os nódulos libertam-se e acumulam-se no solo, deixando no granito uma cavidade, cujas paredes estão revestidas por uma capa biotítica. Na região, chamam a esta rocha «a pedra que pare pedra» e, daí, a famosa designação popular de «Pedras Parideiras» para esta invulgar formação geológica.
Sessão transversal de um nódulo biotítico.
A Casa das Pedras Parideiras, aberta ao público, desde novembro de 2012, tem por objetivo contribuir para a conservação, compreensão e valorização deste importante património geológico, apoiando as visitas turísticas e educativas a este espaço.
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PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
15h45
Geossítio Campo de dobras da Castanheira
formação de dobras
TORCER SEM QUEBRAR
As «dobras» são deformações nas rochas, onde se verifica o encurvamento de superfícies originalmente planas. As rochas deste geossítio formaram-se há mais de 500 milhões de anos nas profundezas de um mar antigo, onde se depositaram horizontalmente camadas alternantes de sedimentos que, por diagénese e metamorfismo, originaram as rochas metamórficas presentes. Os movimentos de compressão que há cerca de 350 milhões de anos se fizeram sentir provocaram um aumento de pressão e temperatura, que imprimiram às rochas um comportamento dúctil, tendo estas formado dobras de diferente amplitude. Nesta região ocorrem ainda inúmeros filões de quartzo, cuja cor clara e alta resistência à meteorização facilita a perceção das dobras. A importância deste geossítio é acrescida pelo facto de as dobras e foliações presentes nestes materiais evidenciarem uma atuação orogénica polifásica. A última geração de dobras foi atribuída à terceira fase de deformação varisca, embora num dos afloramentos se observe uma dobra atribuída à segunda fase. As dobras da terceira fase têm um plano axial NW-SE com elevadas inclinações, geralmente superiores a 65 graus para SW e NE. O eixo das dobras inclina entre 10 e 20 graus, sistematicamente para SE.
O campo de dobras da Castanheira é drenado pela ribeira da Castanheira, afluente do rio Caima. Esta linha de água serve de refúgio para diversas espécies, como as briófitas (dominantemente do género Sphagnum) e plantas vasculares, como o cervum (Nardus stricta). Nas zonas mais rochosas encontram-se arroz-dos-telhados (Sedum brevifolium) ou o endemismo ibérico açafrão-bravo (Crocus serotinus). As aves de rapina, como o tartaranhão-caçador (Circus pygargus), o peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus) ou o esquivo gavião (Accipiter nisus) sobrevoam, altivamente, este local.
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PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
16h00
Geossítio Panorâmica da Costa da Castanheira - torre do Radar Meteorológico de Arouca
UMA PAISAGEM VERDADEIRAMENTE AVASSALADORA
A Panorâmica da Costa da Castanheira constitui um geossítio de interesse geomorfológico e cartográfico. Localizado a 1046 metros de altitude, no 10º piso do Radar Meteorológico de Arouca (RMA). Posicionado sobre rochas metamórficas com mais de 500 milhões de anos, o geossítio/radar situa-se no sudoeste da serra da Freita, vislumbrando-se para Norte, em dias de céu limpo, toda a sua zona planáltica drenada pelo rio Acima, com especial realce para a Frecha da Mizarela, as diversas aldeias serranas, alguns dos geossítios do planalto e ainda o respetivo Parque Eólico. Observam-se, ainda nesta direção, o vale do Arda, os montes do Gamarão, o encaixado vale do Paiva e o Maciço de Montemuro. Para oriente merece particular destaque a serra de Arada e para ocidente obtém-se uma panorâmica privilegiada para o oceano Atlântico, numa extensão superior a 100 quilómetros, sobressaindo a cidade e a ria de Aveiro e a área urbana do Porto. A Sul/ Sudoeste destaca-se a falha Felgueira-Preguinho (NW-SE), responsável pela brusca vertente sudoeste da serra da Freita que, ao causar um desnível com cerca de 200 metros no Maciço da Grelheira, origina dois blocos, correspondendo o mais elevado à serra da Freita e o mais baixo à serra do Arestal. Ainda nesta direção observa-se o vale do Vouga encontrando-se evidenciada a albufeira da barragem de Ribeiradio. A Sul do vale do Vouga avizinha-se a serra do Caramulo, seguindo-se o vale do Mondego e a serra da Estrela a marcar o horizonte, a Sudeste.
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PERCURSO DA SERRA DA FREITA
Geopark de arouca
17h00
Término da visita.
Drop-off do guia no Parque de Campismo do Merujal
REFERÊNCIAS
Geopark de Arouca, https://aroucageopark.pt/pt/
Roteiro Geológico de Arouca, https://app.escolavirtual.pt/lms/playerguest/player/14538800/resource
Arouca Geopark- Trabalho de Campo, BioGeo FOCO 10, Areal Editores; https://app.escolavirtual.pt/lms/playerguest/player/15464108/resource
Rochas com história: Geoparque de Arouca, https://app.escolavirtual.pt/lms/playerguest/player/15464108/resource
Vídeo: Roteiro geológico de Arouca, https://app.escolavirtual.pt/lms/playerguest/player/14381316/resource
Praia de Lavadores e Praia das Pedras Amarela- Livro de Campo, BioGeo FOCO 11, Areal Editores.
