Stents Coronários
Unidade curricular: Intervenção Cardiovascular
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Licenciatura em Fisiologia Clínica
3º Ano – Ano Letivo 2023/2024 1º Semestre Docentes: Ana Bernardes, Fernando Ribeiro e João Tiago
Ana Rute Curado, Beatriz Domingues, Daniela Correia, Diana Rodrigues, Luísa Bia, Tiago Cardoso e Tiago Santos
28/11/2023
02.Stents
03.Contexto Histórico
04.Stents convencionais
01.Introdução
índice
08.Referências bibliográficas
07.Conclusão
05.Drug-eluting stents
06.Stents especfíficos para as bifurcações
01
Introdução
Angioplastia Coronária
Angioplastia coronária vs Intervenção coronária percutÂnea (icp)
A Angioplastia Coronária ou ICP é o tratamento não cirúrgico de obstruções nas artérias coronárias com o objetivo de reestabelecer/aumentar o fluxo sanguíneo.
A Angioplastia Coronária na sua forma mais simples envolve a insuflação de um balão dentro de
uma artéria coronária no local onde esta tem uma lesão aterosclerótica.
As técnicas adjuvantes evoluíram como
parte do que passou a ser classificado como intervenção coronária percutânea (ICP). Inclui: angioplastia por balão, arterectomia e as técnicas de colocação do stent.
Angioplastia por balão
Sucesso inicial da PTCA* eletiva varia entre 96 e 99%.
Desvantagens
Reestenose
Encerramento do vaso alvo
durante o tratamento
(2–10% dos casos)
Reintervenção
(20–50% dos pacientes)
Multifatorial:
- Desenvolvimento de tecido cicatricial;
- Elastic Recoil;
- Remodeling vascular.
*PTCA - Percutaneous Transluminal Coronary Angioplasty
02
stents
Tipos de stent, designs e Características
01. Stents
Os stents são pequenas próteses metálicas que podem ser inseridos nas artérias coronárias durante a angioplastia para restaurar o fluxo sanguíneo e evitar o fenómeno de elastic recoil.
- Num estudo retrospetivo, o design do stent foi o segundo fator mais importante no prognóstico clínico de reestenose.
- Os próprios stents evitam o elastic recoil;
- O stent induz lesão na parede do vaso.
- Agentes específicos são aplicados em stents para inibir o crescimento de células musculares lisas que levam à ISR - In Stent Restenosis.
01. Stents
Os stents contemporâneos são geralmente compostos:
- Malha/Scaffold (normalmente metálica);
- Polímeros ou um mecanismo para a entrega do fármaco;
- Fármaco para prevenir a reestenose.
A composição dos Struts são importantes porque afetam as seguintes propriedades do Stent:
- Resistência radial;
- Capacidade de Entrega (Deliverability);
- Potencial de reestenose.
01. Stents
Stents
Stents Convencionais
Stents Farmacológicos
Expandable Bare Metal
Stent Grafts
Self Expanding bare metal
Drug-Eluting Stents
Bioabsorbable Vascular Scaffolds
Drug-Eluting Stents with a Biodegradable Polymer
Stents Específicos para as Bifurcações
03
ContEXTO HISTÓRICO
03. Contexto Histórico
1985
Intervenções percutâneas bem-sucedidas de stents tipo Palmaz em cães
1977
Grüentzig e Myler1ª Angioplastia Coronária
1986
Ulrich Sigwart realizou a colocação dos primeiros stents coronários
1980
Angioplastia com Laser e Aterectomia Rotacional
1993/1994
Stents Convencionais aprovados nos EUA
03. Contexto Histórico
2015 e 2016
Stents com Polímeros biodegradáveis e Stents Bioabsorvíveis nos EUA
1999
84,2% das intervenções envolviam a colocação de stents
2016
Bioabsorbable Vascular Scaffolds foram aprovados pela FDA*
2002
DES aprovado na Europa
2005
85% de todos os stents implantados nos Estados Unidos e Europa - DES
*FDA - Food and Drugs Administration
Stents Convencionais
04
Expandable Bare Metall, self expanding bare metal e stents grafts
04. Expandable bare metal (BMS)
Aço Inoxidável
Propriedades mecânicas e resistência à corrosãoResistência radial
Deliverability Reestenose Radiopacidade
BMS de primeira geração
↑Mortalidade ↑Reestenose
Aço Inoxidável+Ouro
Aço inoxidável 316L SS, que contém ferro, níquel e crómio
Cobalto-crómio e platina-crómio
Evoluiu
↑Deliverability/↓ReestenoseResistência radial ↑Diâmetro interno do stent ↑Flexibilidade/Radiopacidade
Aço inoxidável + Ouro
Evoluiu
Sinergy ®
Cobalto-crómio e platina-crómio
04. self expanding bare metal
Fabricados com um diâmetro pré-definido e retraídos a um menor diâmetro por uma bainha. A bainha é retirada posteriormente.
