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Memorial Sofia

Elsa cristina Pereir

Created on January 22, 2024

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Transcript

Memorial do convento

José Saramago

Início

1. Autor José SAramago

Índice

1. O autor

7. Críticas

2. O título

8. Intertextualidade

9. Estilo/Linguagem

3. Linhas de ação

10. Para além da obra

4. As referências históricas

5. As Personagens

6. Os espaços

2. O título

Significados

"MEMORIAL DO CONVENTO"

Linhas de ação

A contracapa

  • Era uma vez um rei que fez a promessa de levantar
um convento em Mafra
  • Era uma vez gente que construiu esse convento
  • Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que
tinha poderes
  • Era uma vez um padre que queria voar e morreu
doido
1º linha de ação
2º linha de ação
3º linha de ação
4º linha de ação

4. As referências históricas

5. As personagens

6. As críticas

CRÍTICA

CRÍTICA

CRÍTICA

CRÍTICA

7. Os espaçosfisicos

Ribeira
Lisboa
Abegoria
Rossio

Mafra

7. Os espaçossociais

Procissão da quaresma
Autos de fé
Lisboa
A tourada
Procissão do corpo de Deus, 8 de junho de 1719
Condiçoes de vida e de alojamento

7. Os espaçossociais

Inicio da construção do convento
Mafra
Sagração da basílica
Momentos de lazer
Recrutamento dos trabalhadores para a construção do convento
Condiçoes laborais

8. Estilo e Linguagem

9.Intertextualidade

Para além da obra...

"MEMORIAL DO CONVENTO"

O título "Memorial do Convento", faz supor que estamos perante uma obra na qual vai ser narrado um facto memorável, a contrução de um Convento, a ação central do romance prende-se com a contrução do Convento de Mafra, no reinado de D.João V, pelo título percebemos que vai ser contada a história da construção do Convento e Basílica de Mafra, erguidos pelo querer megalómano de um rei, mas a este acontecimento associam-se outras linhas de ação que estruturam o romance e que estão bastante resumidos na contracapa do livro.

Baltasar

Este ex-soldado torna-se talhante em Lisboa, porque o gancho que lhe serve de mão esquerda lhe facilita o trabalho, para mais tarde integrar, como boieiro, a legião de operários nas obras do convento de Mafra. Quando o padre Bartolomeu o conhece, no auto de fé em que a mãe de Belimunda é degredada para Angola, fá-lo participante do seu sonho de voar, sonho que será continuado, após a fuga e a morte do padre.Baltasar paga com a sua própria vida a perseguição desse sonho, o que o transforma no verdadeiro herói do romance (ainda que, à partida, improvável), transcendendo, assim, a imagem do povo oprimido e espezinhado de que faz parte.

Domenico Scarlatti

Pela liberdade de espírito e pelo efeito libertador e também subversivo da sua música, é uma figura incómoda para o poder, embora tenha sido contratado por D. João V para ensinar música à sua filha. É a única personagem que, não estando diretamente envolvida no projeto da passarola, participa nele, a convite do padre Bartolomeu, assumindo-se como uma espécie de cúmplice silencioso. O narrador mostra, desta forma, que a ciência e a arte são reveladoras de um espírito de inovação, de tolerância e de abertura ao progresso e à modernidade. A música de Scarlatti inspira os construtores da passarola e cura Blimunda da sua estranha doença, causada pela exaustão na recolha das duas mil vontades. O cravo do italiano e a sua música simbolizam, assim, o ultrapassar, por parte do Homem, de uma materialidade excessiva e o atingir da plenitude da vida. Por fim, Scarlatti é também o mensageiro da má nova, porque é ele que informa Baltasar e Blimunda da morte do padre Bartolomeu.

D.MARIA ANA JOSEFA

A rainha é perspetivada como um mero instrumento de produção de sangue azul. O rei sobe para a cama da rainha como quem inicia um baile, e abandona-a da mesma maneira. Não dormem juntos, não falam o que os une é meramente para procriar um filho para o reino. Ela ocupa-se com missas e novenas intermináveis, ao aparecimento de uma filha, a rainha logo se apercebe que nascer príncipe não é o mesmo que nascer princesa. A rainha guarda os sonhos impróprios com o cunhado sem que passem disso mesmo, parca de ocupações e de temas de conversa com as aias, é vigiada pela família à distância e nunca adormece sem o cobertor de penas, que veio da Áustria, com saudades de casa. A verdade é que nem da desforra das carnes que as mulheres comuns comungam na Quaresma pode D. Ana desfrutar, por estar grávida e ser rainha, e, enquanto outras se afogam em leitos desconhecidos, a rainha adormece no meio de uma ave-maria, acompanhada pelo coro das aias.