Vídeo de campo- Geossítio de Lavadores, https://app.escolavirtual.pt/lms/playerguest/player/14538800/resource
O Geomonumento de Lavadoreshttp://gaiarevelada.blogspot.com/2017/07/o-geomonumento-de-lavadores.html
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MISTURA DE MAGMAS
Origem dos encraves
Por vezes, alguns destes encraves formam grupos – enxames de encraves – cujo conjunto reproduz o contorno de um grande encrave primitivo, dividido em pequenos encraves- testemunhos, separados por material granítico. Alguns apresentam no interior um outro encrave sendo, deste modo, considerados como encraves duplos.
Enxame de encraves
Encraves
Os encraves mais abundantes possuem uma textura granular ou microgranular, de composição mais básica do que o granito. Muito possivelmente, os encraves microgranulares são derivados de magmas básicos de afinidade alcalina, que intruíram o magma granítico hospedeiro quando este se encontrava parcialmente cristalizado e com o qual se hibridizaram.
Disjunção esferoidal
Inicia-se com o alívio de pressão sobre o granito aquando do seu processo de afloramento, com fraturação em camadas concêntricas. A esse efeito de meteorização soma-se a ação de outros agentes originando fissuras nas camadas mais externas de alguns blocos graníticos. Isso resulta numa descamação que a erosão acaba por remover em camadas mais ou menos concêntricas.
A orientação de megacristais de felspato, observada em certos locais pode ser explicada como resultado do fluxo magmático.
Orientação de megacristais
As estruturas de fluxo permitem imaginar o movimento do magma no interior da bolsa magmática que originou este granito.
Fluxo biotítico
MARMITAS
Cavidades circulares que resultam do efeito abrasivo provocado por elementos detríticos ou sedimentares aprisionados em depressões da rocha. O movimento desses sedimentos é resultante da energia da água, que vai erodindo a marmita, tornando-a progressivamente mais profunda e mais alargada.
Terraço fluvial
Cadeia da Relação
Edifício granítico, datado de 1582, reedificado em estilo neoclássico no ano de 1767. Desenvolve-se numa sucessão geométrica de janelas 103 no total dos pisos. A cadeia da Relação serviu de cárcere até à inauguração da da atual cadeia de Custóias, em Abril1974. Aqui cumpriram pena nomes como Camilo Castelo Branco, preso por adultério, e o célebre Zé do Telhado, preso por roubo. O tratamento na prisão tinha uma relação direta com o tipo de crime cometido, o estatuto social e a capacidade do detido para pagar. Durante os 200 anos, funcionou sempre sobrelotada. Entre 1999 e 2002 o edifício sofreu trabalhos de restauro de modo a adequar-se às actuais funções de Centro Português de Fotografia.
Memórias de Camilo na cadeia da Relação do Porto
Quando a paixão juntou Camilo Castelo Branco e Ana Plácido, os dois sabiam que podiam cair em desgraça, por ser ela casada. Em 1860 foram detidos por adultério, na cadeia da Relação do Porto, ficando ela no pavilhão das mulheres, ele no piso privilegiado destinado a ilustres e abastados, conhecido como os “quartos da Malta”. Um ano depois seriam declarados inocentes e libertados. A sua cela – com o nome de S. João – ainda hoje pode ser visitada.
As condições eram miseráveis: enxovias frias, húmidas e sujas, com latrinas que exalavam um fedor insuportável. Nesse período, Camilo Castelo Branco ouviu da boca dos outros reclusos histórias terríveis relacionadas com os crimes que teriam cometido. Uma dura realidade que o maior escritor do romantismo português, após sair da prisão, narrau na primeira pessoa, nas “Memórias do Cárcere”, um retrato humano de sofrimento e um testemunho do que eram as cadeias oitocentistas em Portugal. Na cadeia, Camilo Castelo Branco escreveu o romance que mais o celebrizou, “Amor de Perdição”, inspirado na sua própria vida, também ele protagonista de um amor impossível. Esta obra incontornável do movimento romântico português leva-nos a conhecer uma das mais apaixonantes histórias de amor de todos os tempos. Simão e Teresa (qual Romeu e Julieta) pertencem a famílias inimigas, mas a paixão que os une fá-los acreditar que tudo é possível. Poderá este amor vencer todos os obstáculos ou será o caminho para a sua perdição? O amor de Camilo e Ana ficaria, também, eternizado numa estátua de bronze no largo em frente ao edifício da cadeia.
ÁREA DE RECREIO DE ALBERGARIA DA SERRA A PAISAGEM E AS FORMAS GRANÍTICAS
Hospital Sto António
Instituto abel salazar
O Instituto Abel Salazar é uma instituição de ensino e pesquisa em medicina. Planeado pelos arquitetos Rogério dos Santos Azevedo (1898-1983) e Baltazar Castro (1891-1967) para responder à insuficiência das instalações da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, o edifício foi inaugurado em 1935. Combina os estilos neoclássico da frontaria com o "Art Déco" do interior.
Hospital geral, central e universitário, é responsável pelo ensino do Mestrado Integrado em Medicina do ICBAS da Universidade do Porto. Apesar de instalado em um edifício de grande valor histórico e arquitetónico, é um hospital moderno e bem equipado, sendo uma referência de qualidade na prestação de cuidados de saúde.