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Amor de Perdição Filipa

Elsa cristina Pereir

Created on January 22, 2024

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Transcript

Amor de Perdição

Camilo Castelo Branco

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O tempo e os espaços

A Obra Integral

O Narrador e as críticas

Análise de Excertos

As características românticas da obra

As Linhas de ação/ resumo de Capítulos

As personagens

Recursos e Apontamentos

Introdução

Cap.2

Cap.4

Cap.1

Cap.5

Cap.3

Cap.6

Cap.8

Cap.9

Cap.7

Cap. 10

Cap.13

Cap.14

Cap.11

Cap.12

Cap.15

Cap.19

Cap.18

Cap.17

Cap.16

Cap.20

Resumo dos Capítulos

Linhas de ação

Linhas de ação

12

11

10

Linhas de ação

13

Sobre a obra

Os jovens iniciam uma relação secreta pois as famílias são inimigas: "O magistrado e a sua família eram odiados pelo pai de Teresa, por motivos de litígios, em que Domingos Botelho lhes deu sentenças contra."; "E este amor era singularmente discreto e cauteloso. Viram-se e falaram-se durante três meses, sem fazer desconfiar a vizinhança, e nem sequer dar suspeitas às duas famílias."

Teresa é forçada à vida conventural: "Quanto a Teresa, resolveu Albuquerque encerrá-la num convento do Porto, e escolheu Monchique, onde era prioresa uma sua parenta próxima. Escreveu à prelada para lhe preparar aposentos, e ao procurador para negociar as licenças eclesiásticas para a entrada. Todavia, receando o velho algum incidente no espaço de tempo que esperava até se conseguirem as licenças, resolveu não ter consigo Teresa, e solicitou a retenção temporária dela num convento de Viseu."

Cenas importantes: • A família de Simão muda-se de Viseu para Vila Real • Simão é preso e condenado à forca • Mariana continua ao lado Simão na prisão • Mariana ao saber da sentença pede que a matem O capítulo 12 começa com a família de Simão a mudar-se de Viseu para Vila Real. O narrador transcreve parte de uma carta de uma das irmãs de Simão (escrita 57 anos depois do sucedido) em que ficamos a saber que Simão foi condenado à forca e as reações da sua família a esta condenação. No dia do julgamento, Simão assume o crime e tem uma atitude agressiva quando o nome de Teresa é proferido. Também sabemos que o pai de Simão não pretendia ajudar o filho na sua libertação, mas um membro da sua família, António da Veiga, seu tio-avô, ameaça suicidar-se caso Domingos Botelho não interceda a favor do filho. Depois do julgamento, o narrador relata os comentários de algumas pessoas acerca desta condenação. Mariana entra em delírio e pede que a matem. Devido a este estado de loucura Mariana deixa de visitar Simão.

Resumo: Camilo vai contar a história de Simão Botelho que era seu tio, relacionando vários acontecimentos da vida do tio com os dele. Esta obra está inserida no romantismo. Destaca o sentimento de amor. Protagonistas: Simão e Teresa. Simão e filho de domingos Botelho e de Rita Preciosa. Eles tiverem cinco filhos - destaque para Manuel Botelho, Simão Botelho e Ritinha. Manuel era muito exemplar. Simão é problemático. Ele esteve em Coimbra e depois voltou para Viseu, onde se apaixonou pela vizinha (amor a primeira vista). Simão passa a ser uma pessoa exemplar. Simão percebe que vai ter de voltar a ir para Coimbra para se formar e dar uma boa vida a Teresa. No dia que ele vai partir o pai da Teresa ouviu a conversa e ele odeia o pai de Simão, por causa de assuntos do passado e agravou-se devido a Simão ter espancado dois funcionários de Tadeu Albuquerque. Tadeu e domingos não querem que haja amor entre os filhos por isso deram um sermão aos dois. No dia seguinte, uma mendiga entrega uma carta de Teresa a Simão. A mendiga vai alimentar o amor deles os dois. As cartas vão ser o único tipo de comunicado entre os dois. Contudo, Tadeu tinha outros planos, casar Teresa com Baltazar Coutinho, que era um primo de Teresa que é rico e é um casamento perfeito. Teresa recusa e o pai diz que a vai colocar num convento. Por isso ela diz que não vai casar com ele mas que vai cortar a relação com Simão - mente ao pai para salvar o amor deles os dois. No dia do aniversário de Teresa Simão vai falar com Teresa. Porém esta vai pedir a Simão para que ele vá embora e volte no dia seguinte. Porém, Baltazar preparou o assassinato de Simão. Baltazar Coutinho tentou contratar um ferreiro para matar Simão, porém esse ferreiro era um homem muito fiel à família de Simão pois eles salvaram-no. No dia que Simão foi ver Teresa, o ferreiro e joão da Cruz, foram com Simão pois tinham medo de lhe acontecer alguma coisa. joão da cruz conseguiu apanhar os dois assassinos - mataram um e o outro tentou fugir e mesmo o empregado implorando para que não o matassem, joão matou-o sem piedade, assustando Simão.

