Covilhã, 2 de novembro de 2023
Eduarda Mira | Mariana Aguilar
Sociologia do desvio
"Subculturas juvenis nas sociedades modernas:
Docente: Professor Doutor Domingos Vaz
Os Hippies e os Yuppies"
José Resende | Maria Manuel Vieira
Índice
1.
Introdução
Conceito de juventude
2.
3.
Subcultura hippy: como contracultura
Subcultura yuppy como exceção
4.
Hippies e Yuppies: a cultura escolar como suporte dos movimentos
5.
Recensão Crítica
6.
Juventude: Uma noção ambígua
Conceito
Juventude
Associada à pureza, vitalidade, culto do corpo, gosto pelo risco e pela aventura. A juventude é aquele tempo a que todos se referem com nostalgia e desejam voltar para experienciar e reviver tudo aquilo que sentiram durante aquele período
Quais foram as condições particulares que permitiram a importação retardada do modelo hippy no nosso país?
O presente artigo visa compreender - a partir de uma abordagem sociológica - a manifestação em Portugal dos movimentos juvenis hippy e yuppy.Deste modo, torna-se necessário refletir nos seguintes aspetos:
De que modo ele se estruturou?
Quais as condições que determinam a tradução simultânea do modelo yuppy no nosso país?
Que tipo de características ele apresenta?
A Subcultura hippy como contracultura
Subcultura Hippy
Fatores que contribuíram para o desenvolvimento destas e de outras subculuturas:
Produto dos anos 60
- Progresso técnico;
- Crescimento da urbanização;
- Sistemas de comunicação;
- Expansão da escolarização;
- Alargamento das classes médias;
- Desenvolvimento dos serviços;
- Triunfo de valores citadinos.
Trata-se de um movimento social de contracultura - apoiado pelas condições sociopolíticas e económicas das sociedades abundantes. Não são um grupo homogéneo, sendo que as principais diferenças advêm da relação com as classes médias urbanas.
Valores, atitudes e práticas das subculturas hippies
Hippies Místicos - EUA
Inventaram espaços à margem, mas não adotaram um modo de vida coletivo. Sistema de valores focado em tempos livres, no consumo, autonomia e no individualismo
Os jovens hippies afastaram-se dos valores dominantes da sua classe social de origem, mas assumiram uma cultura heterogénea. Uns interessaram-se pelas drogas psicadélicas e experiências comunitárias, outros pelo misticismo oriental e pela psicologia da alienação.
Hippies Políticos
Procuravam encontrar valores, projetos e destinos sociais que se ajustassem às suas convicções. Isto era difundido através de fontes e instâncias sociais diversas com origem cultural, informativa e escolar.
Condicionalismos políticos e sociais na estruturação da contracultura hippy em Portugal
Condicionamentos políticos e Sociais na estruturação da contracultura hippy em Portugal
O movimento hippy político – centrado nas cidades e desenvolvido no campo universitário - adquiriu grande expressão em Portugal, tornando-se numa ação de massas levada a cabo por estudantes universitários.
A dupla natureza do movimento estudantil universitário
Os grupos estudantis apresentavam novos valores e modelos, assumindo as utopias, fazendo a rutura social com o velho e o tradicional, construindo uma “consciência de si” com um pensamento político estruturado, sendo que aspiram uma revolução cultural e política que destituísse o poder da burguesia e democratizasse a universidade e o país.
Coimbra
Lisboa
Cidades onde ocorreram as transformações sociais mais significativas, sendo os principais complexos universitários do país
Porto
Estes grupos estudantis:
01
03
02
04
As suas opiniões são fundamentadas por um pensamento racional e
indutivo, fruto de prolongada escolarização e do contacto com a cultura
política
Fazem apelos à democratização – quer do ensino, quer do espaço
pedagógico-científico;
Valorizam a cultura de raízes neorrealistas relativamente à esquerda
tradicional
Tecem críticas à moral dominante;
Espaços universitários
Palco de lutas sociais e simbólicas entra a esquerda tradicional e a nova esquerda radical. Os jovens apropriaram-se do espaço académico para realizar manifestações de massa onde os valores individuais não estavam diluídos ou postos em causa pelos ideais coletivos
A subcultura Yuppy como exceção
Yuppies – jovens urbanos – precocidade com que protagonizam o processo de
mobilidade social ascendente em “profissões liberais ou muito especializadas”
Apresentam uma trajetória escolar irrepreensível em universidades
altamente seletivas, em cursos que estão diretamente ou indiretamente
relacionados com a economia e o mundo financeiro -> Ética do trabalho e
da eficiência.
