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Formação e Mudança de Atitudes

Ladislau Paulo

Created on January 2, 2024

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Formação e Mudança de Atitudes

Formação e Mudança de Atitudes

As atitudes são aprendidas no processo de socialização, no meio social onde a pessoa está inserida. São vários os agentes sociais responsáveis pela formação das atitudes: os pais e a família, a escola, o grupo de pares e os meios de comunicação social.

Formação e Mudança de Atitudes

Na família, são os parentes mais próximos, sobretudo os pais, que exercem um papel fundamental na formação das primeiras atitudes nas crianças. São modelos que estas imitam e com os quais se procuram identificar.

Formação e Mudança de Atitudes

Apesar da relativa estabilidade das atitudes, estas podem mudar ao longo da vida. Assim, por exemplo, um acontecimento pode conduzir a uma mudança de atitudes: se um país atacar outro, podemos mudar a nossa atitude face ao país agressor

Formação e Mudança de Atitudes

A publicidade e as campanhas têm grande influência na formação e também na mudança das atitudes. Por exemplo, com o aparecimento da SIDA desenvolveram-se várias campanhas para promover o uso de preservativo. Campanhas contra a violência doméstica, contra a violência no namoro, visam mudar atitudes que admitem a agressão, sobretudo às mulheres, no contexto da família.

Formação e Mudança de Atitudes

  • As atitudes são predisposições para responder de forma positiva ou negativa a um objeto social (pessoa, situação, acontecimento)
  • As atitudes formam-se ao longo da vida no processo de socialização, sobretudo durante a infância e a adolescência.
  • Distinguem-se três componentes nas atitudes: cognitiva, afetiva e comportamental.

Formação e Mudança de Atitudes

  • Apesar da sua estabilidade, as atitudes podem mudar ao longo da vida
  • Os principais agentes sociais na formação e mudança das atitudes são os pais, a escola, os amigos e os meios de comunicação social.

Formação e Mudança de Atitudes

Impressões

  • Impressão é um termo que usamos com muita frequência, como, por exemplo, após conhecermos uma pessoa: “Deixou-me uma boa impressão”; “Tenho a impressão de que é uma pessoa orgulhosa”, etc

Impressões

  • Efetivamente, no primeiro contacto que temos com alguém que não conhecemos, construímos uma imagem, uma ideia sobre essa pessoa, a partir de algumas características, de alguns indícios que apreendemos no primeiro encontro. Selecionamos alguns aspetos que consideramos mais significativos, naquele momento e naquela situação, e que nos levam a avaliar a pessoa.

Impressões

  • Um dos aspetos mais importantes das impressões é o efeito que têm na relação interpessoal que se estabelecerá no futuro: somos condi- cionados por este primeiro encontro e pelo modo como avaliamos a pessoa.

Impressões

  • Se, mais tarde, algumas das características que atribuímos ao outro são diferentes das inicialmente formuladas, temos tendência a rejeitar as novas informações ou impressões, mantendo a que ficou no primeiro encontro

Impressões

  • Podemos considerar a formação das impressões como o processo pelo qual se organiza a informação acerca de outra pessoa de modo a integrá-la numa categoria significativa. É este processo que passamos a analisar.

Impressão e Categorização

  • Não é possível recolher e armazenar toda a informação referente aos objetos, às pessoas com quem contactamos. Para simplificar, procedemos a um processo de categorização, quer dizer, reagrupamos os objetos, as pessoas, as situações em diferentes classes a partir do que consideramos serem as suas diferenças e semelhanças. Subjacente à impressão está, portanto, a categorização

Impressão e Categorização

  • No caso das impressões, classificamos a pessoa em categorias que são significativas para nós a partir dos dados que recolhemos num primeiro encontro ou a partir das informações que recebemos de outras pessoas.

