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A construção da Modernidade

Ana Santos

Created on December 10, 2023

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Transcript

Construção DA

modernidade europeia

Sumário

A revolução científica dos séculos XVII e XVIII.

Modelo de William Harvey de 1628

Telescópio de Galileu

COMO surge a construção da modernidade europeia?

  • Mudanças do Antigo Regime para o Liberalismo;
  • Progressos nas ciências e no conhecimento humano, que vão mudar a forma como o mundo era entendido;
  • Questionamento dos conhecimentos dos autores antigos e, nova forma de adquirir conhecimento, através da observação e da experiência.

Gabinete de Curiosidades, frontispício do Livro Musei Wormiani História.

Renascimento

Linha do Tempo

Desperta o espírito crítico e o interesse pelo mundo natural.

Expansão Marítima

Trouxe novos conhecimentos sobre o mundo, a fauna, a flora e a cultura de outros povos.

Século XVII

Grandes pensadores questionam o avanço do estudo científico e o papel limitador e controlador da Igreja, desde a Idade Média;

Estabelecem-se os fundamentos da ciência moderna;

Antiga máquina a vapor de Thomas Newcomen, gravura em "La Nature".

Interessam-se pelo mundo natural e pelas realizações humanas.

Surgem inúmeros gabinetes de curiosidades.

São criadas várias associações científicas.

Um moinho de água, Meindert Hobbema, 1664

A revolução Científica

  • Verifica-se um crescente interesse por disciplinas como a Física, a Matemática, a Química, a Astronomia, a Botânica e a Biologia (as ciências da natureza);
  • Surge o gosto pela observação dos fenómenos físicos e naturais;
  • Desenvolvem-se ideias como:
    • só a observação sistemática e direta dos fenómenos conduz ao conhecimento da natureza;
    • o conhecimento é passível de ser construído e gradualmente acumulado;
    • o progresso científico contribui para melhorar as condições de vida do ser humano.

A experiência de Torricelli com barómetro para medir a pressão do ar.

O conhecimento do Universo

https://www.youtube.com/watch?v=_WVSobDeNaI&ab_channel=ScienceOffice

Galileu Galilei:

  • Inicia a revolução da conceção do Universo;
  • Foi o primeiro a olhar para universo por um telescópio;
  • Vai corroborar as teses heliocêntricas de Nicolau Copérnico;
  • Abriu caminho no conhecimento matemático e científico.

O método experimental ou indutivo - Francis Bacon, 1620

Retrato de Francis Bacon, Paul Van Somer I, 1617.

Página de título gravada do Novum Organum

Etapas do método indutivo ou experimental:

1. Observação precisa dos factos;

Para Bacon, partia-se de uma observação empírica particular (facto), para alcançar uma conclusão universal (lei), ou seja, parte-se do particular para o geral.

2. Formulação de hipóteses explicativas;

3. Repetição dos factos através de experiências;

4. Determinação da lei.

"Cogito Ergo Sum!"

-René Descartes

Retrato de René Descartes, Frans Hals, 1649.

  • Elaborou o princípio da dúvida metódica, ou seja, para se admitir que algo é verdadeiro, devem existir evidências nesse sentido;
  • Reconheceu que só não se pode duvidar da própria existência e da própria dúvida, pois só assim se "constrói" a existência de Deus e do mundo exterior;
  • Foi um dos pensadores que impôs a utilização da matemática enquanto linguagem explicativa de todos os fenómenos quantificáveis, contribuindo para o nascimento das ciências exatas.

Folha de rosto da primeira edição do Discurso sobre o método, 1637.

O conhecimento do homem

  • Teatros anatómicos - os ensinamentos de Galeno e Avicena;
  • Circulação sanguínea - descoberta por William Harvey, em 1628;
  • Maior ligação entre ciência e prática médica;
  • Progresso da ciência médica e consequente aumento demográfico.

A Lição de Anatomia do Dr. Tulp, Rembrandt, 1632.

“A verdadeira virtude é a vida sob a direção da razão.”

Spinoza, "Ética" (1677)

Retrato de Espinoza, por artista desconhecido, 1665.

Leibniz defende o princípio da Razão, para este nada ocorre sem que exista uma razão suficiente que explique que as coisas sucedam de uma determinada maneira e, não de outra.

Retrato de Gottfried Wilhelm von Leibniz, por Christoph Bernhard Francke, 1695.

Objetos que falam...

  • Conjugou a razão, a observação, a demonstração e a análise matemática;
  • descreveu a lei da gravitação universal, definindo três leis, as Leis de Newton;
  • Pôs fim à cosmologia Antiga;

Isaac Newton, autoria desconhecida.

  • Demonstrou que o universo era infinito e que o sistema solar se regia por regras matemáticas.

As três leis de Newton

  • Primeira Lei - Lei da Inércia;
  • Segunda Lei - Lei Fundamental da Dinâmica;
  • Terceira Lei - Lei das Ações Recíprocas.

A primeira e a segunda lei de Newton, edição original da obra Príncipios Matemáticos da Filosofia Natural

As três leis para explicação do movimento dos planetas:

  • A primeira lei - a órbita dos planetas que giram em torno do Sol não é circular, mas sim elíptica;
  • A segunda lei - a velocidade do movimento, adapta-se à posição do planeta na curva elíptica, de modo uniforme, ainda que não constante.

Kepler, autoria desconhecida.

  • A terceira lei - há uma proporção fixa entre o raio da órbita e o tempo que o planeta demora a descrevê-la.

Aparecimento de laboratórios modernos equipados com instrumentos de observação e medida;

O mundo da ciência no século xviii

A ciência já é uma realidade

O gosto pela experimentação, antes circunscrito a curiosos, generalizou-se;

Assiste-se a um aumento do número de academias científicas e de boletins periódicos- essenciais à divulgação de estudos;

As razões da fé deixam de ser aceites como explicações credíveis dos factos.

Síntese

Séculos XVII e XVIIIRevolução científica

Locais:

Princípios:

  • Gabinetes de curiosidades;
  • Associações;
  • Laboratórios;
  • Academias cientificas.
  • Valorização da experiência;
  • Descrença no ensino aristotélico;
  • Racionalidade do pensamento;
  • Pensamento matemático.

Processos na medicina, na física e na química.

Uso de instrumentos de precisão, aliados à linguagem matemática.

Cientistas:

Blase Pascal; William Harvey;Galileu Galilei; Issac Newton; Émilie de Breteuil; Lavoisier; Torricelli; Leewenhoek.

Vamos investigar...

  • Blaise Pascal;
  • William Harvey;
  • Galileu Galilei;
  • Issac Newton;
  • Émilie de Breteuil;
  • Lavoisier;
  • Torricelli;
  • Leewenhoek.

O plagiador, Jonathan Wolstenholme, 2002.

Sumário

A filosofia das luzes: a apologia da razão e do progresso. O ideário iluminista.

Os filósofos Jean Jacques Rousseau e Voltaire

Voltaire

A apologia da razão e do progresso

  • O valor da razão humana como motor do progresso;
  • O uso da razão como condutor ao aperfeiçoamento moral do homem;
  • A razão como a luz que guia a humanidade.

Liberdade armada com o cetro da razão derrubando a ignorância e o fanatismo, Louis Simon Boizot, 1793.

Definição de Iluminismo

Corrente filosófica que surgiu no século XVIII, que se caracteriza pela crítica à autoridade estabelecida, pela afirmação da ideia de liberdade, pela valorização do indivíduo e, sobretudo, por uma confiança ilimitada na razão e no progresso, meios para atingir a felicidade. Assumindo uma visão otimista do futuro.

O Espírito de Voltaire e Jean Jacques Rousseau os leva ao Templo da Imortalidade, ilustração de Uma Alegoria das Obras dos Filósofos Franceses

o ideário Iluminista

1. O Direito Natural

2. A Moral Natural

3. O Contrato Social

4. Separação dos Poderes

5. O Humanitarismo

6. A Tolerância

Voltaire (1694-1778)

Rousseau (1712-1778)

Diderot (1713-1784)

John Locke (1632-1704)

O direito natural

  • A valorização da razão, estabelece um princípio de igualdade que vai pôr em causa a sociedade de ordens;
  • Todos os Homens têm direitos e deveres que lhe são conferidos pela Natureza;
  • O direito natural é superior às leis dos Estados.

Retrato de Louis de Jaucourt, autor desconhecido.

Direitos inerentes à natureza humana

  • direito à liberdade
  • direito à propriedade
  • direito à igualdade
  • direito a um julgamento justo

Retrato de John Locke, Godfrey Kneller, 1697

A moral natural

Moral independente de preceitos religiosos, baseada na tolerância, na generosidade e no cumprimento dos deveres naturais, guiando os homens na busca da felicidade terrena.

Retrato de Jean-Jacques Rousseau, Francois Guérin, sem data

o contrato social

  • Manifesta e legitima o poder político, através do consenso entre governantes e governados;
  • É através deste que o povo, detentor da soberania, delega nos governantes a autoridade necessária ao governo;

"Um povo deve obedecer, não servir; tem chefes, não senhores; obedece à lei, não aos homens".