Subcultura Yuppy
Produto dos anos 80
Surge nas democracias ocidentais no início dos anos 80 num contexto de precariedade – que caracteriza as economias industrializadas no início da década.
A sociedade portuguesa e os modos de produção nacional do modelo yuppy
Com a conquista da democracia, a 25 de abril de 1974, o acesso a fontes de informação, quer nacional, quer internacional tornou-se cada vez mais difuso, permitindo uma troca cada vez mais rápida destas. ➔ Condições para o surgimento de subculturas juvenis em Portugal:
- Modelo económico liberal
- Ideologia individualista, concorrencial e meritocracia
A desmultiplicação da subcultura yuppy
Subcultura juvenil de classe média urbana caracterizada por:
Possuírem pós-graduações e especializações no país ou no estrangeiro
Consumo de informação cosmopolita – jornais e revistas nacionais e estrangeiras especializadas
Interiorizarem e se identificarem com a cultura pela qual se definem
Necessidade de exteriorizarem a sua condição através do consumo e da
ostentação de bens raros e frequente visita a espaços lúdicos de
sociabilidade de acesso limitado – bares, discotecas e restaurantes.
Subcultura Yuppy
Crescente Hierarquização de universidades e licenciaturas
O jovem político
Esta subcultura yuppy, apesar de se opor aos valores de mudança em massa,
necessita dos meios de comunicação de massas para elucidar o público daquilo
que propõem reivindicar e também para atingir a sua plena eficácia simbólica.
O espaço político é privilegiado – obtenção de rápido sucesso profissional
e material para jovens em mobilidade ascendente.
➔ O jovem político é o candidato legítimo para pertencer aos yuppy, pois revelam
características pertinentes para que o sejam, tais como: trabalho intenso e
dedicado, consagração social e política, consumo de bens raros., etc
A constituição da
subcultura yuppy portuguesa partiu de indivíduos com cursos de gestão e
economia. Mas os espaços associados ao ramo financeiro e económico não são
exclusivos à materialização das aspirações sociais de jovens da classe média
Hippies e Yuppies: a cultura escolar como suporte destes movimentos
04
01
03
02
Adotam valores tradicionais como recusa a valores de mudança em massa e o
elogio da seletividade e da excelência – isto é – acabam por negar as condições
que estiveram na base da sua prolongada trajetória escolar (classes médias)
A universidade fornece a oportunidade de os jovens refletirem e de criarem uma
“consciência de si”, torna visível também as contradições e potencialidades do
interior do sistema.
A subcultura yuppy permanece limitada aos dois polos urbanos principais: O
yuppy expressa-se no campo financeiro, empresarial, político e cultural – desde
que sejam reconhecidos pela cultura dominante.
A implantação e desenvolvimento do movimento hippy em Portugal foi mais
tardia, quando comparada a outros países;
Hippies e Yuppies -> juventude altamente escolarizada – capaz de se afirmar
enquanto movimento social portador de uma subcultura urbana e de classe média
– condicionada pelo contexto social do momento
Recensão Crítica
“Controlo e identidade: a não conformidade durante a adolescência”,
Pedro Moura Ferreira
Assim, as atitudes de oposição não são desenvolvidas apenas por jovens oriundos de grupos com menos recursos, uma vez que, estas podem desenvolver-se a partir de qualquer outra classe. Assim, o importante é a determinação da identidade que configura esse mesmo movimento de contra tendência ou de oposição. O autor reforça ainda que o modelo de subcultura não deixará de trazer à superfície a influência que os grupos, as sociabilidades e as culturas juvenis desempenham no desenvolvimento das identidades dos jovens.
O autor aborda o modelo de identidade/ subcultura, sendo este modelo uma referência para o nosso trabalho acerca dos hippies e yuppies.
Deste modo, os hippies provêm de uma classe social média e foi a partir da universidade que começaram a desenvolver atitudes de não conformismo. O mesmo acontece com os yuppies, pertencem a uma classe social alta, mas foi também na universidade que começaram a desenvolver atitudes de não conformismo em relação à democratização da arte e de outros valores.
