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Os Lusíadas_Luís Vaz de Camões

Maria José Santos

Created on February 5, 2024

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Transcript

Unidade 2 do manual

Luís Vaz de Camões

Os Lusíadas

Aula de Português: 9.º ano

Professora: Maria José Santos

Canto I "Consílio dos deuses"

Canto III "Inês de Castro"

Canto I "Proposição"

O autor e o seu tempo

A epopeia e as suas caraterísticas

Os Lusíadas

índice

Canto IV "Despedidas em Belém"

Canto V "O Adamastor"

Canto X Regresso a Portugal e reflexões do poeta

Canto IX "Ilha dos Amores"

Canto VI "Tempestade e Chegada à Índia"

01

o autor e o seu tempo

  • Luís Vaz de Camões;
  • Renascimento, humanismo e classicismo.

Biografia de Luís Vaz de Camões

Ilustração de Pedro Burgos:"Camões foi inventor?"

Vidas Desenhadas

Assiste ao vídeo e atenta nos acontecimentos mais relevantes da vida do poeta.

Quiz - verifica se sabes

Resolve o questionário.

VidasDesenhadas: Biografia de Luís Vaz de Camões

  1. Luís de Camões terá nascido no ano de 1524 ou de 1525.
  2. Os estudos do futuro poeta deram-lhe uma boa formação em Literatura e História.
  3. Camões frequentou a corte de D. João III, bem como noutros salões nobres, onde exibiu os seus dotes de bom poeta.
  4. Como militar, Camões participou na expedição a Ceuta, onde possivelmente terá perdido o olho direito.
  5. Em 1553, o poeta embarcou para a Índia.

VidasDesenhadas: Biografia de Luís Vaz de Camões

6. De regresso a Lisboa, Camões envolveu-se numa rixa com Gonçalo Borges e acabou por ser preso e enviado para a Índia.7. No Oriente, começou por exercer funções militares.8. Na foz do rio Mecongue, o poeta foi vítima de um naufrágio, mas conseguiu salvar o manuscrito de Os Lusíadas.9. Camões publicou Os Lusíadas em... e D. Sebastião atribuiu-lhe uma tença de 15000 réis.10. Camões morreu no ano de 1580 e, supostamente, terá proferido a frase "Ao menos morro com a pátria", querendo dizer que o seu falecimento coincidia com a perda da independência de Portugal.

o renascimento: uma breve introdução

Consolida:

Consolida:

Consolida:

Consolida:

Consolida:

Lê o texto da página 94 do manual e resolve a atividade 2.

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Contexto histórico-social e cultural do séc. XVI

Video 2

Video 1

em suma:

autor

Em suma: Contextualização histórico-literária

Cronologia

02

A epopeia

A epopeia e as suas caraterísticas

No renascimento, ressurge a cultura greco-latina e a composição da epopeia torna-se a ambição dos humanistas, por ser considerada a forma poética mais nobre e grandiosa, adequada à celebração dos feitos e conquistas do homem renascentista.

A epopeia e as suas caraterísticas: (págs 98-99 do manual)

  • A epopeia é um dos géneros do modo narrativo e, portanto, implica uma ação que envolve personagens situadas num determinado tempo e espaço.
  • O que a distingue de qualquer outro relato são as suas caraterísticas principais:
    • escrita em verso;
    • narram-se as façanhas de um herói (individual ou coletivo), cujos feitos adquirem valor universal;
    • o início da ação apresenta-se numa fase adiantada, ou seja, no meio dos acontecimentos (in medias res);

+ info

A epopeia e as suas caraterísticas: (págs 98-99 do manual)

(Continuação)

    • para garantir a unidade da ação surgem, muitas vezes, narrações retrospetivas (analepses), para contar factos passados, e profecias, para revelar acontecimentos futuros, em relação à ação central;
    • o maravilhoso deve surgir na ação da epopeia, através dos deuses pagãos (maravilhoso pagão) e/ou do Deus cristão (maravilhoso cristão);
    • é indispensável a presença de um narrador;
    • os episódios (pequenas narrativas, reais ou imaginárias) enriquecem a epopeia e dão-lhe extensão, sem quebrar a unidade da ação.

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03

A epopeia Nacional:

Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões

O título...