  • Quando o poder se torna tirânico e há um desrespeito pelos direitos naturais, o poder deve ser legitimamente derrubado pelo povo.

- Rousseau, "O Contrato Social", 1762

a teoria da separação dos poderes

  • Condenou o absolutismo régio;
  • Defendia um poder monárquico moderado e representativo, um governo em que o soberano se rege pelas leis e vê as suas atribuições limitadas pela divisão de poderes;
  • Defendia o desdobramento da autoridade do Estado em três poderes: legislativo, executivo e judicial.

Retrato do filósofo francês e político Charles de Secondat, Barão de la Brede e de Montesquieu, French School

Objetos que falam...

Sete homens na forca, autor anónimo, 1630.

o humanitarismo

"Que direito é esse que os homens se arrogam de matar o seu semelhante"

Cesare Veccaria Bonesana, Sobre os delitos e as penas

Retrato de Cesare Beccaria Bonesana, Marquês de Gualdrasco e de Villareggio, autor desconhecido.

A tolerância

  • Defendem a liberdade de consciência e religião, como um direito inalienável do homem;
  • a religião como matéria do foro pessoal, não podendo ser objeto de regulação por parte do Estado;
  • a laicização do Estado.

Retrato de Voltaire, Maurice Quentin de La Tour, sem data.

Sumário

A difusão do pensamento das luzes.

A leitura de Molière, Jean François de Troy, 1730

Imprensa:

A imprensa desempenhou um papel crucial na disseminação das ideias iluministas. Jornais, revistas e livros foram meios importantes para compartilhar conceitos como razão, ciência e liberdade.

Difusão das ideias iluministas

Salões Literários e Cafés:

Os salões literários, frequentados por intelectuais e filósofos, proporcionavam um ambiente para a discussão e disseminação das ideias iluministas. Cafés urbanos também serviam como locais de encontro e troca de ideias.

Salon de Marie-Térèse Geofrin , Charles Lemonnier, 1755.

Universidades e Instituições Académicas:

As ideias iluministas ganharam terreno nas universidades e instituições académicas, onde os filósofos influentes ensinavam e disseminavam seus princípios para as futuras gerações.

O prédio principal da Universidade Yale (1718-1782)

Lojas Maçónicas

  • Uma rede que conectava pensadores em diferentes regiões, promovendo a disseminação das ideias iluministas;
  • Proporcionava um ambiente seguro para a discussão de ideias consideradas subversivas pelas autoridades da época;
  • Muitos dos valores maçónicos, como a busca pela verdade, a promoção da tolerância e a procura pelo aperfeiçoamento pessoal, alinhavam-se com os princípios iluministas.

O jantar dos Filósofos, Jean Hubert, 1772.

Enciclopédia ou Dicionário Racional das Ciências

  • Primeira publicação em 1751, autoria de D'Alembert e Diderot;
  • 35 volumes;
  • Compilação de conhecimentos de todos os ramos do saber;
  • Artigos que permitiam um contacto fácil com os últimos avanços da ciência e com os ideais iluministas.

Primeira página da Encyclopédie

Tertúlia - A condição Feminina

Retrato de Madame Pompadour, Quentin de La Tour, 1755

Retrato de Émilie du Châtelet, Quentin de La Tour

Sumário

Portugal - o projeto pombalino de inspiração iluminista: modernização do Estado.

Retrato de D. José I, Miguel António do Amaral, 1773

Últimos anos do governo de D. JOÃO V

  • As remessas de ouro do Brasil diminuíram;
  • Aumento da corrupção e desorganização do governo central;
  • Descalabro financeiro.

Retrato de D. João V, Jean Ranc, 1729.

O Despotismo ILUMINADO ou esclarecido

  • Absolutismo iluminado pela razão;
  • A prossecussão do interesse público confere legitimidade às ações do soberano;
  • O rei é que guia o seu povo na senda do progresso.

Retrato de D. José I, anónimo.

Reforma Pombalina nas Instituições

1- Órgãos Fiscais

  • Reestruturou a política fiscal e financeira das colónias;
  • Melhorou o sistema de cobrança dos impostos e reprimiu o contrabando;
  • Em 1761 criou o Erário Régio, para controlar as finanças do reino.

O Marquês de Pombal, Francisco Santos, Simões de Almeida (sobrinho) e Leopoldo de Almeida,1934.

