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Memória-Psicologia 12º

Serena

Created on January 13, 2024

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Transcript

Processos cognitivosa memória

Trabalho de Psicologia B, 12º ano2023/2024

Processos mentais

Existem 3 tipos de processos mentais:
  • Emocionais(sentir)
  • Conativos(fazer)
  • Cognitivos(saber)
  • Perceção
  • Aprendizagem
  • Memória

Indíce

1. Definição de memória

5. Esquecimento

6. Porque esquecemos?

2. Mecanismos para processar informação

3. Sistemas de armazenamento

7. Investigação de Elizabeth Loftus

4. Tipos de memória

8. Pecados da memória

Título 2

A memória é, a par da perceção, da aprendizagem e da inteligência, um dos mais importantes processos cognitivos.

Porém, o que é a memória?

A memória é a capacidade de fazermos o registo de algo e de, posteriormente, o evocarmos; é um processo através do qual se codifica, armazena e recupera informação.

O que é a memória?

As nossas experiências pessoais, sejam elas de sucesso ou fracasso, informam a nossa ação no presente, fazendo também da memória algo essencial à nossa sobrevivência diária.

Memória essenciais:

Diz-se que o ser humano é um "animal de hábitos", pois aprendemos com os nossos erros, portanto, evitamos o que nos prejudicou e repetimos o que nos beneficiou. A memória está, ligada à aprendizagem.

É graças à memória que ao conversar nos entendemos, porque partilhamos as mesmas representações mentais linguísticas.

Identidade Pessoal

A memória é uma das mais importantes faculdades humanas. Dela depende a definição de cada um de nós, da nossa identidade pessoal, uma vez que ligando o passado ao presente, permite-nos encontrar um sentido de continuidade na mudança.

A memória processa a informação com três mecanismos sequencialmente ordenados:

Codificação

Recuperação

Armazenamento

Codificação

Quando a informação sensorial chega ao nosso cérebro, dá-se início à codificação, isto é a tradução desses dados num código que pode ser acústico, visual ou semântico. A codificação pode acontecer de forma consciente ou voluntária.

Armazenamento

No armazenamento é onde fica recordada a informação memorizada e, estando já codificada, tem de deixar um registo no nosso sistema mental. Esta fica armazenada e aí é conservada para uma futura recuperação.

Recuperação

O último mecanismo trata-se de recordar ou de reconhecer uma informação previamente guardada, de a voltar a trazer à consciência e de a descodificar (o sucesso desta terceira etapa depende muito do modo como se codifica a informação na primeira).

Existem três tipos de sistemas de armazenamento de memória:

Memória a longo prazo

Memória sensorial

Memória a curto prazo

Memória sensorial

Existem vários tipos de memórias sensoriais:

- Memória icónica: regista informação através da visão.
Esta é um registo momentâneo, de frações de segundo, de estímulos dos sentidos. A memória sensorial é o primeiro armazém da informação que chega aos nosso órgãos recetores: ouvidos, nariz, pele, e.t.c.
- Memória ecoica: retém informação proveniente dos ouvidos.
A passagem de uma memória sensorial para a memória a curto prazo depende da nossa atenção prestada à mesma.

Memória a curto prazo

A passagem de uma memória de curto prazo para a memória de longo prazo está dependente da sua recapitulação elaborada.
Este tipo de memória é o último do armazém. Desconhece-se qual é a sua capacidade, mas sabe-se que tem uma vastidão imensa.

Memória a longo prazo

A memória a longo prazo é um sistema imensamente complexo. Sendo assim, subdivide-se noutros subsistemas:

Memória declarativa

Memória não declarativa

Memória não declarativa

Também pode ser conhecida como a memória do saber-fazer, é uma memória automática. Tal com o nome indica ,é um automatismo após aprendermos a fazer algo:já sabemos como se faz e fazemo-lo de imediato, sem qualquer explicação verbal.

