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D Sebastião rei de Portugal
António Pedro Pinheiro Meireles
Created on January 30, 2024
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Transcript
Mensagem
Apresentaçã0
Trabalho realizado por: Ana Costa; António Meireiles; Jéssica Pereira; João Paulo
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D.Sebastião, rei de portugal
Louco, sim, louco,porque quis grandezaQual a Sorte a não dá. Não coube em mim minha certeza; Por isso onde o areal está Ficou meu ser que ouve, não o que há. Minha loucura, outros que me a tomem Com o que nela ia. Sem a loucura que é o homem Mais que a besta sabia, Cadáver adiado que procria?
Índice
3. Caracteristicas da poesia épica e/ou lírica, e relação com os Lusiadas
1. Justificação da inclusão do poema na estrutura simbólica de Mensagem
4. Análise do poema
2. Contexto Histórico
5. Canção que associamos ao poema
Brasão Nacional
Justificação da inclusão na estrutura simbólica
A razão que leva à inclusão deste poema é a sua funcionalidade temática. Ao situar-se em “Brasão”, a parte destinada ao nascimento da nação, D.Sebastião serve como um exemplo dos heróis lendários ou históricos, construtores convertidos em símbolos, que explicam e justificam a nacionalidade portuguesa e que lhe atribuem rumos e linhas orientadoras para o futuro, explorado mais à frente na obra.
Contexto Histórico
D.Sebastião
Nasceu em Lisboa a 20 de janeiro de 1554 e morreu/desapareceu em 1578 em Alcácer Quibir. Recebeu cognome, o Desejado, pois o seu nascimento foi visto como uma forma de salvaguarda da independência. Os seus fervores religioso/militar levaram-no a levar a cabo uma campanha militar em África, em 1578, em Alcácer Quibir, onde foi derrotado e desapareceu/morreu.
Lisboa no final do seculo do seculo XVI
Sebastianismo
-É um movimento religioso, feito em volta duma figura nacional, no sentido de um mito; -Num sentido simbólico D.Sebastião assemelha-se à própria pátria, isto é, ambos perderam com o desaparecimento. Um a vida, a glória régia…o outro o seu rei e a sua independência. A sua volta, seria portanto, um regresso da glória de ambos; -D.Sebastião, segundo a lenda, voltaria numa manhã de nevoeiro, no seu cavalo branco
Mapa de portugal no inicio do sec XVI
Video:
Caracteristicas da poesia épica e/ou lírica
Marcas épicas: Verificam-se com o tom de exaltação heróica que percorre este poema; com a evocação dos perigos e da loucura do rei, e pelo poema ser protagonizada por um herói nobre (social e moralmente).
Relação com “Os Lusíadas”
Marcas líricas: Verificam-se pela forma fragmentária da obra, o tom menor, a interiorização da matéria épica, a utilização da primeira pessoa gramatical e subjetividade na apresentação da realidade;
Na “Mensagem” , D.Sebastião é o mito, o Desejado, o tão esperado, numa semelhança, à também glorificação do rei feita por Luís Vaz de Camões na Dedicatória e no Canto I, onde apela a que este prossiga as glórias e feitos do império.
Análise do poema
Assunto: O sujeito poético afirma encontrar como base da sua loucura, a grandeza, orgulhando-se disso. Em consequência dessa loucura, encontrou a morte em Alcácer Quibir. O sujeito poético lança ainda um repto aos destinatários, apelando à loucura e à valorização do sonho. Sendo a loucura a força da ação.
Louco, sim, louco,porque quis grandezaQual a Sorte a não dá. Não coube em mim minha certeza; Por isso onde o areal está Ficou meu ser que ouve, não o que há. Minha loucura, outros que me a tomem Com o que nela ia. Sem a loucura que é o homem Mais que a besta sabia, Cadáver adiado que procria?
Divide-se em duas partes: 1 parte: O sujeito poético auto caracteriza-se como sendo “louco”; 2 parte: Faz uma apologia da loucura, um elogio, exortando a que outros dêem continuidade ao seu sonho.
