As Tentações de Santo Antão
Apresentação Oral
introdução
As Tentações de Santo Antão é um tríptico do pintor holandês Hieronymus Bosch que terá sido pintado entre 1495 e 1500. Está em exposição em Lisboa no Museu Nacional de Arte Antiga, mas desconhecem-se as circunstâncias da chegada da obra a Portugal, não sendo certo que tenha feito parte da coleção do humanista Damião de Góis, como muitas vezes é referido.
Painel Esquerdo
"Ascensão e Queda de Santo Antão"
Santo Antão é levado pelos céus por demónios
Santo Antão é amparado por dois religiosos e por um leigo vestido de vermelho.
Três monstros leem uma carta enquanto outra figura que patina no gelo prepara-se para lhes entregar outra.
Painel Direito
"Meditação de Santo Antão"
Repete-se a imagem dos demónios voadores que levam estranhos passageiros.
Santo Antão desvia o olhar para a esquerda, onde se depara com um grupo de estranhos seres que o tentam atrair com comida e bebida.
Mulher a tomar banho junto a um tronco de árvore coberto com um manto vermelho, tentando aliciar o Santo.
Painel Central
O centro da imagem é preenchido por um templo cilíndrico em ruínas, que é o único espaço do quadro que não é invadido por demónios. As paredes do templo são decoradas com imagens alusivas ao Antigo Testamento. No interior, junto a um altar, a figura de Cristo faz um gesto de bênção, repetido pelo próprio Santo que olha na direção do espectador. Em fundo, ardem aldeias. O restante espaço é preenchido com seres fantásticos, a maioria híbridos, parte homens, parte animais.
Significado Da pintura
Santo Antão é considerado o fundador do monarquismo cristão, por ter renunciado aos bens materiais para viver no deserto, em pura contemplação, tornando-se um poderoso símbolo de renúncia ao mundo e ao pecado. Este quadro apresenta-nos um mundo dominado por forças demoníacas, entregue ao pecado e à culpa. Perante esta visão pessimista e angustiada a única esperança está em Cristo - a figura no centro do mesmo. Só pela força da renúncia, amparado pela fé, pode o homem libertar-se dos demónios que o atormentam.
Esta pintura traz-nos, a par da loucura e do pecado, a visão de Cristo e do Santo firme na sua fé.
Numa época em que se acreditava firmemente na presença do Diabo e nos tormentos do inferno, na vinda iminente do Anticristo e do Juízo Final, a serenidade de Santo Antão olhando-nos do templo arruinado no centro do quadro deve ser considerada como um símbolo de esperança.
Referências
Webgrafia
https://pt.wikipedia.org/wiki/As_Tentações_de_Santo_Antão#
Bibliografia
www.matriznet.ipmuseus.pt
http://www.museudearteantiga.pt/colecoes/pintura-europeia/tentacoes-de-santo-antao
HARTT, Frederick, Art - A history of painting, sculpture, archtecture, Prentice-Hall, inc. and Harry N. Abrams, inc., third edition, 1989
Obrigado pela vossa atenção!
JANSON, H. W., História da Arte, tradução de J. A. Ferreira de Almeida e Maria Manuela Rocheta Santos, Fundação Calouste Gulbenkian, 5ª edição, 1992
As Tentações de Santo Antão
Rodrigo Duarte
Created on February 21, 2024
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As Tentações de Santo Antão
Apresentação Oral
introdução
As Tentações de Santo Antão é um tríptico do pintor holandês Hieronymus Bosch que terá sido pintado entre 1495 e 1500. Está em exposição em Lisboa no Museu Nacional de Arte Antiga, mas desconhecem-se as circunstâncias da chegada da obra a Portugal, não sendo certo que tenha feito parte da coleção do humanista Damião de Góis, como muitas vezes é referido.
Painel Esquerdo
"Ascensão e Queda de Santo Antão"
Santo Antão é levado pelos céus por demónios
Santo Antão é amparado por dois religiosos e por um leigo vestido de vermelho.
Três monstros leem uma carta enquanto outra figura que patina no gelo prepara-se para lhes entregar outra.
Painel Direito
"Meditação de Santo Antão"
Repete-se a imagem dos demónios voadores que levam estranhos passageiros.
Santo Antão desvia o olhar para a esquerda, onde se depara com um grupo de estranhos seres que o tentam atrair com comida e bebida.
Mulher a tomar banho junto a um tronco de árvore coberto com um manto vermelho, tentando aliciar o Santo.
Painel Central
O centro da imagem é preenchido por um templo cilíndrico em ruínas, que é o único espaço do quadro que não é invadido por demónios. As paredes do templo são decoradas com imagens alusivas ao Antigo Testamento. No interior, junto a um altar, a figura de Cristo faz um gesto de bênção, repetido pelo próprio Santo que olha na direção do espectador. Em fundo, ardem aldeias. O restante espaço é preenchido com seres fantásticos, a maioria híbridos, parte homens, parte animais.
Significado Da pintura
Santo Antão é considerado o fundador do monarquismo cristão, por ter renunciado aos bens materiais para viver no deserto, em pura contemplação, tornando-se um poderoso símbolo de renúncia ao mundo e ao pecado. Este quadro apresenta-nos um mundo dominado por forças demoníacas, entregue ao pecado e à culpa. Perante esta visão pessimista e angustiada a única esperança está em Cristo - a figura no centro do mesmo. Só pela força da renúncia, amparado pela fé, pode o homem libertar-se dos demónios que o atormentam. Esta pintura traz-nos, a par da loucura e do pecado, a visão de Cristo e do Santo firme na sua fé. Numa época em que se acreditava firmemente na presença do Diabo e nos tormentos do inferno, na vinda iminente do Anticristo e do Juízo Final, a serenidade de Santo Antão olhando-nos do templo arruinado no centro do quadro deve ser considerada como um símbolo de esperança.
Referências
Webgrafia
https://pt.wikipedia.org/wiki/As_Tentações_de_Santo_Antão#
Bibliografia
www.matriznet.ipmuseus.pt
http://www.museudearteantiga.pt/colecoes/pintura-europeia/tentacoes-de-santo-antao
HARTT, Frederick, Art - A history of painting, sculpture, archtecture, Prentice-Hall, inc. and Harry N. Abrams, inc., third edition, 1989
Obrigado pela vossa atenção!
JANSON, H. W., História da Arte, tradução de J. A. Ferreira de Almeida e Maria Manuela Rocheta Santos, Fundação Calouste Gulbenkian, 5ª edição, 1992