A palavra "Lusíadas" significa "Lusitano", que por sua vez designa os habitantes da antiga Lusitânia, província do Império Romano que deu origem ao território de Portugal. Ou seja, o grande herói do livro é o povo português, os lusitanos, os lusíadas; e o tema sobre que qual versa são os seus feitos fantásticos!

Onde foi Camões buscar este título para o seu livro mais amado?

Maria Alberta Menéres, Camões, o super-herói da língua portuguesa, Porto Editora (pág. 68

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Quais são as fontes de Os Lusíadas?

+ info

Por que razão deves estudar Os Lusíadas?

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O assunto d´Os Lusíadas:

A epopeia Os Lusíadas tem como tema o passado épico nacional, inspirando-se na tradição nacional (e não na experiência individual). Nela narram-se os feitos grandiosos do povo português, desde a fundação da nacionalidade até ao século XVI (data em que Camões escreve a obra).

Estrutura externa de Os Lusíadas

  • 10 Cantos
  • 1102 estâncias
  • cada Canto apresenta um número variável de estâncias;
  • todas as estâncias são oitavas;
  • todos os versos são decassilábicos;
  • o esquema rimático é abababcc;
  • a rima é cruzada nos seis primeiros versos e emparelhada nos dois últimos.

Estrutura interna de Os Lusíadas

  • Proposição: o poeta expõe o que se propõe cantar.
  • Invocação: o poeta invoca as ninfas do Tejo (as Tágides) para o inspirarem.
  • Dedicatória: o poeta dedica o poema ao rei D. Sebastião.
  • Narração: parte que constitui o corpo do poema, em que se narram as várias ações do herói:
    • narração da viagem de Vasco da Gama à Índia (in medias res);
    • narração da História de Portugal;
    • narração da intriga dos deuses.

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A propósito da Narração...

Plano das Considerações do Poeta: sobretudo situadas no final dos Cantos, as intervenções do poeta são constituídas por lamentações, críticas, reflexões ou exortações.

Plano da Viagem: o relato da viagem de Vasco da Gama à Índia constitui a ação central do poema. Plano da História de Portugal: os relatos de acontecimentos da nossa História surgem encaixados no plano da Viagem. Plano Mitológico: sempre articulado com o plano da Viagem, diz respeito à intervenção dos deuses e de outras figuras mitológicas, influenciando a ação central de Os Lusíadas.

+ info

Atividade de Escrita:

Redige um texto expositivo no qual apresentes as caraterísticas da epopeia que pautaram a produção d´Os Lusíadas, de Luís de Camões.O teu texto deve incluir:

  • Uma introdução em que apresentes a definição da epopeia e a necessidade de produzir uma epopeia nacional no século XVI;
  • Um desenvolvimento em que apresentes as estruturas externa e interna d´Os Lusíadas;
  • Uma conclusão pertinente em que exponhas a abordagem humanista de Camões nesta obra.

Atividade de Escrita:

Proposta de texto: A epopeia é uma narrativa escrita em verso em que são relatados feitos heroicos em estilo elevado. Por imposição do género, deve possuir unidade de ação, integrar o maravilhoso e iniciar-se "in medias res", ou seja, num momento adiantado da ação. Luís Vaz de Camões, no século XVI, escreve Os Lusíadas para dar resposta à ambição dos humanistas, que quiseram enaltecer a empresa Descobrimentos e valorizar os grandes feitos e conquistas do homem renascentista. Quanto à estrutura externa, a epopeia camoniana divide-se em dez Cantos, que apresentam um número variável de estâncias, perfazendo um total de 1102. As estâncias são oitavas, com versos decassílabos. Seguindo o esquema rimático abababcc, a rima é cruzada nos primeiros seis versos e emparelhadas nos dois últimos. Em relação à estrutura interna, a obra divide-se em quatro partes: "Proposição", "Invocação", "Dedicatória" e "Narração". Assim, na "Proposição", o poeta apresenta o propósito e o herói do seu canto, ou seja, enaltecer os grandes feitos do povo português. Seguidamente, na "Invocação", pede inspiração às Tágides e, na "Dedicatória", oferece a sua obra ao rei D. Sebastião. Finalmente, na "Narração", relatam-se as ações gloriosas do herói d´Os Lusíadas. Em suma, Os Lusíadas reflete os valores do homem renascentista, de visão humanista, que, face aos Descobrimentos que marcaram os séculos XV e XVI, recupera a epopeia, modelo da Antiguidade Clássica, para glorificar os feitos extraordinários do povo português.

