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Mudanças na paisagem internacional, OIG, ONG e impactes globalização

Isabel Alexandra Bap

Created on October 22, 2023

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GLOBALIZAÇÃO

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Impactes positivos da globalização

•Contribui para a expansão do comércio internacional, ao permitir o transporte de produtos de e para qualquer parte do mundo. • Promove um comércio mais livre entre os países, sem barreiras alfandegárias. • Possibilita a redução dos custos dos fatores de produção e a maior concorrência entre os agentes económicos, permitindo uma redução do preço dos bens e dos serviços. • Permite aceder a um mercado internacional muito mais amplo. • Possibilita colocar à disposição dos consumidores uma grande variedade de bens. • Contribui para o crescimento económico de países em desenvolvimento, ao deslocalizar, para estes, determinadas unidades industriais ou certos segmentos do processo produtivo. • Possibilita a valorização de vantagens comparativas a nível ambiental, ao nível da utilização sustentável de capital natural de ordem económica e ecológica. • Promove, a nível nacional, a melhoria da qualidade das políticas públicas, ao aumentar os custos da implantação de estratégias não-sustentáveis com repercussões negativas sobre o desenvolvimento a longo prazo. • Possibilita avanços ao nível do respeito pelos direitos humanos e a criação de mecanismos internacionais de defesa da cidadania. • Promove novas oportunidades a nível cultural, incluindo as que resultam da coexistência de culturas, e estreita as relações entre as diferentes tradições culturais e modos de vida, aumentando, assim, a sua visibilidade e a probabilidade de serem devidamente valorizadas.

Commonwealth

Acordo EUA / México / Canadá

Comunidade da África Oriental

Mercado Comum do Sul

União Económica Euroasiática

União Europeia

Estes blocos económicos têm um papel fundamental no incremento das trocas comerciais intra e inter-regionais.

Organizações Internacionais Governamentais (OIG)

As OIG são atores de globalização importantes pelo seu papel interventivo nos sistemas políticos. As OIG podem ser de caráter regional ou global e são financiadas pelos Estados-membros. A ONU (Organização das Nações Unidas) é a única OIG de caráter global que tem 193 Estado-membros e cuja intervenção abrange todas as áreas no planeta Terra. Para compreender a sua abrangência, em 2015, a ONU estabeleceu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030 e que requerem ação por parte dos governos, empresas e sociedade civil para erradicar a pobreza e criar uma vida com oportunidades e dignidade para todos, tendo em conta a capacidade física do planeta e a sua proteção. Temos, em contrapartida, inúmeras organizações regionais, sobretudo de caráter económico, como a Commonwealth, Acordo EUA / México / Canadá (USMCA, antiga NAFTA), Comunidade da África Oriental (CAO), Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), União Económica Euroasiática (UEE) e União Europeia (UE).

O processo de recomposição da paisagem internacional

Ao longo dos tempos assistiu-se a inúmeros conflitos mas apenas no séc. XX assumiram proporções globais. A 2ª Grande Guerra levou à divisão do mundo em dois blocos distintos: por um lado os E.U.A. e por outro a URSS. Estes defenderam ideologias, políticas e economias bastante diferenciadas e estabeleceram acordos interestatais que deram origem a um mundo bipolarizado e iniciando uma “Guerra Fria”. Em 1989, com a queda do Muro de Berlim, cai também a divisão leste – oeste, e deixa de existir um mundo bipolarizado e inicia-se um período policêntrico. Já no séc. XXI o sistema mundo deixa de ser dominado pela Tríade e novos estados e velhas potências reforçam o seu poder político e económico tais como os BRICS e os Quatro Dragões Asiáticos. O desmembramento da URSS propicia o aparecimento de novas organizações tal como a CEI (Comunidade de Estados Independentes). Diminuiu a probabilidade de uma guerra mundial mas fomentou o ressurgimento de movimentos nacionalistas e conflitos regionais. Ex: países Bálticos e Cáucaso, desmembramento violento da Jugoslávia e conflitos dentro dos próprios países que originaram movimentos migratórios forçados (refugiados da Síria, Afeganistão,…). Surgem novos estados e simultaneamente ocorrem atos de terrorismo internacional. Por exemplo o ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria) combate os governos xiitas no poder através de grupos armados e movimentos jihadistas.