Memória declarativa

Também conhecida como memória explícita, é uma memória que implica consciência na sua mobilização ,já que temos perfeita noção do que estamos a evocar. Ao contrário da memória não declarativa ,esta implica o discurso verbal. Não se reporta ao saber-fazer ,mas ao saber: factos, pessoas e acontecimentos.
Existem dois tipos de memória declarativa:

Memória episódica

Memória semântica

Memória episódica

Memória semântica

A memória semântica acolhe muito o que aprendemos na escola. O que ainda sabemos do que aprendemos, sabemo-lo apenas, sem evocar a situação na qual o aprendemos com pormenores.
A memória episódica é onde estão armazenados episódios das nossas vidas: as situações mais marcantes e memoráveis que temos.

Endel tulving

Foi um dos psicólogos que mais contribuiu para a nossa compreensão da memória.

Esquecimento

O que é o esquecimento?

a)Quando conseguimos recuperar qualquer informação memorizada ,sem dificuldade. b)Incapacidade de recordar acontecimentos futuros. c)Incapacidade de recordar,reconstruir ou de recuperar uma informação memorizada.

O que é o esquecimento?

a)Quando conseguimos recuperar qualquer informação memorizada ,sem dificuldade. b)Incapacidade de recordar acontecimentos futuros c)Incapacidade de recordar,reconstruir ou de recuperar uma informação memorizada

Esquecimento

-Incapacidade de recordar,reconstruir ou recuperar informação memorizada.

Esquecimento

-É uma condição da memória

Isto acontece porque, sem o esquecimento e consequente constante memorização das coisas, a nossa adaptação à realidade estaria comprometida.

O esquecimento permite-nos continuar a memorizar e impede-nos de nos tornarmos individuos socialmente inadaptados.

Porque é que esquecemos?

Esquecimento motivado

Perda de indícios

Efeito de interferências

  • Inibição pró-ativa
  • Interferência retroativa

Porque é que esquecemos?

Perda de indícios

Segundo esta hipótese:

  • O conteúdo da memória permanece intacto, contudo, falta a pista que a torna acessível;
  • Trata-se de reconhecer a informação, não de a relembrar, pois não está perdida;

Exemplo: Quando julgamos conhecer alguém, mas não sabemos de onde. Todavia, alguém nos dá a pista correta e lembramo-nos de quem é. A informação não estava disponível, apenas não estava acessível.

Porque é que esquecemos?

Efeito de interferências

Interferência:

Há 2 tipos de interferências:a inibição pró--ativa e a interferência retroativa.

Ocorre quando certos conteúdos mnésicos afetam e impedem a reatualização da informação que procuramos.

Porque é que esquecemos?

Efeito de interferências

Inibição pró-ativa

  • Neste caso, a interferência é feita do passado para o presente;
  • O que foi aprendido no passado interfere na memória recente;

Exemplo: Se mudarmos de casa, é normal colocarmos a morada antiga, ao invés da nova, devido ao hábito.

Porque é que esquecemos?

Efeito de interferências

Interferência retroativa

  • Aqui,a interferência é feita do presente para o passado;
  • O que foi aprendido interfere numa aprendizagem outrora efetuada;

Exemplo: Quando mudamos de telemóvel e passado algum tempo, por algum motivo, temos de voltar a utilizar o antigo. O que anteriormente era intuitivo nele, agora é mais dificil de manusear, pois adaptámo-nos ao novo.

Porque é que esquecemos?

Esquecimento motivado

O esquecimento motivado ocorre quando temos razões para esquecer algo.Habitualmente, tal ocorre porque uma recordação é desagradável ou perturbadora.

Supressão

(informação esquecida de forma consciente)

2 formas de esquecimento motivado:

Repressão

(informação esquecida sem a consciencia do indivíduo)

Porque é que esquecemos?

Esquecimento motivado

Aqui, esquecimento é sinónimo de recalcamento.

  • A informação não se perde, apenas fica hospedada no inconsciente;
  • Isto ocorre para nos proteger, pois evita distúrbios psíquicos que colocam em causa a nossa saúde mental;

Então, como podemos ter acesso a essas informações?

Porque é que esquecemos?

Esquecimento motivado

Então, como podemos ter acesso a essas informações?