04

Os lusíadas:

Canto I
  • Proposição
  • Consílio dos Deuses

Canto I

PROPOSIÇÃO

(Est. 1-3)

A "Proposição" funciona como uma apresentação geral da obra: o poeta anuncia o assunto e o propósito da epopeia.

Deriva de propositio, que em latim significa proposta.

Propor significa: apresentar, expor, anunciar, mostrar.

1 As armas, e os barões assinalados que, da Ocidental praia Lusitana, por mares nunca dantes navegados, passaram ainda além da Taprobana, em perigos e guerras esforçados mais do que prometia a força humana, e entre gente remota edificaram novo reino, que tanto sublimaram; 2 e também as memórias gloriosas daqueles Reis que foram dilatando a Fé, o Império, e as terras viciosas de África e de Ásia andaram devastando; e aqueles que por obras valerosas se vão da lei da Morte libertando: cantando espalharei por toda a parte, se a tanto me ajudar o engenho e arte.

3 Cessem do sábio Grego e do Troiano as navegações grandes que fizeram; cale-se de Alexandro e de Trajano a fama das vitórias que tiveram; que eu canto o peito ilustre Lusitano, a quem Neptuno e Marte obedeceram. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta.

Primeira parte:

"Ocidental praia Lusitana" = Portugal

  • Perífrase
  • Sinédoque

1 As armas, e os barões assinalados que, da Ocidental praia Lusitana, por mares nunca dantes navegados, passaram ainda além da Taprobana, em perigos e guerras esforçados mais do que prometia a força humana, e entre gente remota edificaram novo reino, que tanto sublimaram; 2 e também as memórias gloriosas daqueles Reis que foram dilatando a Fé, o Império, e as terras viciosas de África e de Ásia andaram devastando; e aqueles que por obras valerosas se vão da lei da Morte libertando: cantando espalharei por toda a parte, se a tanto me ajudar o engenho e arte.

  • Hipérbole

Cantar = celebrar, enaltecer, exaltar...

Objetivo do poeta e condição necessária:

  • o poeta pretende tornar o seu canto universalmente conhecido;
  • precisa de talento e habilidade, para o conseguir.

  • Enumeração

Segunda parte:

3 Cessem do sábio Grego e do Troiano as navegações grandes que fizeram; cale-se de Alexandro e de Trajano a fama das vitórias que tiveram; que eu canto o peito ilustre Lusitano, a quem Neptuno e Marte obedeceram. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta.

(Ulisses e Eneias)

(Alexandre Magno e o imperador romano Trajano)

"o peito ilustre lusitano" = os portugueses (herói coletivo)

  • Metonímia

(Musa = Calíope, musa da epopeia e da eloquência, inspiradora dos gregos e dos romanos)

= porque

Em tom imperativo, o poeta ordena que se deixem de celebrar os feitos dos heróis da Antiguidade Clássica, porque outro valor mais alto surge no mundo: os feitos dos portugueses, triunfantes no mar e na guerra.

A Proposição aponta para os planos narrativos

Plano Mitológico

Plano da Viagem

Os portugueses equiparam-se aos Deuses: "mais do que prometia a força humana" (Est. 1; v. 6) "A quem Neptuno e Marte obedeceram" (Est.3; v. 6)

Celebra-se uma viagem: "da Ocidental praia Lusitana, / por mares nunca dantes navegados, / passaram ainda além da Taprobana" (Est. 1; vv. 2-4)

Plano das Considerações do Poeta

Plano da História de Portugal

Conta-se a história de um povo: "as memórias gloriosas / daqueles Reis que foram dilatando / a Fé, o Império, e as terras viciosas / de África e de Ásia andaram devastando" (Est. 2; vv. 1-4)

O poeta ergue-se, na primeira pessoa: "Cantando espalharei por toda a parte" (Est. 2; v. 7) "Que eu canto o peito ilustre lusitano" (Est. 3; v. 5)

Em suma:

Tarefa: consolidação de conhecimentos

Invocação (Est. 4-5)

