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Transcript

O Passeio Final

Capítulo XVIII

Os Maias

O título remete para a história da família Maia, no decorrer de três gerações, representadas por Afonso da Maia, Pedro da Maia, protagonista da intriga secundária (a história amorosa com Maria Monforte), e Carlos da Maia, protagonista da intriga principal (a história amorosa com Maria Eduarda).

Episódios da Vida Romántica

O subtítulo remete para um conjunto de episódios em que se recriam ambientes, atitudes e figuras da sociedade portuguesa (sobretudo da alta burguesia lisboeta), marcada pela influência do Romantismo, da segunda metade do século XIX, com uma perspetiva crítica.

Eça de Queirós

Inês ProençaInês PiresNúria11ºL

Introdução

Os Maias relata a vida de uma família portuguesa nos finais do século XIX. Escrita por Eça de Queirós, um dos intelectuais mais importantes da sua geração, a obra ultrapassa a mera saga familiar e critica a sociedade provinciana do seu tempo.Os costumes da burguesia portuguesa do século XIX enquadram a história de três gerações da família Maia.

Olá!

Wow!

Resumo

• Carlos regressa a Lisboa, após uma ausência de dez anos e passeia com Ega pela capital onde ambos comentam a estagnação, a indolência, a decadência e a ociosidade em que o país está; • Carlos e Ega visitam o Ramalhete;• Concluem que são uns falhados, uns românticos; • Quando saem do Ramalhete constatam que estavam atrasados para o Jantar e, ao verem o “Americano", correm atrás dele, que entretanto começam a ver ao longe.

Personagens

João da Ega: representa o intelectual dos grandes ideais, incoerente nas suas posições, alheio a convenções, mas vitima do meio que irreverentemente contesta.Carlos da Maia: português educado superiormente, dotado de um gosto requintado que se distancia da mediocridade do meio social que o rodeia, mas vítima de um diletantismo e ociosidade que o impedem de concretizar os seus projetos a vencer.

Personagens

Dâmaso Salcede: o português vulgar de um estrato social privilegiado, é símbolo de vários defeitos calúnia, cobardia, imitação servil do estrangeiro, culto do “chique a valer”, vaidade, egoísmo e a falta de integridade moral.Eusebiozinho: o produto da educação portuguesa, retrógrada e deformadora;

• Largo de Camões

• Avenida

• Chiado

• Rampa de Santos

• Ramalhete

Passeio Final

Espaço Físico

• Aterro

Espaço Social

Alguns espaços na cidade de Lisboa ganham o significado de espaço social, na medida em que os acontecimentos que aí se desenrolam proporcinam uma análise de comportamentos de determinadas personagens e de grupos sociais, que denuncia as suas falhas e os seus vícios. Essa análise oferece um olhar crítico sobre a sociedade da segunda metade do século XIX.Este episódio traduz o sentido de degradação progressiva e irremediável da sociedade portuguesa, para a qual não é visualizada qualquer saida.

Simbologia

  • O Ramalhete, solitário e amortalhado, reiterando o fim e a ruína dos Maias;
  • A cascata com um fio de água no quintal dos Maias;
  • A estátua de Vénus coberta de ferrugem;
  • O cedro e o cipreste;
  • A estátua de Camões, cuja tristeza espelha a grandeza perdida;
  • A Avenida, cujas obras de renovação se processam morosamente, espelhado o esforço inglório de progresso;
  • Os bairros antigos, cujo abandono e degradação oferecem a imagem da decadência atual;
  • Crítica à cidade de Lisboa.

Na intriga principal são retratados os amores incestuosos de Carlos da Maia e Maria Eduarda que provocam a catástrofe consumada pela morte do avô, a separação definitiva dos dois amantes e as reflexões de Carlos e Ega.No capítulo XVIII, todos esses acontecimentos levam a que Carlos saia do seu país e parta numa viagem com João da Ega.O último capitulo constitui odesenlace da obra: dez anos depois, em 1887. Carlos visita Lisboa e encontra-se inseparável de Ega, com quem viajara pelo mundo, antes de se instalar em Paris. Neste reencontro, e nas reflexões dos dois amigos ao passearem pela capital, transparece um pessimismo amargo que resulta não só do fracasso pessoal de ambos, mas também do ambiente que os rodeia.

Como se integra o capítulo XVIII na intriga principal?

  • Sociedade da alta burguesia;
  • Diletantismo (ou incapacidade de ação útil);
  • Apreciação do estrangeiro;
  • Depreciação do português;
  • Cópia do estrangeiro;
  • A inação da sociedade;
  • O Romancismo.

Críticas ao epísodio

Yeah!

Omg!

É neste ambiente monótono, amolecido e de clima rico que Eça vai fazer a crítica social, em que domina a ironia. A crónica de costumes da vida lisboeta da Segunda metade do séc. XIX desenvolve-se num certo tempo, projeta-se num determinado espaço e é ilustrada por meio de inúmeras personagens intervenientes em diferentes episódios.

Aspetos da sociedade

Yeah!

Incrível!!

• Intervenientes; • As criticas;• A visita ao Ramalhete; • O casamento de Maria Eduarda com o francês; • A teoria de vida nada recear, nada desejar; • O Americano.

Aspetos destacados durante o episódio

Bora lá!!

Metáfora – “Os políticos hoje eram bonecos de engonços, que faziam gestos e tomavam atitudes porque dois ou três financeiros por trás lhes puxavam pelos cordéis...” Múltipla adjetivação – “Não é a cidade, é a gente. Uma gente feiíssima, encardida, molenga, reles, amarelada, acabrunhada!...” Antítese – “E quem avistaram logo foi o Eusebiozinho. Parecia mais fúnebre, mais tísico, dando o braço a uma senhora muito forte, muito corada, que estalava num vestido de seda cor de pinhão.” Hipálage – “Tomavam naquele fim de tarde um tom mais pensativo e triste”

Marcas do estilo queirosiano

Objetivo do "acontecimento"

Este capítulo serve como um epílogo para a história, dando a conhecer o desfecho para as vidas de Carlos da Maia e Maria Eduarda após os eventos dramáticos do romance.Eça utiliza este capítulo para dar um desfecho á narrativa.

Tiririri-ri!

Conclusão

Neste último capítulo estão presentes:

  • Os últimos retoques na imagem soturna da sociedade portuguesa, em contraste com a beleza da terra;
  • O diagnóstico dos males de Portugal: não ter criado um figurino próprio e ter adotado, exagerando em tudo, os figurinos estrangeiros;
  • A confissão do fracasso profundo de uma geração personificada em Carlos e Ega: “Não sabe a gente para onde se há-de voltar… E se nos voltarmos para nós, ainda pior.”
A mensagem que o autor pretende deixar com esta obra, tem uma intenção iminentemente crítica.

https://youtu.be/VeXefWjANB8?si=5yNChD60hT5UXUqvhttps://notapositiva.com/os-maias-o-passeio-final/

Obrigada!