Beatriz melo
Parque natural do sudoeste alentejano e costa vicentina
start
Índice
flora
introdução
classificação
geologia e hidrogeologia
caracterização
clima
habitats
opinião pessoal
fauna
conclusão
Next
Introdução
O Parque Natural da Costa Vicentina e Alentejana é uma joia natural localizada no sudoeste de Portugal. Abrangendo uma extensa área ao longo da costa alentejana e vicentina, este parque oferece uma paisagem diversificada, que conta com falésias, praias e campos agrícolas.
Next
Classificação
O Parque Natural da Costa Vicentina e Alentejana, foi designado como tal para preservar a diversidade dos seus habitats costeiros. A classificação tem como objetivo conservar a riqueza da flora presente na região, que inclui diversas espécies endémicas, ou seja, plantas que são exclusivas desta área e não são encontradas em outros lugares. Além disso, a preservação visa manter a fauna local, com destaque para as aves e os peixes, que desempenham um papel significativo na biodiversidade da região.
Next
Caracterização
Os estuários e suas áreas adjacentes servem como habitats cruciais para a alimentação, repouso e nidificação de aves migratórias. Quanto aos aspectos econômicos, o setor primário, centrado na agricultura e pecuária, desempenha um papel significativo. A maior parte da área é ocupada por terras agrícolas, predominando sistemas e culturas tradicionais, com exceção do Perímetro de Rega do Mira, onde a disponibilidade de água permite a reconversão e intensificação dos sistemas produtivos.
O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina abrange uma extensão de 89.568,77 ha, incluindo áreas terrestres e marinhas na faixa costeira entre S. Torpes e Burgau. Esta região, conhecida como Costa Sudoeste, apresenta uma diversidade paisagística notável, com habitats que sustentam uma rica biodiversidade. A rede hidrográfica inclui cursos de água ligados às bacias do rio Mira e do Barlavento Algarvio, proporcionando suporte a diversas espécies de flora e fauna, incluindo peixes prioritários e endémicos.
Next
Habitats
estuários
habitats
zona marinha
Compreendendo uma extensa área ao longo da costa, oferece habitats submarinos, como pradarias marinhas e recifes, que são essenciais para a diversidade marinha.
O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina abriga um total de 35 habitats diferentes, e alguns exclusivos da zona, que contribuem para sua rica biodiversidade.
Importantes habitats para várias espécies de peixes, fornecendo áreas de nidificação para o desenvolvimento inicial desses peixes, além de serem locais privilegiados para aves migradoras se alimentarem, descansarem e nidificarem.
Next
Habitats
Matagais e Bosques Costeiros
Florestas de Sobreiro e Azinheira
Sistemas Dunares
Ao longo da faixa costeira, é possível encontrar matagais e bosques costeiros, que oferecem habitats únicos para diversas espécies adaptadas às condições específicas dessa região.
Características da região do Alentejo, estas florestas são compostas principalmente por sobreiros e azinheiras, desempenhando um papel essencial na conservação da biodiversidade e na produção de cortiça.
As dunas costeiras são ecossistemas dinâmicos e importantes para a estabilização da costa. Elas abrigam plantas adaptadas a condições de vento e salinidade, além de servirem como habitat para insetos e aves.
Next
Habitats
Sapais e Zonas Húmidas
Falésias Costeiras
Áreas Agrícolas Tradicionais
As impressionantes falésias ao longo da costa são uma característica marcante do parque, fornecendo habitats únicos para aves marinhas, como cegonhas-do-mar e andorinhas-do-mar.
Algumas áreas dentro do parque são propensas a serem zonas húmidas e sapais, fornecendo habitat para uma variedade de aves aquáticas, como garças e patos.
Algumas áreas do parque podem incluir terras agrícolas tradicionais, onde práticas agrícolas sustentáveis coexistem com a conservação da biodiversidade.
Next
Fauna
fauna
A costa do Parque Natural da Costa Vicentina e Alentejana destaca-se pela sua rica fauna, com ênfase especial nas aves.
