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Vulcanismo e tectónica de placas

Luís Valbom

Created on November 6, 2023

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Vulcanismo e tectónica de placas

vulcanismo interplaca está associado aos limites divergentes e convergentes, ocorrendo, principalmente: • nas dorsais oceânicas, responsáveis pela maioria do vulcanismo submarino, e nos riftes continentais; • no Anel de Fogo do Pacífico, localizado nas margens do oceano Pacífico, associado a zonas de subducção, como, por exemplo, as ilhas Marianas, o Japão ou os Andes; • da cintura do Mediterrâneo aos Himalaias, onde se incluem os vulcões de Itália.

O vulcanismo intraplaca está associado, sobretudo, a pontos quentes ou hotspots, que podem ocorrer no interior de placas oceânicas, como, por exemplo, na região do Havai, situada na placa do Pacífico, ou no interior de placas continentais, tal como acontece em Yellowstone, no interior da placa Norte-Americana. A posição dos pontos quentes na superfície terrestre não está dependente do movimento das placas litosféricas, podendo coincidir com limites tectónicos, como ocorre na região da Islândia.

Vulcanismo e tectónica de placas

Distribuição global dos vulcões conhecidos

pontos quentes

Os pontos quentes formam-se na sequência de acontecimentos que têm início com o aquecimento de rochas do manto profundo, provavelmente nas proximidades do núcleo. Essas rochas tornam-se menos densas e ascendem em direção ao manto superior, sob a forma de plumas mantélicas. Na base da litosfera, parte deste material sofre fusão, originando o magma básico que alimenta o vulcanismo dos pontos quentes.

Vulcanismo em Portugal

Existem evidências de vulcanismo primário no território continental, nomeadamente escoadas de lava, depósitos de piroclastos e chaminés vulcânicas. Estes vestígios encontram-se em várias regiões, como no Algarve, no Alentejo e na Estremadura (Complexo Vulcânico de Lisboa). Apesar de se encontrar extinto, o seu estudo reveste-se de grande importância, uma vez que permite compreender a evolução tectónica da região continental.

Vulcanismo em Portugal

Arquipélago da Madeira

Arquipélago dos Açores

As ilhas do arquipélago da Madeira correspondem a antigos vulcões submarinos que libertaram elevadas quantidades de lava e que passaram a ter atividade subaérea. Na ilha da Madeira, este processo esteve associado a um ponto quente e foi iniciado há cerca de 7 Ma. As erupções subaéreas foram geradas, maioritariamente, por atividade fissural, como pode ser deduzido, por exemplo, através do alinhamento de vulcões nas proximidades do Funchal

A atividade vulcânica dos Açores está relacionada com o seu contexto tectónico. O arquipélago está localizado na fronteira entre as placas litosféricas Norte-Americana, Eurasiática e Africana, o que se traduz na existência de importantes sistemas de fraturas por onde o magma ascende. A primeira ilha a formar-se foi Santa Maria, há cerca de 6 Ma, e a mais recente é a ilha do Pico, com início da atividade vulcânica subaérea há cerca de 200000 anos.