Stents coronários de nitinol são autoexpansíveis
Situações:
- Vasos aneurismáticos;
- Vasos ectásicos;
- Vasos com uma longa extensão de trombos;
- Vasos com um grande desfasamento de tamanho do vaso alvo distal e proximal.
Propriedades de memória de forma
Propriedades elásticas + Struts Curtos
Estrutura autoajustável ao vaso Sem danos endoteliais
Força crónica contra a lesão → ↑ do lúmen
04. Stents Grafts
Principal Característica: Camada Exterior de PTFE
Situações de Ruptura coronária
Sem necessidade de cirurgia cardíaca
Gold-standard em casos de ruptura/traumatismo coronário: +Rápidos, +Eficazes
Complicações: Embolização distal, hiper/hipotensão ou reestenose do local.Principais contra-indicações: Paciente sob terapêutica antiplaquetária/anticoagulante; pacientes cuja área de tratamento irá impedir a insuflação correta do balão ou colocação adequada do stent.
04. Stents Grafts
Drug-Eluting Stents
05
drug eluting with/without polymer; Drug-Eluting Stents with a Biodegradable Polymer; Stents with Bioabsorbable Vascular Scaffolds
05. DRUG-ELUTING STENTS
Experiências:
Vários compostos com foco na inflamação, ativação plaquetária, trombose e proliferação de células de músculo liso vascular.
01
1ªGeração:
02
DES com polímero não reabsorvível
Sirolimus ou Paclitaxel
Risco ↑ de trombose no stentTerapia prolongada (≥12 meses) com dois anti-plaquetários.
2ªGeração:
03
≠ estrutura, peso molecular, potência e lipofilicidade.
Propriedades de libertação superiores e + controladas Struts mais finos ↓Taxas de reestenose
Resolute Onyx™
3ªGeração:
05. DRUG-ELUTING STENTS
04
DES sem polímero/DES com Polímeros Biodegradáveis
DES com polímero biodegradável
DES sem polímero
Compostos por ácido lático ou glicólico, facilitam a entrega do fármaco e são totalmente reabsorvidos por hidrólise
A superfice abluminal do stent é o local responsável pelo transporte e libertação do fármaco e serve de substrato para a adesão de células endoteliais
Vantagem: Biodegradabilidade, Biocompatibilidade e Propriedades mecânicas apropriadas.Limitação: ↓ Força Radial
Orsiro®
Vantagem: Baixa resposta imune;↓ Perda de fármaco na circulação Só libertado na área pretendida
4ªGeração:
05
Stents com suporte vascular bioabsorvível
5 Categorias
sTENTS específicos PARA AS BIFURCAÇÕES
06
06. Stents específicos para a bifurcação
Placa aterosclerótica
- COMUM
Porquê?
+ COMUM
↓taxa de sucesso↑ taxas de complicações agudas ↑ taxas de eventos no seguimento do utente
- Bifurcação,
- ↑ Ø do rácio SB/MB
- ↑ Tortuosidade na bifurcação
Zona da carina
Trombose tardia do stent(- renovação do endotélio ↑ tensão de cisalhamento)
Anatomia, o fluxo e a distribuição do ateroma nas lesões de bifurcação
Depende do ângulo pela qual se encontra a origem do ramo colateral
Lei da ramificação da árvore coronária epicárdica:Boa correlação entre o diâmetro e comprimento do vaso para a massa que este fornece
Ângulo agudo>ângulo obtuso
06. Stents específicos para a bifurcação
Limitações: ↑ taxa de reestenose; ↑ reintervenção; ↑ risco de trombose do stent (mal aposicionamento/orientação do stent no vaso principal (Side-hole Stents)); acesso ao vaso colateral não garantido (Crush, Culottes Technique), wire-wrap (Double wire Systems).