"Sociology"
Anthony Giddens
De acordo com Anthony Giddens (2004), o conceito de trajeto de vida está relacionado com as diversas transições que os indivíduos enfrentam ao longo das suas vidas e que podem dar a impressão de estar biologicamente definidas. Fatores sociais, como a classe social também influenciam a experiência do trajeto de vida, pois os filhos oriundos de classes altas tinham acesso a uma educação alargada, ao contrário das crianças oriundas da classe trabalhadora, que iniciavam desde muito um trajeto de trabalho, que as impedia de prosseguirem estudos.
A cultura juvenil hippy dos anos 60 e 70 foi uma importante influência geracional nas identidades nos EUA e em outros países desenvolvidos. Os sociólogos começaram a estudar as culturas juvenis a partir dos anos 50-60, quando os adolescentes mais velhos começaram a entrar no mercado de trabalho, beneficiando da abundância do pós-guerra. Nesse período existia um preconceito acerca destas subculturas juvenis, uma vez que, se acreditava que os seus comportamentos desviantes eram negativos. As subculturas juvenis, acabam por nos remeter, tanto para as experiências comuns de juventude partilhadas num mundo de alta mudança, como para as respostas diferentes adotadas pelos jovens em função delas.
Reflexão Crítica
- Concentra-se na explicação de duas subculturas juvenis (hippies e yuppies), e por isso, a obra é objetiva pois existe uma analogia de como estes movimentos ocorriam no seu epicentro (EUA), e como se adaptaram ao contexto português.
- O autor inicia a sua obra com um conceito mais abrangente correspondendo à juventude, para que seja mais fácil para quem está a ler, compreender como este conceito é extremamente relevante para a formação destas duas subculturas.
- Ao apresentar as ideias diretamente relacionadas com o contexto histórico envolvente, o autor permite uma melhor compreensão de como esse mesmo contexto influenciou a implementação dos movimentos;
- O autor dá ênfase à importância da classe social e da educação na formação e na capacidade de estes indivíduos se oporem às ideias do regime vigente – pois se estivermos numa situação económica estável, o temos uma maior liberdade para lutar por algo com o qual nos identifiquemos.
Reflexão Crítica
- Em relação aos pontos negativos, consideramos importante também compreender a forma como a sociedade encara, observa e julga estas subculturas, sendo algo que não foi abordado pelo autor.
Obrigada pela atenção!!!
Referências Bibliográficas
GIDDENS, Anthony (2004), Sociologia, Lisboa, Gulbenkian (4ª Ed) Resende, J M & Vieira, M M (1992), Subculturas juvenis nas sociedades modernas: Os hippies e os yuppies, RCCS, 35, 131-147 Ferreira, P M (2000), Controlo e identidade. A não conformidade durante a adolescência, Sociologia: problemas e práticas, 33, pp. 55-85
O atraso na implementação deste movimento deveu-se ao processo de desenvolvimento nacional, e a um poder autárquico configurado de forma regional e com interesses distintos de vários corpos sociais.
- Por que razão a juventude se transformou num dos principais problemas sociais do pós-guerra nos países ocidentais?
- Como se estruturam os principais movimentos juvenis, nomeadamente, aqueles que são alvo de uma maior divulgação pelos meios de comunicação social?
"Subculturas juvenis nas sociedades modernas"
Mariana Aguilar
Created on November 1, 2023
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Covilhã, 2 de novembro de 2023
Eduarda Mira | Mariana Aguilar
Sociologia do desvio
"Subculturas juvenis nas sociedades modernas:
Docente: Professor Doutor Domingos Vaz
Os Hippies e os Yuppies"
José Resende | Maria Manuel Vieira
Índice
1.
Introdução
Conceito de juventude
2.
3.
Subcultura hippy: como contracultura
Subcultura yuppy como exceção
4.
Hippies e Yuppies: a cultura escolar como suporte dos movimentos
5.
Recensão Crítica
6.
Juventude: Uma noção ambígua
Conceito
Juventude
Associada à pureza, vitalidade, culto do corpo, gosto pelo risco e pela aventura. A juventude é aquele tempo a que todos se referem com nostalgia e desejam voltar para experienciar e reviver tudo aquilo que sentiram durante aquele período
Quais foram as condições particulares que permitiram a importação retardada do modelo hippy no nosso país?
O presente artigo visa compreender - a partir de uma abordagem sociológica - a manifestação em Portugal dos movimentos juvenis hippy e yuppy.Deste modo, torna-se necessário refletir nos seguintes aspetos:
De que modo ele se estruturou?
Quais as condições que determinam a tradução simultânea do modelo yuppy no nosso país?
Que tipo de características ele apresenta?
