O guardador de rebanhos
O guardador de rebanhos
Alberto Caeiro
Poema IX
Poema IX
Alberto Caeiro
Trabalho realizado por: Luìs Sousa, Maria Inês Sà Pires e Santiago Carvalho
O guardador de rebanhos
O guardador de rebanhos
índice
Sou um guardador de rebanhos: O rebanho è os meus pensamentos E os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pès E com o nariz e a boca. Pensar uma flor è vê-la e cheirà-la E comer um fruto è saber-lhe o sentido. Por isso quando num dia de calor Me sinto triste de gozà-lo tanto, E me deito ao comprido na erva, E fecho os olhos quentes, Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei a verdade e sou feliz.
1. Estrutura externa 2. Estrutura interna 3. Anàlise do poema 4. Poesia de Alberto Caeiro 5. Conclusão
Alberto Caeiro
1. Estrutura Externa
3 estrofes
não existe rima, e a mètrica è irregular
Sou um guardador de rebanhos: O rebanho è os meus pensamentos E os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pès E com o nariz e a boca. Pensar uma flor è vê-la e cheirà-la E comer um fruto è saber-lhe o sentido. Por isso quando num dia de calor Me sinto triste de gozà-lo tanto, E me deito ao comprido na erva, E fecho os olhos quentes, Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei a verdade e sou feliz.
sextilha
6 sìlabas mètricas
Poema IX
dìstico
11 sìlabas mètricas
sextilha
2. Estrutura lnterna
A estrutura interna pode ser dividida entre as três estrofes do poema:
Sou um guardador de rebanhos: O rebanho è os meus pensamentos E os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pès E com o nariz e a boca. Pensar uma flor è vê-la e cheirà-la E comer um fruto è saber-lhe o sentido. Por isso quando num dia de calor Me sinto triste de gozà-lo tanto, E me deito ao comprido na erva, E fecho os olhos quentes, Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei a verdade e sou feliz.
A primeira estrofe apresenta-se com a introdução na qual o sujeito poètico se afirma como aquele que vive apenas pelas emoções
A segunda estrofe apresenta-se com a justificação do significado que ele atribui ao ato de pensar: pensar è sentir
A terceira estrofe apresenta-se como a conclusão, o sujeito poètico apresenta um exemplo pessoal sobre a experiência de sentir
3. Análise do Poema
Sou um guardador de rebanhos: O rebanho è os meus pensamentos E os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pès E com o nariz e a boca. Pensar uma flor è vê-la e cheirà-la E comer um fruto è saber-lhe o sentido. Por isso quando num dia de calor Me sinto triste de gozà-lo tanto, E me deito ao comprido na erva, E fecho os olhos quentes, Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei a verdade e sou feliz.
Metàfora
Anàfora
Poema IX
Enumeração
Importância dos sentidos: visão, olfato e paladar
Anàfora
3. Análise do Poema
O poema traz um sujeito poètico que se identifica como um "guardador de rebanhos", assumindo-se como parte da natureza e anulando a separação entre pensar e sentir, como propõe o sensacionismo de Alberto Caeiro. O sujeito poètico destaca a simplicidade da sua visão de mundo, exemplificando essa união entre pensar e sentir. Na estrofe final, ele reflete sobre uma tristeza que resulta do prazer em sentir o mundo. Essa tristeza, porèm, transforma-se em felicidade quando experimenta a realidade diretamente, em junção com a natureza. Nos dois versos finais, o poema reforça quatro ideias centrais: o conhecimento verdadeiro vem da realidade percebida sensorialmente; a ausência do pensamento e a importância das sensações são essenciais para esse conhecimento; e o contato direto com a natureza è fonte de felicidade.
Poema IX
4. Poesia de Alberto Caeiro
Alberto Caeiro è um poeta pastoril que vive no campo em comunhão com a Natureza. Deambula pela Natureza, contemplando a sua diversidade e desfrutando-a. Na sua existência simples, aceita e deslumbra-se com a realidade, sem a problematizar.
O primado das sensações:- Caeiro diz representar as sensações que capta atravès dos sentidos: sensacionismo.
- Os sentidos são o meio de conhecer e de desfrutar o real.
- Privilegia o olhar e caracteriza os elementos que observa.
4. Poesia de Alberto Caeiro
Linguagem, estilo e estrutura:- Uso de uma linguagem simples, semelhante á fala comum, com palavras familiares.
- Estrutura semelhante á prosa, com versos longos e ritmo mais lento.
- Preferência pelo tempo presente do indicativo.
- Utilização de recursos expressivos bàsicos, como comparações e metàforas
- Frases de construção direta e predomìnio de coordenação entre as ideias.
- Variedade na organização das estrofes e na mètrica, com versos brancos (sem rima).
5. Conclusão
O guardador de rebanhos
De todos os heterònimos de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro è considerado "O Mestre" e representa uma figura central que influenciou os outros heterònimos, como Ricardo Reis e Àlvaro de Campos, e atè o pròprio "Pessoa ortònimo" (Fernando Pessoa). Isto deve-se ao facto de que Caeiro personificar uma filosofia de vida baseada na simplicidade e no contato direto com a natureza. Essa visão simples e direta impacta profundamente o pensamento e a obra dos outros heterònimos, que se relacionam com ele como discìpulos, mesmo discordando com a sua filosofia em alguns pontos.