“Por isso onde o areal está Ficou meu ser que houve, não o que há.” - Remete para a diferença entre a figura histórica e a personalidade mítica- o corpo morreu mas o ideal, ou seja, o mito permanece. “Ficou meu ser que houve, não o que há.” -Enquanto figura histórica, D.Sebastião morreu em batalha (“ficou meu ser que houve”) mas persiste enquanto lenda e exemplo de “loucura” (“não o que há").
Significados: O sujeito poético caracteriza-se como louco: “Louco, sim, louco, porque quis grandeza Qual a sorte não dá. Não coube em mim minha certeza; Por isso onde o areal está Ficou meu ser que houve, não o que há.”
2 parte: -Apologia à loucura: “Minha loucura, outros que me a tomem Com o que nela ia. Sem a loucura que é o homem Mais que a besta sadia, Cadáver adiado que procria?”
”Minha loucura, outros que me a tomem”- Causa da loucura é a busca da glória /grandeza, ou seja, a projeção para o futuro ”Sem a loucura que é o homem”- sonho, ideal, utopia; ”Mais que a besta sadia, cadáver adiado que procria?”- Argumento usado para o apelo e convite à loucura. ”Mais que a besta sadia”-Vivida admiração de Pessoa pela loucura de D.Sebastião
O sujeito poético faz uma apologia da loucura, um elogio, apelando ao povo português para dar continuidade ao seu sonho (sonho de D.Sebastião), estabelecendo uma união entre o passado e o presente.
Análise formal:
Métrica: a métrica e a rima dos versos são irregulares, com variações entre seis, oito e dez sílabas;
Recursos expressivos: “louco, sim louco”-pleonasmo; “Qual a sorte a não dá”- personificação; “Não coube em mim minha certeza”- eufemismo; “Por isso onde areal está”- perífrase; “Ficou meu ser que houve, não o que há”- pleonasmo; “Cadáver adiado que procria?”- pergunta retórica
Esquema rimático: ababb- contém rima emparelhada e interpolada.
Estrofes: Duas quintilhas.
Questionário de análise do manual
pág 119: 1.1-D. Sebastião personifica a segurança e a liberdade nacional (est. 6, vv. 1-2) e a esperança no desenvolvimento da cristandade (est. 6, v-4); 1.2-Na obra de Camões é realizado um retrato histórico. Em “Mensagem”, o jovem rei é caracterizado por uma natureza mítica, sendo um símbolo de loucura inspiradora, devido ao sonho de grandeza.
pág 120: 1) O uso do adjetivo serve para o sujeito poético reforçar a sua autocaracterização. 2) O herói histórico está presente na referência ao «areal» da batalha de Alcácer Quibir, e na menção à morte física de D. Sebastião: «meu ser que houve». O herói mítico evidencia-se na referência a D. Sebastião, pois o seu «ser» «que há» direciona-nos para a seu imagem inspiradora e para o carácter mítico do Sebastianismo. 3) A interrogação serve para exaltar a loucura, enquanto traço distintivo dos seres humanos. 4) A utilização da primeira pessoa associa o sujeito poético à personagem histórica a quem o poema é dedicado. Assim, o discurso adquire maior credibilidade e valoriza-se o exemplo e o testemunho do herói.
5) Marcas do discurso épico: matéria histórica protagonizada por um herói nobre. Marcas do discurso lírico: a utilização da primeira pessoa gramatical, a subjetividade na apresentação da realidade e a forma fragmentária. 6) O poema é constituído por duas quintilhas, com métrica irregular, tendo versos decassilábicos, hexassilábicos e octossilábicos. A rima é cruzada e emparelhada (a b a b b).
Associação entre “Recomeço” e Mensagem.
Musica "Recomeço" de Marco Rodrigues e Aurea
Fim
Webgrafia
http://arquivopessoa.net/textos/187https:/pt.slideshare.net/maria_ines95/mensagem-d-sebastio-rei-de-portugalhttps:/pt.slideshare.net/MariaJooOliveira19/d-sebastio-rei-de-portugal-anlise-132950216https:/prezi.com/p/7z22irojcur6/mensagem/https:/apoioptg.blogspot.com/2007/04/mensagem-anlise-do-poema-d-sebastio.htmlhttps:/prezi.com/6o3slga-4dud/d-sebastiao-rei-de-portugal/https:/pt.slideshare.net/ameliapadrao/estrutura-mensagem
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