Prognóstico Clínico:
Resultado Angiográfico Final do MB
Resultado do Ostium do SB
Tryton TM
Axxess PlusTM
07
CONCLUSão
07. CONCLusão
Em suma, um "stent coronário ideal" deve apresentar baixas taxas de trombose precoce (<30 dias), tardia (30 dias a 12 meses) e muito tardia (>12 meses) e reestenose intra-stent que exija procedimentos mínimos de revascularização, mínima necessidade de terapia antiplaquetária dupla prolongada, reduzindo o risco hemorrágico. O progresso da cardiologia de intervenção nas últimas três décadas revolucionou o tratamento da doença arterial coronária. No entanto, o entusiasmo por cada avanço tem sido acompanhado por complicações, que posteriormente limitam a sua utilização. De facto, os dados acumulados ao longo dos últimos 5 anos levaram os cardiologistas a ponderar cuidadosamente o(s) stent(s) mais adequado(s) a implantar num doente, com um declínio na utilização de SF de 90% para a atual taxa de 70%. A investigação atualmente centra-se no desenvolvimento de revestimentos absorvíveis mais biocompatíveis e de novos fármacos com alvos biológicos que não a proliferação do músculo liso.
Espera-se, num futuro próximo, o desenvolvimento de stents mais biocompatíveis e bioabsorvíveis que facilitem uma endotelização adequada. Apesar destas novas tecnologias, é necessário continuar a concentrarmo-nos nos stents já implantados para garantir a segurança dos doentes e melhorar os resultados.
Referências Bibliográficas
08
1. Kommineni N, Saka R, Khan W, et al. Non-polymer drug-eluting coronary stents. Drug Delivery and Translational Research 2018; 8: 903–917.
2. Koźlik M, Harpula J, Chuchra PJ, et al. Drug-Eluting Stents: Technical and Clinical Progress. Biomimetics; 8. Epub ahead of print 1 March 2023. DOI: 10.3390/biomimetics8010072.
3. Hu T, Yang C, Lin S, et al. Biodegradable stents for coronary artery disease treatment: Recent advances and future perspectives. Materials Science and Engineering C 2018; 91: 163–178. 4. Iqbal J, Gunn J, Serruys PW. Coronary stents: Historical development, current status and future directions. British Medical Bulletin 2013; 106: 193–211.
5. Amoroso NS, Bangalore S. Drug-eluting versus bare-metal coronary stents: Where are we now? Journal of Comparative Effectiveness Research 2012; 1: 501–508.
6. Giri J, Halaby R. Coronary Stents. JACC Cardiovasc Interv 2021; 14: 2474–2476.
7. Newsome LT, Kutcher MA, Royster RL. Coronary Artery Stents: Part I. Evolution of Percutaneous Coronary Intervention. Anesth Analg 2008; 107: 552–569.
8. Lee D-H, Torre Hernandez JM de la. The Newest Generation of Drug-eluting Stents and Beyond. European Cardiology Review 2018; 13: 54.
9. Schmidt T, Abbott J. Coronary Stents: History, Design, and Construction. J Clin Med 2018; 7: 126.
10. Mishra S. Dedicated bifurcation stents – Mechanistic, hardware, and technical aspects. Indian Heart J 2016; 68: 841–850.
11. Weiss AJ, Lorente-Ros M, Correa A, et al. Recent Advances in Stent Technology: Do They Reduce Cardiovascular Events? Current Atherosclerosis Reports 2022; 24: 731–744.
12. Triantafyllis AS, Bennett J, Pagourelias E, et al. Long-term outcomes after percutaneous revascularization of complex coronary bifurcation lesions using a dedicated self-expanding biolimus-eluting stent system. Cardiol J 2018; 25: 470–478.
13. Neupane S, Edla S, Ambulgekar N, et al. Tryton dedicated bifurcation stent in treatment of unprotected distal left main bifurcation disease. Cardiovascular Revascularization Medicine 2018; 19: 60–64.
14. Byrne RA, Joner M, Kastrati A. Stent thrombosis and restenosis: What have we learned and where are we going? the Andreas Grüntzig Lecture ESC 2014. European Heart Journal 2015; 36: 3320–3331.
15. B. Braun SE. BALÕES CORONÁRIOS COM REVESTIMENTO FARMACOLÓGICO.
16. Concept Medical. Magic Touch.
17. Biotronik. Passeo-35 HP.
18. Hassan S, Ali MN, Ghafoor B. Evolutionary perspective of drug eluting stents: from thick polymer to polymer free approach. Journal of Cardiothoracic Surgery; 17. Epub ahead of print 1 December 2022. DOI: 10.1186/s13019-022-01812-y.