Sebastião de Carvalho e Melo

  • Ministro do rei D. José I;
  • Assumiu funções governativas;
  • Procurou racionalizar o aparelho do Estado e iniciou uma vasta política de reformas;
  • Procurou sanear as finanças do país.

O Marquês de Pombal examinando os planos da reconstrução de Lisboa, Miguel Ângelo, 1881.

Submissão das Ordens Sociais

Órgãos judiciais

  • Em 1760 derrogou muitos privilégios de foro à nobreza e ao clero;
  • Disciplinação do Povo;
  • Disciplinação da nobreza;
  • Disciplinação do clero;
  • Criou a Intendência Geral da Polícia.

Disciplinação do Povo

  • Repressão de forma extremamente violenta de qualquer oposição ao governo.

Cidade do Porto, gravura de Teodoro Maldonaldo, 1789

Análise iconográfica...

Vila Real de Santo António vista do alto: a vida como ela deveria ser no Algarve (Bruno Barata/Reprodução)

Desenho-relatório da autoria de José de Sande Vasconcelos, enviado para Lisboa em Outubro de 1774.

Disciplinação da nobreza

  • Atentado contra D. José I, em 1758;
  • Repressão violenta contra alguns nobres suspeitos de terem participado nesse atentado;
  • Processo sumário que levou à condenação à morte de vários nobres.

O martírio da família Távora, nas proximidades da Torre de Belém, gravura de 1759

Disciplinação do clero

  • Controlo da Inquisição;
  • Criação da Real Mesa Censória;
  • Ataque e expulsão da Companhia de Jesus de Portugal e das colónias;
  • Corte com a Santa Sé por 11 anos.

A Expulsão dos Jesuítas, gravura de Maucourt, 1767

Sumário

O Terramoto de 1755.O reordenamento do espaço urbano: reconstrução da baixa de Lisboa.

Retrato do Marquês de Pombal, Louis-Michel van Loo e Claude Joseph Vernet, 1766

Olhar através do objeto

Planta da baixa de Lisboa, 1650

Planta da baixa de Lisboa, 1786

O terramoto de 1755

https://www.youtube.com/watch?v=3hyhlqeSVPY&ab_channel=TVMINDE

No dia 1 de novembro a terra tremeu e as consequências foram devastadoras: cerca de 12 000 mortos e 10 000 edifícios destruídos.

Reconstrução da cidade de lisboa

  • Proibição de todos os projetos particulares;
  • Arquitetos e Engenheiros Manuel da Maia e Eugénio dos Santos;
  • Novos sistemas de abastecimento de água para drenagem de esgotos;
  • Ruas largas, retílineas e com passeios;
  • Sistema de construção antissísmica.
  • Homogeneidade das fachadas nos prédios de 4 andares;

Gaiola Pombalina

https://www.youtube.com/watch?v=4aVddN0TGe8&ab_channel=JOSESILVA

Maquete de uma Gaiola Sísmica, núcleo de Engenharia Sísmica e Dinâmicas de Estrutura.

Sumário

A reforma do ensino.

Ilustrações de episódios notáveis ​​do governo do Marquês de Pombal, autoria desconhecida.

A reforma do ensino

  • O contributo dos estrangeirados;
  • O impacto da expulsão dos Jesuítas;
  • Reforma do Ensino básico e secundário;
  • Reforma do Ensino Superior.

Universidade de Coimbra - Primeiro laboratório (fotografado em 1899)

Ensino Básico e secundário

  • Criação de 500 vagas para "mestre de ler e escrever";
  • Aparecimento da primeira rede de escolas públicas;
  • Instituição de mais de 300 escolas (régias) de Humanidades ( retórica, filosofia, gramática e literatura latina);
  • Criação do Real Colégio dos Nobres, 1761.

O antigo noviciado jesuíta da Cotovia, depois Real Colégio de Nobres (Fonte: portal Restos de Colecção)

Ensino superior

  • Criação da Junta da Providência Literária, em 1768;
  • Reforma da Universidade de Coimbra, em 1772;
  • Novos estatutos, que previam novos cursos, planos curriculares e métodos de ensino;
  • Criação das Faculdades de Matemática e de Filosofia;
  • Criação de novos espaços e reforma do curso de Medicina.

Diploma de sócio da Sociedade de Socorros Mútuos, 1880

  • Martinho Mendonça
  • António Ribeiro Sanches
  • Luís António Verney
  • Luís da Cunha
  • Jacob de Castro Sarmento
  • Francisco Xavier de Oliveira
  • Félix de Avelar Brotero
  • Sebastião José de Carvalho e Melo
  • Alexandre de Gusmão

Trabalho de pesquisa