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"A nostalgia da infância", em Fernando Pessoa

Tiago Vaz

Created on October 11, 2023

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Transcript

"A nostalgia da infância", em Fernando Pessoa

"[...] a nostalgia de um estado inocente em que o "eu" ainda não se tinha desdobrado em "eu" reflexivo está representado no símbolo da ínfância. A infância é a inconsciência, o sonho, a felicidade longínqua, uma idade perdida e remota que possivelmente nunca existiu a não ser como reminiscência."

"A criança que fui chora na estrada/ Deixei-a ali quando vim ser quem sou."

Isabel Pascoal, Poemas de Fernando Pessoa, Comunicação

A infância... na arte

Outros poemas...

"A criança que ri na rua,"
"Porque esqueci quem fui quando criança?"
"Quando eu era criança"
"Ah, quero as relvas e as crianças!"
"Aqui está-se sossegado,"
"Brincava a criança"

Bibliografia

  • https://arquivopessoa.net/textos/2185
  • https://arquivopessoa.net/textos/213
  • http://arquivopessoa.net/textos/3154
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa
  • https://ensina.rtp.pt/artigo/fernando-pessoa-a-crianca-que-ri-na-rua/
  • https://jornalggn.com.br/noticia/porque-esqueci-quem-fui-quando-crianca-por-fernando-pessoa/
  • https://nesgadeterra.blogspot.com/2017/06/analise-do-poema-quando-era-crianca.html
  • https://andarporfora.blogs.sapo.pt/aqui-esta-se-sossegado-379238
  • https://poemasdefernandopessoa.blogs.sapo.pt/brincava-a-crianca-26386
  • https://www.youtube.com/watch?v=swFbKQXMzSQ
  • http://multipessoa.net/labirinto/obra-publica/3
  • https://www.facebook.com/musicalestradadavida/?locale=eu_ES

Do seu longínquo reino cor-de-rosa

À criança que dorme chega leve, E, pondo-lhe na fronte a mão de neve, Os seus cabelos de ouro acaricia — E sonhos lindos, como ninguém teve, A sentir a criança principia.

[...]

E há figuras pequenas e engraçadas Que brincam e dão saltos e passadas... Mas vem o dia, e, leve e graciosa, Pé ante pé, volta a melhor das fadas Ao seu longínquo reino cor-de-rosa. Fernando Pessoa

Brincadeira de criança, de Alfredo Margarido

"Canção de vida" - Carlos do Carmo

Nascemos tão furiosamente sábios Dispensamos a razão Corremos com sorrisos nos lábios De encontro ao mundo em contramão. Crescemos descortinando o nosso fado Desvendando a nossa voz Mantemos bem acondicionado O fugitivo que há em nós. E tu, tu que nem sempre me entendes Mas que tão bem sabes aconchegar Aquele que eu sou, Talvez num breve instante, ao olhares-me, Consigas simplesmente, sem pudor, rever-te em mim.

Às vezes nada nos pode causar medo Tudo corre de feição Reveses também constam no enredo Pois não há bela sem senão. Mais tarde valorizamos a inocênciaE o que dela resta em nós Mais tarde temos plena consciência De que o final é sempre a sós.

Carlos do Carmo - “Canção De Vida” Letra: Jorge Palma

Pobre velha música!
  • A memória da infância é despertada por um estímulo exterior, apreendido através da audição.
Quando as crianças brincam

Quando as crianças brincam E eu as ouço brincar, Qualquer coisa em minha alma Começa a se alegrar E toda aquela infância Que não tive me vem, Numa onda de alegria Que não foi de ninguém. Se quem fui é enigma, E quem serei visão, Quem sou ao menos sinta Isto no coração.

Pobre velha música! Não sei porque agrado, Enche-se de lágrimas Meu olhar parado. Recordo outro ouvir-te. Não sei se te ouvi Nessa minha infância Que me lembra em ti. Com que ânsia tão raiva Quero aquele outrora! E eu era feliz? Não sei: Fui-o outrora agora.

  • Sentimentos vivenciados pelo sujeito poético.
  • Referência a uma infância mítica, que não representa, necessariamente, a infância do "eu", mas a memória (re)construtiva que dela se tem.
  • Articulação de diferentes dimensões temporais (presente, passado e futuro).

Poemas