19. Hsiao, Hao-Ming & Lin, Chien-Han & Liao, Ying-Chih & Chen, Hsien-Yeh & Wang, Tzu-Wei. (2014). Hemodynamic Behavior of Coronary Stents in Straight and Curved Arteries. Current Nanoscience. 10. 205-211. 10.2174/1573413709666131129000833.
FIM
MagicTouch é um exemplo de cateter balão revestido com fármaco (sirolimus) para o tratamento da estenose das artérias coronárias com PTCA. Inibe a proliferação e migração de células musculares lisas.
StentysTM
Menor incidência na ocorrência de necessidade de revascularização da lesão (TLR) -30 dias. Taxas mais baixas de TLR, enfarte do miocárdio e trombose do stent - 1ano.
PK Papyrus®
Taxas mais baixas de morte cardíaca - 1ano.
Graftmaster®
VS
Yukon Stent Technology
Polímeros
Substância composta por macromoléculas
Funções: transportador do fármaco à superfície endotelial, controlar a libertação desta e a sua estabilização.A disponibilidade do fármaco é determinada:
- Propriedades intrínsecas do fármaco;
- Características e arquitetura do polímero.
- Biocompatível e inerte;
- Libertação previsível e modulada no tempo e na dose;
- Não afetar a endotelização;
- Não alterar a atividade do fármaco;
- Sem modificar a as características estruturais e mecânicas do stent;
- Ser altamente elástico.
Polímero Ideal
Stentys ®
Vantagens/Complicações (BMS)
Sinergy ®
PAC
Coronary artery perfuration Raro (0,17 a 0,43%)
Stent e-PTFE apresenta maior predisposição para a ocorrência de hiperplasia neointimal → ↑ Probabilidade de reestenose.
- PAC média - Angioplastia por balão ou colocação de stent.
- PAC de grandes vasos, instabilidade hemodinâmica e resistência ao tratamento padrão - Agentes reversores da coagulação, transfusões de agentes sanguíneos, cirurgia cardíaca urgente ou implantação de stent coberto(stent-graft)
- Idealmente com sobreposição mínima dos 2 stents: o Mini-Crush vs Classical Crush.
- Estenose residual mínima no ostium do SB e melhor suporte. Reendotelização a longo prazo é melhor o que se traduz em menores taxas de reestenose e trombose (maior limitação do Classical Crush).
- Se o ângulo entre o MB e SB for amplo, a técnica TAP pode ser preferível.
- Se o ângulo entre o MB e SB for estreito (<50º/70º) estratégia em V como Cullotes ou o Mini-Crush são preferíveis.
- Se o procedimento precisa de ser realizado rapidamente, pode ser feita o chamado simultaneous kissing stent, esta técnica apesar de simples precisa de um cateter de 8F e produz uma neocarina metálica a montante que pode ser propensa a trombose e pode ocorrer uma disseção a montante que será difícil de gerir.
Vantagens/Complicações
Aterectomia Rotacional - Rotarex TM
Magmaris®
Quando usamos a técnica com 2 stents?
- SB com diâmetro >2.5mm e vasto território de distribuição com risco de deterioração hemodinâmico associado (ex: se SB é perdido existe má função ventricular).
- SB tem doença severa (>50%) e estende-se para além do ostium (10-20mm ou mais).
- Ângulo desfavorável.
*SB - Side Branch*MB - Main Branch
STENTS CORONÁRIOS!
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Created on November 26, 2023
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Stents Coronários
Unidade curricular: Intervenção Cardiovascular
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa Licenciatura em Fisiologia Clínica 3º Ano – Ano Letivo 2023/2024 1º Semestre Docentes: Ana Bernardes, Fernando Ribeiro e João Tiago
Ana Rute Curado, Beatriz Domingues, Daniela Correia, Diana Rodrigues, Luísa Bia, Tiago Cardoso e Tiago Santos
28/11/2023
02.Stents
03.Contexto Histórico
04.Stents convencionais
01.Introdução
índice
08.Referências bibliográficas
07.Conclusão
05.Drug-eluting stents
06.Stents especfíficos para as bifurcações
01
Introdução
Angioplastia Coronária
Angioplastia coronária vs Intervenção coronária percutÂnea (icp)
A Angioplastia Coronária ou ICP é o tratamento não cirúrgico de obstruções nas artérias coronárias com o objetivo de reestabelecer/aumentar o fluxo sanguíneo.
