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Leituras - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Biblioteca Escolar

Created on January 16, 2024

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Transcript

Leituras

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Fundo Documental

Se isto é um homem

AS Nove

A Violinista de Auschwitz

A Rapariga que roubava livros

Talvez

A Bibliotecária de Auschwitz

O Diário de Anne Frank

Os Irmãos de Auschwitz

SE isto é um homem

"Vós que viveis tranquilosNas vossas casas aquecidas, Vós que encontrais regressando à noite Comida quente e rostos amigos:Considerai se isto é um homem Quem trabalha na lama Quem não conhece paz Quem luta por meio pão Quem morre por um sim ou por um não. ..."

A Violinista de Auschwitz

"- Chegou a Lagerführerin Mandl. Estamos prontas para começar. Alma fez-lhe um aceno de cabeça, pegando no estojo do violino, numa batuta e nums partitura de cima da mesa. Antes de sair, lançou um último olhar de relance ao espelho. A orquestra feminina incluía-se no grupo dos prisioneiros considerados privilegiados. A chamada elite do campo de concentração, que usava roupas normais em vez de uniforme e podia manter o cabelo intacto. ... Pensando no frasco que trazia aninhado no bolso, Alma alisou os caracóis escuros com a mão e ajeitou a gola de renda branca. Hoje iria tocar pela última vez mais valia estar bonita."

Talvez

"Talvez toda a gente se sinta assustada quando voa pela primeira vez. Mesmo antes de levantarem voo. Parece-me que deve ser porque o Simmo está a ser muito atencioso. - Deixamos-te o quarto duplo - diz ele, ao instalar-me na minha torreta. Está na brincadeira. Estamos num bombardeiro de quatro motores, do tamanho de um castelo, mas esta torreta é minúscula. Talvez porque está debaixo da frente do avião. Se fosse um pouco maior, era capaz de raspar na pista. - Não te preocupes - respondo. - Isto é maior do que o buraco onde vivi durante uns tempos."

Os irmãos de Auschwitz

"A porta do vagão abriu-se e o altifalante bradou: Desçam. Depressa! Desçam. Depressa! Vimos que os carris para Auschwitz haviam sido danificados pelas bombas, e percebi que já não íamos para Auschwitz. Ficámos na rampa uma ou duas horas, encostados uns aos outros, a tremer. Respirávamos o fedor que passava de boca em boca e não conseguíamos aquecer. A neve caía como se o local não tivesse sido bombardeado. Eu tinha a certeza de que os meus dentes estavam a partir-se dentro da boca; passei-lhes com a língua, mas não encontrei espaços. Entretanto, os alemães corriam de um lado para o outro, aos berros, e eu tive medo; talvez fossem levar-nos para Auschwitz em carros, ou, então, a pé para uma floresta, e iríamos ter de cavar um grande fosso, com muito espaço para lá caber aquela gente toda."

AS Nove

"Pararam numa quinta à beira da estrada. Tendo prometido a si mesmas que iam continuar a avançar até ao fim do dia. Em vez de pedirem comida e abrigo, decidiram perguntar por sapatos ou chinelos velhos. Os pés das mulheres que ainda tinham socas de madeira estavam a sangrar das bolhas. Mena, que perdera as socas no rio, estava a caminhar descalça, e tinha os pés cheios de lama seca. Lon deitara fora as socas e usava umas botas de homem demasiado grandes, que lhe tinham sido dadas pelos jugoslavos. Com a chuva e a lama, as dores nos pés tinham-se transformado numa tortura. Foi Zaza que teve a ideia de pedirem chinelos, porque usava uns que lhe haviam sido dados pelas polacas de Leipzig. Contudo, os agricultores abanaram negativamente as cabeças, mal disfarçando a repugnância e o medo que sentiam. Não, não tinham nada para lhes dar."

A rapariga que roubava livros

"Liesel vagueou em direção à montanha de cinzas. Estava ali plantada como um íman, como uma monstruosidade. Irresistível para os olhos, da mesma maneira que a rua das estrelas amarelas. Tal como acontecera com a sua anterior ânsia de ver a ignição do monte, ela não conseguia desviar o olhar. Sozinha, não tinha a disciplina necessária para se manter a uma distância segura. Aquilo sugava-a e Liesel começou a andar à volta. ... O calor era ainda suficientemente forte para aquecer quando ela se aproximou da base do monte de cinzas. Ao estender a mão, sentiu-lhe a mordedura, mas à segunda tentativa teve o cuidado de ser bastante rápida. Agarrou o livro que lhe ficava mais perto. Estava quente, mas estava igualmente húmido, queimado apenas nas bordas, mas excetuando isso, incólume."

A Bibliotecária de Auschwitz

"Depois da chamada, a primeira coisa que faz esta manhã é apresentar-se antes de qualquer outra pessoa no quarto do Blockältester. Bate três vezes e Hirsch já sabe que é a bibliotecária. Abre-lhe a porta e volta a fechá-la logo a seguir. Levanta com gestos rápidos a tábua do chão e retira os livros que lhe pediram para este dia, até ao máximo de quatro. Quando há mais pedidos, têm de esperar até ao dia seguinte, porque não cabem mais nos bolsos secretos do vestido de Dita. Para enfiar os livros nos bolsos interiores, é preciso desapertar vários botões da parte de cima do vestido. Fredy está a olhar e ela hesita por um instante."