Através da psicanálise, na qualidade de terapia.
métodos
  • Associação livre de ideias
  • Interpretação de sonhos
  • Análise dos atos falhados
  • Análise da transferência

As ilusões da memória

Os testemunhos são algo muito valorizado, tanto no dia-a-dia, como no tribunal. No segundo caso, a palavra de uma testemunha pode ser decisiva para a mudança da vida de alguém(aplicação de pena e respetivo grau).
Sendo assim, é muito importante saber se a memória é falível ou não.

Elizabeth Loftus

Da mesma forma que se pode esquecer o que vive, também se pode lembrar o que não se viveu.

Implantação de memórias falsas

Experiência: "Perdido no centro comercial"
  • Inquiridos adultos;
  • Davam-lhes 4 folhetos com relatos da sua infância( 3 verdadeiros, foram ditos pela família e 1 falso, o de se perder no centro comercial);
  • Tinham de dizer se se recordavam dos eventos ou não.

Resultados-->

Elizabeth Loftus

Da mesma forma que se pode esquecer o que vive, também se pode lembrar o que não se viveu.

Implantação de memórias falsas

Experiência: "Perdido no centro comercial"

Resultados:

Pode-se concluir que 25% dos inquiridos geraram a memória falsa pretendida, tendo até descrito pormenorizadamente o "acontecimento".

Elizabeth Loftus

Da mesma forma que se pode esquecer o que vive, também se pode lembrar o que não se viveu.

Implantação de memórias falsas

Que conclusões podemos tirar dos estudos de Elisabeth?

Nem as nossas maiores certezas são necessariamente verdade.
  • Na experiência, alguns indivíduos acreditavam genuinamente que tinham vivido um acontecimento que ,na verdade, era falso.
Devemos sempre procurar outras provas que corroborem a memória das testemunhas.

Os sete pecados da memória

Daniel Schacter

Schacter identificou 7 fragilidades da memória, que ocorrem devido à sua constante seletividade. Esta prática permanente conduz a algumas anomalias.

Os pecados subdividem-se em 2 grupos: os de omissão e os de comissão.

Os sete pecados da memória

Pecados de omissão (3)

A memória deteriora-se. Quando é novamente requirida, surge com alterações
  • Transitoriedade
  • Desatenção
  • Bloqueio
Quando não prestamos atenção, o cérebro não guarda a informação.
Sindrome "na ponta da língua". Ocorre devido ao efeito de interferências.

Os sete pecados da memória

Pecados de comissão(4)

Recuperamos a informação corretamente, mas com a origem errada.
  • Atribuição errada
  • Sugestionabilidade
  • Enviesamento retrospetivo
  • Persistência
Ocorre quando desenvolvemos falsas memórias.
Surge quando distorcemos uma recordação, assumindo algo tendo em conta o que somos agora.(exemplo: deduzir que fizemos certos cálculos corretamente, só porque agora somos especialistas na área)
Trata-se de recordar constantemente algo que queremos esquecer.

Conclusão

Processos mentais
  • Emocionais
  • Conativos
  • Cognitivos(perceção, aprendizagem, memória)
Esquecimento: Incapacidade de recuperar informação memorizada
Memória: capacidade de fazermos o registo de algo e de, posteriormente, o evocarmos.
Pode ocorrer por diversas razões, como o efeito de interferências, a perda de indícios e a própria motivação do mesmo.
  • A memória socorre-se de vários mecanismos para processar a informação
  • Elizabeth Loftus(falibilidade da memória)
  • Daniel Schacter(7 pecados da memória)

Fim

Trabalho realizado por: Joana Lucaciu, 12ºD, nº8 Serena Rangel, 12ºD , nº16

Bibliografia e Webgrafia

"Identidade 12", manual de psicologia B https://www.noticiasmagazine.pt/2016/falsas-memorias/bem-estar/13575/ https://pt.frwiki.wiki/wiki/Elizabeth_Loftus https://classroom.google.com/c/NjIyOTUxMDQ2Nzk4/m/NjQyNDk4OTIwMTM0/details https://classroom.google.com/c/NjIyOTUxMDQ2Nzk4/m/NjQyNDk4OTIwMTM0/details https://www.navalawaz.com/articles-resources/ted-talk-how-reliable-is-your-memory https://www.academia.edu/46752049/HOW_RELIABLE_IS_YOUR_MEMORY