A Angioplastia Coronária na sua forma mais simples envolve a insuflação de um balão dentro de uma artéria coronária no local onde esta tem uma lesão aterosclerótica.
As técnicas adjuvantes evoluíram como parte do que passou a ser classificado como intervenção coronária percutânea (ICP). Inclui: angioplastia por balão, arterectomia e as técnicas de colocação do stent.
Angioplastia por balão
Sucesso inicial da PTCA* eletiva varia entre 96 e 99%.
Desvantagens
Reestenose
Encerramento do vaso alvo durante o tratamento
(2–10% dos casos)
Reintervenção (20–50% dos pacientes)
Multifatorial:
*PTCA - Percutaneous Transluminal Coronary Angioplasty
02
stents
Tipos de stent, designs e Características
01. Stents
Os stents são pequenas próteses metálicas que podem ser inseridos nas artérias coronárias durante a angioplastia para restaurar o fluxo sanguíneo e evitar o fenómeno de elastic recoil.
01. Stents
Os stents contemporâneos são geralmente compostos:
A composição dos Struts são importantes porque afetam as seguintes propriedades do Stent:
01. Stents
Stents
Stents Convencionais
Stents Farmacológicos
Expandable Bare Metal
Stent Grafts
Self Expanding bare metal
Drug-Eluting Stents
Bioabsorbable Vascular Scaffolds
Drug-Eluting Stents with a Biodegradable Polymer
Stents Específicos para as Bifurcações
03
ContEXTO HISTÓRICO
03. Contexto Histórico
1985
Intervenções percutâneas bem-sucedidas de stents tipo Palmaz em cães
1977
Grüentzig e Myler1ª Angioplastia Coronária
1986
Ulrich Sigwart realizou a colocação dos primeiros stents coronários
1980
Angioplastia com Laser e Aterectomia Rotacional
1993/1994
Stents Convencionais aprovados nos EUA
03. Contexto Histórico
2015 e 2016
Stents com Polímeros biodegradáveis e Stents Bioabsorvíveis nos EUA
1999
84,2% das intervenções envolviam a colocação de stents
2016
Bioabsorbable Vascular Scaffolds foram aprovados pela FDA*
2002
DES aprovado na Europa
2005
85% de todos os stents implantados nos Estados Unidos e Europa - DES
*FDA - Food and Drugs Administration
Stents Convencionais
04
Expandable Bare Metall, self expanding bare metal e stents grafts
04. Expandable bare metal (BMS)
Aço Inoxidável
Propriedades mecânicas e resistência à corrosãoResistência radial
Deliverability Reestenose Radiopacidade
BMS de primeira geração
↑Mortalidade ↑Reestenose
Aço Inoxidável+Ouro
Aço inoxidável 316L SS, que contém ferro, níquel e crómio
Cobalto-crómio e platina-crómio
Evoluiu
↑Deliverability/↓ReestenoseResistência radial ↑Diâmetro interno do stent ↑Flexibilidade/Radiopacidade
Aço inoxidável + Ouro
Evoluiu
Sinergy ®
Cobalto-crómio e platina-crómio
04. self expanding bare metal
Fabricados com um diâmetro pré-definido e retraídos a um menor diâmetro por uma bainha. A bainha é retirada posteriormente.
Stents coronários de nitinol são autoexpansíveis
Situações:
Propriedades de memória de forma
Propriedades elásticas + Struts Curtos
Estrutura autoajustável ao vaso Sem danos endoteliais
Força crónica contra a lesão → ↑ do lúmen
04. Stents Grafts
Principal Característica: Camada Exterior de PTFE
Situações de Ruptura coronária
Sem necessidade de cirurgia cardíaca
Gold-standard em casos de ruptura/traumatismo coronário: +Rápidos, +Eficazes
Complicações: Embolização distal, hiper/hipotensão ou reestenose do local.Principais contra-indicações: Paciente sob terapêutica antiplaquetária/anticoagulante; pacientes cuja área de tratamento irá impedir a insuflação correta do balão ou colocação adequada do stent.
