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Pedro Alecrim 6ºB

Cristina Gomes

Created on March 25, 2024

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Transcript

Pedro Alecrim, de António Mota

Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Português, pelos alunos do 6ºB, após a abordagem da obra "Pedro Alecrim", de António Mota.

Capítulo 1

A confusão no autocarro

Mal acabam as aulas, inicia-se a confusão, pois todos vão a correr para o autocarro. Pedro diz que ninguém respeita ninguém, mas o importante é arranjar um lugar sentado. Luís é sempre o último a chegar, pois tem sempre o seu lugar guardado. Luís é mais gordo que o Pedro e conta muitas piadas. Nos dias dos testes, Luís ia vestido a rigor e Pedro acabou por descobrir o porquê. Usava algumas das peças para fazer copianços. Certo dia, o Luís fez troça do Pedro no autocarro, ele não gostou nada e refilou. Mas tal não correu bem. A partir daí, Pedro nunca mais quis conversas com o Luís.

Capítulo 2

A aldeia do Pedro e do Nicolau

O Nicolau, o Pedro, a Rita, a Joana e o Martinho são os últimos a sair do autocarro da escola e o motorista fica sozinho. A Joana entra em casa e o seu cão pequenino, o Belói, ladra para cumprimentar o Pedro e os seus amigos. A Rita vai com o irmão Afonso de mota, que adora correr, só não é campeão de moto crosse, pois não tem dinheiro para comprar uma mota rápida. O Martinho vai para a loja da mãe, perto da paragem de autocarro. O Pedro e o Nicolau ainda têm de caminhar até chegarem a casa. Pelo caminho assustam-se quando de uma lura sai um coelho bravo e foge rapidamente. Eles acham uma parvoíce os pais terem ido viver numa aldeia muito pequena e tão longe. O Pedro e o Nicolau moram numa pequena aldeia chamada Pragal. Um dia encontraram numa poça uma grande quantidade de cabeçudos e pensaram que estavam com sorte, pois tinham encontrando vários peixinhos acabados de nascer. Mas, mais tarde, descobriram que se tratavam de rãs.Sofia

Capítulo 3

A vida na escola

Para a mãe de Pedro não precisar de tratar da casa sozinha, a mãe do Martinho ajudava-a. Martinho ficava a tomar conta do pomar, até serem horas de fechar as portas. A mãe de Martinho não era para brincadeiras, não sabia ler nem escrever, mas para fazer contas, ela nem precisava de máquina de calcular. Mas a vida de Pedro era bem diferente. Pedro chegava a casa, ia cuidar dos animais e do campo. Só depois é que fazia os trabalhos de casa. Pedro não era bom aluno. O primeiro ano escolar foi muito difícil para Pedro, havia muitas salas e pavilhões. Havia um certo material tão caro que o pai de Pedro vendeu um bezerro para comprar as coisas de Educação Física. Um dia tocou, Pedro ficou no recreio e chegou atrasado à aula de Português. Quando finalmente, encontrou a sala, a professora disse-lhe que podia entrar, mas que não lhe ia tirar a falta. Inês Veiga

Capítulo 4

A sociedade secreta

Nicolau e Pedro fizeram uma sociedade secreta, durante três meses. Nessa noite, Pedro não conseguia dormir, ansioso com acordo feito com o amigo. No dia seguinte acordou mais cedo, encontrou o Nicolau ao pé de um ribeiro, onde havia muitos agriões. Eles começaram a cortá-los para vender na loja da mãe do Martinho. Venderam, também, castanhas, grelos e pencas. Juntaram muito dinheiro. Um dia contaram o dinheiro e verificaram que já tinham o suficiente. Foram, então, à papelaria Sandra e compraram quatro fracções do bilhete da lotaria do Natal. Depois começaram as férias e eles esperaram ansiosamente o dia do sorteio. Claro que não ganharam e ficaram muito tristes. E a sociedade acabou. Luana Amaral

Capítulo 5

O pai fica doente

O Jacinto, irmão mais novo do Pedro, é meio gago e sai de casa a correr com os pés metido nas galochas do pai. O Pedro diz que é sempre a mesma coisa, quando eles se descuidam, lá está ele a trocar de calçado. Não adianta os ralhos e os pequenos tabefes que, às vezes, a mãe lhe dava. Como as galochas eram muito grandes, o Jacinto tropeça, cai, levantava-se, corre novamente e volta a tropeçar. O Pedro levanta-o e põe-no às cavalitas e começava a correr, a imitar o cavalo do tio Zé Maria Coxo. Um dia, Pedro volta para casa da escola e descobre que o pai está doente e que tinha vomitado a tarde toda. Quando o Pedro entra no quarto repara que o pai está estendido na cama, pálido e com os olhos fechados. Quando o Pedro se aproxima, ele diz-lhe que se trata apenas de uma indisposição, para não ficar preocupado. Pedro sai de casa e vai tratar das suas tarefas do campo. Mais tarde encontra o Jacinto no galinheiro, muito quieto e calado, a levantar as penas a uma galinha que estava no caixote para pôr o ovo. O Pedro fica admirado e nada interessado. Mas, o irmão consegue convencê-lo a colocar-se na mesma posição que ele. Salomé

Capítulo 6

Os livros da escola

Pedro lembrou-se do dia em que recebeu os livros da escola. Pedro e Nicolau receberam os livros da escola, que eram muitos e portanto pesavam muito. Pensaram em ir buscar o cavalo do tio Zé Maria coxo para os ajudarem a levar os livros, mas não o encontraram. E não tiveram outra alternativa, tiveram de pegar nos livros e pô-los às costas e arrastá-los para casa. Chegado a casa, pôs os livros em cima da mesa e começou a desfolhá-los. Pedro sempre gostou muito de livros! Jacinto, o seu irmão, começou a chorar pois queria pintar os desenhos de um dos livros. Entretanto a mãe chegou e disse que se fossem romances bonitos, preferia, pois leu um quando era mais nova e adorou. Essa mania de dizerem que os homens não choram é uma grande mentira! Pedro lembrou-se do dia em que encontrou o gordo Luís a chorar. Claro que ele tentou disfarçar, mas não adiantou. Beatriz

Capítulo 7

As dificuldades do Pedro

O Pedro fala sobre as dificuldades que teve e sentiu quando chegou à escola, como não compreendia as palavras novas e até não sabia consultar o dicionário. O pai dele estava muito doente, cada dia que passava ficava pior, e certa vez até vomitou sangue. Na escola, o Luís anda ensonado e explica o porquê. Haviam sempre muitas festas, deitava-se muito tarde, às vezes só às duas da manhã. À noite, na cama, o Pedro pensa em muitas coisas que o preocupam: o pai, a mãe., o Nicolau… E pensa no Luís. E, secretamente, até acha que o admira. Martim

Capítulo 8

Pedro fica doente

Lá de longe vinha um som esquisito que parecia ser um som da campainha veio o tio Zé Maria Coxo do boi cobridor, do tio Zé Maria Coxo. Mas tudo passara de um sonho… Numa manhã de dezembro estava uma ventania, uma forte trovoada e Pedro tinha de ir para a escola. O Pedro e o Nicolau chegaram à escola encharcados até aos ossos. Mais tarde, o Pedro começou a expirar, os seus olhos doíam e tremia de frio. Ficou doente e durante vários dias não foi à escola. Ricardo

Capítulo 9

Os professores

Cada professor tem a sua mania e um tique especial. Os alunos faziam provocações o ano todo. Um dia, o Luís levou um rato de brincar para a escola. Pôs o rato na mesa entre os livros. A professora dava sempre uma vista de olhos às mesas, todos os dias. Quando a professora viu o rato, começou a gritar. O Luís foi chamado ao conselho executivo e quando regressou à sala vinha muito cabisbaixo e pediu desculpa à professora. Inês Veiga

Capítulo 10

A ida do pai para o hospital

O Pedro chega a casa da escola e não encontra ninguém. Pousa os livros e foi espreitar ao quarto, ficou contente porque não viu o pai na cama. A mãe aproxima-se e diz que o pai não estava lá. Tinha chamado o Dr. Vasco para ver o que se estava a passar e ele mandou-o diretamente para o hospital. O Pedro assumiu que o queria ir ver, mas a mãe disse que ele estava bem, tentando-o acalmar. Depois de estar mais calmo, a mãe avisa-o que tem ainda o gado em jejum e precisa da sua ajuda. O Pedro, a resmungar, sai de casa, o irmão vai atrás dele, pois quer ir com ele. O Pedro concorda forçadamente e foi toda a viagem a pensar em coisas negativas, pensando que o pai iria morrer. O Jacinto começa a interrogar o irmão como é um hospital e o Pedro sem paciência diz para ele fazer essas perguntas todas ao pai quando chegar. Eva

