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rimas de camoes
Beatriz Diamantino
Created on March 4, 2024
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Transcript
Luís de Camões-rimas
Trabalho realizado por : BeatrizDiamantino, no âmbito da disciplina de Português
1. Breve biografia
Ìndice
2. Temas da lírica camoniana
3. Representação da amada
4. Experiência amorosa e Reflexão sobre o amor
5. Síntese
6. Fim
Temas da Lírica Camoniana
A Saudade
A Mulher Amada
O Desconcerto do Mundo
A Natureza
A Reflexão sobre a Vida Pessoal
O Amor
Luís de Camões
Luís Vaz de Camões (1524-1580) foi um poeta português.É o maior representante do Classicismo Português. Por isso, diz Jorge de Sena: "Se pouco sabemos de Camões, biograficamente falando, tudo sabemos da sua personagem poética, já que não muitos poetas em qualquer tempo transformaram a sua própria experiência e pensamento numa tal reveladora obra de arte como a poesia de Camões é."
Representação da Amada
Mulher Carnal
Mulher Petrarquista
Fisicamente, é muito bela, tem cabelos louros e tez branca: uma figura angelical. O seu corpo é raramente descrito. Psicologica e moralmente, trata-se de uma mulher idealizada pelas qualidades do seu carácter: é piedosa, serena, sóbria e tem "siso" (bom senso).
A mulher carnal da poesia de Camões é descrita fisicamente e é uma mulher sensual e bela, que tem como modelo a deusa Vénus. Surge frequentemente em ambientes naturais, que a tornam mais bela e sensual.
vs
Ũa graça viva, que neles lhe mora, pera ser senhora de quem é cativa. Pretos os cabelos, onde o povo vão perde opinião que os louros são belos. Pretidão de Amor, tão doce a figura, que a neve lhe jura que trocara a cor. Leda mansidão, que o siso acompanha; bem parece estranha, mas bárbora não. Presença serena que a tormenta amansa; nela, enfim, descansa toda a minha pena.
A ũa cativa com quem andava d’amores na Índia, chamada Bárbora Aquela cativa, que me tem cativo, porque nela vivo já não quer que viva. Eu nunca vi rosa em suaves molhos, que pera meus olhos fosse mais fermosa. Nem no campo flores, nem no céu estrelas me parecem belas como os meus amores. Rosto singular, olhos sossegados, pretos e cansados, mas não de matar.
O tema do poema é a representação da amada do eu poético. O sujeito poético descreve fisicamente esta figura feminina, mas também a caracteriza psicológica e moralmente.
A beleza da amada não corresponde ao modelo de beleza da época de Camões: a sua tez é escura, os seus cabelos e olhos são negros. Trata-se de um tipo de beleza diferente da dominante, cujo ideal é a mulher loura, de tez branca, e teria olhos claros. Por outro lado, o eu elogia as qualidades psicológicas e morais desta figura feminina. O sujeito poético está deslumbrado por "Bárbora", que é sua escrava, mas que ele serve no amor.
O tema do poema é a representação da amada (do eu poético). Este retrato destaca a beleza da mulher, mas também as suas qualidades psicológicas e morais. A amada é representada em traços idealizados.
"Ondados fios d’ouro reluzente, que, agora da mão bela recolhidos, agora sobre as rosas estendidos, fazeis que a sua beleza s’acrescente; olhos, que vos moveis tão docemente, em mil divinos raios encendidos, se de cá me levais alma e sentidos, que fora, se de vós não fora ausente?
Honesto riso, que entre a mor fineza de perlas e corais nasce e parece, se n’alma em doces ecos não o ouvisse! Se imaginando só tanta beleza, de si, em nova glória, a alma se esquece, que será quando a vir? Ah! Quem a visse!"
a) É descrita fisicamente - a beleza da amada é ímpar: Elogiam-se os cabelos louros (“fios de ouro”), o rosto (“as rosas”), olhos e o riso (dentes e lábios: “perlas e corais”) . b) Caracteriza-se moral e psicologicamente esta mulher a partir de traços físicos: .“Olhos, que vos moveis tão docemente” (doçura no trato); “Honesto riso” (honestidade); .“doces ecos” (ternura).
O sujeito poético: . está apaixonado pela sua amada; . está deslumbrando com a beleza dela; . eleva-se moralmente pelo amor que sente (“em nova glória, a alma se esquece”).
Experiência amorosa e reflexão sobre o amor
Amor espiritualizado:sereno, racionalmente intelectualizado da influência petrarquista EX:"Ondados fios d'ouro reluzente"
Amor conturbado:dividido entre o anseio espiritual e o desejo, é maracdo pela culpa, saudade e insatisfaçãoiEX:"Amor é um fogo que arde sem se ver"
Amor experenciado:vivido EX:"Aquela cativa"
Independente dos padrões de rimas utilizados, os temas recorrentes na poesia de Camões incluem o amor nas suas diversas manifestações (amor romântico, amor não correspondido, amor à pátria), a beleza da natureza, a passagem do tempo e suas consequências, a busca pela imortalidade através da arte, a saudade e a melancolia, além de uma reflexão sobre a condição humana.Em suma, os padrões de rimas na poesia de Luís de Camões contribuem para a expressão de uma ampla gama de temas, refletindo as suas habilidade em explorar os sentimentos humanos mais profundos e as questões universais da existência por meio da sua arte poética.
Obrigado
"Aqueles que passam por nós não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."
Trocadilho, tirando partido do facto de a amada se chamar Bárbora, mas não ser "bárbora" (selvagem), sugere-se que a "cativa" é terna e tem "siso". Hipérbole e antítese: sublinham que a serenidade da amada tem o poder de acalmar uma tempestade ("tormenta").
Trocadilho, tirando partido dos significados das palavras "cativa" e "cativo", sublinha-se que a amada é escrava, mas que o sujeito poético se sente preso a ela por amor.
Comparação, assemelhando a beleza da mulher à das flores (da rosa e não só) e à das estrelas, valoriza-se a beleza amada.
Antítese, assinalando o contraste da sua situação, enfatiza-se que é escrava, mas, pelas suas qualidades, eu poético vê-a como "senhora".