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"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)" - Análise do Poema

Diana Pereira

Created on January 11, 2024

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Transcript

"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"

Análise do poema

01

Introdução

A Mensagem, escrita por Fernando Pessoa

Leitura do poema

Introdução

Análise do poema

Tema

Índice

Estrutura Interna

Recursos Expressivos

Inserção na estrutura da obra

Conclusão

Introdução

"Mensagem", escrita por Fernando Pessoa

A Mensagem está dividida em três partes. Esta tripartição corresponde a três momentos do Império Português: nascimento, realização e morte. Mas essa morte não é definitiva, pois pressupõe um renascimento que será o novo império, futuro e espiritual.

Nascimento – 1ª Parte: “Brasão” - Fundação da nacionalidade, desfile de heróis lendários ou históricos, desde Ulisses a D. Afonso Henriques, D. Dinis ou D. Sebastião.Realização – 2ª Parte: “Mar Português” - Poemas inspirados na ânsia do Desconhecido e no esforço heróico da luta com o mar. Apogeu da acção portuguesa dos Descobrimentos, em poemas como “O Infante”, “O Mostrengo”, “Mar Português”. Morte – 3ª Parte: “O Encoberto” - Morte das energias de Portugal simbolizada no “nevoeiro”; afirmação do sebastianismo representado na figura do “Encoberto”; apelo e ânsia messiânica da construção do Quinto Império.

Info

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02

Leitura do poema

"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"

Leitura do Poema

"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"

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03

Análise do poema

"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"

Análise do poema

O poema situa-se na Terceira Parte da "Mensagem", intitulada: "O Encoberto", sendo esta inserida na subdivisão II: "Os Avisos".

Esta última parte da obra centra-se na decadência do Império, onde há, por isso, uma presente mágoa, pois “falta cumprir-se Portugal.” Para tal será necessário um renascimento, o surgimento de um Império Espiritual liderado pelos portugueses, que Fernando Pessoa anuncia com símbolos e avisos.

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análise formal

Este poema é constituído por:

  • 5 estrofes;
  • 4 versos - quadra;
  • 8 sílabas métricas - octossílabo (Ex: Quan/do /vi/rás, /ó /En/co/ber/to);
  • Rima cruzada (abab).

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Estrutura interna

O poema está dividido em duas partes:

Primeira Parte

Segunda Parte

A primeira parte extende-se até ao sexto verso, nesta o sujeito poético aborda a sua tristeza e da única consolação para a sua dor, ou seja, a crença.,

A segunda parte do poema é inciciada pela conjunção "Mas" (v.7), sendo então possível encontrarmos várias questões introduzidas por "Quando", dirigidas à entidade mítica.

VS

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Temática abordada

O sujeito poético manifesta fisicamente a sua dor, aludindo ao choro, enquanto escreve o seu “livro à beira mágoa”.

O apelo a “Senhor” representa a esperança que o poeta deposita no regresso deste. Este “Senhor” é também referido como “Rei” e “Encoberto” (Sebastianismo como mito messiânico). Esta esperança no retorno do “Messias”, é uma tentativa de atenuar o próprio sofrimento através do sonho que espera realizar-se no futuro. As interrogações retóricas sugerem o desespero do “eu” e a expectativa perante o retorno desse “Senhor”, que se questiona relativamente à “Hora” desse seu regresso.

Trata-se de um poema sebastianista, em que o poeta, à beira-mágoa”, apenas consegue preencher os seus dias no refúgio do mito dum Salvador Encoberto que há-de vir redimi-lo e realizar um sonho português de muitas eras. Embora estando confiante na sua existência, a ponto de o sentir e pensar, assalta-o a dúvida de saber quando a sua vinda (o regresso) se irá realizar.

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Análise do poema:

"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"Estrofe I

  • Predominância do presente do indicativo (a laranja);
  • Adjetivos (a verde);
  • Utilização das maiúsculas (a bordô),
Nesta primeira estrofe, o sujeito poético tem como desejo o regresso do "Senhor" e da vida que com Ele irá regressar.

Estrofe II

  • Predominância do presente do indicativo (a laranja);
  • Repetição (a verde);
  • Metáfora (a roxo);
  • Personificação;
  • Repetição.
Nesta segunda estrofe, o pensamento de que o Rei um dia irá voltar ocupa os dias do sujeito poético, embora ainda exista a dúvida de quando é que o "Senhor" chegará.

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Análise do poema:

"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"Estrofe III

  • Perífrase (a laranja);
  • Repetição (a verde);
  • Hipérbato (a vermelho).
Nesta terceira estrofe, o sujeito poético continua a questionar-se sobre quando virá "O Encoberto" e a "Nova Terra", que ele trará consigo.

Estrofe IV

  • Anástrofe (a azul);
  • Repetição (a verde);
  • Metáfora (a roxo);
  • Apóstrofe ( a rosa).
Na quarta estrofe, o eu poético mostra o anseio para que o seu desjo se concretize.

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Análise do poema:

"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"Estrofe V

  • Repetição (a verde);
  • Hipérbato (a vermelho).
Nesta quinta e última estrofe, o sujeito poético interroga-se, novamente, quando é que D. Sebastião se irá revelar da sombra para que a sua esperança se torne uma realidade. Nesta segunda parte do poema, predominam os verbos no futuro, porque é só nele que o sonho do poeta poderá vir a tornar-se realidade. As interrogações retóricas sugerem o desespero do “eu” e a expectativa perante o retorno desse “Senhor", que se questiona relativamente à “Hora” desse seu regresso.

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Repetição Anafórica: “Quando é o Rei? Quando é a Hora? Quando virás a ser o Cristo”Apóstrofe: “Quando virás, ó Encoberto,” Interrogações Retóricas: “Fazer minha esperança amor?” “Da névoa e da saudade quando?” “Quando meu sonho e meu senhor?”

Recursos expressivos

O poema por nós analisado é extremamente rico em recursos expressivos, como puderam observar, deste modo decidimos salientar apenas alguns:

Apóstrofe: “Só tu, Senhor, me das viver.” Hipérbato: “Só te sentir e te pensar/Meus dias vacuos enche e doura.”

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características

('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"

  • a utilização das maiúsculas, como forma de abstração e sugestão sebastianista.
  • a repetição do advérbio interrogativo “quando”, dando conta da inquietação e angústia do sujeito.
  • a interrogação retórica: remete para a ansiedade crescente para que D.Sebastião volte e seja capaz de mudar a situação presente.
  • a personificação do mito.
  • a supressão da forma verbal "virás" nos dois últimos versos.

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Conclusão

02

01

Inserção do poema na estrutura da obra

Reflexão Pessoal

Terminada a análise do poema, poder-se-á concluir que este poema é extremamente atual, pois ainda hoje todos temos a ânsia de concretizar todos os nossos desejos, tal como o sujeito poético pretendia concretizar o seu através do regresso de D. Sebastião.

Após a análise do poema, podemos concluir que este se encontra na Terceira Parte da obra, devido principalmente ao facto de que esta última parte da obra centra-se na decadência do Império, onde há, por isso, uma presente mágoa, pois “falta cumprir-se Portugal.”

Seguinte

Fim!

Obrigada pelo apoio, meus caros! CONTINUAÇÃO DE UM BOM DIA

Trabalho realizado por:

  • Diana Pereira 12ºD;
  • Raquel Marcelino 12ºD;