Mariana suicida-se, agarrada ao cadáver de Simão, que tinha sido lançado ao mar: "E, antes que o baque do cadáver se fizesse ouvir na água, todos viram, e ninguém já pôde segurar Mariana, que se atirara ao mar."; "Viram-na, um momento, bracejar, não para resistir à morte, mas para abraçar- se ao cadáver de Simão, que uma onda lhe atirou aos braços."

Encontram-se três vultos reunidos no quintal de Tadeu à noite. Um deles é Baltasar e os outros dois são os seus empregados, que juntos preparam uma cilada a Simão. No entanto João da Cruz e o arrieiro, o seu cunhado, preparam um plano para ajudar Simão a ver Teresa sem ser visto. Estes pedem a Simão que logo depois do encontro ele siga rapidamente para casa para ele não ser apanhado. Contudo, eles não conseguem chegar a tempo e Simão é ferido com um tiro. João mata os dois criados de Baltasar. Neste incidente, um é morto por legítima defesa e outro é capturado por João que fica ferido e que implora para ele não o matar, mas João mata-o pois não quer deixar testemunhas. Depois deste sucedido, Simão vai vê-lo como um assassino. O autor destaca a forma como João matou, para mostrar que há várias formas de matar, sendo que Simão mata por amor e João mata com frieza.

Simão mata baltasar: "Baltasar Coutinho lançou-se de ímpeto a Simão. Chegou a apertar-lhe a garganta com as mãos; mas depressa perdeu o vigor dos dedos. Quando as damas chegaram para se interpor entre os dois, Baltasar já tinha o alto do crânio aberto por uma bala, que lhe entrara na fronte. Vacilou um segundo, e caiu desamparado aos pés de Teresa."

Simão vive em casa de João da Cruz, pai de Mariana: "No dia seguinte, chegou o académico a casa do ferrador. O arrieiro deu conta ao seu parente do que tinha falado com o estudante. Foi Simão Botelho cautelosamente hospedado, e o arrieiro abalou no mesmo ponto para Viseu..."

Existe uma troca de agressividade entre pai e filha. Teresa mantém a sua decisão, por isso o pai diz que a vai deserdar e vai mandá-la para o convento. “Amor de emboscada” - descreve o amor inocente e leal, mas também o amor roubado de Teresa e Simão. Baltasar diz ao tio que vai resolver o problema sem violência e aconselha Tadeu a não colocar já Teresa no convento porque as pessoas iriam comentar. Baltasar pede a Tadeu para esperar que Simão fosse ter com Teresa - Baltasar prepara alguma armadilha para tirar de vez Simão de Teresa. Depois Teresa escreve a Simão sobre o sucedido. A primeira reação dele foi de impulsividade e de querer matar Baltasar, porém depois vai acalmando por causa da força do amor, uma vez que, ao ler a carta em vez de se centrar nos ciúmes e no ódio, centrou se nas palavras de amor, passando a ter consciência de que se o matasse iria ser um assassino e Teresa deixaria de o amar. De seguida, há um monólogo interior - os pensamentos dele. Decisão de Simão Botelho - ir a Viseu e não matar o primo de Teresa, mas para isso ele precisa de uma estadia segura. Ele quer ficar num lugar discreto. Precisa de alguém de confiança. O arrieiro que lhe emprestou o cavalo, vai lhe indicar um ferreiro, que é seu primo. Que importância ele vai ter? - (Personagem adjuvante, pai de Mariana) - Mariana e o pai vão estar envolvidos diretamente na relação de Simão e Teresa. Mariana participa no triângulo amoroso. Apesar de Mariana saber que o amor nunca vai corresponder, sacarifica sempre a vida dela por Simão. Ela ajuda-o com o amor com Teresa. Amor incondicional de Mariana - amor que está sempre presente. Simão envia uma carta a combinar um encontro com Teresa. "Grito de alegria" - metáfora. Teresa ficou feliz pela resposta de Simão pois iam se encontrar.

Mariana apaixona-se por Simão: "O ferrador tinha uma filha, rapariga de vinte e quatro anos, formas bonitas, um rosto belo e triste. Notou Simão os reparos em que ela se demorava a contemplá-lo, e perguntou-lhe a causa daquele olhar melancólico com que ela o olhava."

D. Rita ditava as regras e as suas vontades e Domingos Botelho realizava todos os seus desejos. Alguns primos de Domingos Botelho foram para a sua casa. Os primos tentavam sempre seduzi-la, mas D. Rita desprezava os sempre. Eles não tinham chance com ela (ela olhava os com altivez). Personificação da luneta. Todas estas atitudes dos primos de Domingos Botelho, colocavam-no com ciúmes, mas ele não mostrava isso à mulher, pois tinha medo que ela se sentisse mal. Personificação do espelho - o principal pela insegurança do Domingos era o seu próprio espelho, pois ele achava-se feio. Enfadada - aborrecida. Não havia qualquer interesse no relacionamento física da parte de D. Rita. Sempre que Domingos se lembrava de um amor entre um homem feio e uma mulher bonita não se lembrava de nada bom. Vénus foi casada com vários deuses - deixa-o muito inseguro. Domingos foi transferido para Lamego. Rita ameaça Domingos de o abandonar e fugir com os filhos. Domingos torna-se corregedor em Viseu. O narrador utiliza datas concretas para mostrar que a narrativa é baseada em factos reais. Vai falar sobre Simão. Diz que Simão com 15 anos regressa a Viseu e continua a ser um rapaz impulsivo e violento. Simão é um herói romântico. O ali perdoa muitos comportamentos que Simão tem. O narrador destaca a facilidade com que os leitores se apaixonam pelas personagens rebeldes. Simão não tem uma relação não com a mãe. As irmãs de Simão temiam-no menos Rita, que é a irmã mais nova dele. O pai de Teresa e Domingos já tinham problemas passados. Os empregados fazem queixa de Simão, contudo o pai faz com que ele não seja preso.

