"Mensagem"
"Padrão"
Fernando Pessoa
Índice
- Introdução;
- Inserção do poema na obra;
- Estrutura;
- Paráfrase;
- Análise de outros aspetos temáticos e vocabulário;
- Estabelecimento de relações intertextuais;
- Análise dos recursos expressivos;
- Resolução das questões de interpretação;
- Síntese final;
Inserção do poema na obra
Introdução
Estrutura
Externa
Interna
Paráfrase
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
Análise de outros aspetos temáticos e vocabulário
Vocabulário
Aspetos
Estabelecimento de relações intertextuais
Canto II, estrofe 14 "Já descoberto tinhamos diante, Lá no novo hemistério, nova estrela, Não vista de outra gente, que ignorante Alquns tempos
esteve incerta dela.
Vimos a parte menos rutilante, E, por falta de estrelas, menos bela, Do pólo fixo, onde ainda
senão sabe Que outra terra comece, ou mar acabe”
Canto II, estrofe 13 "Ali o mui grande reino está de Congo, por nós já convertido à fé de Cristo, por onde o Zaire
passa, claro e longo, Rio pelos antigos nunca visto. Por este largo mar enfim me alongo Do conhecido pólo de Galisto, Tando o término andente
japarado”
Análise de recursos expressivos
Antítese
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
Análise de recursos expressivos
Dupla Adjetivação
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
Personificação
Personificação
Resolução das questões de interpretação
Síntese Final
Qual a importância do poema e dos conceitos e personagens invocados no contexto global da obra?
Que "mensagem" veincula o poema?
Trabalho realizado por:
Fim
Carolina Silva; Jéssica Raimundo
Mare Oceano
Diogo Cão
Deus
Cruz
Quinas
Diogo Cão
- Nasceu em 1452, em Vila Real, Portugal;
- Morreu em 14XX, Cabo Da Cruz, Namíbia;
- Explorador português do século XV;
- Julgou ter descoberto o Cabo das Tormentas.
Pedra de Ielala, com as inscrições de Diogo Cão
Análise da estrutura interna
1. Contexto Histórico; 2. Nacionalismo Português; 3. Religião e Filosofia; 4. Análise formal.
Padrão dos Descobrimentos
- Marcos físicos, muitas vezes cruzes de pedra;
- Usados para reivindicar posse em nome de Portugal e marcar áreas exploradas;
- Por vezes tinham inscrições para registar a chegada dos exploradores;
- Ajudaram a consolidar o domínio de Portugal.
Análise da estrutura externa
1. Estilo e Linguagem; 2. Estrutura e Métrica; 3. Temas Recorrentes; 4. Símbolos.
1. Identifique e caracterize o sujeito poético
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
2. Explique o sentido do verso 5, no contexto da obra a que pertence o poema
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
3. Interprete os versos 11 e 12, explicando a sua importância no contexto global da obra
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
4. Explique o sentido da última estrofe do poema, relacionando-a com o último verso da 1ª estrofe
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
"Padrão" - Mensagem, Fernando Pessoa
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"Mensagem"
"Padrão"
Fernando Pessoa
Índice
Inserção do poema na obra
Introdução
Estrutura
Externa
Interna
Paráfrase
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português. E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma E faz a febre em mim de navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar.
O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno E para diante naveguei. A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus Que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus.
Análise de outros aspetos temáticos e vocabulário
Vocabulário
Aspetos
Estabelecimento de relações intertextuais
Canto II, estrofe 14 "Já descoberto tinhamos diante, Lá no novo hemistério, nova estrela, Não vista de outra gente, que ignorante Alquns tempos esteve incerta dela. Vimos a parte menos rutilante, E, por falta de estrelas, menos bela, Do pólo fixo, onde ainda senão sabe Que outra terra comece, ou mar acabe”
Canto II, estrofe 13 "Ali o mui grande reino está de Congo, por nós já convertido à fé de Cristo, por onde o Zaire passa, claro e longo, Rio pelos antigos nunca visto. Por este largo mar enfim me alongo Do conhecido pólo de Galisto, Tando o término andente japarado”
Análise de recursos expressivos
Antítese
O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno E para diante naveguei. A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus Que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus.
Análise de recursos expressivos
Dupla Adjetivação
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português. E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma E faz a febre em mim de navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar.
Personificação
Personificação
Resolução das questões de interpretação
Síntese Final
Qual a importância do poema e dos conceitos e personagens invocados no contexto global da obra?
Que "mensagem" veincula o poema?
Trabalho realizado por:
Fim
Carolina Silva; Jéssica Raimundo
Mare Oceano
Diogo Cão
Deus
Cruz
Quinas
Diogo Cão
Pedra de Ielala, com as inscrições de Diogo Cão
Análise da estrutura interna
1. Contexto Histórico; 2. Nacionalismo Português; 3. Religião e Filosofia; 4. Análise formal.
Padrão dos Descobrimentos
Análise da estrutura externa
1. Estilo e Linguagem; 2. Estrutura e Métrica; 3. Temas Recorrentes; 4. Símbolos.
1. Identifique e caracterize o sujeito poético
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português. E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma E faz a febre em mim de navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar.
O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno E para diante naveguei. A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus Que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus.
2. Explique o sentido do verso 5, no contexto da obra a que pertence o poema
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português. E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma E faz a febre em mim de navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar.
O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno E para diante naveguei. A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus Que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus.
3. Interprete os versos 11 e 12, explicando a sua importância no contexto global da obra
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português. E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma E faz a febre em mim de navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar.
O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno E para diante naveguei. A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus Que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus.
4. Explique o sentido da última estrofe do poema, relacionando-a com o último verso da 1ª estrofe
E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português. E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma E faz a febre em mim de navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar.
O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno E para diante naveguei. A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus Que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus.