Sobre a história do quadro e do autor
Paul Gauguin nasceu a 1848 e morreu em 1903, foi um pintor amador e colecionador que inicialmente trabalhou como corretor da Bolsa de Paris e que decidiu aos 35 anos de idade dedicar-se apenas à arte e separar-se da sua família e, ainda em Paris, Gauguin criou uma grande amizade com Vincent Van Gogh. Ao sentir que a civilização ocidental, na sua industrialização e busca pelos ganhos materiais, se tinha afastado de uma vida emocional e de sentimentos decide sair de Paris para ir morar no campo da zona da Bretanha. É aqui que, Gauguin, se apercebe também da influência da religião na vida dos camponeses, o que se reflete em alguns dos seus quadros.
Este deu origem ao Sintetismo, que era uma subcorrente do Simbolismo, também designado de Cloisonnisme, onde o modelado e a perspetiva dão lugar a formas planas, simplificadas, contornadas a preto e a cores brilhantes não naturais, como podemos ver nesta obra. Em 1888, devido ao estado de saúde de Van Gogh, Gauguin é convidado para ir viver com este para Arles para que começassem uma comunidade de artistas, mesmo tendo um estílo muito diferente um do outro, e, foi nesta data, que este quadro foi pintado, mas, ao fim de dois meses, devido a muitas discussões entre os dois artistas, Gauguin deixou-o e, arrependido pelas discussões, Van Gogh corta a própria orelha.
Uns anos mais tarde, Gauguin decide afastar-se ainda mais da civilização e parte para o Taiti (ilha na Polinésia), como uma espécie de “missionário”, mas não para ensinar os indígenas e sim para aprender com eles. Gauguin acreditava que a renovação da arte e da civilização ocidental só seria possível através dos “primitivos”. O seu conselho para os Simbolistas era que abandonassem a tradição grega e se voltassem para a Pérsia, o extremo Oriente e o antigo Egito.
Van Gogh peignant des tournesols-Exploração de obra de arte, Módulo 8
Leonor Fernandes
Created on March 22, 2024
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Sobre a história do quadro e do autor
Paul Gauguin nasceu a 1848 e morreu em 1903, foi um pintor amador e colecionador que inicialmente trabalhou como corretor da Bolsa de Paris e que decidiu aos 35 anos de idade dedicar-se apenas à arte e separar-se da sua família e, ainda em Paris, Gauguin criou uma grande amizade com Vincent Van Gogh. Ao sentir que a civilização ocidental, na sua industrialização e busca pelos ganhos materiais, se tinha afastado de uma vida emocional e de sentimentos decide sair de Paris para ir morar no campo da zona da Bretanha. É aqui que, Gauguin, se apercebe também da influência da religião na vida dos camponeses, o que se reflete em alguns dos seus quadros.
Este deu origem ao Sintetismo, que era uma subcorrente do Simbolismo, também designado de Cloisonnisme, onde o modelado e a perspetiva dão lugar a formas planas, simplificadas, contornadas a preto e a cores brilhantes não naturais, como podemos ver nesta obra. Em 1888, devido ao estado de saúde de Van Gogh, Gauguin é convidado para ir viver com este para Arles para que começassem uma comunidade de artistas, mesmo tendo um estílo muito diferente um do outro, e, foi nesta data, que este quadro foi pintado, mas, ao fim de dois meses, devido a muitas discussões entre os dois artistas, Gauguin deixou-o e, arrependido pelas discussões, Van Gogh corta a própria orelha.
Uns anos mais tarde, Gauguin decide afastar-se ainda mais da civilização e parte para o Taiti (ilha na Polinésia), como uma espécie de “missionário”, mas não para ensinar os indígenas e sim para aprender com eles. Gauguin acreditava que a renovação da arte e da civilização ocidental só seria possível através dos “primitivos”. O seu conselho para os Simbolistas era que abandonassem a tradição grega e se voltassem para a Pérsia, o extremo Oriente e o antigo Egito.