"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"
Análise do poema
01
Introdução
A Mensagem, escrita por Fernando Pessoa
Leitura do poema
Introdução
Análise do poema
Tema
Índice
Estrutura Interna
Recursos Expressivos
Inserção na estrutura da obra
Conclusão
Introdução
"Mensagem", escrita por Fernando Pessoa
A Mensagem está dividida em três partes. Esta tripartição corresponde a três momentos do Império Português: nascimento, realização e morte. Mas essa morte não é definitiva, pois pressupõe um renascimento que será o novo império, futuro e espiritual.
Nascimento – 1ª Parte: “Brasão” - Fundação da nacionalidade, desfile de heróis lendários ou históricos, desde Ulisses a D. Afonso Henriques, D. Dinis ou D. Sebastião.Realização – 2ª Parte: “Mar Português” - Poemas inspirados na ânsia do Desconhecido e no esforço heróico da luta com o mar. Apogeu da acção portuguesa dos Descobrimentos, em poemas como “O Infante”, “O Mostrengo”, “Mar Português”.
Morte – 3ª Parte: “O Encoberto” - Morte das energias de Portugal simbolizada no “nevoeiro”; afirmação do sebastianismo representado na figura do “Encoberto”; apelo e ânsia messiânica da construção do Quinto Império.
Info
Seguinte
02
Leitura do poema
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"
Leitura do Poema
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"
Seguinte
03
Análise do poema
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"
Análise do poema
O poema situa-se na Terceira Parte da "Mensagem", intitulada: "O Encoberto", sendo esta inserida na subdivisão II: "Os Avisos".
Esta última parte da obra centra-se na decadência do Império, onde há, por isso, uma presente mágoa, pois “falta cumprir-se Portugal.”
Para tal será necessário um renascimento, o surgimento de um Império Espiritual liderado pelos portugueses, que Fernando Pessoa anuncia com símbolos e avisos.
Seguinte
análise formal
Este poema é constituído por:
- 5 estrofes;
- 4 versos - quadra;
- 8 sílabas métricas - octossílabo (Ex: Quan/do /vi/rás, /ó /En/co/ber/to);
- Rima cruzada (abab).
Seguinte
Estrutura interna
O poema está dividido em duas partes:
Primeira Parte
Segunda Parte
A primeira parte extende-se até ao sexto verso, nesta o sujeito poético aborda a sua tristeza e da única consolação para a sua dor, ou seja, a crença.,
A segunda parte do poema é inciciada pela conjunção "Mas" (v.7), sendo então possível encontrarmos várias questões introduzidas por "Quando", dirigidas à entidade mítica.
VS
Seguinte
Temática abordada
O sujeito poético manifesta fisicamente a sua dor, aludindo ao choro, enquanto escreve o seu “livro à beira mágoa”.
O apelo a “Senhor” representa a esperança que o poeta deposita no regresso deste.
Este “Senhor” é também referido como “Rei” e “Encoberto” (Sebastianismo como mito messiânico).
Esta esperança no retorno do “Messias”, é uma tentativa de atenuar o próprio sofrimento através do sonho que espera realizar-se no futuro.
As interrogações retóricas sugerem o desespero do “eu” e a expectativa perante o retorno desse “Senhor”, que se questiona relativamente à “Hora” desse seu regresso.
Trata-se de um poema sebastianista, em que o poeta, à beira-mágoa”, apenas consegue preencher os seus dias no refúgio do mito dum Salvador Encoberto que há-de vir redimi-lo e realizar um sonho português de muitas eras. Embora estando confiante na sua existência, a ponto de o sentir e pensar, assalta-o a dúvida de saber quando a sua vinda (o regresso) se irá realizar.
Seguinte
Análise do poema:
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"Estrofe I
- Predominância do presente do indicativo (a laranja);
- Adjetivos (a verde);
- Utilização das maiúsculas (a bordô),
Nesta primeira estrofe, o sujeito poético tem como desejo o regresso do "Senhor" e da vida que com Ele irá regressar.
Estrofe II
- Predominância do presente do indicativo (a laranja);
- Repetição (a verde);
- Metáfora (a roxo);
- Personificação;
- Repetição.
Nesta segunda estrofe, o pensamento de que o Rei um dia irá voltar ocupa os dias do sujeito poético, embora ainda exista a dúvida de quando é que o "Senhor" chegará.
Seguinte
Análise do poema:
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"Estrofe III
- Perífrase (a laranja);
- Repetição (a verde);
- Hipérbato (a vermelho).
Nesta terceira estrofe, o sujeito poético continua a questionar-se sobre quando virá "O Encoberto" e a "Nova Terra", que ele trará consigo.
Estrofe IV
- Anástrofe (a azul);
- Repetição (a verde);
- Metáfora (a roxo);
- Apóstrofe ( a rosa).
