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COBRAS # 01

Ben Ami Scopinho

Created on November 7, 2023

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Transcript

AS COBRAS

Evoluindo dos lagartos, as cobras passaram a ocupar ambientes arbóreos, terrestres, sob o solo e aquáticos, vivendo em climas que variam do deserto ao oceano aberto.

4.082

442

84

espécies

espécies

espécies

SC

Mundo

Brasil

825

11

68

peçonhentas

peçonhentas

peçonhentas

porém, 284 podem ter a glândula que produz o veneno

OS OLHOS

As cobras não possuem boa visão. Sem pálpebras móveis, os olhos são protegidos por uma escama fixa e translúcida.

Pupilas arredondadas

Hábitos diurnos e visão um pouco mais eficiente.

Pupilas verticais

Hábitos noturnos e visão deficitária.

A LÍNGUA BIFURCADA

A maioria das serpentes se orienta por meio da percepção de sabores para tomar consciência do que ocorre nas proximidades.

Órgãos de Jacobson

O par de reentrâncias no teto da boca é sensível a odores.

A língua é projetada no ar para captar partículas odoríferas.

cérebro

Órgãos de Jacobson

língua

No interior da boca, a língua encosta nos órgãos de Jacobson.

Os órgãos de Jacobson transmitem a informação olfativa ao cérebro para identificar o odor.

REPRODUÇÃO I

Durante a cópula, o macho introduz o hemipênis na cloaca da fêmea, onde libera o esperma. A fecundação ocorre dentro da fêmea.

cloaca

Hemipênis

São órgãos pareados que saem da cloaca. Apenas um é usado de cada vez, e há evidências que os machos alternam o uso entre as cópulas.

clique para mais informações

REPRODUÇÃO II

A depender da espécie, o desenvolvimento do filhote acontece dentro ou fora do corpo da fêmea.

Serpentes ovíparas

Após a cópula, os ovos são fecundados.

Após alguns dias, os ovos são expelidos através da cloaca.

Os fetos continuarão o desenvolvimento, até eclodirem dos ovos.

Serpentes vivíparas

Após a fecundação, os embriões se desenvolvem de maneira semelhante aos mamíferos, através de uma "placenta" e um saco vitelino.

Após este período, os filhotes rompem as membranas, mas continuam a se desenvolver no ventre materno.

Após alguns meses, os filhotes estão plenamente formados e, então, são expelidos.

IDENTIFICANDO A COBRA PEÇONHENTA

Todas as cobras do grupo das jararacas, cascavéis e surucucus são peçonhentas e reconhecidas pela fosseta loreal, localizada entre o olho e a narina.

narina

Fosseta loreal

Sensor que detecta variações mínimas de temperaturas emitidas por presas e predadores.

ATENÇÃO

A cobra-coral e a cobra-cipó, entre outras, são peçonhentas, mas não possuem a fosseta loreal

VENENO

Produzido por glândulas, a peçonha é uma especialização da saliva para facilitar a digestão.

Quando comprimidas pela mordida, as glândulas liberam o veneno

Músculo compressor

Canal de veneno na presa

veneno

OS TIPOS DE PEÇONHA

São caracterizados de acordo com o seu efeito no organismo da vítima. As mais comuns são:

clique nos ícones para mais informações

Hemotoxinas

Neurotóxica

Proteolítica

OS DENTES

As cobras apresentam quatro tipos de dentição, três delas típicas das peçonhentas.

Solenóglifa

O par de dentes inoculadores de peçonha são grandes e móveis, localizados na parte anterior da boca. Esses dentes possuem um canal completo para conduzir a peçonha produzida na glândula.

Em situações normais, os dentes inoculadores ficam posicionados dentro da boca.

dente inoculador móvel

Em posição de bote, a boca se abre em até 150ᵒ e as presas são projetadas para fora.

Proteróglifa

O par de dentes inoculadores é imóvel e localizado na parte anterior da boca. Esses dentes possuem um canal incompleto que conduz a peçonha liberada pela glândula.

dente inoculador

Opistóglifa

Um par de dentes pequenos e imóveis na parte posterior da boca. Esses dentes possuem apenas um sulco, por onde a peçonha é conduzida.

dente inoculador

Áglifa

Os dentes têm a mesma forma e função. É típica das cobras desprovidas de dentes inoculadores, ou seja, que não são peçonhentas.

sem dente inoculador

ATENÇÃO

Ao dar o bote, a cobra levanta um terço do corpo, atingindo principalmente o pé e a perna das pessoas. O uso de botas ou perneiras evita 80% dos acidentes.

Infografia: Ben Ami Scopinhoben.scopinho@nsc.com.br

Fonte: Dr. Selvino Neckel de Oliveira, professor titular do departamento de ecologia e zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina.Anderson da Rosa, biólogo.

Hemotoxinas

Impede a coagulação e causa hemorragias severas. Tal peçonha é liberada por algumas espécies de jararaca e surucucu.

Neurotóxica

Afeta e destrói as células do sistema nervoso. A cobra-coral e a cascavel produzem esta peçonha.

Proteolítica

Decompõe as proteínas do corpo, evoluindo para necrose e pode causar amputações. Está presente em algumas espécies de jararaca e surucucu.

Hemipênis

As cobras machos, assim como lagartos e anfisbenas, possuem o hemipênis. Há vários formatos, simples e bifurcados, e com ganchos para ancorar o macho na fêmea.