Belimunda

Esta jovem mulher de dezanove anos torna-se, pelo seu poder de "ver por dentro" e de "recolher as vontades", um elemento fundamental e imprescindi-vel na construção da passarola, que se tornará, também, o seu projeto. Blimunda torna-se companheira de Baltasar, sendo o seu amor por ele também o símbolo da aceitação e da renúncia (porque nunca o olha por dentro). A sua relação amorosa com Baltasar assenta na igualdade de direitos e numa cumplicidade que "não é deste mundo". O percurso final de Blimunda, procurando durante nove anos Baltasar, revela, ainda, uma mulher corajosa, persistente, disposta a tudo para encontrar o seu amor. Esta cumplicidade e partilha entre Blimunda e Batasar reforçam, ainda mais, a caracterização da personagem feminina, uma vez que o narrador tem o cuidado de revelar uma imagem de mulher desfasada e adiantada em relação ao seu tempo.

Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão

Perseguido pela Inquisição pela modernidade do seu espírito científico, o padre Bartolomeu assume o estatuto de outsider dentro da Igreja, o que o faz mesmo interpretar, de forma quase sacrílega, alguns dos seus rituais e sacramentos (batismo e casamento de Sete-Sóis e Sete-Luas). Como cientista, ignora os fanatismos religiosos da época e questiona os dogmas eclesiásticos. O seu sonho de criar uma máquina voadora e as suas inabaláveis certezas científicas, que o levam primeiro à Holanda e depois à Universidade de Coimbra, revelam saber e orgulho e tornam-no um alvo apetecível para a Inquisição, obrigando-o a fugir para Espanha (onde morre, em Toledo), entregando o seu sonho a Baltasar. A sua obsessão domina-o de tal forma que não hesita em formar uma San-tíssima Trindade" com dois elementos transgressores das regras da Igreja (aproveitando o saber prático de Baltasar e a magia de Blimunda), para poder concretizar o seu sonho de voar.

D.João V

O rei ocupa-se do reino, mas da mulher pouco. Vive de formalidades, em que tudo é mera encenação, sem gestos espontâneos ou emoções. Representa o típico monarca absolutista, que quer que o seu reinado seja lembrado por uma obra grandiosa - o convento de Mafra. Animado por algumas ideias de progresso, protege alguns projetos que evidenciam o desejo de inovações, como a passarola, a que o rei dá, num primeiro momento, o seu aval. Pelas mesmas razões, contrata Domenico Scarlatti para ensinar música à infanta Maria Bárbara, querendo, assim, mostrar o seu apreço pelas artes. Elementos Vaidoso, megalómano, egocêntrico, governa de acordo com os seus sonhos e desejos, desprezando os pobres, os oprimidos e submetendo-os aos maiores sacrifícios para que o seu sonho maior se torne real. No entanto, evidencia alguns atos de perdulária ostentação, lançando moedas ao povo miserável aquando dos cortejos reais. Compactua com a Inquisição, mas entrega-se aos prazeres da carne, mantendo uma relação amorosa com madre Paula do Convento de Odivelas e orguIhando-se dos seus numerosos filhos bastardos.

Mafra é uma pequena povoação, situada num vale, cujos habitantes, pobres e exilados da civilização, se dedicavam à agricultura de subsistência, pelo desejo megalómano do rei D. João V, esta vila vê-se catapultada para a ribalta da vida e da história nacionais, devido à construção do convento;A construção do convento muda o centro da vila para o Alto da Vela, a "nova" Mafra, uma vez que é aí que se concentram os milhares de trabalhadores que erigiram o convento; A construção do convento exige a criação de infraestruturas de apoio, um aglomerado de barracões de madeira, que dará origem ao topónimo llha da Madeira, símbolo da miséria, da escravidão e das condições de vida sub-humanas a que estão sujeitos os trabalhadores; Montejunto surge como um espaço associado, simultaneamente, à concretização e ao fracasso do sonho, uma vez que a passarola voa de Lisboa a Montejunto, aí se despenhando, este espaço é impenetrável para aqueles que não são detentores da "palavra mágica" que conduz ao conhecimento e, por isso, é o local ideal para proteger a passarola dos olhares inquisidores, como se de um tesouro se tratasse.