  • Invocar significa apelar, pedir, suplicar, por isso é uIlizado o imperativo.
  • Nestas estâncias, Camões dirige-se às Tágides, as ninfas do Tejo, pedindo-lhes que o ajudem a cantar os feitos dos portugueses de uma forma sublime.
  • Até aí apenas tinha usado a inspiração na humilde lírica, mas agora precisa de uma inspiração superior.
  • O estilo da epopeia tem de ser:
    • “alto e sublimado”
    • "Um estilo grandíloco e corrente.“
    • “fúria grande e sonorosa”
    • “tuba canora e belicosa”

Dedicatória (Est. 6-18)

  • Camões oferece a obra a D. Sebastião, símbolo da esperança do poeta, por ver nele um monarca poderoso, capaz de retomar “a dilatação da fé e do império” e de ultrapassar a crise do momento.
  • Termina com uma exortação ao rei para que também se torne digno de ser cantado, prosseguindo as lutas contra os Mouros.

Consílio dos deuses

(Est. 19-41)

Realiza a atividade de pré-leitura da página 100 do manual.

Visualiza o vídeo sobre a Mitologia.

Lê os textos informativos da página 107 e consolida as aprendizagens.

Início da Narração da Viagem

Os navegadores estão em pleno Oceano Índico início da Narração "in medias res" (exigência da estrutura épica).

"Já"..."quando": ações simultâneas a Viagem e o Consílio

Chegada dos deuses ao local do Consílio

Objetivo da reunião

Através de Mercúrio, Júpiter convoca os deuses para que se manifestem sobre o destino dos portugueses, que pretendiam chegar à Índia.

Os Lusíadas e a viagem de Vasco da Gama

Enumeração / personificação

Dupla adjetivação

Tripla adjetivação

Comparação

Os deuses encontram-se sentados por ordem, segundo a sua importância.

Os dois pontos introduzem a fala de Júpiter em discurso direto.

Dupla adjetivação: o "horrendo" indica que Júpiter causava um temor respeitoso.

"Consílio dos Deuses" (Canto I, est. 19-41)

"Consílio dos Deuses" (Canto I, est. 19-41)

o local da reunião:
Olimpo
quem a convocou:
Júpiter
o seu objetivo:
decidir se os deuses do Olimpo ajudarão ou não os portugueses a chegar à Índia.
Discurso de Júpiter

apóstrofe / perífrase

perífrase (Lisboa)

Decisão de Júpiter

que sejam bem recebidos e agasalhados na costa africana, para seguirem viagem depois de reabastecida a frota.

Futuro do indicativo = profecia

Júpiter faz várias referências ao “grande valor” dos portugueses. Com base nas estâncias 28 e 29,completa o esquema

Discurso de Júpiter

Decisão em relação aos lusos

Razões que as sustentam

O destino determinara que os portugueses dominariam os mares do Oriente.

Júpiter decidiu ajudar os portugueses a encontrarem um porto de abrigo na costa africana, onde pudessem descansar e reabastecer-se antes de continuarem a viagem.

Os portugueses estão cansados das dificuldades da viagem.

Concluído o discurso de Júpiter, os deuses pronunciam-se sobre o assunto, dando e trocando razões entre si...

Intervenção de Baco

Posição de Baco

Baco não concorda com a decisão tomada, por temer que o esqueçam no Oriente, se os portugueses lá chegarem.

perífrase

perífrase

pleonasmo

Intervenção de Baco

pleonasmo

Intervenção de Vénus

perífrase

1.ª razão: Vénus vê nos portugueses as qualidades dos seus queridos romanos: a coragem (nas vitórias em Marrocos) e a língua (que lhe parece quase o latim).

2.ª razão: as deusas dos destinos deram-lhe a entender que seria venerada nas terras onde chegassem os portugueses.

perífrase

antítese: posições de Baco e Vénus

Baco e Vénus pronunciam-se sobre a decisão de Júpiter. Completa o esquema, explicitando a posição e as razões de cada um.

Posição dos deuses em porfia

Baco

Vénus

Posição: contra os portugueses.

Posição: a favor dos portugueses.

Razão:

  • receia perder a fama e o prestígio que tem no Oriente, se os portugueses chegarem à Índia (Est. 30-32).

Razões:

  • vê nos portugueses semelhanças com os romanos, no carácter e na língua (Est. 33).
  • sabe que os portugueses a tornarão célebre onde quer que cheguem (Est. 34).

Tumulto na assembleia

a assembleia dos deuses parecia uma floresta na montanha vencida pelos ventos furiosos.