04. Stents Grafts
Drug-Eluting Stents
05
drug eluting with/without polymer; Drug-Eluting Stents with a Biodegradable Polymer; Stents with Bioabsorbable Vascular Scaffolds
05. DRUG-ELUTING STENTS
Experiências:
Vários compostos com foco na inflamação, ativação plaquetária, trombose e proliferação de células de músculo liso vascular.
01
1ªGeração:
02
DES com polímero não reabsorvível
Sirolimus ou Paclitaxel
Risco ↑ de trombose no stentTerapia prolongada (≥12 meses) com dois anti-plaquetários.
2ªGeração:
03
≠ estrutura, peso molecular, potência e lipofilicidade.
Propriedades de libertação superiores e + controladas Struts mais finos ↓Taxas de reestenose
Resolute Onyx™
3ªGeração:
05. DRUG-ELUTING STENTS
04
DES sem polímero/DES com Polímeros Biodegradáveis
DES com polímero biodegradável
DES sem polímero
Compostos por ácido lático ou glicólico, facilitam a entrega do fármaco e são totalmente reabsorvidos por hidrólise
A superfice abluminal do stent é o local responsável pelo transporte e libertação do fármaco e serve de substrato para a adesão de células endoteliais
Vantagem: Biodegradabilidade, Biocompatibilidade e Propriedades mecânicas apropriadas.Limitação: ↓ Força Radial
Orsiro®
Vantagem: Baixa resposta imune;↓ Perda de fármaco na circulação Só libertado na área pretendida
4ªGeração:
05
Stents com suporte vascular bioabsorvível
5 Categorias
sTENTS específicos PARA AS BIFURCAÇÕES
06
06. Stents específicos para a bifurcação
Placa aterosclerótica
- COMUM
Porquê?
+ COMUM
↓taxa de sucesso↑ taxas de complicações agudas ↑ taxas de eventos no seguimento do utente
Zona da carina
Trombose tardia do stent(- renovação do endotélio ↑ tensão de cisalhamento)
Anatomia, o fluxo e a distribuição do ateroma nas lesões de bifurcação
Depende do ângulo pela qual se encontra a origem do ramo colateral
Lei da ramificação da árvore coronária epicárdica:Boa correlação entre o diâmetro e comprimento do vaso para a massa que este fornece
Ângulo agudo>ângulo obtuso
06. Stents específicos para a bifurcação
Limitações: ↑ taxa de reestenose; ↑ reintervenção; ↑ risco de trombose do stent (mal aposicionamento/orientação do stent no vaso principal (Side-hole Stents)); acesso ao vaso colateral não garantido (Crush, Culottes Technique), wire-wrap (Double wire Systems).
Prognóstico Clínico:
Resultado Angiográfico Final do MB
Resultado do Ostium do SB
Tryton TM
Axxess PlusTM
07
CONCLUSão
07. CONCLusão
Em suma, um "stent coronário ideal" deve apresentar baixas taxas de trombose precoce (<30 dias), tardia (30 dias a 12 meses) e muito tardia (>12 meses) e reestenose intra-stent que exija procedimentos mínimos de revascularização, mínima necessidade de terapia antiplaquetária dupla prolongada, reduzindo o risco hemorrágico. O progresso da cardiologia de intervenção nas últimas três décadas revolucionou o tratamento da doença arterial coronária. No entanto, o entusiasmo por cada avanço tem sido acompanhado por complicações, que posteriormente limitam a sua utilização. De facto, os dados acumulados ao longo dos últimos 5 anos levaram os cardiologistas a ponderar cuidadosamente o(s) stent(s) mais adequado(s) a implantar num doente, com um declínio na utilização de SF de 90% para a atual taxa de 70%. A investigação atualmente centra-se no desenvolvimento de revestimentos absorvíveis mais biocompatíveis e de novos fármacos com alvos biológicos que não a proliferação do músculo liso. Espera-se, num futuro próximo, o desenvolvimento de stents mais biocompatíveis e bioabsorvíveis que facilitem uma endotelização adequada. Apesar destas novas tecnologias, é necessário continuar a concentrarmo-nos nos stents já implantados para garantir a segurança dos doentes e melhorar os resultados.