A Subcultura hippy como contracultura
Subcultura Hippy
Fatores que contribuíram para o desenvolvimento destas e de outras subculuturas:
Produto dos anos 60
Trata-se de um movimento social de contracultura - apoiado pelas condições sociopolíticas e económicas das sociedades abundantes. Não são um grupo homogéneo, sendo que as principais diferenças advêm da relação com as classes médias urbanas.
Valores, atitudes e práticas das subculturas hippies
Hippies Místicos - EUA
Inventaram espaços à margem, mas não adotaram um modo de vida coletivo. Sistema de valores focado em tempos livres, no consumo, autonomia e no individualismo
Os jovens hippies afastaram-se dos valores dominantes da sua classe social de origem, mas assumiram uma cultura heterogénea. Uns interessaram-se pelas drogas psicadélicas e experiências comunitárias, outros pelo misticismo oriental e pela psicologia da alienação.
Hippies Políticos
Procuravam encontrar valores, projetos e destinos sociais que se ajustassem às suas convicções. Isto era difundido através de fontes e instâncias sociais diversas com origem cultural, informativa e escolar.
Condicionalismos políticos e sociais na estruturação da contracultura hippy em Portugal
Condicionamentos políticos e Sociais na estruturação da contracultura hippy em Portugal
O movimento hippy político – centrado nas cidades e desenvolvido no campo universitário - adquiriu grande expressão em Portugal, tornando-se numa ação de massas levada a cabo por estudantes universitários.
A dupla natureza do movimento estudantil universitário
Os grupos estudantis apresentavam novos valores e modelos, assumindo as utopias, fazendo a rutura social com o velho e o tradicional, construindo uma “consciência de si” com um pensamento político estruturado, sendo que aspiram uma revolução cultural e política que destituísse o poder da burguesia e democratizasse a universidade e o país.
Coimbra
Lisboa
Cidades onde ocorreram as transformações sociais mais significativas, sendo os principais complexos universitários do país
Porto
Estes grupos estudantis:
01
03
02
04
As suas opiniões são fundamentadas por um pensamento racional e indutivo, fruto de prolongada escolarização e do contacto com a cultura política
Fazem apelos à democratização – quer do ensino, quer do espaço pedagógico-científico;
Valorizam a cultura de raízes neorrealistas relativamente à esquerda tradicional
Tecem críticas à moral dominante;
Espaços universitários
Palco de lutas sociais e simbólicas entra a esquerda tradicional e a nova esquerda radical. Os jovens apropriaram-se do espaço académico para realizar manifestações de massa onde os valores individuais não estavam diluídos ou postos em causa pelos ideais coletivos
A subcultura Yuppy como exceção
Yuppies – jovens urbanos – precocidade com que protagonizam o processo de mobilidade social ascendente em “profissões liberais ou muito especializadas” Apresentam uma trajetória escolar irrepreensível em universidades altamente seletivas, em cursos que estão diretamente ou indiretamente relacionados com a economia e o mundo financeiro -> Ética do trabalho e da eficiência.
Subcultura Yuppy
Produto dos anos 80
Surge nas democracias ocidentais no início dos anos 80 num contexto de precariedade – que caracteriza as economias industrializadas no início da década.
A sociedade portuguesa e os modos de produção nacional do modelo yuppy
Com a conquista da democracia, a 25 de abril de 1974, o acesso a fontes de informação, quer nacional, quer internacional tornou-se cada vez mais difuso, permitindo uma troca cada vez mais rápida destas. ➔ Condições para o surgimento de subculturas juvenis em Portugal:
A desmultiplicação da subcultura yuppy
Subcultura juvenil de classe média urbana caracterizada por:
Possuírem pós-graduações e especializações no país ou no estrangeiro
Consumo de informação cosmopolita – jornais e revistas nacionais e estrangeiras especializadas
Interiorizarem e se identificarem com a cultura pela qual se definem
Necessidade de exteriorizarem a sua condição através do consumo e da ostentação de bens raros e frequente visita a espaços lúdicos de sociabilidade de acesso limitado – bares, discotecas e restaurantes.
Subcultura Yuppy
Crescente Hierarquização de universidades e licenciaturas
O jovem político
Esta subcultura yuppy, apesar de se opor aos valores de mudança em massa, necessita dos meios de comunicação de massas para elucidar o público daquilo que propõem reivindicar e também para atingir a sua plena eficácia simbólica.