Toda a estância constitui uma comparação hiperbólica:

Intervenção de Marte

Marte apoia Vénus, porque...

Marte impôs ordem no Consílio:

  • levantou-se de rosto carregado e pôs para trás o escudo;
  • ergueu a viseira do elmo, pôs-se diante de Júpiter e bateu com a ponta do bastão no trono;
  • o céu tremeu e o sol ficou pálido de medo.

Intervenção de Marte

Marte dirige-se a Júpiter: se, conforme tinha determinado, pretendia que os Portugueses não sofressem mais adversidades, devia proceder como um bom juíz e não ouvir as razões de quem é suspeito na causa.

apóstrofe

Baco devia defender os portugueses, por serem descendentes de Luso, mas estava dominado pelo medo.

Intervenção de Marte

Marte diz a Júpiter que não deve voltar atrás com a decisão tomada, pois seria sinal de fraqueza.

apóstrofe

Decisão de Júpiter

Perífrase

Júpiter, com uma inclinação da cabeça, concor-dou com Marte e esparziu néctar sobre os deuses, dando a assembleia por terminada.

Perífrase (Céu)

Marte apoia a posição de Vénus e tem um papel fundamental na resolução do conflito entre as duasforças. Completa as suas razões.

Discurso de Marte

1. Ama
Vénus “o amor antigo o obrigava” (Est. 36)
2. Admira
a força e a coragem dos portugueses "a gente forte o merecia" (Est. 36)
3. Considera a opinião de Baco suspeita, pois...
o que o motiva é a inveja e o receio de perder a fama no Oriente. (Est. 39)

Sobre o final do Consílio:

Tarefa: consolidação de conhecimentos

Atividade de Escrita:

Redige um texto expositivo subordinado ao "Consílio dos Deuses" no qual destaques a importância deste episódio para a glorificação dos portugueses. O teu texto deve incluir:

  • Uma introdução em que situes este episódio do Consílio na obra a que pertence;
  • Um desenvolvimento em que apresentes:
    • o assunto que dá origem à assembleia dos deuses;
    • os deuses que intervêm e a posição que assumem relativamente à viagem dos portugueses;
    • a decisão final.
  • Uma conclusão pertinente em que refiras a importância do episódio para a glorificação dos portugueses.

O episódio do "Consílio dos Deuses" surge no Canto I de Os Lusíadas e, quanto à estrutura interna da epopeia, integra a Narrração, numa articulação entre os planos da Viagem e da Mitologia. Com efeito, a assembleia dos deuses interrompe, na estância 20, o início da narração da viagem à Índia. Convocados por Júpiter, através de Mercúrio, todos os deuses se reunem no Olimpo, a fim de decidirem sobre "as coisas futuras do Oriente", isto é, para determinar se ajudariam ou não os portugueses no objetivo que se tinham proposto: chegar à Índia. Na primeira para desta assembleia, o pai dos deuses elogia os feitos passados dos lusos e relembra que estão predestinados a dominar o Oriente, razão pela qual determina que sejam "agasalhados" na costa africana, onde possam receber a ajuda de que precisam para chegar à Índia. Concluído o discurso de Júpiter, Baco e Vénus intervêm: ele para se opor, pois receia que com a chegada dos portugueses à Índia o seu tão celebrado nome caia no esquecimento; e ela para os defender, movida quer pelas semelhanças destes com os romanos quer pela honras que pretende. Perante o tumulto que se gera na assembleia, é Marte quem repõe a ordem e apela à justiça de Jútiper, quem, depois de o ouvir, confirma a sua decisão de ajudar os portugueses e dá por concluído o Consílio. Este episódio contribui para a glorificação do herói da epopeia camoniana, na medida em que os feitos dos lusos se tornaram dignos da atenção dos deuses e o seu destino motivou a necessidade deste consílio. De igual modo, o reconhecimento que lhes é prestado por Júpiter, Vénus e Marte, bem como o temor que as suas ações suscitam em Baco, engrandecem este povo que se equiparará aos deuses.