Neste capítulo, Mariana executa o seu plano dizendo que foi a mãe que lhe enviou o dinheiro, conseguindo assim entregar o dinheiro sem que ele desconfiasse. O narrador, destaca a ajuda que Mariana dá a Simão mesmo sabendo que não vai receber nada em troca. Teresa continua a mandar cartas, contando-lhe as intrigas e o mau ambiente do convento. Nesta altura, Tadeu consegue transferir Teresa do convento para o Porto. Teresa tenta contar a Simão, porém a mendiga que mandava as cartas, foi apanhada. Mesmo assim, a notícia chegou a Simão, pois a mendiga conseguiu comunicar com o pai de Mariana. Simão, fica furioso e quer ir ao convento soltar Teresa, por isso, Marina oferecesse para entregar a carga de Simão a Teresa, substituindo o lugar da mendiga. O narrador vai salientar o sentimento de sofrimento que Mariana sente por ter de ajudar Simão mesmo amando-o.

Amor de perdição Introdução (amou):

  • Referência a dados biográficos de Camilo
  • Apresentação global do infortúnio de Simão Botelho - o degredo
Desenvolvimento (perdeu-se):
  • Amor de Simão e Teresa - correspondido, mas proibido
  • Amor de Mariana por Simão - não correspondido
  • Assassinato de Baltazar Coutinho
  • Condenação de Simão ao degredo
  • Ida de Teresa para o convento
  • Morte de Teresa
Conclusão (morreu amando):
  • Morte de Simão
  • Suicídio de Mariana

O narrador fala sobre a relação entre a verdade e a ficção do romance. Depois de dezanove meses de prisão, Simão sonha com «um raio de sol». Já não deseja amar. Para ele, dez anos presos são piores do que o degredo. Teresa tinha-lhe pedido que levasse esses dez anos, com a esperança de poderem casar um dia. Se Simão fosse para o degredo, ela perdê-lo-ia. Simão responde-lhe dizendo que é prefere a morte: «Caminhemos ao encontro da morte.» A pátria e a família merecem a sua empatia. Em resposta, Teresa despede-se, sabendo que o seu fim é breve: «Vejo a aurora da paz.» Simão deixa de falar, incomodando ainda mais Mariana, que permanece a seu lado. Em março de 1807, Simão recebe ordem para partir na primeira embarcação do Douro para a Índia. Depois desta notícia, Simão começa a ter indícios de loucura. Tem medo de não ver Teresa e morrer longe da mesma, considerando-a uma «mártir».

Simão é condenado à morte, por enforcamento: "Ouviu o réu a sentença de morte na forca, arvorada no local do delito. E ao mesmo tempo saíram dentro da multidão uns gritos dilacerantes. Simão voltou a face para o povo, e disse..."

Tadeu de Albuquerque chega ao convento com a intenção de levar Teresa para Viseu, para afastá-la de Simão. Teresa recusa deixar o convento e diz que vai morrer lá. Tadeu de Albuquerque, irritado, apela às autoridades judiciais e exige a expulsão de Teresa, contudo não foi bem sucedido. Tadeu de Albuquerque, para travar o suicídio da filha, pediu o perdão judicial de Simão, mas volta a sair como fracassado novamente.

Teresa viaja para o Porto com Constança, sua empregada, cuja tem especial pena de Teresa, informando do estado de prisão de Simão. No inicio, Teresa pede para fugir e despedir-se de Simão, mas a sua empregada Constança, consegue convencê-la do contrario. Quando Teresa chega ao Mosteiro de Monchique, no Porto, é cumprimentada pela tia, a abadessa, que conta a Teresa tudo o que aconteceu e juntas leem a cartas de Simão. Aos poucos, Teresa entregou-se à morte e parou de escrever para Simão, tal como sua tia aconselhou.A saúde de Teresa começa a deteriorar-se e os médicos acreditam que sua doença ´e impossível de curar. Quando Tadeu de Albuquerque soube disso, preocupou-se apenas com a sua "honra" e por isso, quis mantê-la "imaculada". Depois de Teresa tomar conhecimento da sentença de morte de Simão, tinha um único arrependimento, que era o facto de ainda estar viva. Numa carta a Simão, Teresa concorda em morrer com ele, e pede-lhe para que este não sinta que "perdeu a vida".A falar com o pastor, Teresa defende a união das almas do céu. A sua saúde foi-se detorando e seu pai decidiu expulsá-la do convento, especialmente após Simão ter sido levado para outra prisão, no Porto. Antes de sair de lá, a amada de Simão recebe uma carta do mesmo, pedindo-lhe que não morra, pois havia esperança de redução de pena ou absolvição da pena, e que Simão vai amá-la de qualquer forma, mesmo no degredo. Assim, Teresa experiência a dor da contradição entre a proximidade da morte e da esperança.

