Álvaro de Campos
"Ode triunfal"
Catarina e Leonor 12°B
Título e simbolismo
"ODE" é uma palavra de origem grega que significa exaltação de uma pessoa. Com a alcunha Triunfal o poeta pretendeu vincar e hiperbolizar o significado de ode dando-lhe mais força e exagero, desta forma, fica evidente a coerência com o Futurismo e com o Sensacionismo
Introdução
Localização, estado de espírito e ação do sujeito poético
Introdução
O sujeito poético encontra-se numa fábrica, com febre e frustrado enquanto escreve "À dolorosa luz das grandes lâmpadas da fábrica" V 1 "Tenho febre e escrevo." V 2 "Escrevo rangendo os dentes (...)" V 3
Desenvolvimento
Traços futuristas, sensacionistas e disfóricos
Traços futuristas
• Cântico da era moderna e do progresso; "Ó coisas todas modernas/ Ó minhas contemporâneas, forma atual e próxima/ Do sistema imediato do Universo! / Nova Revelação metálica e dinâmica de Deus!" V45 - 48• Fusão de todas as eras no momento presente; "Canto, e canto e o presente, e também o passado e o futuro, / Porque o presente é todo o passado e todo o futuro" V17 e 18 • Fusão do "eu" com a máquina; "Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto/ Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento" V29-30 • Fusão de todos os génios nos maquinismos; "E há Platão e Virgílio dentro das máquinas e das luzes eléctricas" V19 • Universalidade; "Eia túneis, eia canais, Panamá, Kiel, Suez!" V89 • Nova conceção de beleza; "Em febre e olhando os motores como a uma Natureza tropical" V15
Traços Sensacionistas
• Presença dos cinco sentidos; Audição, Visão, Paladar, Tato e Olfato"(...) r-r-r-r-r-r-r eterno” V5 “(...) e olhando os motores (...)” V15 “Tenho os lábios secos (...)” V1O “Fazendo-me um excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma” V25 "A todos os perfumes de óleos (...)” V31 • Simultaneidade e exacerbação sensoriais; "Ser completo como uma máquina!" V27 "Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!” V28
Traços Disfóricos
• Identificação de momentos disfóricos. (V49 - 57)"(Na nora do quintal da minha casa O burro anda à roda, anda à roda, E o mistério do mundo é do tamanho disto .Limpa o suor com o braço, trabalhador descontente. A luz do sol abafa o silêncio das esferas E havemos todos de morrer, Ó pinheirais sombrios ao crepúsculo, Pinheirais onde a minha infância era outra coisa Do que eu sou hoje...)"
• Temas abordados Alguns dos temas abordados são: a rotina diária, o descontentamento da classe trabalhadora, a inevitabilidade da morte, as saudades da infância• Simbolismo associado a esses momentos. Após saírmos de uma escrita frenética sobre as máquinas e a modernidade somos confrontados com a volta do "eu" lírico a voltar para a dura realidade onde existem rotinas e trabalhadores que trabalham muito por pouco; as máquinas são o pesadelo dos trabalhadores e não algo que eles admiram; uma realidade onde a infância é só uma memória nostálgica e longínqua e onde a morte é algo certo;
Conclusão
Interpretação e simbologia
Conclusão
• Interpretação e simbolismo do último verso; "Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!" No final da Ode observamos o sujeito poético ter um desejo frustrado de querer ser e experimentar tudo ao mesmo tempo e de todas as maneiras, algo que não é possível• Relação com a introdução; No início da Ode o sujeito poético está frustrado (graças ao seu estado de saúde) enquanto escreve. O sentimento de frustração volta no final do texto, como se fosse um "ciclo vicioso"
Estrutura externa
Estrutura externa
• Classificação da composição poética Composição poética lírica "ODE" • Classificação estrófica, métrica e rimática Irregular
Linguagem e estilo
Linguagem e estilo
• Diferentes registos de língua - onomatopeias ousadas, apóstrofes e enumerações exageradas “r-r-r-r-r-r-r eterno” V5 “Ó rodas, ó engrenagens” V5 "Eh, cimento armado, betão de cimento, novos processos!" V48 • Inovação poética - tendência contínua de humanizar as máquinas: “E há Platão e Virgílio dentro das máquinas” V19 • Estruturas rítmicas - irregulares
recursos expressivos
recursos expressivos
• Apóstrofe "Ó rodas, ó engrenagens." V5 • Aliteração "Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!" V5 • Anáfora "Eh-lá grandes desastres de comboios!" V66 • Metáfora "(...) Natureza tropical (...)" V15 • Enumeração "Eh, cimento armado, betão de cimento, novos processos!" V48 • Gradação "Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento" V30
• Onomatopeia "z-z-z-z-z-z-z" • Interjeição "Eh-lá hô fachadas das grandes lojas!" • Sinestesia "dolorosa luz" • Neologismo "quase-silêncio" • Pontuação "Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!" • Empréstimo "rails"
FIM
Português - "Ode Triunfal"
Leonor Nunes
Created on December 19, 2023
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Transcript
Álvaro de Campos
"Ode triunfal"
Catarina e Leonor 12°B
Título e simbolismo
"ODE" é uma palavra de origem grega que significa exaltação de uma pessoa. Com a alcunha Triunfal o poeta pretendeu vincar e hiperbolizar o significado de ode dando-lhe mais força e exagero, desta forma, fica evidente a coerência com o Futurismo e com o Sensacionismo
Introdução
Localização, estado de espírito e ação do sujeito poético
Introdução
O sujeito poético encontra-se numa fábrica, com febre e frustrado enquanto escreve "À dolorosa luz das grandes lâmpadas da fábrica" V 1 "Tenho febre e escrevo." V 2 "Escrevo rangendo os dentes (...)" V 3
Desenvolvimento
Traços futuristas, sensacionistas e disfóricos
Traços futuristas
• Cântico da era moderna e do progresso; "Ó coisas todas modernas/ Ó minhas contemporâneas, forma atual e próxima/ Do sistema imediato do Universo! / Nova Revelação metálica e dinâmica de Deus!" V45 - 48• Fusão de todas as eras no momento presente; "Canto, e canto e o presente, e também o passado e o futuro, / Porque o presente é todo o passado e todo o futuro" V17 e 18 • Fusão do "eu" com a máquina; "Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto/ Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento" V29-30 • Fusão de todos os génios nos maquinismos; "E há Platão e Virgílio dentro das máquinas e das luzes eléctricas" V19 • Universalidade; "Eia túneis, eia canais, Panamá, Kiel, Suez!" V89 • Nova conceção de beleza; "Em febre e olhando os motores como a uma Natureza tropical" V15
Traços Sensacionistas
• Presença dos cinco sentidos; Audição, Visão, Paladar, Tato e Olfato"(...) r-r-r-r-r-r-r eterno” V5 “(...) e olhando os motores (...)” V15 “Tenho os lábios secos (...)” V1O “Fazendo-me um excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma” V25 "A todos os perfumes de óleos (...)” V31 • Simultaneidade e exacerbação sensoriais; "Ser completo como uma máquina!" V27 "Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!” V28
Traços Disfóricos
• Identificação de momentos disfóricos. (V49 - 57)"(Na nora do quintal da minha casa O burro anda à roda, anda à roda, E o mistério do mundo é do tamanho disto .Limpa o suor com o braço, trabalhador descontente. A luz do sol abafa o silêncio das esferas E havemos todos de morrer, Ó pinheirais sombrios ao crepúsculo, Pinheirais onde a minha infância era outra coisa Do que eu sou hoje...)"
• Temas abordados Alguns dos temas abordados são: a rotina diária, o descontentamento da classe trabalhadora, a inevitabilidade da morte, as saudades da infância• Simbolismo associado a esses momentos. Após saírmos de uma escrita frenética sobre as máquinas e a modernidade somos confrontados com a volta do "eu" lírico a voltar para a dura realidade onde existem rotinas e trabalhadores que trabalham muito por pouco; as máquinas são o pesadelo dos trabalhadores e não algo que eles admiram; uma realidade onde a infância é só uma memória nostálgica e longínqua e onde a morte é algo certo;
Conclusão
Interpretação e simbologia
Conclusão
• Interpretação e simbolismo do último verso; "Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!" No final da Ode observamos o sujeito poético ter um desejo frustrado de querer ser e experimentar tudo ao mesmo tempo e de todas as maneiras, algo que não é possível• Relação com a introdução; No início da Ode o sujeito poético está frustrado (graças ao seu estado de saúde) enquanto escreve. O sentimento de frustração volta no final do texto, como se fosse um "ciclo vicioso"
Estrutura externa
Estrutura externa
• Classificação da composição poética Composição poética lírica "ODE" • Classificação estrófica, métrica e rimática Irregular
Linguagem e estilo
Linguagem e estilo
• Diferentes registos de língua - onomatopeias ousadas, apóstrofes e enumerações exageradas “r-r-r-r-r-r-r eterno” V5 “Ó rodas, ó engrenagens” V5 "Eh, cimento armado, betão de cimento, novos processos!" V48 • Inovação poética - tendência contínua de humanizar as máquinas: “E há Platão e Virgílio dentro das máquinas” V19 • Estruturas rítmicas - irregulares
recursos expressivos
recursos expressivos
• Apóstrofe "Ó rodas, ó engrenagens." V5 • Aliteração "Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!" V5 • Anáfora "Eh-lá grandes desastres de comboios!" V66 • Metáfora "(...) Natureza tropical (...)" V15 • Enumeração "Eh, cimento armado, betão de cimento, novos processos!" V48 • Gradação "Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento" V30
• Onomatopeia "z-z-z-z-z-z-z" • Interjeição "Eh-lá hô fachadas das grandes lojas!" • Sinestesia "dolorosa luz" • Neologismo "quase-silêncio" • Pontuação "Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!" • Empréstimo "rails"
FIM