O “Consílio dos Deuses” é o episódio d’Os Lusíadas que retrata a reunião convocada por Júpiter, tendo como objetivo determinar o destino dos portugueses na viagem até à Índia. Nesta assembleia, apesar de Júpiter ter tido uma primeira intervenção a favor dos portugueses, as opiniões dividem-se. Assim, Baco opõe-se ao sucesso dos Lusos, já que teme perder a sua influência no Oriente, porém, Vénus, apoiada por Marte, defende “o peito ilustre lusitano”, devido à sua semelhança com os romanos, não só ao nível do carácter, mas também da língua. Após esta discussão, o pai dos deuses delibera o sucesso do povo português. A simples existência de uma reunião no Olimpo para decidir o futuro dos lusitanos é, em si mesma, uma glorificação e engrandecimento destes navegadores.

05

Os lusíadas:

Canto III
  • Inês de Castro
Antes de avançar:

Canto III

Depois de visulaizar o documento, indica se as afirmações são verdadeiras ou falsas: a) D. Inês de Castro nasceu no século XIII. b) D. Inês de Castro pertencia a uma família poderosa de Castela. c) D. Inês teve um romance com D. Pedro, filho de D. Afonso VI.d) D. Pedro casou com D. Constança para poder estar perto de D. Inês. e) A relação entre D. Pedro e D. Inês foi mal recebida pelo pai de D. Pedro, mas aceite pelo povo. f) De forma a separar os amantes, D. Afonso IV mandou D. Inês para longe de D. Pedro. g) A morte de D. Constança permitiu a aproximação de D. Pedro e de D. Inês. h) D. Pedro casou com D. Inês com conhecimento de seu pai. i) D. Afonso IV mandou matar D. Inês, cedendo às pressões dos seus conselheiros.

Contextualização: D. Afonso IV regressa vitorioso da Batalha do Salado, em Espanha (1340).

Apresentação do novo episódio.

apóstrofe

O Amor surge personificado e é identificado como o grande responsável pela morte de Inês.

apóstrofe

dupla adjetivação

metáfora hiperbólica

Felicidade de Inês em Coimbra e ameças ao seu amor por Pedro

apóstrofe: Inês é muito bonita.

metáfora

Inês vivia em plenitude este amor. É um sentimento que "cega", pois é uma ilusão que o destino não deixará durar muito.

personificação

perífrase

Inês está apaixonada e o seu amor pelo príncipe D. Pedro, filho do rei D. Afonso IV, é correspondido.Embora afastados, os amantes estão sempre juntos em pensamento.

metáfora

antítese /personif.

antítese /metáfora

  • D. Pedro ama Inês e recusa um casamento por conveniência;
  • o povo opõe-se à união dos amantes;
  • D. Afonso IV é um homem rígido, de convicções fortes e conservador.

apóstrofe

Decisão do rei D. Afonso IV

eufemismo

O rei e os seus Conselheiros acreditam que apenas a morte porá fim a este amor.

antítese

anáfora

dupla adjetiv.

Episódio de "Inês de Castro":

Episódio de "Inês de Castro":

Episódio de "Inês de Castro":

Episódio de "Inês de Castro":

Inês e o rei: súplicas de Inês

A piedade do rei contrasta com a ferocidade do povo, que leva D. Afonso IV a condenar Inês à morte.

dupla adjetiv.

comparação

Destaca-se a desumanidade com que Inês é tratada.

Invocação de exemplos em que os animais selvagens cuidaram de crianças e tiveram compaixão delas.

Alegação de inocência, uma vez que o seu único pecado foi amar D. Pedro. Apelo à humanidade do rei, lembrando que está a matar a mãe dos seus netos.

Sugestão do desterro na companhia dos filhos, realçando que procurará misericórdia entre os animais, uma vezque não a encontrou nos humanos.

perífrase

No discurso que faz ao rei, Inês apresenta vários argumentos. Organiza-os pela ordem em que surgem no texto.

Execução da sentença do rei

apóstrofe/interrogação retórica: reforçam a maldade daqueles que, sem piedade, mataram Inês.

  • Do mesmo modo que Pirro preparava o ferro para matar a jovem Policena (est. 131), assim os algozes de Inês se encarniçam contra ele, sem se preocupar com o futuro castigo;
  • cortam-lhe o pescoço, que sustinha o lindo rosto que fez apaixonar D. Pedro, quem, depois de morta, a fez rainha.

perífrase

metáfora / eufemismo

Considerações finais do narrador

apóstrofe: desejo de que aquele dia seja apagado da história.

A comparação destaca o caráter injusto e prematuro da morte de Inês.

metáfora / eufemismo: destacam a beleza de Inês e a atrocidade que foi cometida.

Referência à solidariedade da Natureza perante a morte de Inês: o choro das ninfas dá origem à fonte dos amores.

Completa a síntese das estâncias 130 a 132, escolhendo a opção certa em cada caso:

Episódio de "Inês de Castro":

Tarefa: consolidação de conhecimentos

06

Os lusíadas:

Canto IV
  • Despedidas em Belém
Antes de avançar:

Canto IV

Atividade do manual (página 116)

Sentimentos dos que partem

perífrase

metonímia: Neptuno = o mar antítese: doce/salgado

metáfora: navegadores e guerreiros

Vasco da Gama

As naus portuguesas pretendem ser igualadas à de Argos – personagem mitológica (Minerva colocou-a entre as constelações, valorizando-a).

As naus estão apetrechadas, preparadas para a viagem – questões práticas e objetivas da viagem

Preparação espiritual que tem que ser feita antes da viagem – questões espirituais da viagem – os “nautas” pediram para que Deus os guiasse, sabendo que a morte poderá ser uma certeza.

Vasco da Gama confessa o seu estado de espírito – o capitão parIu para esta viagem com medo e com dúvidas em relação ao seu destino/futuro.

A viagem era de tal modo longa e perigosa que toda a gente nos dava por perdidos; as mulheres choravam, os homens não escondiam a comoção. Mães, irmãs e esposas, a quem o amor mais faz temer o futuro, agravavam o desespero e o medo de não nos voltar a ver.

enumeração

Apresentam-se dois casos de lamúrias/queixas:

  • uma mãe que questiona a viagem, dando como certa a morte do filho, se este partir.
Os filhos que deveriam acompanhar os pais e ajudá-los são afastados.
  • uma esposa que não entende as motivações do marido e sente que o vai perder.
Os homens que abandonavam os lares para se aventurarem no mar. * Crítica aos descobrimentos ao facto de se abandonar o país e o seu desenvolvimento.

anáfora

apóstrofe

interrogação retórica

hipérbole

(Pág. 234)

Poema "Mar Português", de Fernando Pessoa:

Poema "Mar Português", de Fernando Pessoa:

Poema "Mar Português", de Fernando Pessoa:

Poema "Mar Português", de Fernando Pessoa:

Poema "Mar Português", de Fernando Pessoa:

Poema "Mar Português", de Fernando Pessoa:

Redige um comentário no qual relaciones o estado de espírito dos nautas (Est. 93) com a mensagem transmitida pelo cartoon.

Na estância 93, Vasco da Gama narra o momento em que ele e os restantes nautas se dirigiram às naus de olhos baixos (“sem a vista alevantarmos”), carregando uma grande mágoa, agravada pela dor dos que ficavam. Também a personagem do cartoon deixa a sua casa (pátria), caminhando de olhos no chão. Tal como os nautas, sente a dor da partida: o seu corpo afasta-se, mas a sua alma (a sombra) fica agarrada à casa. [75 palavras]

07

Os lusíadas:

Canto V
  • O Adamastor
Antes de avançar:

Canto V

"medonha e má"
"robusta e válida"
cor
"disforme e grandíssima"
"cheios de terra e crespos"
rosto
"esquálida"
"negra"
dentes
olhos
História de amor infeliz do Adamastor por Tétis
Adamastor
Vasco da Gama
Vasco da Gama

Tarefa: consolidação de conhecimentos

Manual pág. 229

Atividade: Texto expositivo - "O Adamastor"

08

Os lusíadas:

Canto VI
  • Tempestade e Chegada à Índia
Antes de avançar:

Canto VI

Em suma...

09

Os lusíadas:

Canto IX
  • Ilha dos Amores
Antes de avançar:

Canto IX

10

Os lusíadas:

Canto X
  • Regresso a Portugal e Reflexões do poeta
Antes de avançar:

Canto X

Manual, pág. 150

Unidade 2 do manual

Luís Vaz de Camões

Os Lusíadas

Aula de Português: 9.º ano

Professora: Maria José Santos

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Showing enthusiasm, flashing a smile, and maintaining eye contact with your audience can be your best allies when telling stories that excite and capture the interest of the public: 'The eyes, chico. They never lie'. This will help you make a match with your audience. Leave them speechless!

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