Mensagem de Fernando Pessoa
"O Infante"
1ª Parte - O Brasão
O Timbre - A cabeça do Grifo O Infante D. Henrique
Em seu trono entre o brilho das esferas,Com seu manto de noite e solidão, Tem aos pés o mar novo e as mortas eras — O único imperador que tem, deveras, O globo mundo em sua mão.
O Sonho do Infante, José Malhoa
1ª Parte - O Brasão
O Infante D. Henrique, um dos eleitos da Ínclita geração, chamado O Navegador, embora pouco ou nada tenha navegado, foi o grande ideólogo dos Descobrimentos Portugueses, época áurea, de grande riqueza para o país. Homem de matemáticas e cosmografia, acumulou os conhecimentos clássicos e comparou-os aos do seu tempo, para julgar essas viagens, mais que possíveis, lucrativas. Era grão-mestre da Ordem de Cristo e possuía grandes quantias para investir na empreitada Ultramarina.
O Timbre - A cabeça do Grifo O Infante D. Henrique
Em seu trono entre o brilho das esferas,Com seu manto de noite e solidão, Tem aos pés o mar novo e as mortas eras — O único imperador que tem, deveras, O globo mundo em sua mão.
2ª Parte - Mar Português
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
I - O Infante
10
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
Análise Formal
10
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
- Qual a relevância da integração deste poema no início da segunda parte de Mensagem?
- O Infante D. Henrique foi o impulsionador dos descobrimentos, representa o início, o começo de algo... da obra no mar.
10
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Estrutura interna
1.ª parte
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
- Vontade divina e o sonho do Homem
- Uso do presente do indicativo
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Estrutura interna
2ª parte - (VV. 2 a 8)
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
- Cumprimento do desígnio de Deus
- “foste desvendando a espuma” (v. 4)
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Estrutura interna
2.ª parte - (continuação)
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
- “Orla branca” e “clareou”
- Ideia do divino e do espiritual
Passagem do desconhecido à luz
2ª Parte - Mar Português
Estrutura interna
I - O Infante
3.ª parte
- Nacionalismo e patriotismo
Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
10
Império espiritual por cumprir
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Conclusões:Neste poema, estruturado como uma prece, o sujeito poético apresenta uma relação entre a vontade divina e os Descobrimentos portugueses, associados à figura do Infante. Neste sentido, a história de Portugal do período das Descobertas resulta de um desígnio divino, findo o qual o país se liberta para a sua realização, enquanto nação eleita.
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Partes do Poema
1ª - verso 1
2ª - versos 2 e 3
3ª - versos 4 a 8
4ª - versos 9 e 10
5ª - versos 11 e 12
"Mensagem" - "O Infante"
Sónia Cardoso
Created on February 23, 2024
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Mensagem de Fernando Pessoa
"O Infante"
1ª Parte - O Brasão
O Timbre - A cabeça do Grifo O Infante D. Henrique
Em seu trono entre o brilho das esferas,Com seu manto de noite e solidão, Tem aos pés o mar novo e as mortas eras — O único imperador que tem, deveras, O globo mundo em sua mão.
O Sonho do Infante, José Malhoa
1ª Parte - O Brasão
O Infante D. Henrique, um dos eleitos da Ínclita geração, chamado O Navegador, embora pouco ou nada tenha navegado, foi o grande ideólogo dos Descobrimentos Portugueses, época áurea, de grande riqueza para o país. Homem de matemáticas e cosmografia, acumulou os conhecimentos clássicos e comparou-os aos do seu tempo, para julgar essas viagens, mais que possíveis, lucrativas. Era grão-mestre da Ordem de Cristo e possuía grandes quantias para investir na empreitada Ultramarina.
O Timbre - A cabeça do Grifo O Infante D. Henrique
Em seu trono entre o brilho das esferas,Com seu manto de noite e solidão, Tem aos pés o mar novo e as mortas eras — O único imperador que tem, deveras, O globo mundo em sua mão.
2ª Parte - Mar Português
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo. Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!
I - O Infante
10
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo. Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!
Análise Formal
10
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo. Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!
10
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Estrutura interna
1.ª parte
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Estrutura interna
2ª parte - (VV. 2 a 8)
Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo.
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Estrutura interna
2.ª parte - (continuação)
Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo.
Passagem do desconhecido à luz
2ª Parte - Mar Português
Estrutura interna
I - O Infante
3.ª parte
Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!
10
Império espiritual por cumprir
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Conclusões:Neste poema, estruturado como uma prece, o sujeito poético apresenta uma relação entre a vontade divina e os Descobrimentos portugueses, associados à figura do Infante. Neste sentido, a história de Portugal do período das Descobertas resulta de um desígnio divino, findo o qual o país se liberta para a sua realização, enquanto nação eleita.
2ª Parte - Mar Português
I - O Infante
Partes do Poema
1ª - verso 1
2ª - versos 2 e 3
3ª - versos 4 a 8
4ª - versos 9 e 10
5ª - versos 11 e 12