O Diário de Anne FrANK

"Minha querida Kitty, Mais um domingo se passou; já não me incomodam tanto como ao princípio, mas continuam a ser aborrecidos. Ainda não fui ao armazém, mas talvez desça daqui a pouco. Ontem à noite desci as escadas no escuro, sozinha, depois de lá ter estado com o Papá algumas noites antes. Parei no cimo das escadas, enquanto os aviões alemães voavam de um lado para o outro, e senti que estava realmente sozinha, que não podia contar com o apoio dos outros. O meu medo desvaneceu-se. Olhei para o céu e confiei em Deus. Tenho uma forte necessidade de estar sozinha. O Papá reparou que ando diferente, mas não consigo dizer-lhe o que me incomoda. Só me apetece gritar: - Larguem-me, deixem-me em paz!"

Leituras

Dia Internacional Em Memória das Vítimas do Holocausto

Uma história real, um romance extraordinário de esperança e tragédia, sobre uma família separada pelo Holocausto e a sua dolorosa jornada de regresso. Estamos em 1944. Dov e Yitzhak, dois jovens irmãos judeus, vivem com a família numa pequena aldeia nas montanhas da Hungria. Isolados do mundo, têm conseguido escapar aos horrores da guerra. Mas de repente tudo muda. Soldados húngaros aliados dos nazis invadem a aldeia e dão apenas uma hora à família para se despedir. Uma hora para seguirem para Auschwitz, onde cada um terá um destino diferente. Os irmãos irão ter de suportar as condições extremas de um campo de extermínio de onde ninguém sai vivo, e de escapar às marchas da morte.

Poderá a esperança emergir das profundezas do inferno? Alma Rosé é uma prisioneira judia que se encontra em Auschwitz entre milhares de outras mulheres que lutam diariamente pela sobrevivência. Esta realidade trágica não poderia estar mais longe da sua vida anterior. Alma era uma acarinhada violinista de renome, cujos concertos deixavam o seu público extasiado. Mas, quando os nazis atacaram a Europa, nada disso a pôde salvar… Quando a chefe do campo onde Alma se encontra a nomeia para dirigir uma orquestra, que deverá tocar tanto para prisioneiros como para oficiais nazis, o primeiro instinto de Alma é recusar. Mas rapidamente percebe o poder que lhe poderá trazer essa posição: conseguirá assegurar rações extra às raparigas da banda e resgatar muitas delas das garras da morte. É assim que Alma conhece Miklos, um talentoso pianista. Rodeados pelo desespero, ambos encontram felicidade em ensaios conjuntos e bilhetes secretos, enquanto esperam que um dia o suplício termine. Mas em Auschwitz o ar que se respira está carregado de morte, e o horror é a única certeza. Uma história comovente que retrata a vida de uma das mulheres mais destemidas e inspiradoras da História, que salvou inúmeras vidas em Auschwitz e trouxe esperança aos que já a haviam perdido.

Sobre a lama negra de Auschwitz, que tudo engole, Fredy Hirsch ergueu uma escola. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu. No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi, «abrir um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias». Um emocionante romance baseado em factos reais, que resgata do esquecimento uma das mais comoventes histórias de heroísmo cultural.

O emocionante relato da ousada fuga, de regresso a casa, de nove jovens mulheres capturadas pelos nazis. À medida que a Segunda Guerra Mundial assolava a Europa e o regime nazi aumentava o seu reinado de terror e opressão, nove mulheres, algumas mal saídas da adolescência, juntaram-se aos movimentos de Resistência nos seus países. Quando apanhadas em ação, foram torturadas e enviadas para o campo de concentração de Ravensbrück, onde formaram uma sólida amizade. Em 1945, a guerra voltou-se contra Hitler e as mulheres foram obrigadas a juntarem-se à Marcha da Morte. Determinadas a sobreviver, aproveitaram uma oportunidade para dar início a uma espetacular fuga de dez dias por território ocupado, ao encontro dos Aliados e da liberdade.

Na noite de 13 de dezembro de 1943, Primo Levi, um jovem químico membro da resistência, é detido pelas forças alemãs. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em Fevereiro do ano seguinte; aí permanecerá até finais de janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado. Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objetividade, a vida no Lager e a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta. Se Isto é um Homem tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus.

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito ativa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adoção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

Estamos em 1946 e Felix, um rapaz judeu de 14 anos, está de partida da Polónia para a Austrália, à procura de um sítio seguro onde possa recomeçar a sua vida. A guerra terminou, mas a Polónia está em ruínas e não é um lugar onde ele e o seu amigo Gabriek se sintam a salvo. Com eles vive agora Anya, que está grávida e dependente da proteção deles. A viagem proporcionada pelo Governo da Austrália é bastante atribulada. A amizade e coragem dos três amigos é posta constantemente à prova e os conhecimentos de medicina que Felix foi adquirindo nos últimos anos vão ser cruciais. Mas chegar a este país não vai ser o fim das dificuldades. Há um homem em busca de vingança que está disposto a persegui-los até ao fim dos seus dias. E Felix vai ter de enfrentar um inimigo mais perigoso do que os nazis. Felix é um herói que nos comove pela sua esperança e bondade. Uma história emocionante que não deixará ninguém indiferente.

Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão. Todos os que se encontravam naquele pequeno anexo secreto acabaram por ser presos em agosto de 1944, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, a escassos dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário tornar-se-ia um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, testemunho incomparável do terror da guerra e do fulgor do espírito humano.