Impressão e Categorização

  • Se ouvimos dizer, sobre uma pessoa que acabámos de conhecer, que ela é competitiva, podemos associar-lhe as características de calculista, competente e ambiciosa; se nos disserem que é colaboradora, podemos associar-lhe as características de simpática, solidária e generosa. Se à informação inicial somarmos outros dados que observámos no primeiro contacto, classificamos a pessoa num grupo a que atribuímos determinados valores

Impressão e Categorização

  • Esta ideia global vai orientar o nosso comportamento, porque nos fornece um esboço psicológico da pessoa em questão. A categorização permite simplificar a complexidade do mundo social, sendo uma forma económica de orientar o nosso comportamento e atuar de acordo com a avaliação que fizemos

Impressão e Categorização

  • A categorização inerente à formação das impressões orienta o nosso comportamento ao permitir-nos definir o lugar dos outros na sociedade e, por referência, o nosso próprio lugar. A forma simplificada como classificamos a pessoa permite comportarmo-nos de forma segura na relação interpessoal.

Impressão e Categorização

  • Ao desenvolvermos expectativas sobre o comportamento dos outros a partir das impressões que formamos, isso possibilita-nos planear as nossas ações, o que é um facilitador no processo das interações sociais. As impressões são facilitadoras das relações interpessoais; daí a importância do seu estudo em psicologia social.

A Formação das Impressões

  • Na base da formação das impressões está a interpretação, isto é, nós percecionamos o outro a partir de uma grelha de avaliação que remete para os nossos conhecimentos, valores e experiências pessoais.

A Formação das Impressões

  • Alguns indícios, que passamos a referir brevemente, explicam o modo como formamos uma impressão de uma pessoa, num primeiro encontro: indícios físicos, indícios verbais e não verbais e indícios comportamentais.

A Formação das Impressões

Indícios físicos – remetem para características como o facto de a pessoa ser alta, baixa, gorda, magra, loura, morena... Nos indícios físicos podem incluir-se as expressões faciais e os gestos

A Formação das Impressões

Indícios verbais – o modo como a pessoa fala surge como um indicador, por exemplo, de instrução. Se a pessoa utiliza um vocabulário preciso e uma adjetivação variada, posso considerá-la como dotada de um pensamento claro, culta e instruída. Se na sua expressão reconhecer um sotaque de uma determinada região, poderei avaliá-la a partir da caracterização que faço dos habitantes dessa zona.

A Formação das Impressões

Indícios não verbais – estes indícios remetem para elementos, sinais, que interpretamos como indicadores: o modo como a pessoa se veste, se usa fato e gravata ou calças de ganga, se usa sapatilhas ou sapatos de tacão alto, levam-nos a inferir determinadas características A forma como a pessoa gesticula enquanto fala e o modo como se senta são também indicadores que nos levam a inferir determinadas características sobre o outro.

A Formação das Impressões

Indícios comportamentais – são o conjunto de comportamentos que se observam na pessoa e que nos permitem classificá-la. O modo como os comportamentos são interpretados varia de pessoa para pessoa e remetem para as experiências passadas, para as necessidades daquele que as interpreta.

A Formação das Impressões

Avaliaremos de forma positiva uma forma de agir que esteja em consonância com a nossa forma de atuar, que esteja de acordo com os nossos valores.

A Formação das Impressões

A partir destes indícios, formamos uma impressão global de uma pessoa, a quem atribuímos uma categoria socioeconómica e cultural, um determinado estatuto social.

A Formação das Impressões

De notar que um mesmo conjunto de indícios pode conduzir diferentes pessoas a avaliarem de forma distinta o mesmo indivíduo. Tal acontece porque a formação das impressões é orientada pelos nossos valores e atitudes, pelos nossos esquemas cognitivos e afetivos.

A Formação das Impressões

É comum, no processo de formação das impressões, fazermos uma avaliação geral da pessoa a partir de algumas características ou traços que observamos na interação com ela ou que nos foi referida por outros. A partir desses elementos, construímos a ideia geral que formamos sobre a pessoa.

A Formação das Impressões

As impressões consistem no processo de integração de uma pessoa numa categoria a partir dos dados obtidos num primeiro contacto e de informações recebidas pelos outros.

Na base das impressões está a categorização.

A Formação das Impressões

A categorização é o processo de reagrupamento de pessoas, objetos ou situações a partir das suas semelhanças e diferenças.

A Formação das Impressões

A primeira impressão é influenciada por indícios físicos, verbais e não verbais e comportamentais apresentados pela pessoa

As primeiras impressões têm um efeito muito duradouro.

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