Next
Fauna
Arribas
O corvo-marinho-de-crista destaca-se pelo voo com o pescoço esticado e o rápido batimento de asas. A cegonha-branca é comum nessas arribas, nidificando em palheirões sobre os rochedos, em equilíbrio aparentemente precário, sendo esta uma situação única no mundo. A falta de construções altas até algumas décadas atrás levou as cegonhas a escolherem os palheirões como locais seguros para criar as suas crias, isolados no meio do mar.
As arribas marítimas desta região são de grande importância para a avifauna devido ao elevado número de espécies que nelas procriam. Destacam-se o guincho, ou águia-pesqueira, que utiliza essas áreas rochosas para nidificação. A águia-de-bonelli também utilizava essas arribas como local de nidificação, mas perturbações causadas por pescadores têm dificultado a sua reocupação. Outras aves residentes incluem o peneireiro-comum e o peneireiro-das-torres, que nidifica em colónias nas arribas.
Next
Fauna
aves migratórias
Além dessas, aves marinhas e costeiras em trânsito migratório, como o alcatraz e a andorinha-do-mar, também fazem parte do espetáculo. A águia-calçada é uma ave de rapina que, ao contrário dos passeriformes, realiza migração diurna, enquanto ocasionalmente avistamos o falcão-da-rainha ou o búteo-mourisco.
Durante o início do outono junto ao cabo de S. Vicente, podemos testemunhar um espetáculo magnífico com a chegada de milhares de aves migratórias. Estas aves, predominantemente passeriformes, recortam o céu ao amanhecer, partindo do norte da Europa, em direçãoao sul de África. Algumas das espécies incluídas nesse fenómeno são o pisco-de-peito-azul, o papa-moscas-preto e o papa-amoras-comum.
Next
Fauna
fauna terrestre
A fauna terrestre na região destaca-se pela presença notável da lontra (Lutra lutra), que se abriga nas arribas marítimas e barrancos adjacentes. É raro na Europa que esta espécie utilize o meio marinho para pescar. Além da lontra, outras espécies de fauna terrestre encontradas nessa costa e nas áreas circundantes incluem o texugo (Meles meles), o sacarrabo (Herpestes ichneumon) e a fuinha (Martes foina).
Next
Fauna
A predominância de fundos rochosos contribui para uma maior diversidade biológica, refletida na variedade de espécies de flora e fauna marinhas. No entanto, várias espécies enfrentam ameaças comerciais e sofrem devido à qualidade inferior dos seus habitats. Espécies particularmente vulneráveis incluem o mero, cavalos-marinhos, enguia, sável e várias espécies de cabozes. A preservação desses habitats é crucial para proteger essas espécies e garantir a saúde do ecossistema marinho na região.
fauna marinha
A biodiversidade marinha na região é influenciada pela diversidade dos fundos e pela convergência de massas de água do Mediterrâneo, Atlântico temperado e Atlântico tropical, juntamente com o afloramento de águas profundas. Os fundos rochosos, pequenos ilhotes, baías, cabos, sistemas lagunares e o estuário do Mira fornecem habitats variados para abrigo, alimentação, crescimento e reprodução de diversas espécies marinhas.
Next
Flora-terrestre
flora terrestre
A atividade agrícola, especialmente na parte norte do Parque, contribui para a ameaça de muitas espécies de flora, levando à extinção de plantas como a Armeria arcuata. As espécies arbóreas naturais incluem quercíneas como o sobreiro, carvalho-cerquinho e medronheiro, presentes principalmente nas encostas dos barrancos. No entanto, espécies não indígenas, como o pinheiro-bravo e o eucalipto, também dominam a região. O Parque enfrenta desafios devido à presença de flora invasora.
A flora terrestre no Parque Natural da Costa Vicentina e Alentejana distribui-se por três ambientes geomorfológicos distintos: Barrocal ocidental, Planalto litoral, e Serras litorais e barrancos. A região abriga uma diversidade de vegetação, incluindo elementos mediterrânicos, atlânticos e do norte de África, com predominância da vegetação mediterrânica. Com mais de 750 espécies, sendo mais de 100 endémicas, raras ou localizadas, destaca-se pela presença de 12 espécies exclusivas desta área.
Next
Flora-terrestre
Next
Flora-marinha
Essa diversidade de habitats submarinos sustenta uma rica biodiversidade marinha na região.
flora marinha
A flora marinha na região é influenciada pela diversidade dos fundos e pela convergência de diferentes massas de água do Mediterrâneo, Atlântico temperado e Atlântico tropical, além do afloramento de águas profundas. Destacam-se várias espécies de algas, como Codium spp. e Enteromorpha spp., florestas de laminárias, Cystoseira spp. e Padina pavonica, além da valiosa Gelidium sesquipedale. As plantas marinhas, representadas por populações de Zoostera spp., estão presentes no estuário do Mira.
Next
Geologia e hidrogeologia
geologia
A diversidade das rochas contrasta com uma relativa monotonia nas formas de relevo. A linha costeira terrestre é acompanhada por áreas planas, cuja altitude aumenta para sul, especialmente onde os rios têm um encaixe mais profundo.
O território do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é caracterizado por dois conjuntos distintos de rochas. A região norte do parque possui rochas mais antigas, com mais de 300 milhões de anos, aflorando desde o extremo norte até próximo de Vila do Bispo. Na parte sul do Algarve, encontram-se rochas mais recentes, arenitos e diferentes tipos de calcário, datando de 120-200 milhões de anos, resultado de sedimentos depositados na antiga bacia marinha no barrocal algarvio.
Next
Geologia e hidrogeologia
hidrogeologia
Destacam-se também os estuários como zonas de berçário essenciais para diversas espécies de peixes, proporcionando habitats cruciais para alimentação, repouso e nidificação de aves migratórias.
O rio Mira é o principal curso de água na região. Os pequenos ribeiros no extremo sudoeste do Parque costumam secar durante o verão, mas podem ter um fluxo significativo em anos de maior precipitação.
A hidrografia da Costa Sudoeste é caracterizada pelos cursos de água nas bacias do rio Mira e do Barlavento Algarvio, incluindo sistemas temporários atípicos que sustentam uma rica diversidade de espécies da flora e fauna, incluindo peixes prioritários e endémicos. As galerias ripícolas ao longo desses cursos de água são habitats importantes para a migração de passeriformes transarianos, além de servirem como locais de alimentação e refúgio para várias espécies de mamíferos.
Next
Clima
clima
A região do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina apresenta um clima mediterrânico costeiro, conferindo-lhe uma temperatura relativamente amena. A distribuição da precipitação é desigual ao longo do ano e entre diferentes anos, com escassa chuva durante o verão. Durante esta estação, a área costeira é impactada pela brisa do norte ou envolta em nevoeiro.
Next
Opinião pessoal
Prós
Na minha opinião o parque natural do sudoeste alentejano e costa vicentina é um dos locais mais bonitos do país. Esta região tem uma grande diversidade de paisagens e habitats e está repleta de praias muito bonitas, que pessoalmente, penso serem a melhor parte desta área. Conta também com algumas espécies endémicas, como a Diplotaxis vicentina e o Cistus palhinhae. A razão para ter escolhido este parque é por costumar passar férias nesta zona, e dessa forma, conseguir dar uma opinião mais formada à cerca do tema.
Next
Opinião pessoal
contras
Alguns contras são, por exemplo, o caravanismo e campismo selvagem que comprometem o bem estar das espécies e dos seus habitats. A poluição, devido à industria, causa também perda de habitats e põem em perigo a fauna da zona.
Next
Conclusão
Com este trabalho aprendi diversos factos sobre uma zona que admiro imenso pela sua beleza natural e fiquei a conhecer espécies tipicas do local e os diferentes habitats em que se encontram. Conclui que devemos proteger áreas como estas, pois acrescentam muito ao país e disponibilizam áreas de lazer para os locais e turistas.
Parque natural do sudoeste alentejano e costa vicentina
Beatriz Melo
Created on March 4, 2024
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Beatriz melo
Parque natural do sudoeste alentejano e costa vicentina
start
Índice
flora
introdução
classificação
geologia e hidrogeologia
caracterização
clima
habitats
opinião pessoal
fauna
conclusão
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Introdução
O Parque Natural da Costa Vicentina e Alentejana é uma joia natural localizada no sudoeste de Portugal. Abrangendo uma extensa área ao longo da costa alentejana e vicentina, este parque oferece uma paisagem diversificada, que conta com falésias, praias e campos agrícolas.
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Classificação
O Parque Natural da Costa Vicentina e Alentejana, foi designado como tal para preservar a diversidade dos seus habitats costeiros. A classificação tem como objetivo conservar a riqueza da flora presente na região, que inclui diversas espécies endémicas, ou seja, plantas que são exclusivas desta área e não são encontradas em outros lugares. Além disso, a preservação visa manter a fauna local, com destaque para as aves e os peixes, que desempenham um papel significativo na biodiversidade da região.
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Caracterização
Os estuários e suas áreas adjacentes servem como habitats cruciais para a alimentação, repouso e nidificação de aves migratórias. Quanto aos aspectos econômicos, o setor primário, centrado na agricultura e pecuária, desempenha um papel significativo. A maior parte da área é ocupada por terras agrícolas, predominando sistemas e culturas tradicionais, com exceção do Perímetro de Rega do Mira, onde a disponibilidade de água permite a reconversão e intensificação dos sistemas produtivos.
O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina abrange uma extensão de 89.568,77 ha, incluindo áreas terrestres e marinhas na faixa costeira entre S. Torpes e Burgau. Esta região, conhecida como Costa Sudoeste, apresenta uma diversidade paisagística notável, com habitats que sustentam uma rica biodiversidade. A rede hidrográfica inclui cursos de água ligados às bacias do rio Mira e do Barlavento Algarvio, proporcionando suporte a diversas espécies de flora e fauna, incluindo peixes prioritários e endémicos.
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Habitats
estuários
habitats
zona marinha
Compreendendo uma extensa área ao longo da costa, oferece habitats submarinos, como pradarias marinhas e recifes, que são essenciais para a diversidade marinha.
O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina abriga um total de 35 habitats diferentes, e alguns exclusivos da zona, que contribuem para sua rica biodiversidade.
Importantes habitats para várias espécies de peixes, fornecendo áreas de nidificação para o desenvolvimento inicial desses peixes, além de serem locais privilegiados para aves migradoras se alimentarem, descansarem e nidificarem.
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Habitats
Matagais e Bosques Costeiros
Florestas de Sobreiro e Azinheira
Sistemas Dunares
Ao longo da faixa costeira, é possível encontrar matagais e bosques costeiros, que oferecem habitats únicos para diversas espécies adaptadas às condições específicas dessa região.
Características da região do Alentejo, estas florestas são compostas principalmente por sobreiros e azinheiras, desempenhando um papel essencial na conservação da biodiversidade e na produção de cortiça.
As dunas costeiras são ecossistemas dinâmicos e importantes para a estabilização da costa. Elas abrigam plantas adaptadas a condições de vento e salinidade, além de servirem como habitat para insetos e aves.
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Habitats
Sapais e Zonas Húmidas
Falésias Costeiras
Áreas Agrícolas Tradicionais
As impressionantes falésias ao longo da costa são uma característica marcante do parque, fornecendo habitats únicos para aves marinhas, como cegonhas-do-mar e andorinhas-do-mar.
Algumas áreas dentro do parque são propensas a serem zonas húmidas e sapais, fornecendo habitat para uma variedade de aves aquáticas, como garças e patos.
Algumas áreas do parque podem incluir terras agrícolas tradicionais, onde práticas agrícolas sustentáveis coexistem com a conservação da biodiversidade.
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Fauna
fauna
A costa do Parque Natural da Costa Vicentina e Alentejana destaca-se pela sua rica fauna, com ênfase especial nas aves.
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Fauna
Arribas
O corvo-marinho-de-crista destaca-se pelo voo com o pescoço esticado e o rápido batimento de asas. A cegonha-branca é comum nessas arribas, nidificando em palheirões sobre os rochedos, em equilíbrio aparentemente precário, sendo esta uma situação única no mundo. A falta de construções altas até algumas décadas atrás levou as cegonhas a escolherem os palheirões como locais seguros para criar as suas crias, isolados no meio do mar.
As arribas marítimas desta região são de grande importância para a avifauna devido ao elevado número de espécies que nelas procriam. Destacam-se o guincho, ou águia-pesqueira, que utiliza essas áreas rochosas para nidificação. A águia-de-bonelli também utilizava essas arribas como local de nidificação, mas perturbações causadas por pescadores têm dificultado a sua reocupação. Outras aves residentes incluem o peneireiro-comum e o peneireiro-das-torres, que nidifica em colónias nas arribas.
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Fauna
aves migratórias
Além dessas, aves marinhas e costeiras em trânsito migratório, como o alcatraz e a andorinha-do-mar, também fazem parte do espetáculo. A águia-calçada é uma ave de rapina que, ao contrário dos passeriformes, realiza migração diurna, enquanto ocasionalmente avistamos o falcão-da-rainha ou o búteo-mourisco.
Durante o início do outono junto ao cabo de S. Vicente, podemos testemunhar um espetáculo magnífico com a chegada de milhares de aves migratórias. Estas aves, predominantemente passeriformes, recortam o céu ao amanhecer, partindo do norte da Europa, em direçãoao sul de África. Algumas das espécies incluídas nesse fenómeno são o pisco-de-peito-azul, o papa-moscas-preto e o papa-amoras-comum.
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Fauna
fauna terrestre
A fauna terrestre na região destaca-se pela presença notável da lontra (Lutra lutra), que se abriga nas arribas marítimas e barrancos adjacentes. É raro na Europa que esta espécie utilize o meio marinho para pescar. Além da lontra, outras espécies de fauna terrestre encontradas nessa costa e nas áreas circundantes incluem o texugo (Meles meles), o sacarrabo (Herpestes ichneumon) e a fuinha (Martes foina).
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Fauna
A predominância de fundos rochosos contribui para uma maior diversidade biológica, refletida na variedade de espécies de flora e fauna marinhas. No entanto, várias espécies enfrentam ameaças comerciais e sofrem devido à qualidade inferior dos seus habitats. Espécies particularmente vulneráveis incluem o mero, cavalos-marinhos, enguia, sável e várias espécies de cabozes. A preservação desses habitats é crucial para proteger essas espécies e garantir a saúde do ecossistema marinho na região.
fauna marinha
A biodiversidade marinha na região é influenciada pela diversidade dos fundos e pela convergência de massas de água do Mediterrâneo, Atlântico temperado e Atlântico tropical, juntamente com o afloramento de águas profundas. Os fundos rochosos, pequenos ilhotes, baías, cabos, sistemas lagunares e o estuário do Mira fornecem habitats variados para abrigo, alimentação, crescimento e reprodução de diversas espécies marinhas.
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Flora-terrestre
flora terrestre
A atividade agrícola, especialmente na parte norte do Parque, contribui para a ameaça de muitas espécies de flora, levando à extinção de plantas como a Armeria arcuata. As espécies arbóreas naturais incluem quercíneas como o sobreiro, carvalho-cerquinho e medronheiro, presentes principalmente nas encostas dos barrancos. No entanto, espécies não indígenas, como o pinheiro-bravo e o eucalipto, também dominam a região. O Parque enfrenta desafios devido à presença de flora invasora.
A flora terrestre no Parque Natural da Costa Vicentina e Alentejana distribui-se por três ambientes geomorfológicos distintos: Barrocal ocidental, Planalto litoral, e Serras litorais e barrancos. A região abriga uma diversidade de vegetação, incluindo elementos mediterrânicos, atlânticos e do norte de África, com predominância da vegetação mediterrânica. Com mais de 750 espécies, sendo mais de 100 endémicas, raras ou localizadas, destaca-se pela presença de 12 espécies exclusivas desta área.