Internacionalização: refere-se às trocas económicas, políticas, culturais entre nações, e as relações que daí resultam, pacíficas ou conflituosas, de complementaridade ou de concorrência. Multipolaridade ou mundo policêntrico: é uma nova organização geopolítica, com centros de poder distintos, exercem influência no campo político, económico e militar. Arquipélago-mundo: expressão para designar as características geoeconómicas e políticas do sistema mundo, é composto por um pequeno número de regiões, a Tríade e as economias emergentes. Oligopólio: sistema que faz parte da economia política e que caracteriza um mercado onde existem poucos vendedores para muitos compradores.

Organizações Não Governamentais

Também conheidas por OING (Organizações Internacionais Não Governamentais) são organizações formadas por entidades da sociedade civil e independentes dos governos, sem fins lucrativos e dependentes de financiamento privado. Estas ONGs são elementos fundamentais na globalização uma vez que se constituem como motores de movimentos cívicos que lutam pela democracia, pela alteração dos padrões de consumo e pela resolução de problemas ambientais. Muitas destas associações civis apresentam ações contra agendas políticas, económicas, culturais ou ambientais apresentadas pelos governos. Nos últimos tempos temos assistido a vários movimentos neste sentido como por exemplo o Climáximo, Movimento Vida Justa, ou "Mulheres, vida, liberdade" (em homenagem a Mahsa Amini), ou, a mundialmente conhecida, Greenpeace.

Impactes negativos da globalização

• Favorece a perda de postos de trabalho nas economias mais avançadas, resultado da deslocalização de partes do processo produtivo para países mais pobres. • Aumenta a volatilidade e o efeito de “contágio” das crises dos mercados financeiros, que afeta sobretudo os países menos desenvolvidos. • Contribui para asfixiar as empresas locais, ao criar um mercado livre, sem restrições, que beneficia sobretudo empresas transnacionais do mundo ocidental. • Visa a maximização dos lucros, muitas vezes sem ter em conta as necessidades de desenvolvimento de cada país ou das populações locais. • Promove a fixação de filiais de empresas transnacionais ou a subcontratação de unidades industriais em países menos desenvolvidos, que contratam mão de obra barata e exploram frequentemente os seus trabalhadores. • Dificulta o acesso dos produtores dos países em desenvolvimento aos mercados de exportação, devido a políticas protecionistas dos países desenvolvidos. • Agrava as desigualdades de rendimento dentro dos países e entre os países. • Acentua a vulnerabilidade de muitos países pobres, sobretudo os insulares, às mudanças ambientais globais. • Aumenta a possibilidade de os conflitos se estenderem à escala global. • Facilita a propagação rápida de epidemias à escala global (ex.: Covid-19). • Contribui para um mundo cultural progressivamente uniforme, em que muitos povos e grupos sociais sentem que a sua identidade é ameaçada pela tendência de homogeneização cultural que este processo origina.

O aumento da interdependência entre lugares e regiões

A internacionalização é, hoje em dia, um importante reforço da multipolaridade da economia mundial. Desta forma, a expansão do comércio mundial promove a integração regional e o aparecimento de novos polos económicos, como por exemplo a China. A impulsão dada pela OMC na criação de espaços de integração económica regionais favorece a interdependência entre as economias do planeta. A transição entre as economias nacionais e a mundial faz-se através dos blocos regionais, como por exemplo a Tríade (E.U.A., U.E. e Japão) e os BRICS. A Tríade funciona como um oligopólio, isto é, uma espécie de arquipélago-mundo pois são responsáveis pela maioria da riqueza criada, têm poder e impulsionam as economias, finanças e cultura. Outra forma de internacionalização são as joint-ventures é uma expressão de origem inglesa, que significa a união de duas ou mais empresas já existentes com o objetivo de iniciar ou realizar uma atividade económica comum, por um determinado período de tempo e visando, entre outras motivações, o lucro.