Simão morre no barco que o leva para o degredo: "Do porão da nau foi trazida uma pedra, que um marujo lhe atou às pernas com um pedaço de cabo. O comandante contemplava a cena triste com os olhos húmidos, e os soldados que guarneciam a nau, tão funeral respeito os impressionara, que insensivelmente se descobriram."; "Dois homens ergueram o morto ao alto sobre a amurada. Deram-lhe o balanço para o arremessarem para longe."

Teresa morre no convento: "De repente aquietou o lenço que se agitava no miradouro, e viu Simão um movimento impetuoso de alguns braços, e o desaparecimento de Teresa e do vulto de Constança, que ele depois reparara."; "— Teresa! Morreu? — Morreu, além, no miradouro, de onde ela estava a acenar."

Teresa recusa um casamento por conveniência com Baltasar Coutinho: "Baltasar Coutinho foi dali procurar o tio, e contou-lhe o essencial do diálogo. Tadeu, atónito da coragem da filha e ferido no coração e direitos paternais, correu ao quarto dela, disposto a espancá-la."; "Horas depois chamou a filha, mandou-a sentar ao pé de si, e, em termos serenos e gesto bem-composto, disse-lhe que era a sua vontade casá-la com o primo; porém, que ele já sabia que a vontade da sua filha não era essa."

Teresa fala com Rita para se sentir próxima de Simão. Ao saber do amor que existe entre Simão e a sua filha, Tadeu fica furioso e por esse motivo, decide casar Teresa com o primo Baltasar para acabar com a relação deles os dois. Desta maneira, era como se os pais fossem os "donos das emoções da filha". Teresa era o contrário de todas as raparigas da sua idade (momento em que o narrador pára a história e faz considerações do amor). Ele orienta o leitor de como este se deve posicionar na narrativa. O objetivo era que o primo alcança-se o coração de Teresa. Há uma antítese entre a rapidez do primo gostar de Teresa e a rapidez do desgosto de Teresa pelo mesmo. O primo propõe o casamento a Teresa, porém ao longo do diálogo, Teresa vai rejeitar ter qualquer tipo de relação com o primo. Baltasar questiona se ela já gosta de outra pessoa, Teresa confessa que o coração dela já pertence a outro homem. Mesmo assim, Baltasar diz que vai fazer de tudo para salvá-la das garras de Simão. Com esta resposta de Teresa, o pai fez um acordo dizendo que a vai colocar num convento se ela não deixar Simão, e como esta disse que não vai evoluir com a relação dela e de Baltasar, o pai disse que a considera morta. Teresa ao ouvir estas palavras proferidas por seu pai, diz que vai considerar-se morta para todos os homens menos para o pai e pede-lhe para não a colocar num convento.

João da Cruz morre: "Proferida metade destas palavras, o cavaleiro afastou rapidamente as mangas do capote e desfechou um tiro de bacamarte no peito do ferrador. O assassino teria dado cinquenta passos a todo o galope da espantada mula, quando João da Cruz, debruçado sobre o banco, arrancava o último suspiro com a cara posta no chão, de onde apontara ao peito do almocreve dez anos antes."

Simão fica bastante ferido, porém o que mais o preocupa é não ter notícias de Teresa. Mais tarde ela manda-lhe uma carta onde conta que acha estranho o comportamento do pai e do primo, que está preocupada pois soube da morte de dois criados de Baltasar e que tem medo de Simão ser condenado pela morte de ambos. Ele tranquiliza a dizendo que eles não têm provas para o culpar. Depois, Tadeu toma a decisão de fechar Teresa num convento no Porto, mas enquanto as coisas não estão prontas ela vai para um convento em Viseu. Teresa leva tinteiros e cartas escondidas para continuar a falar com Simão. Ela sente alívio, pois vai estar em paz e rodeada de amor e carinho de pessoas boas, porém apercebeu-se que se esganou redondamente. O ambiente em que se encontrava era de infelicidade e tinha pessoas mal formadas e conflituosas. Isto é uma crítica clara de como a religião católica funcionava. No fim, Teresa continua a escrever a Simão até adormecer.

No dia 13 de março de 1805, na prisão do Porto, Simão tem junto a si as cartas de Teresa, o que tinha escrito no cárcere de Viseu e o avental de Mariana. Lá enquanto escreve as suas reflexões, é interrompido por João da Cruz, que lhe diz que Mariana "voltou ao seu juízo". Simão pede a João da Cruz que entregue uma carta no convento de Monchique, tal como aconteceu. Simão fica feliz com a hipótese de voltar a entrar em contacto com Teresa.Simão, após de ser informado de que Mariana iria regressar para o ajudar, sente culpa por se sentir responsável pelo destino da mesma, considerando-a um "anjo de caridade". João da Cruz conta-lhe uma história que revela a "bravura da moça" e, emocionado, revela saber da profunda paixão de Mariana por Simão.