O espaço político é privilegiado – obtenção de rápido sucesso profissional e material para jovens em mobilidade ascendente. ➔ O jovem político é o candidato legítimo para pertencer aos yuppy, pois revelam características pertinentes para que o sejam, tais como: trabalho intenso e dedicado, consagração social e política, consumo de bens raros., etc
A constituição da subcultura yuppy portuguesa partiu de indivíduos com cursos de gestão e economia. Mas os espaços associados ao ramo financeiro e económico não são exclusivos à materialização das aspirações sociais de jovens da classe média
Hippies e Yuppies: a cultura escolar como suporte destes movimentos
04
01
03
02
Adotam valores tradicionais como recusa a valores de mudança em massa e o elogio da seletividade e da excelência – isto é – acabam por negar as condições que estiveram na base da sua prolongada trajetória escolar (classes médias)
A universidade fornece a oportunidade de os jovens refletirem e de criarem uma “consciência de si”, torna visível também as contradições e potencialidades do interior do sistema.
A subcultura yuppy permanece limitada aos dois polos urbanos principais: O yuppy expressa-se no campo financeiro, empresarial, político e cultural – desde que sejam reconhecidos pela cultura dominante.
A implantação e desenvolvimento do movimento hippy em Portugal foi mais tardia, quando comparada a outros países;
Hippies e Yuppies -> juventude altamente escolarizada – capaz de se afirmar enquanto movimento social portador de uma subcultura urbana e de classe média – condicionada pelo contexto social do momento
Recensão Crítica
“Controlo e identidade: a não conformidade durante a adolescência”,
Pedro Moura Ferreira
Assim, as atitudes de oposição não são desenvolvidas apenas por jovens oriundos de grupos com menos recursos, uma vez que, estas podem desenvolver-se a partir de qualquer outra classe. Assim, o importante é a determinação da identidade que configura esse mesmo movimento de contra tendência ou de oposição. O autor reforça ainda que o modelo de subcultura não deixará de trazer à superfície a influência que os grupos, as sociabilidades e as culturas juvenis desempenham no desenvolvimento das identidades dos jovens.
O autor aborda o modelo de identidade/ subcultura, sendo este modelo uma referência para o nosso trabalho acerca dos hippies e yuppies. Deste modo, os hippies provêm de uma classe social média e foi a partir da universidade que começaram a desenvolver atitudes de não conformismo. O mesmo acontece com os yuppies, pertencem a uma classe social alta, mas foi também na universidade que começaram a desenvolver atitudes de não conformismo em relação à democratização da arte e de outros valores.
"Sociology"
Anthony Giddens
De acordo com Anthony Giddens (2004), o conceito de trajeto de vida está relacionado com as diversas transições que os indivíduos enfrentam ao longo das suas vidas e que podem dar a impressão de estar biologicamente definidas. Fatores sociais, como a classe social também influenciam a experiência do trajeto de vida, pois os filhos oriundos de classes altas tinham acesso a uma educação alargada, ao contrário das crianças oriundas da classe trabalhadora, que iniciavam desde muito um trajeto de trabalho, que as impedia de prosseguirem estudos.
A cultura juvenil hippy dos anos 60 e 70 foi uma importante influência geracional nas identidades nos EUA e em outros países desenvolvidos. Os sociólogos começaram a estudar as culturas juvenis a partir dos anos 50-60, quando os adolescentes mais velhos começaram a entrar no mercado de trabalho, beneficiando da abundância do pós-guerra. Nesse período existia um preconceito acerca destas subculturas juvenis, uma vez que, se acreditava que os seus comportamentos desviantes eram negativos. As subculturas juvenis, acabam por nos remeter, tanto para as experiências comuns de juventude partilhadas num mundo de alta mudança, como para as respostas diferentes adotadas pelos jovens em função delas.
Reflexão Crítica
Reflexão Crítica
Obrigada pela atenção!!!
Referências Bibliográficas
GIDDENS, Anthony (2004), Sociologia, Lisboa, Gulbenkian (4ª Ed) Resende, J M & Vieira, M M (1992), Subculturas juvenis nas sociedades modernas: Os hippies e os yuppies, RCCS, 35, 131-147 Ferreira, P M (2000), Controlo e identidade. A não conformidade durante a adolescência, Sociologia: problemas e práticas, 33, pp. 55-85
O atraso na implementação deste movimento deveu-se ao processo de desenvolvimento nacional, e a um poder autárquico configurado de forma regional e com interesses distintos de vários corpos sociais.