Capítulo 11

O divórcio

O Nicolau e o Pedro Alecrim aperceberam-se que, desde que o Luís foi à direção, andava calado. E num dos intervalos o Pedro viu o Luís num canto, e foi perguntar-lhe se queria conversar. Primeiro rejeitou, mas depois aceitou. Este contou-lhe que os pais haviam-se separado. Ele, como filho único que era, já tinha ouvido alguns amuos ou zangas, mas nada deste tipo. O pai começou a ligar quase todos os dias a contar que não ia dormir em casa e dava a desculpa de que tinha trabalho a fazer. Ele via as horas a passar e nada do pai. A mãe ficava acordada dizendo que ira aquecer a comida ao pai, mas de manhã o prato estava intacto. Uma noite a mãe atendeu o telefone, como sempre, mas essa conversa durou mais tempo que o habitual. O Luís já sabia do que se tratava. A mãe pegou num copo de bebida e contou-lhe da separação dos pais. O Luís marcou encontro, num domingo, para falar com o pai. Eles foram para a mata onde passavam muito tempo quando ele era criança. O pai tentou explicar a situação, era difícil explicar. O Luís achava que o divórcio só existia nas revistas que a mãe comprava e nos filmes. À tarde, no autocarro, o Luís sorriu para o Pedro. E o Pedro só lhe apetecia dizer que gostava dele. Leonor

Capítulo 12

Um mãe preocupada

No início, Pedro Alecrim afirma que a mãe não gosta de ouvir berros nem discutir, mas, certo dia, ao jantar, o pai de Pedro bateu com muita força na mesa. A mãe sai da casa e desaparece. Já se passava algum tempo desde que a mãe do Pedro não aparecia. Então o pai e o Pedro decidem ir procurar a mãe. Pedro e o pai foram de casa em casa à procura da mãe até que começa a chover, mas eles continuam. Chegou-se a um ponto que o pai do Pedro desistiu e ao voltar para casa o pai lembrou-se que ela podia estar a dormir no palheiro. Foram até lá, mas não a encontraram. Depois lembraram-se da serra e fizeram uma longa caminhada, mas pouco adiantou, só encontraram apenas caganitas de coelhos bravos. Voltaram para casa desanimados e quando olharam encontraram a mãe a lavar a louça e a cantarolar. O pai diz que lá fora estava um grande temporal e a mãe responde afirmando e que se não tivesse ido apanhar a roupa que estaria molhada. O pai acende uma fogueira e o Pedro vai para a cama. Simão

Capítulo 13

O cavaquinho

À noite, o Pedro, a mãe e o irmão estavam sentados à porta de casa a comer umas cerejas. De repente, o Jacinto apareceu com um cavaquinho na mão e queria tocá-lo, mas não podia. Então começou a chorar. O Pedro começou a referir como eram as noites de calor e as noites de inverno. Nas noites de calor, às vezes, o pai do Pedro pegava no cavaquinho, afinava-lhe as cordas e começava a tocar. Nas noites de inverno, iam tocar a bailes. Divertiam-se e ganhavam algum dinheiro. A mãe do Pedro detestava que o pai se deitasse tarde. Quando ele chegava tarde, a sala ficava a cheirar a perfume, a tabaco e a suor. No inverno passado, o Pedro foi a um baile com o pai, um dia a seguir ao Carnaval. A sala para onde eles entraram era um alpendre espaçoso com uma mesa no meio. De repente, criou-se uma confusão e um velho levantou a sua bengala de lódão e bateu com ela na lâmpada. Ficou tudo escuro. Gritaram mulheres, raparigas e crianças de colo. Mal as portas abriram, a sala ficou de repente vazia. Entretanto puseram outra lâmpada. Daí a nada, o baile recomeçou sem se saber ao certo o que tinha acontecido. O Pedro nunca lho disse, mas adorava que o pai lhe ensinasse a tocar cavaquinho. Inês Prelado

Capítulo 14

A mãe e o Pedro visitam o pai no hospital

Eles passaram por corredores estreitos e compridos. Passaram por uma enfermaria cheia de doentes, todos eles tinham pijamas cor de tijolo. Quando finalmente acharam o quarto do pai, viram que ele estava deitado numa cama de ferro pintada de branco e com rodinhas no fundo. A mãe do Pedro falava pelos cotovelos, e, de repente, ficou em silêncio e ficaram a olhar para coisa nenhuma sem saber o que fazer. Depois o pai mudou de assunto. Quis saber como ia a quinta e como estavam os animais. Quis saber se as pencas já nasciam nos talhos, se os texugos não andavam a arrombar as presas da água, se o milho crescia bem e se os gaios não tinham comido as cerejas todas. A hora da visita já estava a acabar, mas o Pedro queria dizer muitas coisas ao pai. Queria dizer-lhe que ele fazia falta em casa, que os testes de avaliação estavam a correr bem, que não podia trabalhar mais, que andava cansado e cheio de sono, que o Jacinto pegou no cavaquinho, que a mãe comia pouco e que o Jacinto andava birrento. E, acima de tudo, queria dizer-lhe que gostava muito do seu pai. Entretanto veio a enfermeira e avisou que a hora da visita tinha acabado. O pai, de repente, pergunta ao Pedro como está o cavaquinho e se tinha as cordas todas. Pediu para que o Jacinto não estragasse o cavaquinho e que quando saísse do hospital iria ensiná-lo a tocá-lo. O Pedro concordou, acenando com a cabeça. Juliana

Capítulo 15

O fim das aulas

A escola acabou. Pedro e Nicolau tinham de continuar trabalhar a cuidar dos animais. Nicolau diz ao Pedro que não vai continuar a andar na escola. Acha que tudo o que lá se aprende não serve de nada. A única coisa que gostava na escola era a cantina, porque a comida de lá era diferente da de casa. Odiava quando via meninos mimados a separar a comida, cheios de nojo e a fazer caretas. Nicolau pergunta a Pedro se vai continuar os estudos e ele diz que gostava de continuar, mas não o podia fazer, porque o pai estava doente. Além disso não tinham dinheiro para tudo e precisavam de comprar os medicamentos para o pai. O Nicolau diz que nunca devia ter nascido, porque sentia vergonha de ser tio mais novo do que os sobrinhos. E quando alguém passava pelo Nicolau e pelos pais, achavam que ele era neto deles e não filho. E isso deixava-o furioso. Roberto

Capítulo 16

Adelaide e a mãe do Luís

O Luís foi falar com o Pedro depois da aula de francês, claro que o Pedro ficou ansioso. O Luís encontrou-se com a madrasta, a Adelaide, e o Pedro perguntou-lhe como é que ela era. O Luís disse que era diferente da mãe dele e que a conheceu quando foram as apresentações no café. O Luís disse “olá” para parecer bem-educado, pois estava muito aborrecido, nem sequer olhava para ela e o pai dele inventou uma desculpa e foi-se embora. Quando voltou, eles já tinham comido metade do lanche e já se tinham conhecido melhor. O Luís também foi conhecer a casa onde o pai e a Adelaide moravam. Conta que é mais nova e bonita do que a deles. O Luís gostava de ver a mãe novamente feliz todos os dias e também queria que o pai e a mãe ficassem novamente juntos, mas sem discussões, amuos e mentiras. Sofia

Capítulo 17

Acabaram as aulas

Acabaram as aulas, acabaram as consumições, acabaram as caminhadas. O Pedro foi ao último dia de aulas embora soubesse que não iria ter aulas. Pedro e Nicolau deitaram água na tília, que era a árvore que tinham plantado no Dia da Árvore. O Dia da Árvore foi o dia mais bonito de todos. O Pedro gosta muito da árvore tília, embora saiba que vai demorar muitos anos para crescer. Na brincadeira, deram à árvore o nome de Nicopede, pois é a árvore do Nicolau e do Pedro. Terminou o sexto ano de escolaridade. Paro o Pedro, há seis anos que anda a estudar e sabe tão pouco. Angélica

Capítulo 18

A operação

Pedro regou o batatal com a água que foi buscar à ribeira e passou o resto da manhã a procurar o sítio onde se escondia uma perdiz com a ninhada. Tinha doze perdizes todos deitados de pernas para o ar ele não agarrou nenhum, porque eram muito pequenos. Ele chegou a casa e estranhou ver a mãe vestida com roupa nova, a correr de um lado para o outro, sem saber o que queria. Então Pedro perguntou à mãe o que tinha acontecido e a mãe disse-lhe que estavam a operar o pai. Depois apareceu o táxi do senhor Azevedo e a mãe foi-se embora. Antes de se deitar perguntou à Fatinha o que tinha acontecido e ela disse que o pai dele estava muito doente e que tinha de estar preparado para tudo. Trancou as portas todas e deitou-se a pensar no que deveria estar preparado. Rúben

Capítulo 19

Um dia negro na vida de Pedro

Tiraram as mesas, cadeiras, caixas e a sala ficou espaçosa. Puseram quatro bancos compridos no meio da sala e abriram as portas. Trouxeram a urna que cheirava a verniz e círio e espalharam as coroas de flores. Vestiram o Pedro sem ele dar conta e puseram-no à entrada da sala. A seguir ao Pedro estavam os tios, os primos, os homens todos da família e todos diziam a mesma coisa: “Lamento muito, os meus sentimentos.” O Pedro não tinha vontade de apertar as mãos das pessoas. Vieram os amigos do Pedro, abraçaram-no e ele não disse nada. Seguidamente procedeu-se ao enterro do pai de Pedro e ele viu tudo. Ricardo

Capítulo 20

Nicolau vai-se embora

Sempre que a mãe do Pedro lhe dizia para regar, o Pedro ficava com medo de que a água se esgotasse nos buracos das toupeiras. Num dia em que o Pedro andava a regar, apareceu-lhe o Nicolau, que foi passar um tempo com ele e lhe disse que ia para Vila Nova de Gaia, porque naquela terra não tinha futuro. O Pedro ficou admirado, porque ele só tinha 13 anos. Mas o Nicolau disse-lhe que iria arranjar emprego, nem que fosse no café e que só tinha receio de deixar cair a bandeja dos pedidos dos clientes. Ficaram a tarde juntos, a regar, cortar erva e a dar de comer às vacas, até que se despediram. Leonit

Capítulo 21

A carta do Nicolau

Quando o Pedro chegou da escola, a irmã chama-o de imediato, avisando que tinha chegado uma carta para ele. A mãe deu-lhe a carta que era do Nicolau. Quando a abriu ficou surpreendido por ver guardanapos de papel todos escritos e sentou-se a ler. Na carta, o Nicolau explicou que mandava os guardanapos porque não tinha outro papel e contava-lhe como era a vida dele fora do Pragal, como era a casa do irmão, como correu a viajem, como era a relação dele com a cunhada Isabel, como andava a lidar com o barulho, como estava a correr o trabalho no café “Búfalo”, como estava a correr os trocos e a sua ligação com o Sr. Armando (o auxiliar que trabalhava com ele no café). Eva

Capítulo 22

As cartas

O Pedro diz que não sabe quantas vezes leu as cartas que o Nicolau lhe mandou. Então, o Pedro decidiu responder-lhe para lhe contar o que estava a acontecer no Pragal. Contou-lhe que não havia água para regar a terra e disse-lhe que devia ser um pouco aborrecido passar dias a lavar garrafas. Referiu, ainda, que recebeu uma carta do Luís, que estava a passar férias em Espinho. A carta que ele lhe escreveu tinha as palavras todas terminadas em vef ou vof. O Pedro decidiu responder-lhe e escreveu-lhe uma carta diferente, pois colocou todas as palavras escritas ao contrário. Salomé

Capítulo 23

As cordas

Pedro recebeu o cavaquinho que do seu pai. Como estava com as cordas partidas, procurou o tio Trindade para o ajudar. O tio Trindade, que era ferreiro, pediu ao Pedro que o ajudasse a terminar o portão e no fim fez-lhe uma proposta. O Pedro ia para casa dele aprender a ser ferreiro e depois ele, no final do dia, ensinava-o a tocar cavaquinho. Pedro aceitou a proposta do tio Trindade e arranjou o seu primeiro emprego: ajudante de ferreiro. Beatriz

Trabalhar em equipa não significa que todos tenham de fazer tudo, mas sim ter a consciência do todo e do papel de cada um nesse todo!

Um agradecimento a todos os que participaram, se empenharam e se esforçaram por concretizar este trabalho colaborativo. A professora de Português, Cristina Gomes.