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Flora-terrestre
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Flora-marinha
Essa diversidade de habitats submarinos sustenta uma rica biodiversidade marinha na região.
flora marinha
A flora marinha na região é influenciada pela diversidade dos fundos e pela convergência de diferentes massas de água do Mediterrâneo, Atlântico temperado e Atlântico tropical, além do afloramento de águas profundas. Destacam-se várias espécies de algas, como Codium spp. e Enteromorpha spp., florestas de laminárias, Cystoseira spp. e Padina pavonica, além da valiosa Gelidium sesquipedale. As plantas marinhas, representadas por populações de Zoostera spp., estão presentes no estuário do Mira.
Next
Geologia e hidrogeologia
geologia
A diversidade das rochas contrasta com uma relativa monotonia nas formas de relevo. A linha costeira terrestre é acompanhada por áreas planas, cuja altitude aumenta para sul, especialmente onde os rios têm um encaixe mais profundo.
O território do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é caracterizado por dois conjuntos distintos de rochas. A região norte do parque possui rochas mais antigas, com mais de 300 milhões de anos, aflorando desde o extremo norte até próximo de Vila do Bispo. Na parte sul do Algarve, encontram-se rochas mais recentes, arenitos e diferentes tipos de calcário, datando de 120-200 milhões de anos, resultado de sedimentos depositados na antiga bacia marinha no barrocal algarvio.
Next
Geologia e hidrogeologia
hidrogeologia
Destacam-se também os estuários como zonas de berçário essenciais para diversas espécies de peixes, proporcionando habitats cruciais para alimentação, repouso e nidificação de aves migratórias. O rio Mira é o principal curso de água na região. Os pequenos ribeiros no extremo sudoeste do Parque costumam secar durante o verão, mas podem ter um fluxo significativo em anos de maior precipitação.
A hidrografia da Costa Sudoeste é caracterizada pelos cursos de água nas bacias do rio Mira e do Barlavento Algarvio, incluindo sistemas temporários atípicos que sustentam uma rica diversidade de espécies da flora e fauna, incluindo peixes prioritários e endémicos. As galerias ripícolas ao longo desses cursos de água são habitats importantes para a migração de passeriformes transarianos, além de servirem como locais de alimentação e refúgio para várias espécies de mamíferos.
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Clima
clima
A região do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina apresenta um clima mediterrânico costeiro, conferindo-lhe uma temperatura relativamente amena. A distribuição da precipitação é desigual ao longo do ano e entre diferentes anos, com escassa chuva durante o verão. Durante esta estação, a área costeira é impactada pela brisa do norte ou envolta em nevoeiro.
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Opinião pessoal
Prós
Na minha opinião o parque natural do sudoeste alentejano e costa vicentina é um dos locais mais bonitos do país. Esta região tem uma grande diversidade de paisagens e habitats e está repleta de praias muito bonitas, que pessoalmente, penso serem a melhor parte desta área. Conta também com algumas espécies endémicas, como a Diplotaxis vicentina e o Cistus palhinhae. A razão para ter escolhido este parque é por costumar passar férias nesta zona, e dessa forma, conseguir dar uma opinião mais formada à cerca do tema.
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Opinião pessoal
contras
Alguns contras são, por exemplo, o caravanismo e campismo selvagem que comprometem o bem estar das espécies e dos seus habitats. A poluição, devido à industria, causa também perda de habitats e põem em perigo a fauna da zona.
Next
Conclusão
Com este trabalho aprendi diversos factos sobre uma zona que admiro imenso pela sua beleza natural e fiquei a conhecer espécies tipicas do local e os diferentes habitats em que se encontram. Conclui que devemos proteger áreas como estas, pois acrescentam muito ao país e disponibilizam áreas de lazer para os locais e turistas.