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"Quando vier a primavera"
Joana Luis
Created on November 7, 2023
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Transcript
Fernando Pessoa
Apresentação Oral
começar
Índice
motivo de escolha
introdução
interpretação da mensagem
Biografia
estrutura
alberto Caeiro
conclusão
"quando vier a primavera"
Introdução
Este poema, como muitos outros escritos por Pessoa, leva-nos a uma jornada através da mente criativa de um dos mais renomados poetas do século XX.Através das suas palavras, seremos guiados a um reino onde a simplicidade da primavera se transforma num espelho da complexidade humana.
Biografia
fernando Pessoa
Pessoa é conhecido pela sua vasta produção literária, que inclui poemas, ensaios, traduções e textos filosóficos. também foi um importante ensaísta e crítico literário, e a sua obra influenciou profundamente a poesia moderna. era conhecido pela sua habilidade em explorar temas como a existência humana, a identidade, a metafísica e a procura pelo sentido da vida. teve uma vida pessoal relativamente discreta e desafiadora repleta de desafios emocionais ao longo de sua vida.
Alberto Caeiro
Heterónimo
Caeiro viveu toda a sua vida no campo, não tendo tido educação de qualidade, daí a sua escrita ser definida pela simplicidade na linguagem e pelo vocabulário limitado.
Caeiro é alguém que não procura sentido na vida e não coloca questões de origem ou metafísica, como muitos outros poetas, e é por isso, alguém que Pessoa desejava se.r
Ele vive apenas de sensações, e daí surge o sensacionismo, muito presente na obra deste heterónimo.
"Quando vier a primavera"
Quando vier a primavera, Se eu já estiver morto, As flores florirão da mesma maneira E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada. A realidade não precisa de mim. Sinto uma alegria enorme Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma. Se soubesse que amanhã morria E a primavera era depois de amanhã, Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. Por isso, se morrer agora, morro contente, Porque tudo é real e tudo está certo. Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é.
Motivo de escolha
Mensagem
interpretação
1ª Estrofe
2ªe 3ª Estrofe
4ª Estrofe
Estrutura do poema
Ausência de rima
"quando vier a primavera"
Irregularidade estrofica
Irregularidade métrica
Recursos expressivos
Conclusão
Neste poema a antecipação da própria morte é transformada numa dança alegre com a primavera, onde a mortalidade é apenas um parceiro de dança na grandiosa festa da existência.A morte, longe de ser o fim, é apenas uma mudança de passo, uma transição para uma nova estação que ainda não conhecemos.
Fim!
Obrigada pela vossa atenção!
2ª e 3ª Estrofe
- profunda reflexão sobre a mortalidade e a acessibilidade da sua própria finitude;- ideia de aceitar a morte com contentamento; - "Porque tudo é real e tudo está certo" .
Irregularidade Métrica
Versos que não mantêm um número consistente de sílabas, apresentam irregularidade métrica
1ª Estrofe
- chegada da primavera como um símbolo de renovação e regeneração; - compara sua própria vida à natureza; - "A realidade não precisa de mim" .
Recursos expressivos
“E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse”;
Repetição
“Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo/Porque tudo é real e tudo está certo”;
Paradoxo
Interrogação retórica
“Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?”
4ª Estrofe
- O poeta não tem preferências em relação a essa cerimónia; - encontra-se conformado com a sua própria mortalidade e adota uma atitude de completa indiferença; - desespero.
Irregularidade Estrófica
Quando um poema não segue um padrão de estrofes, apresentando estrofes com números variáveis de versos ou estrofes sem um padrão claro, isso é uma irregularidade estrofica.
Motivo de escolha
Ao abordar temas normalmente pesados como a morte, ou coisas como o amor pela vida, a maneira como Alberto Caeiro o faz, não só me ajuda a refletir sem ser negativa, como me proporciona a capacidade de aceitar que todos não passamos de mais um ser humano, somos todos iguais, e que todos caminhamos para o mesmo destino,