Want to create interactive content? It’s easy in Genially!

Get started free

Ó sino da minha aldeia

Mariana Baião

Created on November 11, 2023

Start designing with a free template

Discover more than 1500 professional designs like these:

Math Lesson Plan

Primary Unit Plan 2

Animated Chalkboard Learning Unit

Business Learning Unit

Corporate Signature Learning Unit

Code Training Unit

History Unit plan

Transcript

Ó sino da minha aldeia

Fernando Pessoa

Trabalho realizado por:Mariana Baião Tiago Ferreira Maria Relva

Índice

Biografia do poeta

ANálise da imagem

Análise de conteúdo

Poema escolhido

Análise formal

Poema feito por nós

Biografia do autor

Fernando Pessoa

Este poeta expressou-se, com o seu nome próprio mas tambem com alguns heterônimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Bernardo Soares).Enquanto era vivo, Fernando só publicou um livro em português, "mensagens" no final de 1934. O poeta morreu a 30 de Novembro de 1935 devido a vários problemas relacionados com o álcool

Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888.Morou em Lisboa até aos 8 anos mas em 1896 mudou-se para a África do sul. Aos 17 anos, o poeta regressou para Portugal para frequentar um curso de letras. Fernando Pessoa ficou maioritariamente conhecido, em Portugal, como o grande poeta do modernismo.

O nosso poema

Ó sino da minha aldeia Ó sino da minha aldeia, Dolente na tarde calma, Cada tua badalada Soa dentro da minha alma. E é tão lento o teu soar, Tão como triste da vida, Que já a primeira pancada Tem o som de repetida. Por mais que me tanjas perto Quando passo, sempre errante, És para mim como um sonho, Soas-me na alma distante. A cada pancada tua, Vibrante no céu aberto, Sinto mais longe o passado, Sinto a saudade mais perto .

Análise de conteúdo

O tema deste poema é a infância e a sensação que o sujeito poético sente ao ouvir o sino, pois estas badaladas, quando soavam, traziam-lhe à memória os momentos passados quando era criança

Análise de conteúdo

Vocativo
Ó sino da minha aldeia, Dolente na tarde calma
Personificação - como se o sino tivesse sentimentos. O sino é o interlocutor do sujeito poético

Análise de conteúdo

O sujeito poético ouvia aquele sino, mas não só a sensação auditiva, o seu toque tinha impacto íntimo nele pois as suas badaladas soavam na sua alma.
Cada tua badaladasoa dentro da minha alma.
Essa pancada tem som de repetida porque é igual a outras ouvidas anteriormente.Remete para um passado distante e saudoso e por isso tambem "é triste a vida".
E é tão lento o teu soar, Tão como triste da vida, Que já a primeira pancada Tem o som de repetida.

Análise de conteúdo

Antítese - O sino toca perto mas quando soa parece-lhe distante, remete para o passado.O soar do sino é comparado com um sonho porque transporta o sujeito poético para um passado distante , como se ele estivesse a sonhar e a reviver o passado
Por mais que me tanjas perto Quando passo, sempre errante, És para mim como um sonho, Soas-me na alma distante.
me tanjas - o sino toca perto do sujeito poético mas, de alguma forma tambem o toca, ou seja, tem algum impacto nele, mexe com ele
sempre errante - o sujeito poético vagueia sem destino

Análise de conteúdo

Sinto - Anáfora para reforçar o efeito emocional que o sino tem no sujeito poético.
A cada pancada tua, Vibrante no céu aberto, Sinto mais longe o passado, Sinto a saudade mais perto.
Antítese - Nos últimos dois versos, o sujeito poético retoma a antítese "longe/perto" para destacar o efeito que o soar do sino tem nele e o que o faz sentir. Ao ouvir aquele som que lhe recorda o passado, o sujeito poético confirma que aqueles tempos são irrecuperáveis e sente intensamente a saudade deles.

Análise de conteúdo

O discurso desde poema está, em alguns momentos na 1ª pessoa do singular, por exemplo "Ó sino da minha aldeia" (v.1), mas está maioritariamente na 2ª pessoa do singular, pois o pronome possessivo "tua" é mais utilizado. Este dicurso é reflexivo porque descreve como o sino da aldeia do sujeito lírico o faz lembrar do passado.

Análise formal

Este soneto tem quatro quadras. O seu esquema rimático é (ABCD/DECE/FGHG/IFJF). Na primeiro estrofe temos uma rima solta e uma rima cruzada. A segunda estrofe tem uma rima inteerpolada, uma rima solta e uma rima cruzada. A terceira estrofe tem uma rima solta e umarima cruzada. A quarta estrofe tem duas rimas soltas, uma rima interpolada e uma rima cruzada. O poema tem 7 silabas métricas ou seja é um heptassílabo ou uma redondilha maior.

Relação entre o poema e uma imagem

Nesta imagem vemos um dia calmo, uma aldeia e um sino que podemos associar ás memórias do sujeito poético na sua infância.Podemos associar o sino aos momentos em que se ouvia as badaladas na infância do sujeito poético. Nesta imagem tambem vemos um dia aparentemente calmo tal como as tardes que o sujeito poético descrevia no poema.

Opinião sobre o poema

A nossa opinião sobre o poema.

Na nossa opinião este poema tem um significado muito sentimental por trás da verdadeira história.Este fala como o sino (loucutor) da aldeia do "eu" lírico o faz recordar do passado e o quanto tem saudades dele, sendo este irrecuperável. De facto o sino tem um impacto íntimo sobre o sujeito poético porque o faz lembrar das badaladas de um passado distante e saudoso.

Poema que escolhemos

Autopsicografia

Nós escolhemos este poema porque tal como o soneto do nossso trabalho este tambem tem um significado muito sentimental e mostra a forma como Fernando Pessoa (o autor) se auto-avalia como pessoa, afirmando que muitos poetas não escrevem o que realmente sentem e tentam mover os seus poemas á volta de uma dor onde os leitores se sentem bem sendo a mesma manipulada num poema muito bem escrito

O poeta é um fingidor Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração.

Poema feito por nós

Um amor é o que o sol sente pelo girassol, que nunca se cansa de virar para o observar, Será que esse amor algum dia vai murchar? O amor realmente "murcha"? Ou a água que ele precisa para viver, Não é suficiente para o fazer, E ele para de girar E se cansa de o admirar Será que o amor Que o sol sente pelo girassol É amor ou obsessão?

Obrigado!