Em primeiro lugar, o narrador apresenta os pais, depois descreve Domingos Botelho. Durante 10 anos, Domingos Botelho tentou seduzir D. Rita, mas teve pouco sucesso. Domingos começou a frequentar o paço e foi aí que conseguiu conquistar a rainha e depois tentou conquistar D. Rita. O narrador faz uma critica a forma como os cargos sociais são atribuídos. Rita é muito bonita, porém era a única coisa boa que tinha. Os “caldeirões” pois no passado um membro da família morreu frito. Camilo está a evidenciar características para não gostarmos destas duas pessoas - traços negativos (subjetividade do narrador). A dama não foi feliz com o marido. D. Rita sentia saudade da corte. Ela foi uma mulher com má sorte no amor. Domingos foi destacado para Vila Real. Quando chegou tinha uma comitiva (série de nobres) à espera para lhe darem as boas vindas. Brasão representa cada família. Nobres que querem aparentar um certo estatuto. D. Rita tem uma atitude arrogante perante as pessoas que lhe foram dar as boas vindas. Há um desfasamento entre Lisboa e as aldeias - crítica. O narrador não quer chamar diretamente D. Rita de arrogantemente por isso mostra as falas para os leitores perceberem que ela é arrogante devido aos seus comportamentos. Mesmo ela estando a humilhar os parentes de Domingos Botelho, este ri-se, pois não consegue fazer-lhe frente. D. Rita olha o sogro de cima a baixo, ou seja, continua com os comportamentos de humilhação. Ironia do narrador na parte do pai de Domingos. Houve um comentário de uma pessoa de 12 anos que assistiu à receção - está a contar exatamente como tudo aconteceu - diz que ela em vez de se comportar como empregada da rainha, comporta-se como se fosse a rainha. Narrador omnisciente - sabe o que as pessoas sentem. Nesta descrição da casa, temos hipérboles exagerando nos detalhes da casa. Domingos recebeu o subsídio da rainha para ele conseguir construir a casa para a sua mulher. O narrador faz uma crítica de como o dinheiro é utilizado na corte.

Simão perde um ano, pois ficou preso. Quando foi solto, voltou para casa e foi nesse momento que conheceu Teresa. Depois que Simão se apaixonou por Teresa, tornou-se uma pessoa isolada que gostava de ficar sozinho com a natureza - tranformou-se devido ao amor. Todos ficaram chocados com a mudamça de simão. Simão diz que se apaixonou por Teresa a partir da janela do seu quarto (foi amor à primeira vista). Teresa e Simão são heróis românticos. O narrador diz que normalmente as relações aos quinze anos são apenas uma brincadeira, contudo o namoro entre eles os dois era diferente aos outros. Simão e Teresa escondem o seu sentimento por três meses. Quando o pai de Teresa viu-a na varanda arrancou-a da mesma. Simão ao ouvir os choros de Teresa ficou furioso com a atitude de Tadeu. No dia seguinte, ele já está calmo e com esperança. A mendiga (personagem adjuvante) vai ter um papel muito importante na relação entre eles os dois, uma vez que, vai ser ela que vai contribuir para a evolução do amor e da comunicação entre Simão e Teresa através das cartas.

Este livro faz várias críticas como por exemplo a hipocrisia social, a arrogância e as denúncias da monarquia.

Ña introdução desta obra, o narrador vai dizer de uma forma geral qual vai ser o assunto central da história, dizendo que para a escrever, procurou muito sobre ela em livros, comprovando assim que a narrativa é verdadeira.

Este capítulo, inicia-se com o comentário de Baltasar Coutinho a falar com o leitor que serve para caracterizar Teresa e para mostrar a sua nobreza de carácter, a sua lealdade, maturidade, determinação e para mostrar também a sua excecionalidade. Teresa mente ao pai dizendo que ele será o único homem da vida dela - às vezes é preciso mentir para sobreviver - mentir sem maldade. Aqui é distinguido dois tipos de mentira (mentir por mentir e mentir sem maldade). Metáfora - “estrada real da vida”. O narrador adianta-se na ação dizendo que vai acontecer muita desgraça e muita infelicidade. Muita ação vai se desenvolver em cartas (a relação entre Teresa e Simão vai ocorrer por troca epistolar). O narrador vai transcrever passagens ou resumir cartas. Na primeira carta o narrador faz uma síntese rápida. Teresa omite a Simão as ameaças do primo e do pai sobre fechá-la num convento, pois ela sabe que ele era um homem muito impulsivo. O narrador utiliza a prolepse (adianta-se na história) para manter o leitor com curiosidade e atento. Depois há um resumo da ação. Parecia que tudo tinha acalmado, Teresa vivia em tranquilidade e passava isso para Simão a partir de cartas, enquanto Simão estudava muito para garantir um futuro de felicidade a Teresa. Camilo refere uma data concreta para mostrar que sabe do que está a narrar - traz credibilidade à narrativa. Certo dia o pai volta da carga e faz uma chantagem á filha dizendo que ela tem de fazer tudo o que ele mandar, pois ele podia a ter colocado num convento e podia a ter espancado, não deixando nenhuma margem de escolha para ela. Camilo quer evidenciar uma relação que era comum a todos os pais e filhas em relação à chantagem e à violência.