Alberto Caeiro
Poema IX
"Pus no Caeiro todo o meu poder de despersonalização dramàtica"
Fernando Pessoa
O guardador de rebanhos
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O guardador de rebanhos
O guardador de rebanhos
Alberto Caeiro
Poema IX
Poema IX
Alberto Caeiro
Trabalho realizado por: Luìs Sousa, Maria Inês Sà Pires e Santiago Carvalho
O guardador de rebanhos
O guardador de rebanhos
índice
Sou um guardador de rebanhos: O rebanho è os meus pensamentos E os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pès E com o nariz e a boca. Pensar uma flor è vê-la e cheirà-la E comer um fruto è saber-lhe o sentido. Por isso quando num dia de calor Me sinto triste de gozà-lo tanto, E me deito ao comprido na erva, E fecho os olhos quentes, Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei a verdade e sou feliz.
1. Estrutura externa 2. Estrutura interna 3. Anàlise do poema 4. Poesia de Alberto Caeiro 5. Conclusão
Alberto Caeiro
1. Estrutura Externa
3 estrofes
não existe rima, e a mètrica è irregular
Sou um guardador de rebanhos: O rebanho è os meus pensamentos E os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pès E com o nariz e a boca. Pensar uma flor è vê-la e cheirà-la E comer um fruto è saber-lhe o sentido. Por isso quando num dia de calor Me sinto triste de gozà-lo tanto, E me deito ao comprido na erva, E fecho os olhos quentes, Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei a verdade e sou feliz.
sextilha
6 sìlabas mètricas
Poema IX
dìstico
11 sìlabas mètricas
sextilha
2. Estrutura lnterna
A estrutura interna pode ser dividida entre as três estrofes do poema:
Sou um guardador de rebanhos: O rebanho è os meus pensamentos E os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pès E com o nariz e a boca. Pensar uma flor è vê-la e cheirà-la E comer um fruto è saber-lhe o sentido. Por isso quando num dia de calor Me sinto triste de gozà-lo tanto, E me deito ao comprido na erva, E fecho os olhos quentes, Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei a verdade e sou feliz.
A primeira estrofe apresenta-se com a introdução na qual o sujeito poètico se afirma como aquele que vive apenas pelas emoções
A segunda estrofe apresenta-se com a justificação do significado que ele atribui ao ato de pensar: pensar è sentir
A terceira estrofe apresenta-se como a conclusão, o sujeito poètico apresenta um exemplo pessoal sobre a experiência de sentir
3. Análise do Poema
Sou um guardador de rebanhos: O rebanho è os meus pensamentos E os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pès E com o nariz e a boca. Pensar uma flor è vê-la e cheirà-la E comer um fruto è saber-lhe o sentido. Por isso quando num dia de calor Me sinto triste de gozà-lo tanto, E me deito ao comprido na erva, E fecho os olhos quentes, Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei a verdade e sou feliz.
Metàfora
Anàfora
Poema IX
Enumeração
Importância dos sentidos: visão, olfato e paladar
Anàfora
3. Análise do Poema
O poema traz um sujeito poètico que se identifica como um "guardador de rebanhos", assumindo-se como parte da natureza e anulando a separação entre pensar e sentir, como propõe o sensacionismo de Alberto Caeiro. O sujeito poètico destaca a simplicidade da sua visão de mundo, exemplificando essa união entre pensar e sentir. Na estrofe final, ele reflete sobre uma tristeza que resulta do prazer em sentir o mundo. Essa tristeza, porèm, transforma-se em felicidade quando experimenta a realidade diretamente, em junção com a natureza. Nos dois versos finais, o poema reforça quatro ideias centrais: o conhecimento verdadeiro vem da realidade percebida sensorialmente; a ausência do pensamento e a importância das sensações são essenciais para esse conhecimento; e o contato direto com a natureza è fonte de felicidade.
Poema IX
4. Poesia de Alberto Caeiro
Alberto Caeiro è um poeta pastoril que vive no campo em comunhão com a Natureza. Deambula pela Natureza, contemplando a sua diversidade e desfrutando-a. Na sua existência simples, aceita e deslumbra-se com a realidade, sem a problematizar.
O primado das sensações:- Caeiro diz representar as sensações que capta atravès dos sentidos: sensacionismo.
- Os sentidos são o meio de conhecer e de desfrutar o real.
- Privilegia o olhar e caracteriza os elementos que observa.
4. Poesia de Alberto Caeiro
Linguagem, estilo e estrutura:- Uso de uma linguagem simples, semelhante á fala comum, com palavras familiares.
- Estrutura semelhante á prosa, com versos longos e ritmo mais lento.
- Preferência pelo tempo presente do indicativo.
- Utilização de recursos expressivos bàsicos, como comparações e metàforas
- Frases de construção direta e predomìnio de coordenação entre as ideias.
- Variedade na organização das estrofes e na mètrica, com versos brancos (sem rima).
5. Conclusão
O guardador de rebanhos
De todos os heterònimos de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro è considerado "O Mestre" e representa uma figura central que influenciou os outros heterònimos, como Ricardo Reis e Àlvaro de Campos, e atè o pròprio "Pessoa ortònimo" (Fernando Pessoa). Isto deve-se ao facto de que Caeiro personificar uma filosofia de vida baseada na simplicidade e no contato direto com a natureza. Essa visão simples e direta impacta profundamente o pensamento e a obra dos outros heterònimos, que se relacionam com ele como discìpulos, mesmo discordando com a sua filosofia em alguns pontos.
Alberto Caeiro
Poema IX
"Pus no Caeiro todo o meu poder de despersonalização dramàtica"
Fernando Pessoa