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Luiza Neto Jorge e o papel da mulher na sociedade

Luísa Ferreira (Doce

Created on February 18, 2024

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Transcript

Luiza Neto Jorge e o papel da mulher na sociedade

Por Ana Jorge Batista Nº3 e Mafalda Alves Nº17 do 12ºH

Ano de 1995

sobre:

Luíza Neto Jorge
  • Maria Luíza Neto Jorge nasceu em maio de 1939, em Lisboa.
  • Frequentou a Faculdade de Letras da universidade de Lisboa onde ingressou no Grupo de Teatro de letras.
  • Luíza viajou para Paris e regressou a casa oito anos depois.
  • Teve um único filho com o segundo marido.
  • Faleceu a 23 de fevereiro de 1989.

Após o seu falecimento, a família publicou várias obras em seu nome, baseadas em rascunhos deixados pela própria autora.

Minibiografia

in A Lume (1989), Luiza Neto Jorge

Não me quero com o tempo nem com a moda Olho como um deus para tudo de alto Mas zás! do motor corpo o mau ressalto Me faz a todo o passo errar a coda. Porque envelheço, adoeço, esqueço Quanto a vida é gesto e amor é foda; Diferente me concebo e só do avesso O formato mulher se me acomoda E se nave vier do fundo espaço Cedo raptar-me, assassinar-me, cedo: Logo me leve, subirei sem medo À cena do mais árduo e do mais escasso. Um poema deixo, ao retardador: Meia palavra a bom entendedor.

+LEITURA

Estrutura externa

O poema Minibiografia está inserido na obra «A Lume» publicada em 1989 após a morte da escritora.O poema é constituído por 4 estrofes (3 quadras e um dístico) O esquema rimático é abba caca deed ff, contendo portanto rima interpolada, emparelhada e cruzada.

Análise

Na 1ª estrofe, o sujeito poético introduz o seu descontentamento com o contexto social em que vive.

1ª e 2ª estrofes

Não me quero com o tempo nem com a moda Olho como um deus para tudo de alto Mas zás! do motor corpo o mau ressalto Me faz a todo o passo errar a coda.

A comparação e a metáfora nos versos 2, 3 e 4 mostram o contraste entre a idealização da sua vida e a realidade: uma liberdade confinada ao seu "motor corpo".

Na 2ª estrofe, o sujeito poético explicita o motivo do seu condicionamento: ser mulher.

Porque envelheço, adoeço, esqueço Quanto a vida é gesto e amor é foda; Diferente me concebo e só do avesso O formato mulher se me acomoda

Nos versos 1 e 2 rejeita o modo de levar a vida sem propósito ou objetivo.

O "eu" lírico revela uma autoconcepção contrária ao esperado para uma mulher da sua época.

Na 3ª estrofe o sujeito poético revela, perante a situação apresentada nas estrofes anteriores, o seu desejo em sair da sociedade onde vive.

Análise

3ª e 4ª estrofes

No verso 10, está presente uma aliteração do som "ss".

E se nave vier do fundo espaço Cedo raptar-me, assassinar-me, cedo: Logo me leve, subirei sem medo À cena do mais árduo e do mais escasso.

A repetição da palavra "cedo" evidencia o desejo de fuga do sujeito poético.

A 4ª estrofe apresenta grande relevância no poema tendo em conta a época em que este foi escrito: o Estado Novo.

O sujeito lírico assume que, para os que não entendem a mensagem, deixa apenas um poema. Mas, como se diz popularmente: Para bom entendedor, meia palavra basta.

The tone is usually formal and the vocabulary technical, so bear this in mind when drafting.

Um poema deixo, ao retardador: Meia palavra a bom entendedor.

O contexto histórico da escrita deste poema forçava a autora a "disfarçar" a sua crítica ao regime. Daí a necessidade de escrever implicitamente: "meia palavra".

George

Maria Judite de Carvalho ficou conhecida graças às suas excelentes obras onde ela retrata a angústia feminina e os obstáculos impostos pela sociedade às mulheres.

Maria Judite De Carvalho

Este conto mostra a vida de George: uma mulher que decide regressar à sua cidade natal após mais de 20 anos de ausência. Nesse regresso, George encontra o seu "eu" de infância (Gi) e o seu "eu" do futuro (Georgina). Enquanto precorre o caminho para Amesterdão, a personagem principal reflete sobre as fases da sua vida e de como elas são muito distintas entre si. Ao mesmo tempo, a obra constitui uma crítica à vida que a sociedade espera da mulher.

BARBIE: o filme

2023

A famosa boneca que tem todas as profissões serviu de inspiração para a longa metragem de Greta Gerwig, lançada em julho do ano passado.

A personagem principal, Barbie, vive na Barbieland, um lugar perfeito para as bonecas onde não são substimadas nem descriminadas. Todas as Barbies acreditam que, ao mostrarem que todas as raparigas podem ser o que quiserem e ter todas as profissões fazem tudo pelo feminismo, e consequentemente as mulheres do mundo real não têm mais problemas. Quando Barbie conhece o mundo real vê que não é bem assim. As mulheres sofrem de decriminação e desigualdade de género, e não alcançam cargos de chefia como na Barbieland.

Barbie é um verdadeiro encontro de gerações de mulheres que não sabem o que fazer diante das inúmeras cobranças da sociedade. São abordados temas como: maternidade, liderança feminina, culpa, sororidade, envelhecimento e mulheres no mundo corporativo.

Obrigada pela atenção