No início do capítulo 5, Teresa sai da sala onde está a festejar o seu aniversário, porém o seu primo apercebesse do nervosismo dela e persegue-a. Esta, ao perceber que está a ser seguida volta para o baile. No caminho, Baltazar encontra-se com Simão e é interrogado com um ar ameaçador. Simão não consegue perceber quem é, mas aponta uma arma a Baltazar fazendo com que ele recuasse. Depois, Teresa volta a escrever a Simão e diz para se encontrarem na noite seguinte. Quando Simão regressa a casa onde está a ficar, Mariana conversa com ele e diz-lhe que adivinha que uma desgraça vai acontecer na sua vida por causa de um amor por uma fidalga de Viseu. João da Cruz conta a Simão porque é que o protege. Este diz que tem uma dívida eterna devido ao facto do pai de Simão o ter libertado da força quando João da Cruz assassinou um homem. Também lhe conta que foi contactado por Baltasar Coutinho para matar um homem a troco de dinheiro e que esse homem era Simão, apesar disso e apesar dos conselhos de Mariana e João da Cruz, Simão Botelho mantém a sua ideia e não desiste do encontro.

Neste capítulo, é narrada a vida de Manuel Botelho. Este tinha fugido com uma amante para Espanha, contudo quando a mãe deixa de lhe conseguir mandar dinheiro pois Simão estava na cadeia, ela pede-lhe que regresse a Vila Real. Quando Manuel chega, vai visitar o seu irmão à cadeia, onde é recebido com frieza. Mariana e Manuel conhecem-se. Quando Manuel encontra-se com o corregedor e o desembargador (amigo da mãe que se responsabiliza por mudar a pena de Simão), mente sobre a sua amante. O narrador faz uma crítica às pessoas que ajudam os criminosos e refere a lealdade que há entre Domingos e o corregedor. O público está contra Simão. Domingos não quer ver o seu filho. Quando Domingos percebe o que está a acontecer, Manuel é preso e manda a sua amante de volta à família nos Açores. O narrador faz uma crítica às mortes clássicas e românticas. Domingos escreve uma carta ao corregedor não só para preparar a viagem da amante, mas também para o conseguir o perdão de Manuel. Depois Manuel regressa a Lisboa.

Depois de João da Cruz morrer, Mariana vai a Viseu para levantar a herança que seu pai deixou e para vender as suas terras, deixando apenas a casa onde nascera e a casa onde seu pai casara, para a sua tia. Mariana visita Simão, e este fica surpreendido por esta ter vendido as suas terras, pois sabia que Mariana não tinha sítio para viver se este fosse condenado ao exílio. Mariana responde-lhe que tem como objetivo acompanha-lo nessa nova fase da sua vida. Simão afirma que, por isso, viverá com o peso de se sentir responsável pelo seu futuro, mas Mariana, ainda assim, diz que o irá acompanhar até à morte. Simão assim aceita, mesmo sabendo que não fará dela sua mulher, chamando-lhe de irmã. Depois disso, Mariana passa a estar mais feliz e apaixonada como nunca esteve antes, aumentando os seus ciúmes por Teresa, mas sem os demonstrar e guardando-os para si. Como ela ama Simão, aceita ajudar na comunicação entre os amados, mesmo lamentando o facto de Simão sofrer por Teresa. Após 7 meses, é declarado a sua condenação, isto é, 10 anos de degredo, na Índia. Domingos Botelho, através de Manuel, sabe da sua sentença, e, assustado, vai para Lisboa, conseguindo com que a pena de Simão fosse alterada, passando a sua sentença a ser cumprida na Prisão de Vila Real. Simão recusa a oferta, pois prefere a liberdade do exílio do que ficar na prisão, pois este considera-a pior que a morte, e prefere ir para o degredo, mesmo não vendo Teresa. Assim, seu nome, Simão Botelho, passa a pertencer à lista de pessoas que irão para o degredo.

Amor de perdição: obra em que se representa a mudança de valores sociais através da atuação das personagens Existe dois triângulos amorosos entre Mariana, Simão e Teresa mas também entre Simão, Teresa e Baltazar. Narrador: narrador que intervém através de comentários, interrompendo o relato para dar considerações

Construção do herói romântico:Simão:

  • Estatuto nobre
  • Sentimentos fortes
  • Antes de amar - rebelde, marginal e violento
  • Ao amar - apaixonado, sincero, fiel, obstinado na defesa da sua honra de amante perseguido, excessivo no amor e no ódio
  • Morre de amor
  • Transformação pela paixão
Teresa de Albuquerque:
  • Estatuto nobre
  • Jovem, pura e frágil
  • Sentimentos fortes
  • Obstinação na recusa de aceitar a autoridade paterna
Mariana:
  • Nobreza de sentimentos - sofre em silêncio por amor
  • Indiferença em relação à sociedade
  • Morte por amor

Domingues e D. Rita acordam com o choro das filhas, pois Simão matara um homem. D.Rita e Domingos discutem e Domingos recusa-se a ajudar Simão nesta situação, dizendo que já não o considera como um filho. São declaradas, pelo meirinho e D.Rita, várias tentativas de ajudar o Simão, mas o pai do mesmo mostra-se contrariado e Simão recusa-se a mentir em relação ao crime que cometeu, mostrando assim o seu orgulho em relação ao crime cometido.O juiz fala com Simão para dizer-lhe que o seu pai recusa-se a ajudá-lo e Simão demonstra-se indiferente e é aconselhado a falar com sua mãe, recebendo uma carta a dizer que esta não o pode ajudar e que não conseguiu fazer com que pai de Simão muda-se de ideias.Simão descobre que o dinheiro vinha de Mariana e João da Cruz e dispensa o criada mandado por sua mãe, para demonstrar o seu orgulho. Simão estava preocupado com Mariana, que estava coberta de lágrimas, e seu pai. Esta atualiza-o em relação á sua situação com Teresa e aconselha-o a que se for paciente tudo ficará bem.

Continuação do resumo: Simão saiu com um ferimento muito grave por isso ficou em tratamento na casa de joão da Cruz que era pai de Mariana. Mariana era bela e apaixona-se por Simão. Ela sabe que com a classe dela Simão nunca a vai amar e sabe que ele ama Teresa mas fica feliz por ve-lo feliz ao amar Teresa. Ela ajuda o casal deles os dois mesmo sentindo-se magoada. Simão fica a saber que o pai de Teresa força-a a casar com o primo e ela recusa novamente e o pai vai colocá-la num convento em Viseu para depois mudá-la para um convento no Porto. No dia que ela vai ser transferida Simão tenta rapta lá porém, Baltazar intervém e quando ele coloca as mãos no pescoço de Simão ele cai para o lado pois Simão dá um tiro na cabeça dele. João da Cruz disse para ele fugir mas ele diz que vai assumir a culpa. Simão é depois condenado a forca. Quando Teresa soube disso ela começa a adoecer. A Mariana também adoece e chega a loucura. Simão diz para joão da Cruz cuidar da filha e só depois é que ela poderia estar com ele. Neste tempo, joão da Cruz é morto por um dos filhos de um dos homens que ele matou na noite em que Simão e Teresa e encontraram-se. Com isso Mariana recebe uma herança do pai. Mariana vai dedicar-se totalmente a Simão. Enquanto isso, Teresa está a adoecer. Um tio-avô de Simão diz ao pai de Simão para ajudar Simão. O pai conseguiu tirar a pensa de morte. Simão ficou preso na cadeia de Viseu por dez anos. Simão prefere ser exilado do que estar perto do pai. No momento que Simão está no barco a partir ele olha para o convento onde está Teresa a abanar um lenço a se despedir de Simão. Como Teresa está muito doente, depois de acenar a Simão ela morre. Simão quando recebe a notícia de que Teresa morreu, começa a ter febre romântica. Passado pouco tempo, ele morre no barco e os marinheiros decidem atirá-lo ao mar. Mariana vai a correr e salta para o mar para abraçar o corpo de Simão e eles os dois afundam. Mariana suicida-se por amor. Depois aparece um monte de cartas no mar que eram as cartas de amor entre Simão e Teresa.

Começa com uma conversa entre Josefa, cunhada de João e tia de Mariana, e João da Cruz, onde este mostra-se preocupado com o estado de Simão e de sua filha, uma vez que Simão estava preso numa cadeia no Porto e Mariana ia viver para perto dele, para continuar os seus cuidados. Josefa diz a João da Cruz que se este sente tanta falta, deve mandar voltar e, passado algum tempo, voltaria para cuidar de Simão. Este recusa-se, dizendo que se Mariana sai de lá durante algum tempo, Simão morre dentro da prisão. Enquanto isso, João decide mudar-se para o Porto.Após o almoço, João vai trabalhar na oficina, enquanto algumas pessoas desconhecidas passam por ele para saber se tem novidades em relação a Mariana. Sempre preocupado, João vai parando o trabalho para acalmar a cabeça e regressa novamente. Este vai à cozinha e quando volta, passa um viajante. Começa uma conversa entre os dois, em que o viajante diz que vem para pagar uma dívida a João e este afirma que não sabe de nada em relação à tal dívida. O viajante diz que a dívida é para com seu pai, Bento Machado, um recoveiro de Carção. Dizendo isto, o viajante mata João da Cruz, gerando intriga entre quem passa, e principalmente Josefa, que rapidamente tentou evitar a morte chamando um cirurgião, que apenas foi lá para o declarar como morto. Começou a ser feita uma investigação, com objetivo de tentar encontrar o culpado que matou João. Josefa escreve uma carta e envia a Mariana, que abre ao lado de Simão. Este é quem reconhece a letra e quem lê o que está escrito. Rapidamente Simão entra em choque ao ler que João da Cruz foi morto. Mariana, ao descobrir, grita e chora pela morte de seu pai, entarndo esta em desespero enquanto Simão tenta acalmá-la.