Referências Bibliográficas
08
1. Kommineni N, Saka R, Khan W, et al. Non-polymer drug-eluting coronary stents. Drug Delivery and Translational Research 2018; 8: 903–917. 2. Koźlik M, Harpula J, Chuchra PJ, et al. Drug-Eluting Stents: Technical and Clinical Progress. Biomimetics; 8. Epub ahead of print 1 March 2023. DOI: 10.3390/biomimetics8010072. 3. Hu T, Yang C, Lin S, et al. Biodegradable stents for coronary artery disease treatment: Recent advances and future perspectives. Materials Science and Engineering C 2018; 91: 163–178. 4. Iqbal J, Gunn J, Serruys PW. Coronary stents: Historical development, current status and future directions. British Medical Bulletin 2013; 106: 193–211. 5. Amoroso NS, Bangalore S. Drug-eluting versus bare-metal coronary stents: Where are we now? Journal of Comparative Effectiveness Research 2012; 1: 501–508. 6. Giri J, Halaby R. Coronary Stents. JACC Cardiovasc Interv 2021; 14: 2474–2476. 7. Newsome LT, Kutcher MA, Royster RL. Coronary Artery Stents: Part I. Evolution of Percutaneous Coronary Intervention. Anesth Analg 2008; 107: 552–569. 8. Lee D-H, Torre Hernandez JM de la. The Newest Generation of Drug-eluting Stents and Beyond. European Cardiology Review 2018; 13: 54. 9. Schmidt T, Abbott J. Coronary Stents: History, Design, and Construction. J Clin Med 2018; 7: 126. 10. Mishra S. Dedicated bifurcation stents – Mechanistic, hardware, and technical aspects. Indian Heart J 2016; 68: 841–850. 11. Weiss AJ, Lorente-Ros M, Correa A, et al. Recent Advances in Stent Technology: Do They Reduce Cardiovascular Events? Current Atherosclerosis Reports 2022; 24: 731–744. 12. Triantafyllis AS, Bennett J, Pagourelias E, et al. Long-term outcomes after percutaneous revascularization of complex coronary bifurcation lesions using a dedicated self-expanding biolimus-eluting stent system. Cardiol J 2018; 25: 470–478. 13. Neupane S, Edla S, Ambulgekar N, et al. Tryton dedicated bifurcation stent in treatment of unprotected distal left main bifurcation disease. Cardiovascular Revascularization Medicine 2018; 19: 60–64. 14. Byrne RA, Joner M, Kastrati A. Stent thrombosis and restenosis: What have we learned and where are we going? the Andreas Grüntzig Lecture ESC 2014. European Heart Journal 2015; 36: 3320–3331. 15. B. Braun SE. BALÕES CORONÁRIOS COM REVESTIMENTO FARMACOLÓGICO. 16. Concept Medical. Magic Touch. 17. Biotronik. Passeo-35 HP. 18. Hassan S, Ali MN, Ghafoor B. Evolutionary perspective of drug eluting stents: from thick polymer to polymer free approach. Journal of Cardiothoracic Surgery; 17. Epub ahead of print 1 December 2022. DOI: 10.1186/s13019-022-01812-y. 19. Hsiao, Hao-Ming & Lin, Chien-Han & Liao, Ying-Chih & Chen, Hsien-Yeh & Wang, Tzu-Wei. (2014). Hemodynamic Behavior of Coronary Stents in Straight and Curved Arteries. Current Nanoscience. 10. 205-211. 10.2174/1573413709666131129000833.
FIM
MagicTouch é um exemplo de cateter balão revestido com fármaco (sirolimus) para o tratamento da estenose das artérias coronárias com PTCA. Inibe a proliferação e migração de células musculares lisas.
StentysTM
Menor incidência na ocorrência de necessidade de revascularização da lesão (TLR) -30 dias. Taxas mais baixas de TLR, enfarte do miocárdio e trombose do stent - 1ano.
PK Papyrus®
Taxas mais baixas de morte cardíaca - 1ano.
Graftmaster®
VS
Yukon Stent Technology
Polímeros
Substância composta por macromoléculas
Funções: transportador do fármaco à superfície endotelial, controlar a libertação desta e a sua estabilização.A disponibilidade do fármaco é determinada:
Polímero Ideal
Stentys ®
Vantagens/Complicações (BMS)
Sinergy ®
PAC
Coronary artery perfuration Raro (0,17 a 0,43%)
Stent e-PTFE apresenta maior predisposição para a ocorrência de hiperplasia neointimal → ↑ Probabilidade de reestenose.
Vantagens/Complicações
Aterectomia Rotacional - Rotarex TM
Magmaris®
Quando usamos a técnica com 2 stents?
*SB - Side Branch*MB - Main Branch