Na quarta estrofe, o eu poético mostra o anseio para que o seu desjo se concretize.
Seguinte
Análise do poema:
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"Estrofe V
- Repetição (a verde);
- Hipérbato (a vermelho).
Nesta quinta e última estrofe, o sujeito poético interroga-se, novamente, quando é que D. Sebastião se irá revelar da sombra para que a sua esperança se torne uma realidade. Nesta segunda parte do poema, predominam os verbos no futuro, porque é só nele que o sonho do poeta poderá vir a tornar-se realidade. As interrogações retóricas sugerem o desespero do “eu” e a expectativa perante o retorno desse “Senhor", que se questiona relativamente à “Hora” desse seu regresso.
Seguinte
Repetição Anafórica: “Quando é o Rei? Quando é a Hora?
Quando virás a ser o Cristo”Apóstrofe: “Quando virás, ó Encoberto,” Interrogações Retóricas: “Fazer minha esperança amor?”
“Da névoa e da saudade quando?”
“Quando meu sonho e meu senhor?”
Recursos expressivos
O poema por nós analisado é extremamente rico em recursos expressivos, como puderam observar, deste modo decidimos salientar apenas alguns:
Apóstrofe:
“Só tu, Senhor, me das viver.”
Hipérbato:
“Só te sentir e te pensar/Meus dias vacuos enche e doura.”
Seguinte
características
('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"
- a utilização das maiúsculas, como forma de abstração e sugestão sebastianista.
- a repetição do advérbio interrogativo “quando”, dando conta da inquietação e angústia do sujeito.
- a interrogação retórica: remete para a ansiedade crescente para que D.Sebastião volte e seja capaz de mudar a situação presente.
- a personificação do mito.
- a supressão da forma verbal "virás" nos dois últimos versos.
Seguinte
Conclusão
02
01
Inserção do poema na estrutura da obra
Reflexão Pessoal
Terminada a análise do poema, poder-se-á concluir que este poema é extremamente atual, pois ainda hoje todos temos a ânsia de concretizar todos os nossos desejos, tal como o sujeito poético pretendia concretizar o seu através do regresso de D. Sebastião.
Após a análise do poema, podemos concluir que este se encontra na Terceira Parte da obra, devido principalmente ao facto de que esta última parte da obra centra-se na decadência do Império, onde há, por isso, uma presente mágoa, pois “falta cumprir-se Portugal.”
Seguinte
Fim!
Obrigada pelo apoio, meus caros! CONTINUAÇÃO DE UM BOM DIA
Trabalho realizado por:
- Diana Pereira 12ºD;
- Raquel Marcelino 12ºD;
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)" - Análise do Poema
Diana Pereira
Created on January 11, 2024
Start designing with a free template
Discover more than 1500 professional designs like these:
View
Smart Presentation
View
Practical Presentation
View
Essential Presentation
View
Akihabara Presentation
View
Pastel Color Presentation
View
Winter Presentation
View
Hanukkah Presentation
Explore all templates
Transcript
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"
Análise do poema
01
Introdução
A Mensagem, escrita por Fernando Pessoa
Leitura do poema
Introdução
Análise do poema
Tema
Índice
Estrutura Interna
Recursos Expressivos
Inserção na estrutura da obra
Conclusão
Introdução
"Mensagem", escrita por Fernando Pessoa
A Mensagem está dividida em três partes. Esta tripartição corresponde a três momentos do Império Português: nascimento, realização e morte. Mas essa morte não é definitiva, pois pressupõe um renascimento que será o novo império, futuro e espiritual.
Nascimento – 1ª Parte: “Brasão” - Fundação da nacionalidade, desfile de heróis lendários ou históricos, desde Ulisses a D. Afonso Henriques, D. Dinis ou D. Sebastião.Realização – 2ª Parte: “Mar Português” - Poemas inspirados na ânsia do Desconhecido e no esforço heróico da luta com o mar. Apogeu da acção portuguesa dos Descobrimentos, em poemas como “O Infante”, “O Mostrengo”, “Mar Português”. Morte – 3ª Parte: “O Encoberto” - Morte das energias de Portugal simbolizada no “nevoeiro”; afirmação do sebastianismo representado na figura do “Encoberto”; apelo e ânsia messiânica da construção do Quinto Império.
Info
Seguinte
02
Leitura do poema
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"
Leitura do Poema
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"
Seguinte
03
Análise do poema
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"
Análise do poema
O poema situa-se na Terceira Parte da "Mensagem", intitulada: "O Encoberto", sendo esta inserida na subdivisão II: "Os Avisos".
Esta última parte da obra centra-se na decadência do Império, onde há, por isso, uma presente mágoa, pois “falta cumprir-se Portugal.” Para tal será necessário um renascimento, o surgimento de um Império Espiritual liderado pelos portugueses, que Fernando Pessoa anuncia com símbolos e avisos.