Neste capítulo, Mariana sente que Simão mentiu, por isso vai ao convento de Viseu para o seguir. O padre faz comentários desnecessários e inapropriados, sobre Mariana, a uma freira. O narrador faz uma crítica à religião. O padre tenta seduzir Mariana, mas esta defende-se. Quando o padre pergunta à Mariana de onde ela é ela diz que vem de uma aldeia. Ele responde que isso já sabia, tendo uma atitude preconceituosa. Mariana encontra-se com Joaquina que ajuda-a a comunicar com Teresa. Joaquina entrega a carta a Teresa que foi escrita por Simão. Quando Mariana diz a Simão que Teresa vai ser acompanhada pelo pai, primo e pelos criados, ele fica muito alterado. João da Cruz diz que ele deve ir para Coimbra para que ele consiga estar com Teresa. João da Cruz diz que quando uma mulher desaparece, aparecem logo outras quatro (crítica ao machismo).Simão escre a Teresa sobre a tragédia que Mariana sonhou. Mariana pede a Simão para ele não sair, pois ela sente que ele vai morrer. João da Cruz diz que vai ajudar Simão, mas este diz que não precisa. Simão decide mentir e diz que afinal não vai para viseu, porém Mariana percebe que este não está a falar a verdade, por isso decidiu espera que ele saisse de casa para poder se despedir dele. Comparação de Mariana a um anjo da guarda. Mariana tem um papel muito importante nos sentimentos de Simão. Parece que o tempo para (tempo psicológico). O tempo demora a passar até para os leitores - tem haver com a tensão que Simão está a viver. Sensações auditivas - ele está atento até aos movimentos e aos barulhos (o narrador dá-nos esta prespetiva. O narrador mostra o diálogo entre Baltasar e Tadeu para os leitores não gostarem destas personagens. Eles apercebem-se da presença de Simão. Baltasar agarra o pescoço de Simão, porém este dá um tiro na cabelça de Baltasar fazendo com que este morra. João da Cruz mandou-o fugir, todavia ele diz que vai se entregar. Teresa vai para o Porto.

Neste episódio dá para ver o aflorar do amor de Mariana por Simão. O que causa esta proximidade é o facto de ela estar sempre próxima dele devido ao pai dela estar com ele. Mariana torna-se confidente de Simão e está sempre a ajudá-lo. No início deste capítulo, Mariana desmaia ao ver a ferida de Simão e seu pai fica surpreso pois ela está habituada a curativos. Este é um sinal de que ela é capaz de ver feridas em todas as pessoas menos em Simão. De seguida, Simão perguntar-lhe porque é que Mariana não tem relacionamentos. O ferreiro diz que ela já teve alguns e que apesar dos vários pretendentes que Mariana tem, ela não quer deixar o pai sozinho. Mariana conta a Simão que sonhou com a morte deste. No pequeno momento em que Simão conta que Teresa foi fechada num convento, Mariana sente alegria, porém tenta disfarçar esta atitude. Simão revolta-se com a atitude do pai de Teresa e diz que a vai tirar do convento mesmo que tenha de ser à força. Simão encontra-se sem dinheiro, contudo rejeita a ajuda de Mariana e do ferreiro, por isso Mariana traça um plano para ajudar Simão sem que este perceba que o dinheiro é deles. É neste capítulo que Simão apercebe-se que é amado por Mariana.

Em 17 de março de 1807, Simão embarca para a Índia no cais da Ribeira, acompanhado por Mariana. O dinheiro que a sua mãe lhe enviara a Simão, este distribui o mesmo pelos companheiros de viagem, assumindo a sua dignidade «demente». Antes de embarcar, Simão aprecia o convento de Monchique. Lá, Simão vê o vulto de Teresa que, na véspera, despedira-se e enviara uma trança dos seus cabelos. Nesse mesmo dia, à noite, Teresa despede-se de todas as freiras com um beijo. Na manhã seguinte, Teresa lê todas as cartas de Simão, seno estas «hinos à felicidade prevista». Esta compara a sua vida às pétalas das flores, quase todas desfeitas, e entrega as carta a Constança, sua empregada, pedindo-lhe depois que a leve ao mirante, de onde vê Simão. No momento em que Teresa o vê, Simão recebe as cartas que ela lhe fizera chegar e quando o navio parte, Simão ainda acena ao ver Teresa. Ela é já «um cadáver que saiu da sepultura», desaparecendo pouco depois e Simão é já um morto: «como o cadáver embalsamado». Mais tarde, após o navio ficar retido devido ao mau tempo, Simão recebe notícias que Teresa morrera, dadas pelo comandante. Este comove-se perante a dor de Simão e a crueldade do «quadro» e diz-lhe quais foram as últimas palavras de Teresa, que foram, «Simão, adeus até à eternidade!» Simão pede ao comandante para proteger Mariana, mas tanto ela como ele já «cismam» na morte.

Simão e Teresa apaixonam-se: "Amava Simão uma a sua vizinha, menina de quinze anos, rica herdeira, regularmente bonita e bem-nascida. Da janela do seu quarto é que ele a vira a primeira vez, para amá-la sempre. Não ficara ela incólume da ferida que fizera no coração do vizinho: amou-o também, e com mais seriedade que a usual nos seus anos."

Simão parte para o degredo, depois de seu pai ter conseguido a alteração da pena: "Ao fim de sete meses o tribunal de segunda instância comutou a pena última em dez anos de degredo para a Índia."; "A 17 de Março de 1807, saiu dos cárceres da Relação Simão António Botelho, e embarcou no cais da Ribeira, com setenta e cinco companheiros. "