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"Mensagem" - "O Infante"

Sónia Cardoso

Created on February 23, 2024

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Transcript

Mensagem de Fernando Pessoa

"O Infante"

1ª Parte - O Brasão

O Timbre - A cabeça do Grifo O Infante D. Henrique

Em seu trono entre o brilho das esferas,Com seu manto de noite e solidão, Tem aos pés o mar novo e as mortas eras — O único imperador que tem, deveras, O globo mundo em sua mão.

O Sonho do Infante, José Malhoa

1ª Parte - O Brasão

O Infante D. Henrique, um dos eleitos da Ínclita geração, chamado O Navegador, embora pouco ou nada tenha navegado, foi o grande ideólogo dos Descobrimentos Portugueses, época áurea, de grande riqueza para o país. Homem de matemáticas e cosmografia, acumulou os conhecimentos clássicos e comparou-os aos do seu tempo, para julgar essas viagens, mais que possíveis, lucrativas. Era grão-mestre da Ordem de Cristo e possuía grandes quantias para investir na empreitada Ultramarina.

O Timbre - A cabeça do Grifo O Infante D. Henrique

Em seu trono entre o brilho das esferas,Com seu manto de noite e solidão, Tem aos pés o mar novo e as mortas eras — O único imperador que tem, deveras, O globo mundo em sua mão.

2ª Parte - Mar Português

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo. Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!

I - O Infante

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2ª Parte - Mar Português

I - O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo. Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!

Análise Formal

  • Estrofes
  • Três quadras
  • Rima
  • Cruzada
  • Métrica
  • Decassílabos (heroicos)

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2ª Parte - Mar Português

I - O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo. Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!

  • Qual a relevância da integração deste poema no início da segunda parte de Mensagem?
  • O Infante D. Henrique foi o impulsionador dos descobrimentos, representa o início, o começo de algo... da obra no mar.

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2ª Parte - Mar Português

I - O Infante

Estrutura interna

1.ª parte

  • Verso
  • Axiomático

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.

  • Vontade divina e o sonho do Homem
  • Concretização da Obra
  • Uso do presente do indicativo
  • Universalidade
  • Valor genérico do verbo

2ª Parte - Mar Português

I - O Infante

Estrutura interna

2ª parte - (VV. 2 a 8)

Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo.

  • Versos 2 e 3
  • Cumprimento do desígnio de Deus
  • “Sagrou-te” (v. 4)
  • Infante (os portugueses)
  • “foste desvendando a espuma” (v. 4)
  • Gradualmente
  • Metáfora

2ª Parte - Mar Português

I - O Infante

Estrutura interna

2.ª parte - (continuação)

Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo.

  • “Orla branca” (v. 5)
  • Metáfora
  • “Orla branca” e “clareou”
  • Ideia do divino e do espiritual
  • Versos 7 e 8
  • Representam o mistério

Passagem do desconhecido à luz

2ª Parte - Mar Português

Estrutura interna

I - O Infante

3.ª parte

  • Verso 9
  • Nacionalismo e patriotismo

Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!

  • Verso 10
  • Vontade divina

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  • Verso 11
  • Império material - Morte
  • Verso 12
  • Apóstrofe “Senhor”

Império espiritual por cumprir

2ª Parte - Mar Português

I - O Infante

Conclusões:Neste poema, estruturado como uma prece, o sujeito poético apresenta uma relação entre a vontade divina e os Descobrimentos portugueses, associados à figura do Infante. Neste sentido, a história de Portugal do período das Descobertas resulta de um desígnio divino, findo o qual o país se liberta para a sua realização, enquanto nação eleita.

2ª Parte - Mar Português

I - O Infante

Partes do Poema

1ª - verso 1

2ª - versos 2 e 3

3ª - versos 4 a 8

4ª - versos 9 e 10

5ª - versos 11 e 12