Seguinte
análise formal
Este poema é constituído por:
Seguinte
Estrutura interna
O poema está dividido em duas partes:
Primeira Parte
Segunda Parte
A primeira parte extende-se até ao sexto verso, nesta o sujeito poético aborda a sua tristeza e da única consolação para a sua dor, ou seja, a crença.,
A segunda parte do poema é inciciada pela conjunção "Mas" (v.7), sendo então possível encontrarmos várias questões introduzidas por "Quando", dirigidas à entidade mítica.
VS
Seguinte
Temática abordada
O sujeito poético manifesta fisicamente a sua dor, aludindo ao choro, enquanto escreve o seu “livro à beira mágoa”.
O apelo a “Senhor” representa a esperança que o poeta deposita no regresso deste. Este “Senhor” é também referido como “Rei” e “Encoberto” (Sebastianismo como mito messiânico). Esta esperança no retorno do “Messias”, é uma tentativa de atenuar o próprio sofrimento através do sonho que espera realizar-se no futuro. As interrogações retóricas sugerem o desespero do “eu” e a expectativa perante o retorno desse “Senhor”, que se questiona relativamente à “Hora” desse seu regresso.
Trata-se de um poema sebastianista, em que o poeta, à beira-mágoa”, apenas consegue preencher os seus dias no refúgio do mito dum Salvador Encoberto que há-de vir redimi-lo e realizar um sonho português de muitas eras. Embora estando confiante na sua existência, a ponto de o sentir e pensar, assalta-o a dúvida de saber quando a sua vinda (o regresso) se irá realizar.
Seguinte
Análise do poema:
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"Estrofe I
- Predominância do presente do indicativo (a laranja);
- Adjetivos (a verde);
- Utilização das maiúsculas (a bordô),
Nesta primeira estrofe, o sujeito poético tem como desejo o regresso do "Senhor" e da vida que com Ele irá regressar.Estrofe II
- Predominância do presente do indicativo (a laranja);
- Repetição (a verde);
- Metáfora (a roxo);
- Personificação;
- Repetição.
Nesta segunda estrofe, o pensamento de que o Rei um dia irá voltar ocupa os dias do sujeito poético, embora ainda exista a dúvida de quando é que o "Senhor" chegará.Seguinte
Análise do poema:
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"Estrofe III
- Perífrase (a laranja);
- Repetição (a verde);
- Hipérbato (a vermelho).
Nesta terceira estrofe, o sujeito poético continua a questionar-se sobre quando virá "O Encoberto" e a "Nova Terra", que ele trará consigo.Estrofe IV
- Anástrofe (a azul);
- Repetição (a verde);
- Metáfora (a roxo);
- Apóstrofe ( a rosa).
Na quarta estrofe, o eu poético mostra o anseio para que o seu desjo se concretize.Seguinte
Análise do poema:
"('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"Estrofe V
- Repetição (a verde);
- Hipérbato (a vermelho).
Nesta quinta e última estrofe, o sujeito poético interroga-se, novamente, quando é que D. Sebastião se irá revelar da sombra para que a sua esperança se torne uma realidade. Nesta segunda parte do poema, predominam os verbos no futuro, porque é só nele que o sonho do poeta poderá vir a tornar-se realidade. As interrogações retóricas sugerem o desespero do “eu” e a expectativa perante o retorno desse “Senhor", que se questiona relativamente à “Hora” desse seu regresso.Seguinte
Repetição Anafórica: “Quando é o Rei? Quando é a Hora? Quando virás a ser o Cristo”Apóstrofe: “Quando virás, ó Encoberto,” Interrogações Retóricas: “Fazer minha esperança amor?” “Da névoa e da saudade quando?” “Quando meu sonho e meu senhor?”
Recursos expressivos
O poema por nós analisado é extremamente rico em recursos expressivos, como puderam observar, deste modo decidimos salientar apenas alguns:
Apóstrofe: “Só tu, Senhor, me das viver.” Hipérbato: “Só te sentir e te pensar/Meus dias vacuos enche e doura.”
Seguinte
características
('Screvo meu livro à beira-mágoa...)"
Seguinte
Conclusão
02
01
Inserção do poema na estrutura da obra
Reflexão Pessoal
Terminada a análise do poema, poder-se-á concluir que este poema é extremamente atual, pois ainda hoje todos temos a ânsia de concretizar todos os nossos desejos, tal como o sujeito poético pretendia concretizar o seu através do regresso de D. Sebastião.
Após a análise do poema, podemos concluir que este se encontra na Terceira Parte da obra, devido principalmente ao facto de que esta última parte da obra centra-se na decadência do Império, onde há, por isso, uma presente mágoa, pois “falta cumprir-se Portugal.”
Seguinte
Fim!
Obrigada pelo apoio, meus caros! CONTINUAÇÃO DE UM BOM DIA
Trabalho realizado por: